Prémio Nobel

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Prêmio Nobel
Apresentação Academia sueca
País  Suécia
Primeira cerimónia 1901
Página oficial

O Prémio Nobel (português europeu) ou Prêmio Nobel (português brasileiro) foi criado por Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite, no seu testamento. Os prêmios são entregues anualmente, no dia 10 de Dezembro, aniversário da morte do seu criador,[1] às pessoas que fizeram pesquisas importantes, criaram técnicas pioneiras ou deram contribuições destacadas à sociedade.

Nobel nunca criou um prémio de Economia. O que se conhece por Nobel de Economia é na verdade o Prémio do Banco Central da Suécia de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, que nada tem a ver com a Fundação Nobel.

História[editar | editar código-fonte]

Alfred Nobel, que já vinha desgostoso com o uso militar dos explosivos que havia criado, ficou chocado ao ver a edição de um jornal francês, que noticiara por engano a morte de seu irmão Ludvig como sendo a sua e qualificando-o como "mercador da morte".[2]

É possível que essa visão antecipada do seu obituário tenha despertado nele o desejo de modificá-lo. Daí sua decisão de premiar aqueles que, no futuro, servissem ao bem da Humanidade - mais propriamente nos campos da física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. Não há nenhuma menção de um prêmio em economia [3]

Alfred Nobel deixou uma herança de 32 milhões de coroas. Seu testamento, redigido em 1895,[4] determinava a criação de uma instituição à qual caberia recompensar, a cada ano, pessoas que prestaram grandes serviços à Humanidade, nos campos da paz ou da diplomacia, literatura, química, fisiologia ou medicina e física. O testamento estabelecia também que a nacionalidade das pessoas não seria considerada na atribuição do prêmio.

A Fundação Nobel foi criada em junho de 1900[5] e é responsável pelo controle do respeito às regras na designação dos laureados e verifica o bom andamento da eleição. Também é responsável, através de um comitê específico para cada uma das cinco áreas e de acordo com as propostas de personalidades eminentes, pela elaboração e encaminhamento das listas de indicações às várias instâncias que atribuem o prêmio.

Os prêmios são custeados pelos rendimentos oriundos do legado de Alfred Nobel, recursos privados, e o prêmio de Economia é custeado pelo Banco Central com recursos públicos, de igual montante ao escolhido pela Fundação Nobel.

A primeira entrega dos prêmios[editar | editar código-fonte]

A primeira cerimônia de premiação nos campos da literatura, física, química e fisiologia/medicina ocorreu no Conservatório Real de Estocolmo, em 1901; o Prêmio Nobel da Paz foi entregue em Oslo.

Desde 1902, os prêmios são formalmente entregues pelo Rei da Suécia. A entrega do Nobel da Paz continua a ser feita em Oslo, sendo presidida pelo Rei da Noruega.

O Rei Oscar II inicialmente não aprovou que os prêmios fossem concedidos a estrangeiros, mas mudou de idéia depois de compreender o valor do prestígio que os prêmios dariam ao seu país.

Os prêmios[editar | editar código-fonte]

Stockholm Konserthuset, onde aconteceram as cerimônias de entrega dos prémios Nobel de 2005 e de 2006.

Os nomes dos laureados são anunciados em outubro pelos diferentes comitês e instituições que realizam a escolha. A Fundação Nobel, entidade administradora dos fundos do prêmio, com sede em Estocolmo, não está envolvida na seleção dos vencedores.

O prêmio consiste numa medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, gravada com seu nome, um diploma com a citação da condecoração e uma soma em dinheiro que varia de acordo com os rendimentos da Fundação Nobel, mas que ronda os 10 milhões de coroas suecas (mais de um milhão de euros).[6] O propósito original era permitir que as pessoas laureadas continuassem a trabalhar ou pesquisar, sem pressões financeiras.

Os seguintes prêmios são concedidos anualmente:

O Prêmio Nobel é concedido sob várias condições: pode ser ganho individualmente ou repartido entre até três pessoas no máximo, ou pode não ser concedido em determinado ano, o que permite a concessão de dois prêmios da mesma categoria no ano seguinte. Além disso, o prêmio em determinado campo pode não ser concedido por um ano ou mais - o que ocorre mais frequentemente com o Nobel da Paz.

Em 1991, foi criado o prêmio humorístico satirizando os prémios Nobel (o IgNobel), fundado por Marc Abrahams, também sem nenhuma ligação com Alfred Nobel. O prêmio distingue trabalhos que "primeiro fazem as pessoas rir, e depois as fazem pensar",[7] representando a oportunidade de reunir na Universidade de Harvard uma série de cientistas. Existem os IgNobel da Paz, de Medicina, da Química, da Física, da Matemática, da Nutrição e de outras áreas, variáveis consoante o tema do trabalho científico "galardoado".

Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel[editar | editar código-fonte]

Em 1968, o Sveriges Riksbank, o banco central da Suécia, instituiu o "Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel",[8] incorretamente referido como "Prêmio Nobel da Economia" e concedido a partir de 1969.[9]

Na verdade, esse prêmio não tem ligação com Alfred Nobel, não sendo pago com o dinheiro privado da Fundação Nobel, mas com dinheiro público do banco central sueco, embora os ganhadores sejam também escolhidos pela Academia Real das Ciências da Suécia. A frase estratégica em memória de Alfred Nobel é a causadora da confusão, e a família Nobel não aceita o prêmio como tal. Em 1968, decidiu-se que não mais seriam criados outros prêmios em memória de Nobel. De todo modo, o "Prêmio Nobel da Economia" é entregue na mesma ocasião que os prêmios originais.

Crítica[editar | editar código-fonte]

O Prémio Nobel da Literatura tem sido alvo de críticas por sua utilização como "arma política". A premiação de Elfriede Jelinek devido "ao seu fluxo musical de vozes e contra-vozes em novelas e peças que, com extraordinário zelo linguístico, revelam o absurdo dos clichés da sociedade e seu poder de subjugo" e Harold Pinter tiveram uma certa conotação de "protesto". Ambos foram críticos ferozes do governo de George W. Bush na presidência dos Estados Unidos.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Laureados com o Nobel

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • The politics of excellence, beyond the nobel prize; R. Friedman ; 2002
  • Nobel Century: a biographical analysis of physics laureates, in Interdisciplinary Science Reviews, by Claus D. Hillebrand ; June 2002; No 2. p. 87-93

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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