Posições controversas das Testemunhas de Jeová

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As Testemunhas de Jeová são uma organização mundial composta por mais de oito milhões e cem mil praticantes [1], e são bem conhecidas pela sua atividade de evangelização de porta em porta e onde quer que haja pessoas. Baseam as suas doutrinas na Bíblia os seus procedimentos organizacionais, atitudes, ensinos e conduta são a restauração do Cristianismo instaurado por Jesus Cristo. Ainda assim, algumas das suas posições sobre certos assuntos têm sido considerados controversiais, sendo alvo de ataque por parte dos seus críticos. Apresentam-se neste artigo algumas destas questões mais polémicas.

Torre de Vigia e o Racismo[editar | editar código-fonte]

Charles Taze Russell, fundador da Sociedade Torre de Vigia, acreditava que a cor negra era uma degeneração,[2] e que os negros seriam restituídos a uma condição original com o apocalipse, dependendo de sua humildade.[3] A edição d’A Torre de Vigia de Sião (em inglês), antecessora de A Sentinela, de 15 de fevereiro de 1904 dizia que “Deus poderia mudar a cor da pele dos etíopes no tempo devido”. A Sentinela de primeiro de agosto de 1898 afirmava que “a raça negra descende de Ham, cuja degradação especial é mencionada em Gênesis 9:22,25”.[4] Essa afirmação é reiterada numa edição de A Sentinela (Sociedade Torre de Vigia dos Tratados de Sião, em português, atualmente conhecida por A Sentinela, de 15 de julho de 1902, que alega: “nós não podemos afirmar com certeza que os filhos de Cam e Canaan são os negros, consideramos esta visão geral tão improvável quanto qualquer outra”.[5] A mesma edição continuava dizendo, nas páginas 215 a 216, que “enquanto é verdade que a raça branca exibe certas qualidades superiores acima de qualquer outra, nós devemos lembrar que existem diferenças amplas na mesma família caucasiana (semítica e ariana); (...) O segredo da inteligência e habilidade superiores do caucasianos deve ser atribuída sem dúvida à mistura de sangue entre seus variados ramos”.[2][5]

A revista A Idade de Ouro de 24/7/1929, p. 207, afirma que os negros são uma "raça de serviçais".[6] A Sentinela de 1/2/1952, p. 95 também afirma que: "Realmente, nossos irmãos de cor tem um grande motivo para alegrar-se. A raça deles [negra] é dócil e educável..."[7] Outra edição de A Sentinela faz a seguinte afirmação: "As raças negra e latina provavelmente sempre serão inclinadas à superstição."[8]

Uma antecessora da revista Despertai, a revista Idade de Ouro (em inglês The Golden Age), de 24 de julho de 1929, na página 702, dizia que: “Acredita-se, geralmente, que a maldição que Noé pronunciou sobre Canaã era a origem da raça negra. É certo que, quando Noé disse: "Maldito seja Canaã, servo dos servos seja aos seus irmãos", ele não imaginou o futuro da raça negra”.[9] postura da Torre de Vigia em relação aos negros começou a mudar na década de 50, quando estes passaram a ser considerados uma raça “passível de ser ensinada”, nas palavras duma Sentinela de primeiro de fevereiro de 1952 [10], na página 95. Apesar de tudo isso, a Sociedade Torre de Vigia insiste em dizer que, as Testemunhas de Jeová respeitam, hoje, todas as raças e não aceitam que a maldição de Noé tenha sido dirigida aos negros. No entanto, essa mudança de postura pode ser observada em várias Igrejas e religiões. Alegam também que os argumentos apresentados pelos críticos são isolados e fora do contexto de suas publicações. Hoje, inúmeras publicações mostram vários negros tanto aprendendo, ensinando e dirigindo estudos de A Sentinela antes da década de 50. [11] Ademais, até a última década, nenhum negro participou do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.[12]

Testemunhas de Jeová e as Nações Unidas[editar | editar código-fonte]

As Testemunhas de Jeová acreditam que as Nações Unidas são uma das “autoridades superiores” que existem por permissão de Deus[13], e que presentemente servem ao propósito de manter a ordem, mas se recusam a lhe dar suporte político ou considerá-la forma de atingir paz e segurança. As Testemunhas de Jeová também acreditam que a ONU é a “imagem da besta” de Apocalipse 13:1-18, e a segunda realização da profecia em Mateus 24:15 e o meio político que será usado para devastar as religiões organizadas no resto do mundo[14][15]Como os outros poderes políticos, a ONU deve ser destruída com a chegada do Reino de Deus como afirma a Sentinela.(Daniel 2:44) As Testemunhas de Jeová denunciaram outras organizações religiosos por terem oferecido suporte político à ONU.[16](Tiago 4:4)

No dia 8 de outubro de 2001, um artigo foi publicado pelo jornal britânico ‘’The Guardian’’ questionando o registro da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados como uma organização não governamental (ONG) no Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas e acusando a Sociedade Torre de Vigia de Hipocrisia>[17]. Poucos dias depois da publicação do artigo, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados submeteu um pedido formal de dissociação, removendo toda a sua ligação com o Departamento de Informações Públicas da ONU[18],(Sofonias 3:12) e publicaram uma carta dizendo que tinham se associado à ONU para poder acessar suas dependências.[19] De acordo com o site da ONU, a associação da Torre de Vigia significou “a aceitação, por parte da organização, dos princípios das Nações Unidas e comprometimento com programas de informação efetivos com seus constituintes(...)”, no entanto, “a associação de ONGs ao Departamento de Informação Pública” não significou sua incorporação no sistema das Nações Unidas. De acordo com o The Guardian, contudo, “Uma publicação descreve a ONU como "uma coisa repugnante aos olhos de Deus e seu povo".”.[18] Em 1991, uma das entidades legais das Testemunhas de Jeová (Watchtower Bible and Tract Society of New York) registrou-se no DIP (Departamento de Informação Pública) das Nações Unidas como ONG (Organização Não Governamental), com o intuito de obter acesso ao amplo sistema de bibliotecas da ONU. Isto possibilitaria que os redatores das revistas e livros publicados pela Watchtower recebessem um cartão de identificação para ter acesso a tais bibliotecas de pesquisas e se utilizassem de informações para escreverem artigos. Apesar da posição oficial da torre de vigia dizer que Isso nunca foi segredo, este fato nunca foi relatado na literatura da sociedade e muitas testemunhas só descobriram o ocorrido após a publicação do Guardian. 

Questão do sangue[editar | editar código-fonte]

A posição religiosa das Testemunhas de Jeová em relação ao uso de sangue na medicina e na alimentação é uma das mais controversas e criticadas ao longo dos anos. Baseando-se na sua própria interpretação da Bíblia, entendem que o uso de transfusões de sangue total ou dos seus componentes primários é proibido por uma alegada "lei divina".(Atos 15:28,28)

Os críticos contestam a sua interpretação teológica e obsoleta sobre o uso do sangue e acusam a política da organização em considerar como excluídos ou desassociados aqueles que decidem aceitar tratamentos médicos com base na hemoterapia, ou seja, a transfusão de sangue total ou de algum dos seus principais hemocomponentes, seja autóloga ou não. A controvérsia existe porque negar a um membro da comunidade ou seus familiares o único tratamento que possa salvar sua vida (transfusão sanguínea ou cirurgias que dela necessitem) em razão de uma interpretação da Bíblia seria a negação do amor de Deus e da caridade para com o próximo, elementos centrais do Cristianismo em todas as suas vertentes.

No entanto, é patente que tais alternativas não abarcam todos os casos e ainda expõe os Testemunhas de Jeová a riscos de morte em razão de suas posições doutrinárias, fato que já gerou questionamentos judiciais, havendo a Justiça, inclusive, determinado falta de interesse de agir de um hospital, visto no Brasil os médicos têm a obrigação legal de realizar os procedimentos necessários à salvaguarda da vida de qualquer pessoa, independentemente da própria vontade ou de seus familiares.[20]

Implicações legais[editar | editar código-fonte]

A despeito das considerações médicas, as Testemunhas de Jeová advogam que os médicos deveriam respeitar o direito do paciente de escolher quais tratamentos aceitar ou não (embora uma Testemunha esteja sujeita a sanções religiosas caso escolha o direito de receber transfusão de sangue).[21] Os Estados Unidos tendem a não tratar os médicos como responsáveis por efeitos de saúde adversos em um paciente que decide não aceitar os procedimentos indicados.[22] No entanto, o ponto de vista de que os médicos devem, sob quaisquer circunstâncias, servir aos desejos religiosos dos pacientes não é reconhecido, por exemplo, na França.[carece de fontes?]

Kerry Louderback-Wood alegou que as coorporações legais das Testemunhas de Jeová são potencialmente sujeitas à demandas de compensação por mal-representação dos riscos médicos em matéria de transfusão de sangue.[23] Wood alega que as garantias constitucionais de liberdade religiosa não removem a responsabilidade legal que toda a pessoa ou organização têm a respeito de representar erroneamente fatos seculares.[23]

Embora o direito de rejeitar a transfusão de sangue seja geralmente aceito no caso dos adultos, muitas Testemunhas sofreram processos judiciais por impedirem que os filhos menores de idade recebessem sangue apesar da oposição dos pais e dos líderes da igreja.[24] Alguns julgamentos decidiram, em situações específicas, que menores tivessem acesso à transfusão de sangue.[25][26][27][28][29][30]

Desassociação e dissociação[editar | editar código-fonte]

A Sociedade Torre de Vigia continua a exigir de seus membros que rejeitem seus amigos e parentes desassociados e os tratem como pessoas rejeitadas por Deus. A pessoa será ostracizada pelos fieis da religião, incluindo amigos e familiares seguidores da religião, enquanto ele estiver nessa condição, independente do(s) motivo(s) ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. 2 pág. 82-8). Em 1947 a Torre que Vigia atacou com tanta avidez a desassociação ou excomunhão da igreja Católica levando a concluir que tal prática era um instrumento de “poder eclesiástico e tirania secular” totalmente estranho aos ensinamentos cristãos.

Tratamento idêntico é dispensado aos dissociados, independente do(s) motivo(s) que levou um batizado(a) a querer dissociar-se [deixar de ser membro]. Tem por objetivo induzir o transgressor a arrepender-se e pedir a sua readmissão, se isso for possível, e ainda, proteger os membros fieis da congregação contra a sua má influência. A liderança da religião assegura perante terceiros que são os fieis que decidem cessar em definitivo a associação religiosa com o infrator. Associação deliberada, continuada e desnecessária com tais pessoas, após as advertências dos anciãos, pode resultar na repreensão judicativa, ou mesmo, na desassociação do infrator (Mantenha-se no Amor de Deus , 2008, pág. 34-5, 207-9; Nosso Ministério do Reino de 8/2002 pág. 3-4).

A Sentinela de 15 de novembro de 2014 página 14 diz o seguinte sobre os desassociados: “Trate os entes queridos desassociados como mortos por Jeová, e não os lamente!”

Esta mesma ainda prossegue: “Seus parentes e amigos que saíram da organização foram figurativamente mortos pelo próprio Jeová… pode ser difícil aceitar que estão também mortos para você; mas se você lamentar a “morte deles”, e desobedecer a ordem de “Jeová” (leia-se Torre de Vigia) se associando com tais, você não estará mostrando-se santo…”

Conceito de neutralidade[editar | editar código-fonte]

As Testemunhas de Jeová são conhecidas por manterem neutralidade em relação às nações da Terra e às suas instituições governamentais e militares. Devido a suas crenças, mantêm-se estritamente neutras no que diz respeito aos conflitos entre as nações, rejeitando o racismo e a xenofobia. Esta posição tem resultado em algumas críticas ou mesmo em perseguição por parte de organizações políticas e religiosas.

Serviço cívico alternativo ao serviço militar[editar | editar código-fonte]

Durante muitos anos, a maioria dos governos não possuíam qualquer alternativa a quem, por objecção de consciência, rejeitasse a incorporação militar. Muitos jovens entre as Testemunhas de Jeová, devido à sua neutralidade, foram presos devido à sua intransigência em participar em qualquer esforço militar. Com o passar dos anos após a Segunda Guerra Mundial, vários países passaram a oferecer tarefas alternativas ao serviço militar obrigatório. No entanto, em muitos locais esses serviços alternativos, embora civis, continuavam sob a alçada de autoridades militares. Em outros casos, concedia-se isenção até do serviço cívico alternativo a membros de algumas religiões reconhecidas pelo Estado, mas tal tratamento era negado às Testemunhas. Assim, as Testemunhas de Jeová continuavam a negar cumprir até mesmo esse serviço alternativo.

Conceito sobre o Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

As publicações da Sociedade Torre de Vigia chegaram a desencorajar os jovens Testemunhas de Jeová de cursarem o Ensino Superior.[31] [32] O objectivo seria evitar que os jovens Testemunhas tivessem acesso a conhecimentos seculares, sem qualquer intervenção da religião, evitando assim, questionar os ensinamentos controversos da sociedade colocando as suas actividades religiosas em primeiro lugar na vida e impedindo o seu crescimento profissional. Além disso evitariam se expor a filosofias que contrariam a Sociedade Torre de Vigia. Porém, segundo elas, reconhecem a necessidade ter nos seus quadros pessoas com formação superior em diversos áreas do conhecimento humano, conforme seus interesses.

Os jovens Testemunhas de Jeová são aconselhados a escolher cursos técnicos-profissionais, cursos estes que são mais bem vistos pelos olhos da Torre.

É um facto comum que os líderes congregacionais pressionam os jovens que desejam cursar o Ensino Superior a revogar da sua decisão. Para isso recorrem a passagens bíblicas e publicações da Torre para reafirmar a idéia de que estes ambientes são locais de exposição de idéias apóstatas.


Os Congressos de Distrito de 2005 marcaram o reinício de um discurso mais duro contra os "perigos" do Ensino Superior. Artigos recentes na sua revista A Sentinela teriam reforçado essa ideia. (A Sentinela, 1 de outubro de 2005, pág. 26-9; 15 de Outubro de 2005, pág. 3-7) Isto deveu-se a alguns jovens entre as Testemunhas terem dado maior valor à carreira secular do que aos deveres religiosos.

Denúncias de abuso sexual[editar | editar código-fonte]

Críticos como a Silentlambs acusaram as Testemunhas de Jeová de empregar políticas organizacionais que tornam a denúncia de abuso sexual difícil aos membros. Algumas vítimas de abuso sexual por parte de membros das Testemunhas de Jeová afirmaram que, ao tentarem reportar abuso sexual, foram obrigados a manter silêncio pelos anciãos locais para evitar envergonhar a organização e os acusados.[33][34][35][36][37][38][39][40][41][42][43][44]

A política oficial da religião, contudo, diz que todos os anciãos devem obedecer todos os requisitos legais de denúncia de abuso sexual. Casos de pedofilia e abuso de crianças nas testemunhas de Jeová culminaram com prisões de anciãos. Um ancião foi acusado de jogar “strip poker” com as vítimas.[45] Em 2007, a agência de informações oficiais das Testemunhas de Jeová afirmou que apenas existiram 11 casos de pedofilia entre os anciãos, e que de todos os processos movidos contra a Sociedade (13, no total), apenas 5 haviam sido decididos de forma não favorável à organização (embora os pedófilos normalmente sejam punidos). Novos casos de pedofilia, contudo, surgem continuamente na religião. Em pelo menos nove casos de abuso por anciãos, até 2007, a Sociedade Torre de Vigia pagou às vítimas para encerrar o caso, visando não sofrer uma ação judicial.[46] De acordo com a NBC, a quantia paga às vítimas em apenas um dos caso deve ter girado em torno de 780 mil dólares, e a Torre de Vigia tinha conhecimento dos casos de abuso.[47]

Testemunhas de Jeová e o Holocausto[editar | editar código-fonte]

Muitos críticos apontam problemas em relação ao relato oficial das Testemunhas de Jeová de como foram perseguidos pelos nazistas. Em primeiro lugar, enquanto a Sociedade exalta Erich Frost, um dos seus líderes na época, documentos da Gestapo demonstram que Frost traiu grupos de funcionários da Sociedade Torre de Vigia durante o nazismo, tendo entregue uma lista de nomes para a polícia nazista.[48] As fotocópias dos documentos da Gestapo sobre o interrogatório de Frost estão disponíveis em abundância na internet.[49][50][51][52] De acordo com alguns críticos, a Sociedade Torre de Vigia teria enfeitado alguns de seus salões em Wilmersdorf com suásticas e bandeiras nazi. A revista Despertai de 8 de julho de 1998 diz que isso não “é de importância”. Além disso, o artigo desta revista despertai teria comprovado que a melodia utilizada pelas Testemunhas de Jeová nesta assembleia fora a mesma do hino nacional alemão.[53]


Segundo o historiador e especialista Richard Evans, "as testemunhas de jeová tinham similaridades com as pequenas seitas antiliberais do período imediato ao fim da Primeira Guerra Mundial, das quais o próprio nazismo havia surgido".[54] Segundo alguns historiadores, as Testemunhas de Jeová contribuíram com o nazismo durante os primeiros anos do Reich e inclusive cortejaram o nazismo usando linguajar anti-ssemita em suas publicações. Documentos de 1933 demonstram que a Sociedade Torre de Vigia tentou se adaptar temporariamente à administração hitlerista, demonstrando aprovação ou apoio às políticas nazistas.[55]



Referências

  1. Anuário das Testemunhas de Jeová de 2009, página 31 e estatísticas no website oficial.
  2. a b 'Zion’s Watch Tower (A Torre de Vigia de Sião) de 15 de julho de 1902, páginas 215-216 (em inglês) While it is true that the white race exhibits some qualities of superiority over any other, we are to remember that there are wide differences in the same Caucasian (Semitic and Aryan) family; and... that some of the qualities which have given this branch of the human family its preeminence in the world are not... in all respects admirable... that Ham's characteristics which had led him to unseemly conduct ... would be ... inherited by his son,--and prophetically he foretold that this degeneracy would mark the posterity of Canaan, degrading him, making him servile. We are not able to determine to a certainty that the sons of Ham and Canaan are negroes; but we consider that general view as probable as any other.
  3. Zion’s Watch Tower (A Torre de Vigia de Sião) de 1 de Abril de 1914, páginas 105-106 (em inglês) If nature favors the colored brethren and sisters in the exercise of humility it is that much to their advantage, if they are rightly exercised by it. A little while, and [their]... humility will work out for [their]... good... those who have been faithful... will be granted new bodies, spiritual, beyond the veil, where color and sex distinctions will be no more.
  4. Zion’s Watch Tower (A Torre de Vigia de Sião) de 1 de agosto de 1898, página 230 (em inglês) ...The negro race is supposed to be descended from Ham, whose special degradation is mentioned in Gen. 9:22, 25
  5. a b Zion’s Watch Tower (A Torre de Vigia de Sião) de 15 de julho de 1902, página 216 (em inglês) "We are not able to determine to a certainty that the sons of Ham and Canaan are negroes; we consider that general view as improbable as any other"
  6. "Eles [os negros] têm sido e são uma raça de serviçais... Não há no mundo um serviçal tão bom quanto um bom serviçal de cor, e a satisfação que ele obtém por prestar um fiel serviço é uma das mais puras satisfações que há no mundo." A Idade de Ouro de 24/7/1929, p. 207 (em inglês)
  7. A Sentinela de 1/2/1952, p. 95 (em inglês)
  8. Torre de Vigia de Sião de 1/4/1908, p. 99 (em inglês)
  9. The Golden Age (A Idade de Ouro) de 24 de Julho de 1929, página 702 (em inglês) “It is generally believed that the curse which Noah pronounced upon Canaan was the not origin of the black race. Certain it is that when Noah said, "Cursed be Canaan, a servant of servants shall he be unto his brethren," he pictured the future of the Colored race. They have been and are a race of servants, but now in the dawn of the twentieth century, we are all coming to see this matter of service in its true light and to find that the only real joy in life is in serving others; not bossing them. There is no servant in the world as good as a good Colored servant, and the joy that he gets from rendering faithful service is one of the purest joys there is in the world.”
  10. The Watchtower, Feb. 1, 1952, p. 95, “Really, our colored brothers have a great cause for rejoicing. Their race is meek and teachable, and from it comes a high percentage of the theocratic increase”.
  11. No livro 'O Reino de Deus Já Governa' na página 173 mostra uma foto de um grupo de Testemunhas negras, de Gana, estudando A Sentinela em 1931. Veja também as páginas 15 (antes de 1900), 24 ( em 1919), 30 (fim da década de 30), 41 (1950), 176 (1950)
  12. «Negros e Torre de Vigia» (em inglês).  
  13. Artigo " Um mundo sem guerra: quando?" publicado em A Sentinela de 1 de outubro de 1995, página 7
  14. Preste Atenção à Profecia de Daniel, pp. 267, 269
  15. Revelação - Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, pp. 240-243, 246-258
  16. Watchtower 1 May 1999 p. 14; 1 October 1995 p7
  17. «'Hypocrite' Jehovah's Witnesses abandon secret link with UN» (em inglês). theguardian.com. 15 de outubro de 2001. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  18. a b Stephen Bates (8 de outubro de 2001). «Jehovah's Witnesses link to UN queried» (em inglês). Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  19. «Religious Tolerance Org» (em inglês).  
  20. http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=TESTEMUNHA+DE+JEOVA
  21. «When Religion and Medicine Collide» (em inglês).  
  22. «Index» (em inglês).  
  23. a b Jehovah's Witnesses, Blood Transfusions and the Tort of Misrepresentation, Journal of Church and State Vol 47, Autumn 2005
  24. «Jehovah's Witness Charged» (em inglês).  
  25. «Court order Jehovah's Witness boy be given blood transfusion» (em inglês).  
  26. «Teen cannot refuse blood transfusion, top court rules» (em inglês).  
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  29. «Child can be given blood, Judge rules» (em inglês).  
  30. «Jehovah twins to get transfusion» (em inglês).  
  31. A Sentinela de 15 de Março de 1969, pág. 171, (em inglês)
  32. Despertai de 22 de Novembro de 1969, pág. 15
  33. «Vítima de abusos ganha 22 milhões». cmjornal.xl.pt. 20 de junho de 2012. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  34. «Testemunha de Jeová violou mais de 40 anos». www.destak.pt. 31 de março de 2010. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  35. «Woman molested by Jehovah's Witnesses member at age NINE wins $28million in America's BIGGEST religious sex abuse payout» (em inglês). dailymail.co.uk. 17 de junho de 2012. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  36. «Candace Conti Awarded $28M In Jehovah's Witness Sex Abuse Case» (em inglês). huffingtonpost.com. 16 de junho de 2012. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  37. «Watchtower Ousts Victims, Whistle-Blowers» (em inglês). ctlibrary.com. 8 de julho de 2002. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
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  40. «New Allegations Of A Church Keeping Quiet About Child Sexual Abuse» (em inglês). komonews.com. 5 de julho de 2002. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  41. «Child abuse policy» (em inglês). bbc.co.uk. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  42. «Suffer the little children» (em inglês). bbc.co.uk. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  43. «Sex abuse victims target Jehovah's Witness in civil suit» (em inglês). religionnewsblog.com. 14 de abril de 2004. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  44. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome new
  45. «Church Elder accused of sex with teen, 11/04/2010» (em inglês).  
  46. «New evidence in J.W. allegations».  
  47. «NBC: Jehovah's Witnesses child sexual abuse» (em /ref>/ref> português).  
  48. Norman Hovland. «Traidores e Heróis: Sociedade Torre de Vigia branqueou a Sua História Sobre o período da Alemanha Nazista». Consultado em 25 de Fevereiro de 2014 
  49. «Traidores e Heróis - documentos online» (em alemão). Consultado em 25 de Fevereiro de 2014 
  50. «Traidores e Heróis - documentos online» (em alemão). Consultado em 25 de Fevereiro de 2014 
  51. «Traidores e Heróis - documentos online» (em alemão). Consultado em 25 de Fevereiro de 2014 
  52. «Traidores e Heróis - documentos online» (em alemão). Consultado em 25 de Fevereiro de 2014 
  53. «Watchtower tenta encobrir o seu envolvimento com o nazismo».  
  54. The Third Reich in Power, Richard Evans. Penguin Books, p. 254-256
  55. Richard Singelenberg. «Jehovah's Witnesses and the Third Reich: Sectarian Politics Under Persecution» 

Ver também[editar | editar código-fonte]