Edifício
Edifício (ou popularmente prédio) (do latim aedificĭum)[2] é uma construção com a finalidade de abrigar atividades humanas. Cada edifício caracteriza-se pelo seu uso: habitacional, cultural, de serviços, industrial, entre outros.
Conceito de edificação
[editar | editar código]São construções de uma forma geral: casas, prédios, apartamentos, armazéns, igrejas, ginásios de esportes, fortes, aeroportos, torres de comando, faróis, postos de combustíveis, usinas hidroelétricas, usinas nucleares, espaços para indústrias, estações de tratamento de água, etc. Enfim, é a forma genérica de se referir a qualquer das instalações ou obras acima.
Todo edifício costuma ser considerado uma obra arquitetônica, apesar de alguns críticos afirmarem que ele apenas o é quando seu projeto possui certas intenções que vão além do simples raciocínio construtivo e incluem certas considerações estéticas, funcionais, sociais e culturais.
Há arquitetos, como Renzo Piano, que dizem não haver diferença entre obra arquitetônica e simples construção.
Normalmente se instituem, na maior parte dos países do mundo, marcos legais específicos sobre a atividade edilícia em seus territórios, atribuindo aos arquitetos a função de projetar e executar os edifícios.
Eventualmente, essa atribuição também é dada ou permitida aos engenheiros civis, o que pode causar alguma antipatia entre alguns profissionais. No Brasil, por exemplo, existe um consenso prático de que o projeto do edifício é de responsabilidade do arquiteto, enquanto sua construção é atribuição do engenheiro.
Quanto à regulação e à fiscalização da construção em si, em geral cabe aos municípios a definição da legislação de edificações e obras, bem como de instâncias que realizem tal papel.
No Brasil, as prefeituras comummente promulgam um Códigos de Obras e Edificações que definem regras mínimas de salubridade e de impacto ambiental dos edifícios a serem projetados em suas cidades, assim como a leis de uso e ocupação do solo, que determinam o que pode efetivamente ser construído em cada lugar. Desta forma, o edifício é também uma preocupação do urbanismo e do planejamento urbano.
Elementos dos edifícios
[editar | editar código]O edifício, do ponto de vista de sua construção é tradicionalmente visto como um sistema orgânico, munido de órgãos (ou subsistemas) interdependentes cuja cooperação é essencial para o seu adequado funcionamento.
É possível identificar os seguintes elementos (órgãos) componentes do edifício: fundações (ou infraestrutura); superestrutura; vedos; cobertura; caixilharia; paramentos (revestimentos em geral); e os diversos sistemas prediais adaptados a cada situação (em geral as instalações elétricas, instalações hidráulicas, ar condicionado, etc.).
Arranha-céu
[editar | editar código]Arranha-céu é a denominação popular de edifícios dotados de uma altura significativa frente aos seus demais e de uma forma geral apresentando formatos de torre. Estes prédios normalmente possuem caráter multifuncional, sendo capazes de abrigar estabelecimentos residenciais, comerciais, de serviços, entre outros.
A sua presença no espaço urbano, quando destacada de tecidos urbanos dotados de menor gabarito (altura média das edificações), constitui-se em geral como uma referência ou marco para a cidade.
Segundo a empresa Emporis, o Brasil possui cinco das cem cidades com a maior quantidade de arranha-céus do mundo: São Paulo (SP), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Balneário Camboriú (SC).
Oito dos vinte maiores prédios do Brasil estão localizados em Balneário Camboriú, cidade catarinense que teve o maior "boom" imobiliário dos últimos anos. Na Lista de arranha-céus mais altos do Brasil, também se destaca a capital paulista.
Mercado imobiliário
[editar | editar código]Edifícios e construções são componentes essenciais do mercado imobiliário. Todo o imobiliário divide-se em residencial e comercial,[3][4][5] que constituem os submercados mais importantes do mercado imobiliário do lado da oferta. Os segmentos do mercado são os grupos de demanda: empresas (serviços, comércio, indústria, administração) e particulares. Do lado da oferta, os participantes do mercado são empresas de construção, cooperativas habitacionais, empresas habitacionais e particulares na qualidade de vendedores ou locadores (para imóveis residenciais) e investidores ou promotores (para imóveis comerciais). A demanda é representada por locatários ou compradores de imóveis. O preço no mercado imobiliário chama-se aluguel ou valor de mercado (preço de compra). Quando demanda e oferta estão equilibradas, existe um equilíbrio de mercado, e os preços são preços de equilíbrio. O desequilíbrio de mercado existe quer por um déficit na oferta (por exemplo, escassez de habitação), quer por um déficit na demanda (vacância).[6] No setor imobiliário distinguem‑se submercados:[7] o mercado de arrendamento, o mercado de investimento e o mercado de imóveis prontos.
O uso de IA no setor imobiliário mudou significativamente na última década. O que começou como aplicações limitadas e de nicho, como filtros inteligentes de busca de imóveis ou análises básicas de dados, transformou‑se agora numa força poderosa que impulsiona a inovação em todo o setor.[8] A transparência do mercado imobiliário é limitada devido à heterogeneidade dos imóveis. Essa falta de transparência gera empresas que procuram fornecê‑la. Por isso, agentes imobiliários e portais na Internet (como o ImmobilienScout24; nos EUA o Zillow[9] é consideravelmente maior) trabalham para aumentar a transparência. Os compradores muitas vezes têm de tomar decisões de investimento ou de arrendamento baseando‑se em informação incompleta. A execução de um projeto de construção (de 12 a 24 meses para edifícios residenciais e mais de cinco anos para empreendimentos industriais) conduz a longos prazos de produção, pelo que se pode supor uma inelasticidade da oferta, já que só é possível responder às alterações da demanda com um atraso considerável. Assim, a atividade de construção normalmente segue a demanda com atraso. Embora o imóvel, como bem heterogêneo,[10] difira em suas características, é, no entanto, em grau limitado, substituível.
Ver também
[editar | editar código]- Arquitetura
- Arranha-céu
- Cadastro
- Condomínio
- Construção civil
- Engenharia civil
- Estruturas industriais
- Engenharia sísmica
- Penthouse
- Urbanismo
Referências
- ↑ M. Gerometta, P. Kazmierczak, M. lacey, P. Oldfield, A. Wood. Tall Buildings In Numbers. World's Tallest 50 Urban Agglomerations. CTBUH Journal, 2009, issue II. http://www.ctbuh.org/HighRiseInfo/TallestDatabase/50TallestAgglomerations/tabid/1006/language/en-GB/Default.aspx
- ↑ http://lema.rae.es/drae/?val=edificio
- ↑ «Understanding Real Estate Asset Classes and Property Types». www.willowwealth.com. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «What Are the Main Segments of the Real Estate Sector?». www.investopedia.com. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «Understanding the Differences Between Residential & Commercial Properties». www.finns.co.uk. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «Disequilibrium: Meaning, Criticisms & Real-World Uses». diversification.com. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «Submarkets in Real Estate: Impact on Value and Performance». syndicationpro.com. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «AI for Real Estate». leni.co. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «Zillow and eXp announce consumer-first commitment to real estate transparency». investors.zillowgroup.com. Consultado em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «Essays on Financial and Real Estate Markets Dissertation» (PDF). kups.ub.uni-koeln.de. Consultado em 12 de janeiro de 2026
Bibliografia
[editar | editar código]- L'HERMITE, Robert. Ao Pé do Muro. São Paulo: SENAI, 1978.
- INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 6241: performance standards in building - principles for their preparation and factors to be considered. 2000.
- MILA, Ariosto. O Edifício. São Paulo: FAUUSP, 1987.
- REBELLO, Yopanan C. P. - Concepção Estrutural e Arquitetura. São Paulo: Zigurate Editores, 2000


