Premê

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Premê
Informação geral
Também conhecido(a) como Premeditando o Breque
Origem São Paulo, SP
 Brasil
Gênero(s) MPB, samba, rock cômico, choro, música erudita, samba-de-breque, sertanejo
Período em atividade 1976-1988
1991-presente
Gravadora(s) RGE, Spalla, Lira Paulistana, Continental, EMI-Odeon, Eldorado, Velas
Afiliação(ões) Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Itamar Assumpção, Lulu Santos, Caetano Veloso
Integrantes Wandi Doratiotto
Mário Manga
Claus Petersen
Marcelo Galbetti
Ex-integrantes Skowa
Igor Lintz Maués
Osvaldo Luiz Fagnani
Azael Rodrigues
A.C. Dal Farra
Sylvinho Mazzucca

Premê, anteriormente conhecido como Premeditando o Breque, é um grupo musical paulistano criado em setembro de 1976, por estudantes da USP.[1][2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Início independente (1976-1982)[editar | editar código-fonte]

O grupo destacou-se desde o início tanto pelas letras irreverentes e bem-humoradas quanto pela qualidade musical, baseada em arranjos sofisticados, fundindo MPB, choro, rock e até mesmo música erudita.[4]

Já em 1979, o samba-de-breque Brigando na Lua era premiado com o segundo lugar no 1º Festival Universitário de Música Popular Brasileira.[4][3][5] No ano seguinte, o grupo começaria a se celebrizar em apresentações no Teatro Lira Paulistana - um reduto da música independente paulista de então -, ao lado de nomes igualmente emergentes da cena musical paulista como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Grupo Rumo.[6] Concorrendo, um grupo que tinha um jovem estudante de Engenharia Agrícola chamado Marcelo Rubens Paiva. Também em 1980, participaram do festival MPB-80, defendendo a música Empada Molotov.[7]

Em 1981, o grupo lançou seu primeiro disco Premeditando o Breque, conseguindo notoriedade no meio universitário e intelectual.[1][2][4][7] Neste período, o Premê era formado por Marcelo (Antônio Marcelo Galbetti), Claus (Claus Erik Petersen), Igor (Igor Lintz Maués), Mário Manga (Mário Augusto Aydar) e Wandy (Wanderley Doratiotto).[2][7][8]

E logo em seguida, em 1982, a banda chegou à etapa final do festival MPB Shell, promovido pela Rede Globo. A canção apresentada no Maracanãzinho lotado foi O Destino Assim o "Quiz" ou simplesmente Lencinho, como ficou conhecida.[7][8][9]

O sucesso nas rádios (1983-1987)[editar | editar código-fonte]

O maior sucesso do repertório viria em 1983, no LP Quase Lindo. Trata-se da canção São Paulo, São Paulo, uma divertida referência a New York, New York, mas adaptada à capital paulista.[8][10] A canção foi incluída na trilha sonora da novela Vereda Tropical.[10][11]

Outra canção que ficou conhecida do grupo foi Lua de Mel, numa época em que Cubatão era considerada uma das mais poluídas cidades do mundo.[12]

O grupo despertou o interesse de uma multinacional, a EMI, e a partir daí lançou, em 1985 e 1986, três LPs.[5]

Os discos não tiveram o mesmo sucesso dos anteriores - segundo alguns críticos - justamente pelo fato de terem na produção o carioca Lulu Santos, a serviço de uma grande gravadora (dois fatores supostamente contraditórios com a proposta da banda).

Entre 1988 e 1991, o grupo cessou suas atividades.[8]

A volta do grupo (1991-presente)[editar | editar código-fonte]

No ano de 1991, o Premê lançou o álbum Alegria dos Homens pela gravadora Eldorado e 6 anos depois, o show Premê Vivo.[5] Em 2000, um novo show, batizado de "Brasil 500 anos", reavivou a atenção do público pelo grupo. Atualmente, o Premê continua na ativa, mas com shows esporádicos.[13]

Numa votação popular realizada em São Paulo no ano de 2003 para eleger a música-símbolo da cidade, a canção São Paulo, São Paulo ficou em 2º lugar, atrás de Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.[10] A canção Rubens foi regravada por Cássia Eller em seu primeiro disco, em 1990[14] e Carrão de Gás foi regravada pela banda Tubaína em seu CD "Polka Vergonha", de 2000.[15]

O documentário (2015)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Premê Quase Lindo

Em 2015 foi lançado o documentário Premê Quase Lindo, repleto de cenas raras de arquivo e depoimentos dos integrantes e ex-integrantes do grupo.[16]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • Premeditando o Breque (1981) - Spalla/Continental
  • Quase Lindo (1983) - Lira Paulistana/Continental
  • O Melhor dos Iguais (1985) - EMI-Odeon
  • Grande Coisa (1986) - EMI-Odeon
  • Dê Folga ao Seu Programador (1986) - EMI-Odeon
  • Alegria dos Homens (1991) - Eldorado

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

  • Premê Vivo (1997) - Velas

Compactos[editar | editar código-fonte]

  • Empada Molotov/Frevura (1980) - RGE
  • Pinga com Limão/O Destino Assim o "Quiz" (1982) - Lira Paulistana/Continental
  • São Paulo, São Paulo/Lava Rápido - (1983) - Lira Paulistana/Continental
  • Balão Trágico (1985) - EMI-Odeon
  • Lua de Mel (1985) - EMI-Odeon
  • Vida Besta (1985) - EMI-Odeon
  • Rubens (1987) - EMI-Odeon

Integrantes[editar | editar código-fonte]

A banda é formada por:

  • Wandi Doratiotto - voz, cavaquinho e violão
  • Mário Manga - voz, guitarra, violão e cello
  • Claus Petersen - voz, sax e flauta
  • Marcelo Galbetti - voz, piano, violão, clarinete

Participantes eventuais:

  • Danilo Moraes - voz, violão e baixo
  • Adriano Busko - percussão
  • Silvio Mazzuca Jr. - baixo

Referências

  1. a b Murgel, Ana Carolina A. T. «Premeditando o Breque [Premê]». MPBNet. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  2. a b c Vaz, Sérgio (26 de dezembro de 1981). «A estréia do Premê, num disco alegre e competente». Jornal da Tarde. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  3. a b «Premeditando Premê». Rádio Cultura Brasil. 15 de janeiro de 2010. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  4. a b c «Premeditando o Breque». CliqueMusic. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  5. a b c Fenerick, José Adriano (2007). Façanhas às próprias custas: a produção musical da Vanguarda Paulista (1979-2000). [S.l.]: Annablume. ISBN 9788574197258 
  6. «Lira Paulistana». Wikipédia, a enciclopédia livre. 5 de julho de 2018. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  7. a b c d «Premeditando o Breque». MPB PUBLICAÇÕES. 3 de abril de 2011. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  8. a b c d «Premeditando o Breque - Dados Artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  9. de Tarso, Paulo (1 de agosto de 2016). «Refinamento instrumental + humor = (ex)preme-ditando o breque». Cidadão Cultura. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  10. a b c «São Paulo, São Paulo (canção)». Wikipédia, a enciclopédia livre. 6 de julho de 2018. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  11. «Vereda Tropical». Wikipédia, a enciclopédia livre. 8 de abril de 2018. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  12. «Premê (ditando o Breque!)». Dana Social. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  13. «Concertos Populares recebe Premeditando o Breque». ULBRA Campus Canoas. 18 de novembro de 2013. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  14. Davino, Leonardo (1 de dezembro de 2010). «335. Rubens». 365 Canções. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  15. Merigo Filho, Carlos Roberto (14 de agosto de 2000). «Resenha - Polka Vergonha - Tubaína». Whiplash. Consultado em 2 de setembro de 2018. 
  16. «Documentário "Premê - Quase Lindo" é uma homenagem à música brasileira». UOL Música. 25 de novembro de 2015. Consultado em 2 de setembro de 2018.