Potos Argiro (doméstico das escolas)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Potos Argiro
Nacionalidade Império Bizantino
Progenitores Pai: Eustácio Argiro
Ocupação General
Título
Religião Catolicismo

Potos Argiro (em grego: Πόθος Ἀργυρός; transl.: Pothos Argyros; fl. 910 - após 958) foi um general bizantino da primeira metade do século X, ativo durante o reinado dos imperadores Leão VI, o Sábio (r. 886–912), Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959) e Romano I Lecapeno (r. 920–944). Filho do oficial Eustácio Argiro e irmão de Leão Argiro, serviu uma carreira militar como seus parentes. Inicialmente um manglabita sob Leão VI, tornar-se-ia ca. 921 doméstico das escolas sob Romano I e participaria na desastrosa batalha de Pegas de 922. Desaparece algumas décadas das fontes, até reaparecer em 958, quando derrotou os magiares em batalha.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fólis de Leão VI, o Sábio (r. 886–912)
Soldo de Romano I Lecapeno (r. 920–944) e Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959)

Potos era filho do magistro Eustácio Argiro, que servira como drungário da guarda sob Leão VI, o Sábio (r. 886–912). Em ca. 910, Potos e seu irmão Leão Argiro serviram sob Leão VI como manglabitas (guarda-costas pessoais),[1] quando o pai deles foi envenenado após cair na suspeita de Leão. Os dois irmãos levaram o corpo do pai para o Mosteiro de Santa Isabel no Tema de Carsiano.[2][3]

Tanto Potos como Leão seguiram carreira militar. Em cerca de 921, Potos foi nomeado para a posição de doméstico das escolas por Romano I Lecapeno (r. 920–944) e enviado para supervisionar a fronteira com a Bulgária. Potos participou na desastrosa batalha de Pegas em março de 922, mas sobreviveu.[4] Ele é atestado novamente em 958, mantendo o posto de patrício e o posto de doméstico dos excubitores, quando derrotou os magiares em batalha.[1]

Enquanto alguns estudiosos consideram que o filho de Eustácio seja o indivíduo citado em 958, os prosopografistas J.-C. Cheynet e J.-F. Vannier consideram a associação improvável, considerando que por 921, o irmão de Potos era velho o bastante para ter um filho em idade de casamento, e sugerem que o comandante de 958 era outro membro da família, provavelmente o neto de Leão ou Potos.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Adralesto
Doméstico das escolas
920/1–922
Sucedido por
João Curcuas

Referências

  1. a b Guilland 1967, p. 441.
  2. Tougher 1997, p. 211.
  3. Guilland 1967, p. 570.
  4. Cheynet 2003, p. 62.
  5. Cheynet 2003, p. 62, 64.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cheynet, J.-C.; Vannier, J.-F. (2003). Les Argyroi (em francês). 40. [S.l.]: Zbornik Radova Vizantološkog Instituta. p. 57–90. ISSN 0584-9888 
  • Guilland, Rodolphe (1967). Recherches sur les Institutions Byzantines, Tomes I–II. Berlim: Akademie-Verlag 
  • Tougher, Shaun (1997). The Reign of Leo VI (886-912): Politics and People. Leiden, Países Baixos: Brill. ISBN 978-9-00-410811-0