Praça da Liberdade (Belo Horizonte)
| Vista aérea da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte | |
| Tipo | Praça pública |
|---|---|
| Características | Jardins, fontes, espelhos d'água, coreto, monumentos e alameda de palmeiras-imperiais[1][2] |
| Projetista | Paul Villon (paisagismo original); Reynaldo Dierberger / Dierberger & Cia. (reformulação de 1920)[2][3] |
| Construção | 1895–1897[2] |
| Conclusão | Jardins concluídos em 1905[2] |
| Inauguração | 1897[4][2] |
| Estilo arquitetônico | Edifícios ecléticos, art déco, modernistas e pós-modernos no entorno da praça[5][6][7] |
| Dedicada a | Liberdade |
| Localização | Savassi, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil |
| Endereço | Avenida Bias Fortes, Avenida Brasil e Avenida João Pinheiro Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil |
| Estacionamento | Sem estacionamento próprio[1] |
| Coordenadas | 19° 55′ 55,44″ S, 43° 56′ 17,03″ O |
| Website | Página oficial de turismo |
![]() | |
A Praça da Liberdade é uma praça pública e um conjunto arquitetônico e paisagístico[a] de Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil. Fica na região da Savassi, no encontro das avenidas Bias Fortes, Brasil, Cristóvão Colombo e João Pinheiro.[1]
A praça foi implantada entre 1895 e 1897, durante a construção de Belo Horizonte como nova capital de Minas Gerais. Situada em uma colina nivelada dentro da área originalmente planejada da cidade, foi concebida como o cenário cerimonial do Palácio da Liberdade e dos primeiros edifícios das secretarias de Estado.[b] Seus jardins, alamedas, fontes, coreto, monumentos e edifícios públicos do entorno formavam o principal conjunto governamental da nova capital.[2][8]
Ao redor da praça, os edifícios ecléticos[c] originais passaram a conviver com obras de outros estilos arquitetônicos. O Palácio Arquiepiscopal Cristo Rei introduziu uma presença art déco no fim da década de 1930; edifícios modernistas, como o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, foram acrescentados em meados do século XX; e o pós-moderno Edifício Rainha da Sucata acrescentou outra camada ao conjunto no fim do século XX.[5][6][7]
O conjunto arquitetônico e paisagístico foi tombado[d] pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais em 1977.[2] Depois da transferência do governo estadual para a Cidade Administrativa de Minas Gerais[e] em 2010, vários antigos edifícios públicos ao redor da praça foram adaptados como museus, arquivos, bibliotecas, centros culturais e espaços educativos, formando o Circuito Cultural Praça da Liberdade, depois chamado Circuito Liberdade.[9]
História
[editar | editar código]
A Praça da Liberdade nasceu junto com Belo Horizonte, a capital planejada[f] construída para substituir Ouro Preto como sede do governo de Minas Gerais. Implantada entre 1895 e 1897, ela foi concebida como o centro cívico da nova cidade. Para isso, uma colina foi nivelada e escolhida para receber o Palácio da Liberdade e os primeiros edifícios das secretarias de Estado. No alto da atual Avenida João Pinheiro, o palácio dominava a paisagem e oferecia uma ampla vista da capital que começava a tomar forma.
A praça já fazia parte da vida pública de Belo Horizonte quando a cidade foi inaugurada. Em 12 de dezembro de 1897, recebeu as comemorações pela abertura da nova capital, enquanto seus jardins ainda seguiam o traçado original criado pelo paisagista francês Paul Villon.[2] A pedra fundamental do Palácio da Liberdade havia sido lançada em 7 de setembro de 1895, mas o edifício só ficou pronto em 1898, um ano depois da inauguração da cidade. Ao seu redor foram erguidos os prédios destinados à administração estadual, dando à praça, desde o início, sua forte ligação com o governo mineiro.[8]
A presença da nova sede administrativa também transformou a região vizinha. Muitos funcionários e servidores públicos transferidos de Ouro Preto passaram a morar perto da praça e dos edifícios governamentais. Dessa concentração surgiu o nome do bairro Funcionários.[8]
As construções dessa primeira fase seguiam principalmente o estilo eclético, com elementos neoclássicos bastante usados na arquitetura oficial da passagem do século XIX para o XX. Um exemplo é o atual edifício do Arquivo Público Mineiro. Projetado pela Comissão Construtora da Nova Capital, ele foi erguido em 1897 para servir de residência ao secretário estadual da Fazenda e somente depois passou a abrigar o arquivo.[10]
Os jardins foram concluídos em 1905, de acordo com o projeto de Villon, inspirado no paisagismo inglês. O coreto[g] também faz parte dos primeiros anos da praça. Seu projeto foi associado a [Edgar Nascentes Coelho, em 1904, e a Francisco Izidoro Monteiro, em 1909. Mais do que um elemento decorativo, o coreto aproximava o espaço oficial do cotidiano da cidade, servindo de palco para música, encontros e momentos de lazer.[11]
Em 1920, a Praça da Liberdade passou por uma grande transformação para receber o rei Alberto I da Bélgica e a rainha Isabel, que visitariam Belo Horizonte. A empresa paulista Dierberger & Cia. substituiu o desenho mais livre de Villon por uma composição geométrica, inspirada nos jardins franceses e, especialmente, nos jardins do Palácio de Versalhes. Surgiram então os terraços, espelhos d'água, fontes, esculturas e canteiros com diferentes espécies vegetais. A alameda central de palmeiras-imperiais, conduzindo o olhar em direção ao Palácio da Liberdade, tornou-se uma das imagens mais conhecidas da praça.[3][2]
Ao longo do século XX, a paisagem ao redor da praça continuou a mudar. Novos edifícios trouxeram estilos diferentes e passaram a conviver com a arquitetura eclética dos primeiros anos. O Palácio Arquiepiscopal Cristo Rei, projetado por Raffaello Berti e construído em 1937, introduziu o art déco no conjunto.[5] Nas décadas de 1950 e 1960, foi a vez da arquitetura modernista, representada pelo Edifício Niemeyer e pela Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, ambos projetados por Oscar Niemeyer.[6] Já no fim do século, o pós-moderno Edifício Tancredo Neves, conhecido popularmente como Rainha da Sucata, acrescentou uma nova fase à história arquitetônica da região.[7]
Em 1977, o conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. A proteção abrange os jardins, alamedas, lagos, fontes, monumentos e hermas,[h] além do Palácio da Liberdade, do Palácio dos Despachos, dos antigos edifícios das secretarias de Estado e de diferentes fachadas e interiores do entorno. O tombamento reconheceu que a importância da praça não estava apenas em um edifício ou jardim isolado, mas no conjunto formado pela paisagem, pela arquitetura governamental, pelas obras de arte e pelas construções acrescentadas ao longo do tempo.
Em 2010, o governo estadual deixou a região e transferiu sua sede para a Cidade Administrativa de Minas Gerais. Os antigos edifícios públicos ao redor da praça ganharam então novas funções, principalmente culturais. Dessa transformação surgiu o Circuito Cultural Praça da Liberdade, mais tarde rebatizado como Circuito Liberdade.[9]
Paisagismo e função urbana
[editar | editar código]
A Praça da Liberdade foi planejada como a frente formal do Palácio da Liberdade e dos edifícios das secretarias de Estado, em uma colina nivelada dentro da cidade planejada original. Sua localização dava à praça um caráter cerimonial. A partir da Avenida João Pinheiro, o eixo principal dos jardins se abre em direção à sede do governo estadual, enquadrando o Palácio da Liberdade como ponto focal do conjunto.[12][13]
O desenho atual da praça resulta principalmente da reformulação de 1920, que substituiu o paisagismo orgânico de Paul Villon por uma composição mais regular. O eixo central, os espelhos d'água, as fontes, os terraços, as esculturas e a alameda de palmeiras-imperiais organizam a vista em direção ao Palácio da Liberdade e reforçam o caráter cerimonial do conjunto.[3][2]
Embora o eixo central dê à praça um caráter cerimonial, os jardins também foram pensados para o uso cotidiano. A alameda de palmeiras-imperiais liga a Avenida João Pinheiro ao Palácio da Liberdade, enquanto fontes, espelhos d'água, gramados, bancos, caminhos sombreados e o coreto criam lugares para descanso, conversa, música e encontros públicos.[2][3] O coreto liga a praça à história inicial da música pública em Belo Horizonte. Nos primeiros anos da capital, festas cívicas, comemorações carnavalescas e apresentações de bandas muitas vezes usavam estruturas provisórias. A Praça da Liberdade e a Praça Rio Branco receberam depois alguns dos primeiros coretos permanentes da cidade em grandes espaços públicos.[14]
A praça há muito funciona como espaço público cotidiano e como cenário formal para os edifícios ao redor. Em sua dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Campinas, Junia Marques Caldeira definiu a Praça da Liberdade como um "território de sociabilidade", moldado por caminhadas, permanências, encontros, lazer e vida pública em Belo Horizonte.[15] Seus usos diários incluem passeios, encontros informais, fotografia, visitas culturais e exercícios ao longo do percurso de circulação ao redor dos jardins.
Árvores, gramados, áreas pavimentadas, exposição ao sol e as sombras dos edifícios próximos criam diferentes condições térmicas dentro da praça. As áreas sombreadas e os trechos ajardinados tornam partes dos jardins mais confortáveis durante o dia, favorecendo o uso contínuo da praça para caminhada, descanso e lazer.[3]
O entorno urbano da Praça da Liberdade mudou bastante desde as primeiras décadas de Belo Horizonte. No plano original, a praça ocupava um lugar de destaque dentro da cidade formal circunscrita pela Avenida do Contorno.[i] Mais tarde, a verticalização da área central e o crescimento de bairros em terrenos mais altos, como Serra e Mangabeiras, nas encostas da Serra do Curral, tornaram essa antiga proeminência topográfica menos visível a partir de muitas partes da cidade. Mesmo assim, o conjunto tombado preserva a relação entre os jardins, o antigo palácio, os edifícios das secretarias e os acréscimos arquitetônicos do século XX.
Depois que o governo estadual se transferiu para a Cidade Administrativa de Minas Gerais em 2010, a praça ganhou um novo ritmo público. Antigos edifícios governamentais ao redor dos jardins foram adaptados para museus, centros culturais e espaços de memória, formando o Circuito Cultural Praça da Liberdade, depois chamado Circuito Liberdade.[16] A Praça da Liberdade permaneceu como um dos principais espaços cívicos de Belo Horizonte, mas sua vida cotidiana passou a se associar mais diretamente à cultura, ao turismo, à educação, ao lazer e à preservação do patrimônio do que à rotina da administração estadual.[4][16]
Circuito Liberdade
[editar | editar código]

A Praça da Liberdade foi planejada como o centro simbólico do governo estadual de Minas Gerais, com grandes edifícios públicos dispostos ao seu redor. Durante boa parte do século XX, a área esteve ligada ao trabalho cotidiano da administração estadual. Esse padrão começou a mudar depois que o governo transferiu muitos órgãos para a nova Cidade Administrativa, deixando disponíveis vários edifícios históricos em torno da praça.[9][17]
O Circuito Liberdade começou em 2010 como uma rota cultural que reunia esses antigos edifícios governamentais.[j] Antigas secretarias e repartições foram restauradas ou adaptadas como museus, arquivos, centros culturais e espaços educativos. O projeto mudou a vida cotidiana da praça e de seu entorno, transformando uma área por muito tempo associada à administração pública em um distrito cultural frequentado por visitantes, estudantes, pesquisadores e turistas.[9][18]
Edifícios antes ocupados por órgãos públicos passaram a abrigar museus, exposições, atividades educativas e programas abertos ao público, dando à área um novo uso cívico centrado em ciência, cultura e conhecimento.[18] O projeto depois cresceu por meio de uma rede formada por órgãos estaduais, instituições culturais e patrocinadores privados.[19]
A primeira fase se concentrou em edifícios já ligados à Praça da Liberdade. Entre as instituições iniciais estavam o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Museu Mineiro, o Palácio da Liberdade, o Espaço do Conhecimento UFMG, o Memorial Minas Gerais Vale e o Museu das Minas e do Metal.[19] O circuito logo se expandiu para além da própria praça, com novos espaços em vias como a Avenida João Pinheiro e a Rua da Bahia.
O Espaço do Conhecimento UFMG abriu em 2010 por meio de uma parceria entre o Governo de Minas Gerais e a Universidade Federal de Minas Gerais. O espaço inclui exposições, planetário, terraço astronômico, visitas mediadas e atividades educativas.[20] O Memorial Minas Gerais Vale ocupa o antigo prédio da Secretaria da Fazenda, uma construção eclética de 1897, com exposições e instalações audiovisuais sobre a história, a cultura e as tradições de Minas Gerais.[21] O Museu das Minas e do Metal, instalado no histórico Prédio Rosa, dedica-se à geologia, à mineração e à metalurgia, temas ligados de perto à história e à economia de Minas Gerais.[k][22]
O Centro Cultural Banco do Brasil abriu em 2013, ocupando o antigo prédio da Secretaria de Segurança Pública.[l] O espaço passou a contar com galerias de exposição, teatro, áreas audiovisuais, salas multiuso e espaços públicos para programação cultural.[23] O Centro de Arte Popular, a Casa Fiat de Cultura, o BDMG Cultural, a Academia Mineira de Letras e outros espaços depois se juntaram ao circuito ou passaram a integrar sua programação.[24][25]
Em 2020, o circuito já havia se expandido ainda mais, reunindo museus, arquivos, bibliotecas, teatros, galerias, cinemas, salas de concerto, instituições de ensino, centros culturais e iniciativas de economia criativa.[9][25] Tornou-se um dos maiores complexos culturais do Brasil.[24][4]
A mudança deu à Praça da Liberdade um novo ritmo. Edifícios antes usados pela administração pública se tornaram lugares onde visitantes podem encontrar a história, a memória e a identidade cultural de Minas Gerais por meio de exposições, arquivos, concertos, educação e interpretação patrimonial.[17] Por trás da programação pública, o circuito dependia da cooperação entre órgãos estaduais, parceiros privados e organizações culturais sem fins lucrativos, um modelo compartilhado que também trouxe desafios de gestão.[19] A praça manteve seu cenário cívico, mas os edifícios do entorno se tornaram destinos cotidianos de cultura, pesquisa, turismo e lazer.
Eventos e vida pública
[editar | editar código]

A Praça da Liberdade é um dos principais cenários de Belo Horizonte para celebrações públicas, programação cultural e encontros cívicos. Seu uso como espaço de eventos cresceu depois da criação do Circuito Liberdade, quando os antigos edifícios governamentais ao redor da praça passaram a funcionar como museus, bibliotecas, arquivos, galerias e centros culturais. Hoje, os eventos muitas vezes se espalham entre os jardins e as instituições do entorno, dando à área uma vida pública regular para além do lazer cotidiano e do turismo.[26]
A iluminação de Natal da Praça da Liberdade está entre suas tradições anuais mais conhecidas. Realizada sob nomes como Natal Liberdade Cemig e Natal da Mineiridade, a temporada já incluiu jardins iluminados, projeções em fachadas históricas, música, cantatas, apresentações, oficinas e atividades dentro dos espaços culturais do Circuito Liberdade.[27] Em 2021, o projeto Luzes da Liberdade ocupou a praça com arte digital, túneis de LED, figuras iluminadas e projeções nos edifícios do conjunto arquitetônico tombado.[28] Edições posteriores conectaram a iluminação da praça a uma programação natalina estadual mais ampla, em Belo Horizonte e em outras cidades de Minas Gerais.[29]
A praça também se tornou parte das comemorações de réveillon de Belo Horizonte. A Virada da Liberdade já levou à Praça da Liberdade e ao circuito cultural ao redor shows, DJs, intervenções artísticas, video mapping,[m] apresentações com drones, projeções audiovisuais, dança e atrações gastronômicas.[30] A edição de 2024/2025 foi planejada para um público de cerca de 30 mil pessoas na praça em 31 de dezembro e incluiu uma homenagem às tradições queijeiras de Minas Gerais.[31]
A programação de Carnaval também passou a usar a praça e os edifícios culturais próximos. O Carnaval da Liberdade já incluiu DJs, rodas de samba, performances, grupos de dança, shows, cortejos conduzidos por bandas militares e apresentações de escolas de samba, com atividades distribuídas pela área da Praça da Liberdade e do Circuito Liberdade.[32] Tradições populares e religiosas também apareceram na programação sazonal do circuito, incluindo cortejos de Folia de Reis[n] ligados ao encerramento das atividades natalinas.[26]
As instituições do entorno da praça participam de calendários mais amplos de museus e patrimônio. Espaços do Circuito Liberdade já participaram da Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus, com exposições, debates, oficinas, atividades educativas, apresentações e programação on-line.[33][34] O circuito também já realizou uma Semana do Patrimônio, com visitas guiadas, atividades mediadas, conversas, oficinas, seminários, experiências artísticas e programas dedicados ao patrimônio cultural de Minas Gerais.[35]
A programação de educação patrimonial também tratou a própria praça como objeto de estudo. Em junho de 2021, o CCBB Educativo recebeu visitas mediadas e palestras conduzidas pelo historiador Liszt Vianna Neto sobre a memória, o simbolismo republicano, as políticas de patrimônio e os usos contemporâneos do conjunto da Praça da Liberdade.[36]
A Praça da Liberdade também continuou sendo lugar de cerimônias cívicas, comemorações oficiais e manifestações políticas. Sua longa associação com o governo estadual fez da praça um ponto natural de encontro para reivindicações públicas dirigidas às autoridades políticas. Durante a Revolução de 1930, manifestantes e civis ocuparam o Palácio da Liberdade, e a própria praça foi tomada por protestos durante os conflitos daquele ano.[37] O uso político e cívico continuou depois da transferência do governo estadual para a Cidade Administrativa, enquanto a identidade cotidiana da praça passou a se ligar mais fortemente à cultura, ao lazer e ao patrimônio.
Galeria
[editar | editar código]- Fontes e jardins do conjunto arquitetônico e paisagístico.
- Alameda de palmeiras-imperiais.
- Fonte e jardins da praça.
- Vista da praça com seu coreto.
- Coreto da Praça da Liberdade.
- Busto de Bernardo Guimarães.
- Busto de Bias Fortes.
- Busto de Pedro II.
- Antiga Secretaria de Viação e Obras Públicas, um dos edifícios históricos do governo estadual ao redor da praça.
- O Edifício Niemeyer, uma das construções modernistas voltadas para a Praça da Liberdade.
- Fonte na Praça da Liberdade.
- Vista em direção ao Palácio da Liberdade.
- Praça da Liberdade vista do Edifício Niemeyer.
- Vista dos jardins da Praça da Liberdade.
Ver também
[editar | editar código]- Praça Raul Soares - praça histórica de Belo Horizonte, também ligada ao traçado urbano planejado da cidade.
- Praça Sete de Setembro - marco central de Belo Horizonte e um dos principais espaços simbólicos da capital mineira.
- Praça da Estação - praça histórica associada à formação urbana de Belo Horizonte e a eventos públicos no centro da cidade.
- Parque Municipal Américo Renné Giannetti - parque urbano criado nos primeiros anos da nova capital, próximo ao centro de Belo Horizonte.
Notas
- ↑ Um conjunto arquitetônico e paisagístico é uma área em que os edifícios, jardins, caminhos, monumentos e outros elementos urbanos são entendidos como partes de uma mesma composição. No caso da Praça da Liberdade, a praça e os prédios ao redor formam esse conjunto.
- ↑ No Brasil, uma secretaria de Estado é um órgão do governo estadual responsável por uma área da administração pública, como educação, fazenda, segurança ou obras. Funciona de modo parecido com um ministério, mas no âmbito do estado.
- ↑ Na arquitetura, o estilo eclético mistura referências de diferentes épocas e tradições, como elementos neoclássicos, renascentistas ou barrocos. Esse tipo de arquitetura foi muito comum em edifícios públicos brasileiros no fim do século XIX e no início do século XX.
- ↑ No Brasil, um bem tombado recebe proteção legal por seu valor histórico, artístico, cultural, arquitetônico ou paisagístico. Isso não significa que o lugar deixa de ser usado, mas que mudanças nele passam a ter regras especiais para preservar suas características importantes.
- ↑ A Cidade Administrativa de Minas Gerais é um complexo construído para reunir órgãos do governo estadual fora do centro tradicional de Belo Horizonte. Sua inauguração mudou o uso de vários edifícios públicos antigos na Praça da Liberdade.
- ↑ Uma capital planejada é uma cidade desenhada antes de ser construída para cumprir a função de sede de governo. Belo Horizonte foi uma das primeiras capitais planejadas do Brasil, criada para substituir Ouro Preto, cuja geografia montanhosa dificultava a expansão urbana e administrativa.
- ↑ Coretos são pequenas estruturas abertas, comuns em praças brasileiras, usadas para apresentações de bandas, discursos e encontros públicos. Eles tiveram papel importante na vida urbana antes da popularização dos equipamentos modernos de som e dos grandes palcos.
- ↑ Herma é um tipo de marco ou pedestal, geralmente encimado por um busto ou uma cabeça esculpida. Em praças e jardins, costuma ser usado como monumento em homenagem a uma pessoa.
- ↑ A Avenida do Contorno marca o limite da área urbana planejada originalmente para Belo Horizonte. Com o crescimento da cidade, muitos bairros se desenvolveram além desse traçado inicial.
- ↑ No nome, circuito indica uma rota ou rede de espaços culturais conectados, e não uma única instituição. O nome mais curto Circuito Liberdade passou a ser usado para a rede cultural mais ampla.
- ↑ Prédio Rosa é o nome comum do antigo edifício da Secretaria da Educação na Praça da Liberdade.
- ↑ O edifício aparece nas fontes associado à administração da segurança pública em Minas Gerais. Na época de sua conversão em CCBB Belo Horizonte, estava ligado à Secretaria de Estado de Defesa Social, órgão estadual que então abrangia funções de segurança pública.
- ↑ Video mapping é uma técnica de projeção em que imagens são ajustadas ao formato de uma fachada, monumento ou outro objeto. Em vez de funcionar como uma tela plana comum, o próprio edifício vira parte da apresentação visual.
- ↑ A Folia de Reis é uma tradição popular ligada ao ciclo do Natal. Grupos de músicos e devotos visitam casas e espaços públicos cantando e lembrando a viagem dos Reis Magos até o menino Jesus.
Referências
- 1 2 3 «Praça da Liberdade». Portal Oficial de Belo Horizonte. Belotur. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 «Praça da Liberdade - Belo Horizonte». Portal MG. Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 Zaidan, Caio Guimarães; Assis, Eleonora Sad de; Rocha, Marina Silva Seabra da; Barros, Beatriz Fernandes; Vilela, Jacqueline Alves; Sá, Andrea Juliana de Oliveira; Ribeiro, Camila; Guidi, Cláudia Rocha; Freitas, Thyago Phellip França; Beck, Veronica; Katzschner, Lutz (2017). Avaliação da influência da vegetação arbórea no microclima: estudo de caso na Praça da Liberdade, Belo Horizonte, MG. XIV Encontro Nacional de Conforto no Ambiente Construído e X Encontro Latino-Americano de Conforto no Ambiente Construído. Universidade Federal de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- 1 2 3 «Circuito Liberdade». Portal Oficial de Belo Horizonte. Belotur. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de maio de 2026
- 1 2 3 «Palácio Arquiepiscopal Cristo Rei de Belo Horizonte». Portal Oficial de Belo Horizonte. Belotur. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- 1 2 3 «Praça da Liberdade, onde arquitetura e cultura se encontram». Prefeitura de Belo Horizonte. 16 de maio de 2017. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- 1 2 3 «Casa Funarte Liberdade é inaugurada em Belo Horizonte». Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. 9 de novembro de 2020. Consultado em 23 de maio de 2026
- 1 2 3 «Palácio da Liberdade». Fundação Clóvis Salgado. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 «About the Circuit». Circuito Liberdade. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «Edifício do Arquivo Público Mineiro (APM) - Belo Horizonte». Portal MG. Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ Buttros, Savilly Aimee (29 de janeiro de 2022). «Os coretos contam histórias sobre Belo Horizonte». Temporalidades. 13 (2): 790–815. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ «Praça da Liberdade - Belo Horizonte». Portal MG. Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ Vasconcelos, Vitor Vieira (setembro de 2008). «A Praça da Liberdade - Forma e Função». Scribd. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ Buttros, Savilly Aimee (29 de janeiro de 2022). «Os coretos contam histórias sobre Belo Horizonte». Temporalidades. 13 (2): 790–815. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ Caldeira, Junia Marques (1998). Praça: território de sociabilidade; uma leitura sobre o processo de restauração da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (Dissertação de mestrado). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Consultado em 23 de maio de 2026
- 1 2 «Sobre o circuito». Circuito Liberdade (em espanhol). Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- 1 2 Veloso, Clarissa dos Santos; Andrade, Luciana Teixeira de (2014). Circuito Cultural Praça da Liberdade: turismo e narrativas (PDF). 29ª Reunião Brasileira de Antropologia. Natal: Associação Brasileira de Antropologia. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 24 de julho de 2026
- 1 2 Romero, Thiago (29 de junho de 2006). «Praça do conhecimento». Agência FAPESP. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- 1 2 3 Senra, Vinícius Henrique Campos (2014). Modelo de gestão e governança em rede: estudo de caso do Circuito Cultural Praça da Liberdade (PDF) (Monografia de graduação). Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho. Consultado em 23 de maio de 2026
- ↑ «Espaço do Conhecimento UFMG». Pró-Reitoria de Cultura da UFMG. Universidade Federal de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ «Memorial Minas Gerais Vale». Instituto Cultural Vale. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ «O Museu». MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ «Circuito Cultural Praça da Liberdade ganha mais um importante equipamento público». Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. 26 de agosto de 2013. Consultado em 23 de maio de 2026
- 1 2 «Circuito Liberdade». Portal Oficial de Belo Horizonte. Belotur. 30 de agosto de 2019. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- 1 2 «Member Institutions». Circuito Liberdade. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- 1 2 «Circuito Liberdade ultrapassa a marca de 50 integrantes, incorpora empreendimentos criativos e se consolida como maior complexo cultural da América Latina». Circuito Liberdade. 6 de novembro de 2025. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «Governo de Minas inaugura Natal na Praça da Liberdade». Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. 7 de dezembro de 2021. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 11 de fevereiro de 2026
- ↑ «Últimos dias para ver a iluminação natalina na Praça da Liberdade». Cemig. 3 de janeiro de 2022. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «Governo de Minas inaugura iluminação de Natal no Circuito Liberdade». Agência Minas Gerais. 2 de dezembro de 2023. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 6 de junho de 2026
- ↑ «Governo de Minas e Cemig anunciam a programação da Virada da Liberdade 2024/2025 em BH». Agência Minas Gerais. 19 de dezembro de 2024. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «3ª edição: Virada da Liberdade 2025». Portal Minas Gerais. Governo de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «Circuito Liberdade marca presença na Semana Nacional de Museus». Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. 18 de maio de 2020. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2020
- ↑ «Semana dos Museus no Circuito Liberdade». Visite Museus. Instituto Brasileiro de Museus. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ «Semana do Patrimônio é realizada no Circuito Liberdade com atrações que destacam preservação cultural de Minas Gerais». Circuito Liberdade. 13 de agosto de 2025. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «Exposições, shows e oficina especial no Dia do Meio Ambiente são destaques na programação do Circuito Liberdade em junho». Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. 1 de junho de 2021. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- ↑ «Memória: História do Legislativo Mineiro». Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Consultado em 23 de maio de 2026. Cópia arquivada em 26 de junho de 2026
Leitura adicional
[editar | editar código]- Caldeira, Junia Marques (1998). Praça: território de sociabilidade; uma leitura sobre o processo de restauração da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (Dissertação de mestrado). Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
- Caldeira, Junia Marques (1998). Praça da Liberdade: trajetória de um território urbano. V Seminário História da Cidade e do Urbanismo. Campinas. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- Veloso, Clarissa dos Santos; Andrade, Luciana Teixeira de (2015). «Circuito cultural Praça da Liberdade: turismo e narrativas museológicas». RITUR - Revista Iberoamericana de Turismo. 5: 5–17. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- Senra, Vinícius Henrique Campos; Oliveira, Kamila Pagel (31 de dezembro de 2018). «Os desafios da governança em rede no âmbito do Circuito Liberdade». Revista do Serviço Público. 69 (4). doi:10.21874/rsp.v69i4.3157. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
- Buttros, Savilly Aimee (29 de janeiro de 2022). «Os coretos contam histórias sobre Belo Horizonte». Temporalidades. 13 (2): 790–815. Cópia arquivada em 24 de julho de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]- Praça da Liberdade no portal oficial de turismo de Belo Horizonte
- Praça da Liberdade - Belo Horizonte no IEPHA-MG
- Site oficial do Circuito Liberdade

