Potim

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Município de Potim
Bandeira de Potim
Brasão de Potim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 19 de maio
Fundação 23 de dezembro de 1981 (35 anos)
(criação do distrito)
Emancipação 30 de dezembro de 1991 (25 anos)
Gentílico potinense
Prefeito(a) Erica Soler Santos de Oliveira (PR)
(2017–2020)
Localização
Localização de Potim
Localização de Potim em São Paulo
Potim está localizado em: Brasil
Potim
Localização de Potim no Brasil
22° 50' 34" S 45° 15' 03" O22° 50' 34" S 45° 15' 03" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Vale do Paraíba Paulista IBGE/2008 [1]
Microrregião Guaratinguetá IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Aparecida, Guaratinguetá, Pindamonhangaba e Roseira
Distância até a capital 167 quilômetros km
Características geográficas
Área 44,651 km² [2]
População 21 984 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 492,35 hab./km²
Altitude 535 m
Clima Tropical de Altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,697 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 126 347,490 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 309,17 IBGE/2008[5]
Página oficial

Potim é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. Localiza-se a uma latitude 22º50'34" sul e a uma longitude 45º15'05" oeste, estando a uma altitude de 535 metros. Sua população estimada em 2009 era de 20.668 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento desenvolveu-se lentamente. Tornou-se uma vila de pescadores e de trabalhadores rurais. Na época da independência do Brasil, o bairro foi o maior produtor de mandioca de Guaratinguetá.

Neste período, além do café, produzia-se ainda açúcar, rapadura, milho, feijão e a famosa farinha de mandioca.

Em 1900 foi inaugurada a ponte ligando Potim a Aparecida, construída com madeira da antiga ponte do Pedregulho, em Guaratinguetá, que havia sido substituída pela ponte metálica, ainda no século anterior. O construtor e proprietário da ponte foi Francisco José de Castro e custou perto de mil contos de réis, que depois de um tempo foi levada pela correnteza do Rio Paraíba e no local foi introduzida uma balsa para a travessia do rio, nos idos de 1914.

Somente no ano de 1966, o então Governador do Estado, Ademar de Barros Filho, inaugurou a ponte de concreto armado, que perdura até hoje, porém possui limitação de tráfego.

Posteriormente foi inaugurada pelo governador de estado Eng. Mário Covas, a nova ponte de concreto armado, paralela à anterior, 300 metros a jusante, porém mais moderna e que foi denominada "Ministro Roberto Cardoso Alves", ligando Potim à cidade de Aparecida, acesso principal, porta de entrada da cidade pois não há uma entrada direta no município através de uma rodovia.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de dezembro de 1981 foi criado o Distrito de Potim, pela Lei 3.198.

Distrito de Potim: Subprefeitura/Subprefeitos

O Distrito de Potim teve quatro Subprefeitos nomeados, mas apenas três foram empossados. São eles: 1º) Claudio Doan Del Mônaco Braga, empresário, nomeado, mas não empossado. Com a criação da Subprefeitura do Distrito de Potim pelo então Prefeito de Guaratinguetá, Doutor Antônio Gilberto Filippo Fernandes no final do seu primeiro mandato, quando nomeou o primeiro Subprefeito do Distrito de Potim, o mesmo não foi empossado, pois não houve tempo hábil para isto e o novo Prefeito de Guaratinguetá, Doutor Walter de Oliveira Mello, extinguiu a Subprefeitura no inicio de seu mandato; 2º) Doutor Ivo Lemes, advogado, nomeado e empossado pelo então Prefeito de Guaratinguetá, Doutor Walter de Oliveira Mello, a pedido do Vereador Jones dos Santos, com a reabertura da Subprefeitura do Distrito de Potim; 3º) Vicente Francisco de Paula Júnior, engenheiro civil, nomeado e empossado pelo então Prefeito de Guaratinguetá, Doutor Antônio Gilberto Filippo Fernandes, em seu segundo mandato, com o apoio da Vereadora Maria José da Anunciação Guimarães e Associação de Amigos do Distrito, aprovado pela Câmara Municipal de Guaratinguetá e, finalmente, 4º) Gilberto Alves Lino, líder comunitário, nomeado e empossado pelo então Prefeito de Guaratinguetá, Doutor Antônio Gilberto Filippo Fernandes, neste seu segundo e último mandato, com o apoio também da Vereadora Maria José da Anunciação Guimarães e Associação de Amigos do Distrito, aprovado também pela Câmara Municipal de Guaratinguetá. Gilberto Alves Lino foi o último Subprefeito e dirigiu a Subprefeitura do Distrito de Potim até 31 de dezembro de 1992, e em sua gestão foi o elo político-administrativo entre a Administração Municipal de Guaratinguetá e a Comissão Emancipadora, no período de transição até a posse do primeiro Prefeito eleito pelo povo, Doutor Élio Andrade Nogueira, ocorrida em 1º de janeiro de 1993, quando começou a primeira Gestão Executiva do novo Município de Potim, recém emancipado de Guaratinguetá.

Comissão Emancipadora: Em março de 1988, uma comissão de pessoas interessadas no desenvolvimento do Distrito, que pouca atenção recebia dos dirigentes do Município de Guaratinguetá, recolheu cem assinaturas de eleitores inscritos na Circunscrição Eleitoral do Distrito de Potim e com o grande apoio dos atuais Prefeito e Vice-Prefeito, juntaram a documentação necessária e encaminharam à Assembleia Legislativa do estado de São Paulo uma solicitação de Emancipação Política e Administrativa, que foi recebida e protocolada pelo então Presidente da Assembleia.

Após os trâmites legais, foi o processo emancipatório aprovado pela Assembleia Legislativa do estado e o Egrégio Tribunal Regional Eleitoral designou a data de dezenove de maio de mil novecentos e noventa e um para a realização da consulta plebiscitária.

O Plebiscito foi concretizado com o seguinte resultado:

Total de eleitores votantes - 3822

  • Sim - 2467
  • Não - 91
  • Nulos - 27
  • Não compareceram - 1216

Município de Potim - No dia trinta de dezembro de mil novecentos e noventa e um, o Governador do estado de São Paulo, Luiz Antonio Fleury Filho, sancionou a Lei n.º 7664/91, que oficializou legalmente a emancipação do antigo Distrito de Potim do Município de Guaratinguetá.

Administração Municipal - O primeiro prefeito eleito pelo povo foi Élio Andrade Nogueira.

No dia 1º de janeiro de 1997 instalou-se a segunda gestão do Executivo Municipal de Potim, comandada pelo Prefeito João Benedito Angelieri e tendo como Vice-Prefeito José Silvio Bueno Machado.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 44,788 km². A densidade demográfica é de 347,93 hab/km².

Os municípios limítrofes são Guaratinguetá a norte, Aparecida a sudeste, Roseira a sul e Pindamonhangaba a oeste.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 19.397

  • Homens: 10.974
  • Mulheres: 8.423

Densidade demográfica (hab./km²): 305,04

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 16,97

Expectativa de vida (anos): 70,64

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,61

Taxa de alfabetização: 91,70%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,758

  • IDH-M Renda: 0,642
  • IDH-M Longevidade: 0,761
  • IDH-M Educação: 0,870

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovia[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Benito Carlos Thomaz (2009 - 2014) 
Edno Félix Pinto - Nenê do Potim - (2014 - 2016)
André Luiz Bertulino - Missionário André -  (setembro a dezembro de 2016)
Érica Soler - (2017 a 2020)


Edno Felix Pinto - Nenê do Potim (2009 - 2014)

Marcinho Siqueira - (2017 - 2020)

Corrupção[editar | editar código-fonte]

Após diversos meses da presença do Tribunal de Contas do Estado na cidade, o vice prefeito que estava no poder, Edno Felix Pinto, foi afastado. Diversos casos de nepotismo, desvios de dinheiro público e corrupção foram comprovados pelo TCE e o prefeito foi afastado, assumindo assim o presidente da câmara de vereadores, Missionário André, como prefeito, ficando até o mês de dezembro. Nenê foi afastado sendo acusado de desviar dinheiro das medicações do posto de saúde, fazendo com que a cidade entrasse num caos se tratando da saúde, dentre os casos de nepotismo, colocando parentes em diversos cargos da cidade, como secretaria de saúde, chefia de promoção social entre outros.

Eleições 2016[editar | editar código-fonte]

As eleições de 2016 da cidade foram um grande marco para a população. Dos quatro candidatos concorrendo ao cargo de prefeito, dois não poderiam assumir, sendo eles, João Benedito Angelieri, conhecido como João Cascão. João Cascão teve suas contas rejeitadas como ocorreu no ano de 2012, onde mesmo se ganhasse não poderia assumir a prefeitura. Devido à rejeição de suas contas à aos mais de 400 processos na justiça, foi impugnado pelo TSE estando assim até o dia da eleição, onde perdeu o recurso. Na urna seus votos foram zerados. Ficou em segundo lugar, perdendo para a candidata Érica Soler do PR, que ganhou com quase 95% dos votos válidos na urna. Érica já foi vereadora e já disputava o cargo a alguns anos. Carlos Benedicto Thomaz, conhecido como Carlinhos Zaga, também estava impugnado por ser irmão do prefeito assassinado da cidade, Benito Carlos Thomaz. Sendo assim, seus votos também foram zerados na urna. Edno Felix estava deferido para concorrer, mas obteve apenas aproximadamente 5% dos votos válidos, tendo menos votos do que alguns veadores eleitos na cidade como Rogério Páscoa, da Silva, conhecido como Rogério Tigrao, que obteve 401 votos, sendo o segundo vereador mais votado no ano de 2016.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010  Texto "potim" ignorado (ajuda); Texto "infograficos:-informacoes-completas " ignorado (ajuda)
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]