Princípio de Kerckhoffs

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O princípio de Kerckhoffs (também chamado de desiderato, suposição, axioma, doutrina ou lei de Kerckhoffs) da criptografia foi elaborado por Auguste Kerckhoffs, criptógrafo nascido na Holanda, no século 19: um sistema criptográfico deve ser seguro mesmo que tudo sobre o sistema, exceto a chave, seja de conhecimento público.

Os seis princípios preconizados por Kerckhoffs são: [1]

  1. O sistema deve ser materialmente, se não matematicamente, indecifrável;
  2. É necessário que o sistema em si não requeira sigilo, e que não seja um problema se ele cair nas mãos do inimigo;
  3. Deve ser possível comunicar e lembrar da chave sem a necessidade de notas escritas, e os interlocutores devem ser capazes de modificá-la a seu critério;
  4. Deve ser aplicável à correspondência telegráfica;
  5. O sistema deve ser portátil, e não deve exigir a participação de múltiplas pessoas na sua operação e manuseio;
  6. Por fim, o sistema deverá ser simples de usar e não exigir conhecimentos profundos ou concentração dos seus usuários nem um conjunto complexo de regras.

Embora alguns desses princípios, como o princípio 4, não sejam mais tão relevantes atualmente, o princípio considerado mais relevante atualmente é o princípio 2, o qual pode ser resumido em um sistema de criptografia deve ser seguro ainda que o adversário conheça todos os detalhes do sistema, com exceção da chave secreta, contrastando com a segurança por obscurantismo.


Referências

  1. de Rezende, Pedro Antônio Dourado (abril de 2009). «Lei de Kerckhoffs». Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília. Consultado em 29 de junho de 2019 
Ícone de esboço Este artigo sobre Criptografia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.