Praça-forte de Valença

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Praça-forte de Valença
Praça-forte de Valença, Portugal
Tipo Fortaleza seiscentista
Início da construção D. João IV

cerca de 1641

Restauro século XVII - século XIX (alterações significativas)
Proprietário inicial Reino de Portugal
Função inicial Militar
Proprietário atual República Portuguesa
Função atual Cultural
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Data 1927
DGPC ?
Geografia
País Portugal Portugal
Cidade Portugal Valença
Cañón de la fortaleza de Valença (3870141513).jpg

A Praça-forte de Valença localiza-se na povoação, freguesia e concelho de mesmo nome, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Castelo de Valença

A fortificação de Valença, povoação na margem esquerda do rio Minho, na raia portuguesa com a Galiza, remonta à transição do século XII para o XIII. Destinava-se à defesa da povoação e da travessia daquele trecho do rio.

A Guerra da Restauração e a construção da Praça-forte[editar | editar código-fonte]

No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, essa fortificação lindeira foi inteiramente reformada com projeto do francês Miguel de l'Ècole. Desse modo, foram reconstruídos os muros para abraçar o perímetro estendido da vila, e erguidas novas estruturas abaluartadas, entre as quais:

  • a chamada Coroada, com três baluartes (Santa Ana, São Jerônimo, e Santa Bárbara) e dois meio-baluartes (São José e Santo Antônio);
  • abertos novos fossos, sobre os quais se ergueram relevos em talude;
  • revelins para defesa de algumas cortinas
  • sete novos baluartes, a saber: Carmo, Esperança, Faro, Lapa, São Francisco, São João e Socorro.

Já com as primeiras obras em andamento, resistiu a uma incursão espanhola no início da guerra de Restauração (1643). Ainda em obras, caiu em mãos espanholas em 1654, para logo ser reconquistada por tropas portuguesas sob o comando do Conde de Castelo Melhor. As obras prosseguiam em 1661, para serem concluídas em 1713, quando o seu último arquiteto, Manuel Pinto de Vilalobos, a deu como concluída. Ao final do século XVIII, foram reforçados os muros do Paiol da Pólvora e levantado o Paiol do Açougue (1774).

Do século XIX aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Peninsular, após denodada resistência, caiu diante as tropas napoleônicas sob o comando de Soult (1809), que fizeram explodir a Porta do Sol.

Durante as Guerras Liberais, juntou-se ao partido liberal em 1828, durante a Belfastada, sendo sitiada por forças realistas rendeu-se ao fim de nove dias. Só foi reconquistada pelos liberais em 1830 com o reforço do almirante inglês Charles Napier.

Considerada como a mais importante fortificação do Alto Minho, objeto de diversas intervenções de conservação e restauro ao longo do século XX, as estruturas que chegaram até nós encontram-se em bom estado de conservação, abertas à visitação pública.

Características[editar | editar código-fonte]

Com a reconstrução das defesas que transformaram Valença em uma Praça-forte, a povoação nunca separada do rio por uma expressiva rede de baluartes e de coisas que se comunicam entre si por meio de fossos e de passagens inferiores.

Planimétricamente, a, ao abrigo de um intrincado conjunto de baluartes, revelins e fossos, em duas grandes áreas que se comunicavam pela chamada Porta do Meio: o sector Norte, que abrange a antiga vila madeiral, e oprofessor Sul, uma área menor e mais aberta: a chamada Coroada.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GIL, Júlio; CABRITA, Augusto. Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal (4ª ed.). Lisboa; São Paulo: Editorial Verbo, 1996. 309p. fotos, mapas. ISBN 972-22-1135-8

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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