Pragmática

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Pragmática (desambiguação).
Diagrama esclarecedor e redutor dos níveis de análise linguística segundo Paulo Nunes da Silva.[1]

Pragmática é o ramo da linguística que estuda a linguagem no contexto de seu uso na comunicação. As palavras, em sua significação comum, assumem muitas vezes outros significados distintos no uso da língua e, mais recentemente, o campo de estudo da pragmática passou a englobar o estudo da linguagem comum e o uso concreto da linguagem, enquanto a semântica e a sintaxe constituem a construção teórica.[2] A pragmática, portanto, estuda os significados linguísticos determinados não exclusivamente pela semântica proposicional ou frásica, mas aqueles que se deduzem a partir de um contexto extralinguístico: discursivo, situacional, etc.

A capacidade de compreender a intenção do locutor é chamada de competência pragmática. A pragmática está além da construção da frase, objeto da sintaxe, ou do seu significado, objeto da semântica. A pragmática estuda essencialmente os objetivos da comunicação. Como exemplo, suponha uma pessoa queira fazer uma segunda pessoa não fumar numa sala. Pode simplesmente dizer, de uma forma muito direta: "Pode deixar de fumar, por favor?". Ou, em alternativa, pode dizer: "Huumm, esta sala precisa de um purificador de ar". Repare que a palavra 'fumo' ou 'fumar' não é utilizada, mas indiretamente revela a intenção do locutor.

Conceituação teórica[editar | editar código-fonte]

O uso do termo pragmática como ramo da linguística teve início com Charles Morris, em 1938, significando o estudo da linguagem em uso. Rudolf Carnap, que trabalhara com Morris em Chicago, definiu-a como sendo a relação entre a linguagem e seus falantes.[2]

A pragmática evoluiu, depois, para uma compreensão menos filosófica, como prática social concreta, que analisa a significação linguística de acordo com a interação existente entre quem fala e quem ouve, do contexto da fala, os elementos socioculturais em uso e, também, dos objetivos, efeitos e consequências desse uso contínuo.[2]

Coerência pragmática[editar | editar código-fonte]

É quando o texto tem que seguir uma linha de sentido, ou seja, uma sequência de atos. Não é possível o locutor dar uma ordem e fazer um pedido no mesmo ato de fala. Quando estas condições são ignoradas, constituem incoerência pragmática.

Referências

  1. ,SILVA, Paulo Nunes da (2010)- Manual de Introdução aos Estudos Linguísticos Lisboa: Universidade Aberta.
  2. a b c MARCONDES, Danilo. Desfazendo mitos sobre a pragmática (acesso da "Revista ALCEU" em janeiro de 2017)


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