Praxila

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Praxila (em grego Πράξιλλα) foi uma poetisa grega do Século V a.C., contemporânea de Telesila de Argos. É a primeira das nove grandes poetisas líricas da Grécia antiga citadas por Antípatro da Thessalônica por sua "língua imortal" (Antologia Palatina 9:26).

Biografia e Obra[editar | editar código-fonte]

Praxila viveu em Sícion (Peloponeso), tendo escrito canções de banquetes, ditirambos, hinos e canções báquicas. Deve ter sido bastante conhecida em sua época já que Lisipo, um famoso escultor, fez uma estátua de bronze dela e Aristófanes realizou paródias de suas poesias em duas de suas obras, que deveriam, portanto, ser conhecidas pela assempbleia do comediante.

Pouco foi conservado de sua obra, apenas alguns fragmentos.

Seu Hino a Adônis, retrata a descida de Adônis ao Hades, onde lhe perguntam quais foram as coisas mais belas que deixara no mundo dos vivos.

κάλλιστον μὲν ἐγὼ λείπω φάος ἠελίοιο,

δεύτερον ἄστρα φαεινὰ σεληναίης τε πρόσωπον ἠδὲ καὶ ὡραίους σικύους καὶ μῆλα καὶ ὄγχνας

—Praxila: Adônis.

E ele responde:

"As melhores coisas que eu deixei

foram a luz do sol,

Estátua romana a que se atribui a representação de Praxila

o brilho das estrelas,

e a face da lua,

além dos pepinos, maçãs e peras,

Pintura de John William Godward (1921)

em suas estações.''

A inusitada inclusão das frutas no poema, fez com que o retórico, Zenóbio, criasse uma expressão proverbial: "Parvo como o Adônis de Praxila"

Praxila inventou um metro dactilico conhecido como praxílio.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Neue, C. F., De Praxillae Sicyoniae reliquiis, Dorpat, 1844.
  • Bowder, Diana, Quem foi quem na Grécia Antiga, São Paulo: Art Editora/Círculo do Livro S/A, s/d
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