Primeira Guerra Civil da Costa do Marfim

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Primeira Guerra Civil da Costa do Marfim
Côte d'Ivoire ZDC.png
Mapa da divisão da Costa do Marfim: os rebeldes controlando o norte e o governo comandando o sul; no centro a localização da zona-tampão (ZDC, "zona confiança") criado na Primavera de 2007.
Data 2002 - 2007
Local Costa do Marfim
Desfecho Tentativa de Acordo de paz
Combatentes
Costa do Marfim Costa do Marfim
Libéria mercenários da Libéria
milícia Jovens Patriotas de Abidjan
Rebeldes / Insurgentes França Exército francês
Nações Unidas ONU
Principais líderes
Costa do Marfim Laurent Gbagbo
milicia YPA: Charles Blé Goudé
Guillaume Soro França Jacques Chirac

A Primeira Guerra Civil da Costa do Marfim foi um conflito iniciado em 19 de setembro de 2002, na Costa do Marfim, quando soldados rebeldes vindos do Burkina Faso tentam tomar o controle da capital do país, Abidjan, e das cidades de Bouaké e Korhogo.[1] Os rebeldes não conseguem tomar Abidjan mas ocupam as outras duas cidades, respectivamente no centro e no norte do país.

Os rebeldes, que mais tarde ficariam conhecidos como Forces Nouvelles ("Forças Novas") ocupam progressivamente a metade do norte do país, cortando-o assim em duas zonas geográficas distintas: o sul, controlado pelas Forças Armadas Nacionais da Costa do Marfim (FANCI), e o norte, controlado pelas Forces Nouvelles.

Um início de solução se delineou em 24 de janeiro de 2003, com a assinatura dos Acordos de Linas-Marcoussis. Entretanto, uma brusca retomada das hostilidades, em novembro de 2004, comprometeu todos os progressos obtidos até então.

Embora a maioria dos combates tenham terminado no final de 2004, o país continuou dividido, com os rebeldes dominando o norte e o governo comandando o sul. Tropas francesas foram enviadas à Costa do Marfim para ajudar a resolver a situação (Operação Licorne). No entanto, verificou-se um aumento das hostilidades e dos ataques as tropas estrangeiras e civis. (ver: Conflito franco-marfinense de 2004)

A Seleção Marfinense de Futebol foi creditada como tendo ajudado a garantir uma trégua temporária, quando se classificou para a Copa do Mundo da FIFA 2006 e a reunir as partes beligerantes. [2]

Entretanto a partir de 2006, a região ainda estava tensa. As Nações Unidas e os militares franceses não tinham conseguido controlar a guerra civil. A Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim começou depois que a guerra civil se acalmou, mas as forças de paz enfrentaram uma situação complicada e eram ultrapassadas por ações de civis e rebeldes.

Finalmente, surgiu uma promessa de resolução definitiva do conflito, em 4 de março de 2007, com a assinatura do Acordo de Ouagadougou, visando a reunificação do país e a realização de eleições.[3]

Em 6 de agosto de 2010, o presidente marfinense, Laurent Gbagbo, anunciou a realização de eleições, possivelmente em 31 de outubro.[4]

As eleições da Costa do Marfim ocorreriam em outubro de 2010, depois de serem adiadas seis vezes. Entretanto, o impasse sobre os resultados das eleições resultariam na retomada dos combates e na eclosão da Segunda Guerra Civil.[5][6]

Referências

  1. Richard Banégas e René Otayek. «Le Burkina Faso dans la crise ivoirienne» 
  2. Stormer, Neil (20 de Junho de 2006). «More than a game». Common Ground News Service 
  3. «Côte d'Ivoire: Can the Ouagadougou Agreement Bring Peace?». International Crisis Group. 27 de Junho de 2007 
  4. Election présidentielle en Côte d’Ivoire - Le 31 octobre est bel et bien possible, por Diawara Samou. Abidjan.net, 11 de agosto de 2010 (em francês)
  5. «Cote d'Ivoire: Urban Exodus as Violence Escalates». Allafrica.com 
  6. «Ivory Coast: Rebels take western town Zouan-Hounien». BBC News. 25 de fevereiro de 2011 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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