Praça Israel Pinheiro

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Praça Israel Pinheiro
Tipo praça
Geografia
Coordenadas 43°54′52.58″_57′27.11″S 43°54′52.58″_S_43_0_0_W 19° 57′27.11″S 43°54′52.58″' 57′27.11″S 43°54′52.58″" S 43° O{{#coordinates:}}: latitude inválida
Localização Minas Gerais, Belo Horizonte
País Brasil

A Praça Israel Pinheiro, mais conhecida como Praça do Papa, é uma importante praça localizada no bairro das Mangabeiras, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Situa-se próxima à base da Serra do Curral, ao final da Avenida Agulhas Negras e a mais de 1.100 m de altitude. Em suas imediações estão outras atrações da cidade, como o Parque das Mangabeiras, projetado por Burle Marx e a Rua do Amendoim, famosa pela ilusão de que objetos sobem livremente uma ladeira.[1]

Homenageando originalmente o político Israel Pinheiro que governou o estado,[2] o nome Praça do Papa consagrou-se após a visita à cidade feita pelo Pontífice João Paulo II que, respondendo a aclamação feita ali por cerca de dois milhões de pessoas que o foram saudar, respondera: "Vocês podem olhar as montanhas atrás e dizer belo horizonte. Vocês podem olhara cidade à frente e dizer belo horizonte. Mas, sobretudo, quando se olhar para vocês, se deve dizer: Que Belo Horizonte!", tendo no lugar do altar sido depois erguido um monumento, marcando assim a mudança de nome do lugar.[3]

É considerada como um dos principais "cartões-postais" da cidade; segundo Marcelo Marinho, que em 2013 presidia a União das Associações de Bairros da Zona Sul, “A Praça do Papa é a área de lazer mais procurada por toda a população de Belo Horizonte, municípios vizinhos e turistas de todos os cantos".[2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A praça, vista do alto

O lugar foi o escolhido para a celebração da primeira visita de um Papa à cidade, ocorrida no dia 1 de julho de 1980; o evento não marcou apenas a história da cidade, mas mudou de forma definitiva a praça que, a partir de então, se converteu num dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte.[4]

Ali foi depois erguido o "Monumento à Paz", que se destaca na paisagem urbana da capital mineira; inaugurado em 1983 com uma missa assistida por quatro mil pessoas, foi erguido numa parceria entre os governos municipal e estadual e a Cúria Metropolitana, após sua aprovação pela câmara de vereadores.[5]

Em 2007 o local foi escolhido para a instalação de um "cemitério simbólico" pela organização não-governamental Viva Rio como forma de protestar contra as mil e oitocentas mortes violentas ocorridas no estado no primeiro semestre daquele ano.[6]

Em 2013 foi apontado como principal problema do lugar os bailes funks realizados durantes as madrugadas, com abusos cometidos pelos frequentadores que incomodavam a vizinhança[2]

Monumento[editar | editar código-fonte]

O monumento à paz é composto por uma escultura de 24 metros de altura, com 10 metros de face e 2 metros de largura, feito em três chapas de aço, sendo duas delas em forma triangular e a terceira como retângulo, pesando 92 toneladas.[5] É de autoria do artista plástico Ricardo Carvão e considerada uma de suas obras mais icônicas; Carvão foi escolhido após concurso em que também participaram Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Bruno Giorgi e Paulo Laende.[7]

Na simbologia a parte superior, que aponta para o alto representa a fé em Deus e a parte inferior a bênção de Deus; a paz celestial e equilíbrio entre a fé e a bênção seria representada pela parte que divide os dois lados.[5]

Ao lado dele foi erguida uma cruz, que simboliza a cristandade.[5]

Referências

  1. institucional. «Sala do Turista: Praça do Papa». Portal da Prefeitura de Belo Horizonte. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 
  2. a b c Ernesto Braga (27 de fevereiro de 2011). «Jovens transformam Praça do Papa em baile funk durante a madrugada». Estado de Minas. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 24 de abril de 2013 
  3. Daniel Rezende Campos (8 de julho de 2006). «Em busca da homocultura perdida. A flânerie no cenário GLBT em Belo Horizonte» (PDF). UCS. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 
  4. Vinícius Andrade (4 de agosto de 2015). «Há 35 anos, papa João Paulo II visitava Belo Horizonte». revista Encontro. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 
  5. a b c d Eduardo Henrique de Paula Cruvinel (2016). «A Trajetória dos Monumentos: formação do conceito e valores». Cultura Histórica & Patrimônio, vol. 3, nº 2, ISSN 2316-5014. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 
  6. Maria Sílvia Cambraia (9 de outubro de 2012). «Lugares de Memória: o monumento do massacre de Eldorado do Carajás». Cadernos do Trabalho. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 
  7. Redação (5 de dezembro de 2013). «Conheça o artista que está por trás de alguns monumentos de BH». revista Encontro. Consultado em 9 de março de 2017. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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