Primeiro Período Intermediário

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Antigo Egito
Faraós e dinastias
Período pré-dinástico
Período protodinástico
Época Tinita: I - II
Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:

XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo: XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:

XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano
O chanceler Méketrê observa a contagem de seus animais, 11ª dinastia.

O Primeiro Período Intermediário é uma época historica do Antigo Egito que compreende as VII, VIII, IX, X e XI dinastias, e na qual o poder do Egito estava divido sendo governado paralelamente por mais de uma dinastia.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Império Antigo termina com a morte do faraó Pepi II, já em idade avançada. O governo do Egito então passa por uma crise de governabilidade. Os governadores das províncias se tornam poderosos e assim o país fica dividido em três, o Delta, o Médio Egito (Heracleópolis ou Henen-nesw) e o Alto Egito (Tebas ou Waset). Nesse período intermediário estão registradas as dinastias VII, VIII, IX, X e XI.[1]

Os reis da VII e VIII dinastias se proclamam reis por conta própria. Em Heracleópolis, os reis das reconhecidas dinastias IX e X expulsam os líbios e outros povos que invadiram o Delta do Egito em busca de alimento. Eram reis cruéis, mas de alguma forma tomaram medidas importantes como fortificar as fronteiras e retomar o comércio além de manter o Baixo Egito unido e forte.

Durante todo esse período temos diversas dinastias sem os devidos registros, porque eram muitos os auto-intitulados reis. Foi um período de anarquia no antigo Egito. A terra dividida gerou guerra civil, porque muitos queriam tomar o poder. Portanto até a 10ª dinastia não houve um governo centralizado no país.

Em Tebas (Waset) foi fundada a 11ª dinastia que não reconhecia o governo de Heracleópolis. E, muito embora o Baixo Egito fosse mais forte, foi a dinastia Tebana que começou a unir novamente o Egito.

Após reunir os territórios do alto Egito, o governante de Tebas, Inyotef, partiu para a conquista do baixo Egito.

Mudanças[editar | editar código-fonte]

Esse período marca uma mudança importante para o estudo do Antigo Egito. Até então, apenas os faraós e sua família tinham o direito de passar para a outra vida, tendo seu corpo mumificado e todos os ritos fúnebres. É no primeiro período intermediário que esse direito passa a todos os nobres e oficiais, ou seja, a todos os que pudessem pagar para ter os mesmos direitos. Assim, hoje, muito da história do Egito Antigo é contada pelas descobertas das tumbas de pessoas comuns que, a partir desse período fizeram sepultamentos com todos os luxos da época, inclusive deixando gravadas cenas de sua vida nos túmulos.[1]

Para os faraós, na época, foi uma perda imensa, porque deixaram de ser vistos como os únicos seres divinos, que tinham direito a viver uma outra vida após a morte.

Fim do primeiro período intermediário[editar | editar código-fonte]

Esse período termina com a vitória da dinastia surgida em Tebas, a 11ª dinastia. Ao primeiro período intermediário pertencem apenas três faraós da 11ª dinastia - Inyotef (Sehertawy), Inyotef II (Wahankh), Inyotef III (Nakhtnebtepnefer).

O próximo faraó, Mentuhotep II, embora ainda pertença a essa dinastia, vai dar inicio ao período seguinte que é o Império Médio.

Referências

  1. a b c Gamal Mokhtar. História Geral da África – Vol. II – África antiga. [S.l.]: UNESCO. ISBN 9788576521242 
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