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Preguiça-gigante

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Fóssil brasileiro de preguiça-gigante (Glossotherium) ora exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Fóssil brasileiro de preguiça-gigante (Glossotherium) ora exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Estado de conservação
Pré historica
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Pilosa
Famílias

As preguiças-gigantes[1] ou preguiças-terrícolas[2] são um grupo de mamíferos pré-históricos que habitaram as Américas.[3] Cientificamente são classificados dentro da superordem Xenarthra e relacionados com as preguiças atuais, que são arborícolas.[3]

O grupo é constituído por seis famílias e 88 géneros, todos extintos. As preguiças-gigantes surgiram no Oligocénico e extinguiram-se há cerca de 10 000 anos atrás. Há evidências de que uma pequena população tenha sobrevivido nas ilhas de Hispaniola e Cuba até cerca de 1500 a.C.

Apesar do nome, nem todos os membros do grupo das preguiças-gigantes eram de grandes dimensões. O registo fóssil indica que as primeiras formas a surgir eram relativamente pequenas, de tamanho comparável às preguiças atuais, sendo a evolução para o gigantismo progressiva. No fim do Pliocénico, início do Plistocénico, esta tendência inverteu-se no sentido da redução de tamanho talvez por pressões ecológicos. Nas Caraíbas, muitas espécies tornaram-se variáveis anãs, numa adaptação a ambiente insular e condições tropicais também observada, por exemplo, em proboscídeos (Stegodon) ou hominídeos (Homo floresiensis).

As preguiças-gigantes surgiram no Oligocénico, na região da atual Patagónia, e desenvolveram-se na América do Sul. Com o estabelecimento do istmo do Panamá, as preguiças migraram para Norte, chegando ao atual estado do Yukon, no Canadá.

Uma fotografia do couro preservado de um Mylodon, nao tem um formato especifico, é deforme com um buraco nela, é grande e nela se observam pelos com aparencia macia.
Couro preservado de Mylodon, exibido no Museu de La Plata, Argentina.

A anatomia das preguiças-gigantes é conhecida com bastante detalhe, graças a centenas de exemplares bem conservados encontrados em cavernas e nos poços de betume de La Brea, na Califórnia. Alguns exemplos encontram-se tão bem preservados que incluem tecidos fossilizados ou partes da pelagem de cor avermelhada[4], como os encontrados no famoso sítio paleontológico conhecido como Cova do Milodonte, no Chile[5].

Um pequeno grupo, de 5 espécies da familia Megatheriidae, pertencentes ao gênero Thalassocnus, é considerado tendo habito de vida semi-aquático[6], vivendo próximo à ambientes marinhos[7].

Os hábitos alimentares das preguiças-gigantes são igualmente bem conhecidos através do estudo dos seus coprólitos (fezes fossilizadas) e respectivo conteúdo vegetal. Sabe-se assim que estes animais eram exclusivamente herbívoros e que preferiam folhas e ramos de árvores. Eram, no entanto, bastante flexíveis e, em épocas de escassez, podiam consumir plantas desérticas, incluindo cactos.

A primeira tentativa de reconstrução anatómica de um conjunto de fósseis foi realizada em 1796 e o resultado foi interpretado por Georges Cuvier como uma forma de preguiça-gigante[8], que o naturalista classificou como Megatherium americanum.

Diversos museus de história natural pelo mundo apresentam exemplares de preguiças-gigantes em suas exposições, na América do Sul podendo ser vistos, por exemplo, nas exposições do Museu de La Plata, Argentina e Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Alguns gêneros e familias

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A taxonomia das preguiças-gigantes é complexa e polifilética, sendo alguns grupos mais próximos das preguiças atuais que de outras famílias de preguiças-gigantes.

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Preguiça-gigante

Ligações externas

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Ver também

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Fósseis de preguiças-gigantes exibidos no Museu de La Plata: Lestodon trigonides, Glossotherium robustum (jovem e adulto) e Selidotherium leptocephalum.

Referências

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  1. Lull, Richard Swann (1929). A remarkable ground sloth. New Haven: Yale University Press. Consultado em 12 de maio de 2026
  2. Fariña, Richard A.; Vizcaíno, Sergio F.; De Iuliis, Gerardo, eds. (2013). Megafauna: giant beasts of Pleistocene South America. Col: Life of the past. Bloomington: Indiana University Press. ISBN 978-0-253-00230-3
  3. 1 2 Oliger, Camila Dünner; Di Nucci, Dante L. (27 de março de 2026). «Xenarthra». Zoo and Wild Mammal Formulary: 43–60. doi:10.1002/9781394353996.ch3
  4. Jakel, Andres Alfredo (2 de janeiro de 2024). «Manual de procedimientos para el registro fotográfico de las colecciones de la División Arqueología del Museo de La Plata». Revista del Museo de La Plata. 9 (1): 1–16. ISSN 2545-6377. doi:10.24215/25456377e185
  5. Martinic, Mateo (1996). «La Cueva del Milodon (Ultima Esperanza, Patagonia chilena).Un siglo de descubrimientos y estudios referidos a la vida primitiva en el sur de America» (PDF). Journal de la Société des Américanistes. Tome 82, 1996. pp. 311-323. Consultado em 15 de novembro de 2018
  6. De Muizon, Christian; Mcdonald, H. Gregory; Salas, Rodolfo; Urbina, Mario (11 de junho de 2004). «The evolution of feeding adaptations of the aquatic slothThalassocnus». Journal of Vertebrate Paleontology. 24 (2): 398–410. ISSN 0272-4634. doi:10.1671/2429b
  7. Gaudin, Eli Amson, Christian de Muizon, Timothy J. Gaudin (2016). «A reappraisal of the phylogeny of the Megatheria (Mammalia: Tardigrada), with an emphasis on the relationships of the Thalassocninae, the marine sloths.» (PDF). Zoological Journal of the Linnean Society, Linnean Society of London. Consultado em 17 de julho de 2019
  8. Cuvier, Georges; Duméril, C.; Duvernoy, G.L. (1836). Leçons d'anatomie comparée de Georges Cuvier. Bruxelles: Dumont. Consultado em 12 de maio de 2026