Portugal Telecom

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PT Portugal
PT Portugal SGPS, S.A.
Portugaltelecomlogo.png
Tipo Empresa de capital fechado
Indústria Telecomunicações
Género Subsidiária
Fundação 1994 (22 anos)
Sede Av. Fontes Pereira de Melo, 40
S. Jorge de Arroios, Lisboa
 Portugal
Proprietário(s) Altice Group
Pessoas-chave Paulo Neves, Presidente do Comité Executivo[1] , Armando Pereira, Presidente do Conselho de Administração[2]
Empregados 10,696 (2014)
Produtos Telefonia fixa e móvel
Acesso a Internet
Televisão digital
Televisão por cabo e assinatura
Serviços de TI
Subsidiárias Meo
Altice Labs
PT Empresas
Valor
de mercado
EUR 7,4 mil milhões [3]
Lucro Baixa EUR (2.579 mil milhões) (2014)[4]
LAJIR Aumento EUR 1.053,4 mil milhões (2014)[5]
Faturamento Aumento EUR 2.717 mil milhões euros (2014)[6]
Página oficial telecom.pt

A Portugal Telecom, conhecida também por PT Portugal ou Grupo PT é um operador de telecomunicações português. A atividade da empresa abrange todos os segmentos do setor das telecomunicações: negócio fixo, móvel, multimédia, dados e soluções empresariais. Desde 2 de junho de 2015, a PT Portugal é uma subsidiária integral da Altice Group, uma multinacional líder no fornecimento de serviços de telecomunicações com presença em França, Israel, Bélgica e Luxemburgo, Portugal, Antilhas Francesas, Área do Oceano Índico e República Dominicana e Suíça.[7] A Portugal Telecom (PTP, SGPS, S.A.) não está cotada, pois tem como único acionista a Altice Group.

História[editar | editar código-fonte]

A evolução da Portugal Telecom está ligada a todo o percurso de desenvolvimento das telecomunicações em Portugal. Embora a criação da PT date apenas de 1994, é no século XIX que se inicia a aventura das telecomunicações em Portugal, em que tiveram papel preponderante empresas que, ao longo do tempo, foram evoluindo até integrarem o universo empresarial que serviu de base à formação da PT de hoje (frase de Óscar Vieira).

Em 1996, a empresa, até então pública, passou para o setor privado e começou a alargar a sua área de intervenção, sendo uma das mais cotadas a nível nacional, com presença em bolsas estrangeiras. A privatização da Portugal Telecom decorreu durante dezasseis anos e cinco vagas de ofertas públicas de ações. Este processo terminou definitivamente em 2011, quando o Estado Português prescindiu das suas 500 ações Golden Share[8] .

A história da empresa assenta em marcos que fizeram desta empresa uma referência a nível nacional e internacional: a Portugal Telecom lançou o Mimo, o primeiro pré-pago do Mundo realizou a primeira vídeo chamada em Portugal e terceira na Europa; lançou a melhor rede de fibra ótica da Europa; lançou o primeiro canal interativo do país, o MEO; distingue-se pelo seu investimento em I&D em Portugal; foi a única empresa de telecomunicações em Portugal a fazer parte do DJSI; foi a única empresa de telecomunicações nacional cotada na NYSE.

Desde a privatização, cresceu em média por ano cerca de 11% nas receitas e 37% no lucro líquido, muito graças aos negócios de nível internacional da PT Internacional (controla e gere no Brasil a Vivo Participações até à venda da sua participação de 50% à Telefónica, atualmente a Vivo está incluída nos maiores operadores móveis do Hemisfério Sul), às comunicações móveis e à TV Cabo. O maior sucesso da Telesp Celular foi o lançamento em abril de 1999 do "Baby", um telemóvel com cartão pré-pago recarregável equivalente ao Mimo da TMN, o primeiro do género na América Latina. A PT, até à operação da aquisição pela Altice Group, esteve presente nos mercados de Marrocos, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste, Angola, Quénia, China e São Tomé e Príncipe[9] e ainda no Botsuana.[10]

Uma reorganização da empresa efectuada em 1996 levou a que fossem definidas diversas áreas de intervenção: a rede fixa de telefones, a rede de telefones móveis, a televisão por cabo e multimédia, para empresas, a nível internacional, inovação e sistemas de informação. Tudo isto com o objectivo de manter o crescimento, rentabilidade e monopólio da rede fixa.

Expansão internacional[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1998 a Portugal Telecom entrou no mercado brasileiro ao adquirir a Telesp Celular por 3,59 bilhões de reais, após vencer o leilão da privatização da empresa,[11] e em julho de 2000 comprou também no Brasil a Ceterp Celular por 150 milhões de reais.[12]

Edifício sede da Portugal Telecom em Lisboa

Assim nasceu a PT Multimédia em julho de 1999 (agora NOS, principal rival da empresa), que operava nas áreas de media, serviços interativos e Internet. Esta empresa chegou a deter cerca de 90% do mercado da televisão por subscrição, seja por cabo ou satélite, que possibilitava o acesso a mais de 50 canais através da TV Cabo. A PTM centralizava as atividades de media e internet, tais como a TV Cabo, PT Conteúdos, Internet (PTM.com), Lusomundo, Páginas amarelas (24,75% de participação), Sportinveste, entre outros[13] . Em 2007, após uma Oferta Pública de Aquisição, apresentada pela Sonae ao Grupo PT, houve uma cisão (spin-off) entre as duas, tendo a PT Multimedia dado origem à ZON Multimédia[14] . Já em 2013 a ZON fundiu-se com a operadora telefónica do Grupo Sonae (Optimus) tendo dado origem à Zon Optimus[15] . Em Maio de 2014 a Zon Optimus altera a sua denominação, dando origem à NOS[16] .

Entretanto, o Grupo PT, através da Marconi, que participa em 36 cabos submarinos internacionais, disponibilizou uma rede internacional de serviço telefónico, telemática, transmissão TV e Internet. A Marconi tem ainda acesso aos sistemas de satélite Intelsat, Inmarsat e Eutelsat.

Em 2003, a Portugal Telecom e a Telefonica formaram uma "joint venture", na altura, a maior operadora de rede móvel do mercado brasileiro e do hemisfério sul, a Vivo com mais de 30 milhões de clientes. Em agosto de 2005 a empresa foi envolvida no escândalo político brasileiro, conhecido como escândalo do mensalão.

Em 28 de julho de 2010, a Portugal Telecom perde a gestão da Vivo para a Telefónica devido à compra de 50% da Vivo até então detida pela PT. De salientar que foi usada pela primeira vez em Portugal uma Golden share, as chamadas ações douradas que permitem ao estado o poder de veto num negócio que comprometa o interesse estratégico nacional. No entanto, devido ao facto de a PT adquirir um posição na Oi foi possível deixar o negócio concretizar-se com um encaixe na PT de 7,5 mil milhões de euros, ou seja é respeitado o interesse estratégico nacional, a PT fica com 22,4% da Oi e abre o caminho para uma expansão do negócio na América Latina, é de salientar que o negócio foi inicialmente vetado pelo governo por que não havia alternativa, depois negociou-se com a Oi e a PT passou a ser uma das maiores acionistas.

A 5 de maio de 2014, a Portugal Telecom transferiu todos os seus ativos para a Oi S.A., incluindo as operações no estrangeiro[17] . Atualmente, a PT só opera em Portugal.

Fusão com a Oi[editar | editar código-fonte]

Em 2 de outubro de 2013 a Oi e a Portugal Telecom anunciaram um fusão para criar uma grande multinacional luso-brasileira de telecomunicações e com operações em todos os países que falam a língua portuguesa e com mais de 100 milhões de clientes, com a fusão das duas empresas se cria um nova companhia, com uma estrutura do estilo CorpCo, ainda sem nome oficial anunciado[18] . Esta fusão passou por uma grave crise em razão do investimento que a Portugal Telecom fez na Rioforte, holding do grupo Espírito Santo[19] . A fusão não foi realizada como o pretendido, isto é, os negócios de telecomunicações e tecnologia (PT Portugal) foram vendidos á Altice, grupo empresarial luxemburguês.

No processo de fusão com a Oi, a Portugal Telecom (PT) investiu quase 900 milhões de euros em papéis da Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo, acionista do Banco Espírito Santo. Este investimento teria vencimento em julho de 2014 e provocou uma crise na empresa pelo facto da operação não ter sido divulgada entre os executivos. Em razão do default da dívida, a participação da Portugal Telecom na nova empresa foi reduzida para 25,6%. Em janeiro de 2015 a PwC divulgou um relatório indicando que os principais executivos da PT sabiam do empréstimo[20] . Uma das consequências deste escândalo foi a decisão do supervisor do mercado acionário português de suspender a negociação das ações da empresa no dia 9 de janeiro de 2015.[21]

O grupo empresarial antes chamado de Portugal Telecom, SGPS, SA dividiu-se na PT Portugal SGPS, SA - empresa com activos como o MEO - e na PT SGPS, uma holding com 25,6% da Oi e com o investimento de risco avaliado em aproximadamente 900 milhões de euros -, que após 29 de maio de 2015 designa-se de Pharol, com sede no Amoreiras Plaza.

Compra pela Altice[editar | editar código-fonte]

A 2 de junho de 2015, a Altice anunciava a conclusão da compra da PT Portugal SGPS, SA por 7,4 mil milhões de euros[22] . Armando Pereira, accionista com cerca de 30% da Altice, assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração[23] . A 7 de julho de 2015, Paulo Neves foi nomeado como Presidente Executivo da empresa[24] .

Torre de comunicações de Monsanto[editar | editar código-fonte]

A torre de comunicações da PT Portugal situa-se em Lisboa. Possui uma altura de cem metros e está localizado no Parque Florestal de Monsanto, a uma cota de 187 metros acima do nível do mar, e é o ponto mais importante de Teledifusão de toda a rede da MEO.

Esta torre é responsável por receber os sinais de TV da RTP, SIC e TVI e distribui-los para os restantes Centros Emissores dispersos por todo o território nacional. Neste Centro também se procede à interligação com os estúdios desses vários operadores, ao encaminhamento de sinais de TV para os estúdios e ao envio destes sinais para a Estação de Satélites de Alfouvar (Sintra).

Accionistas da PT Portugal, SGPS, SA[editar | editar código-fonte]

O capital da PT Portugal, SGPS é detido a 100% pela Altice Group.

Empresas e marcas[editar | editar código-fonte]

Com o objetivo de ser uma empresa líder em todos os setores e mercados do seu segmento, a Portugal Telecom articula a sua oferta através de várias empresas:

  • Meo, Serviços de Comunicações e Multimédia S.A. - empresa de comunicações fixas, móveis, internet e portais. Responsável pela gestão do serviço e marca comercial Meo, gestão de portais de internet, como o Portal SAPO, e também responsável pela gestão comercial da marca PT Empresas, virada para o segmento de PMEs, grandes empresas e governamental;
  • Altice Labs[25] (anteriormente designada por PT Inovação) - empresa do grupo cujo ‘’core business’’ é o desenvolvimento de novas Soluções de Tecnologias e Sistemas de Informação (SI/TI) que criem valor para as empresas do Altice Group e suas participadas, bem como para o mercado interno e outros mercados a nível internacional, promovendo processos de inovação ao nível dos serviços, tecnologias e operações;
  • PT Empresas - empresa especializada na oferta de produtos e serviços para o segmento empresarial;
  • PT Pay S.A.- presta serviços de pagamentos;
  • PT Contact S.A. - presta serviços de telemarketing.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://economico.sapo.pt/noticias/oficial-paulo-neves-e-o-novo-ceo-da-pt-portugal_223028.html
  2. http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=833665&tm=6&layout=123&visual=61
  3. [1]
  4. [2]
  5. [3]
  6. [4]
  7. Sobre a PT Telecom, telecom.pt, recuperado em 23 de setembro 2015
  8. «Fim da Golden Share». DN Economia. 26 de Junho de 2011. 
  9. portugaltelecom.pt, O Grupo Portugal Telecom, 28 Mai 2004.
  10. portugaltelecom.pt, PT Inovação e Visa lançam serviço inovador a nível mundial, 26 Abr 2004.
  11. [5]
  12. [6]
  13. «PT Multimedia em análise» (PDF). Finbolsa. 27 de Maio de 2002. 
  14. «Entendimento da ANACOM sobre o spin-off» (PDF). ANACOM. 08 de Maio de 2005. 
  15. «Optimus e Zon avançam com fusão». Diário Económico. 14 de Dezembro de 2012. 
  16. «Lançamento da marca NOS». 
  17. "Aumento de capital da Oi".
  18. «PT e Oi assinam acordo para pôr a fusão em marcha». Público. 02 de Outubro de 2013. 
  19. "PwC indica que alto escalão da PT sabia de empréstimo". O Estado de S Paulo. Visitado em 9 de janeiro de 2015.
  20. "PwC indica que alto escalão da PT sabia de empréstimo". O Estado de S. Paulo. Visitado em 9 de janeiro de 2015.
  21. "La autoridad bursátil suspende la cotización de Portugal Telecom". El País. Visitado em 9 de janeiro de 2015.
  22. "Altice conclui compra da PT Portugal". Público.
  23. "Armando Pereira quer que PT continue a ser um exemplo e sinónimo da excelência empresarial". SAPO TEK.
  24. "Paulo Neves é o novo líder da PT". Exame Informática.
  25. «PT Inovação transforma-se em Altice Labs». PCGUIA. Consultado em 2016-02-01. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]