Principado de Luca e Piombino

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Principato di Lucca e Piombino
Principado de Luca e Piombino
Lucca 1801-1805.gif
 
Stemma.Appiani.Piombino.jpg
 
Cybo-Malaspina-stemma.jpg
1805 – 1814 Flag of the Duchy of Lucca (1815-1818).svg
 
State flag simple of the Grand Duchy of Tuscany.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Luca e Piombino
Continente Europa
Capital Luca
Língua oficial italiano, toscano, francês
Governo Monarquia constitucional
Príncipe de Luca e Piombino
 • 1805-1809 Elisa Bonaparte
 • 1805-1814 Félix Baciocchi
História
 • 1805 Decreto de Napoleão oferecendo o principado à irmã Elisa
 • 1814 Congresso de Viena
Moeda Franco francés

O Principado de Luca e Piombino foi um estado napoleónico, estabelecido em territórios da Toscana, que existiu entre 1805 e 1815.


História[editar | editar código-fonte]

A cidade italiana de Luca e os territórios envolventes estiveram na origem da República de Luca. Aquando das invasões dos exércitos revolucionários franceses na península Itálica, em 1797, a cidade de Luca mateve a sua independência.

Contudo, em 1799, Luca caiu perante as forças francesas e a constituição da república foi abolida. Luca é então transformada numa república democrática sob domínio francês (1799 - 1805).

Em 1805, Napoleão ao querer dar uma coroa à sua irmã Elisa, ofereceu-lhe o Principado de Piombino (estado que fora cedido à França pelo Reino de Nápoles[1] ) pelo decreto de 27 de Ventoso do Ano XIII (18 de março de 1805).

Félix Baciocchi, no plano de trás e Elisa, numa moeda da época

Pouco depois, em 15 de Pradial do Ano XIII (4 de junho de 1805), o Conselho dos Duques (Senado) da recentemente instituída República de Luca pediu a Napoleão, na sua qualidade rei de Itália, de confiar o governo da república a um membro da sua família, hereditariamente, e na respectiva descendência natural. Assim, Napoleão escolheu o marido de Elisa, Félix Baciocchi, escolha ratificada por Luca, em 25 de Pradial (14 de junho).

Baciocchi foi nomeado príncipe de Luca pela constituição de 14 Messidor (23 de junho). Em caso de morte, o principado seria entregue a Elisa e, após ela, à sua descendência masculina legítima, por ordem de primogenitura[2] . A coroação do príncipe Baciocchi e de sua mulher teve lugar em 12 de Messidor (1 de julho). Em 14 de julho seguinte, os príncipes chegam a Luca para a sua cerimónia de investidura.

Em 31 de março] de 1806, Napoleão retiruo o Massa e Carrara ao Reino de Itália para os juntar às possessões de Elisa e Félix. A Garfagnana foi igualmente adicionada.

Em 3 de março de 1809, Elisa recebeu o título de Grande dignatária do Império, como Grã-duquesa, com o governo geral dos Departamentos da Toscana. O principado, fazia parte da Toscana e do Império Francês, conservando um estatuto particular (não se torna um Departamento francês, embora seja nomeado um prefeito, Antoine-Marie-Pierre de Hautmesnil, para administrar o território.

Em 1814, o exército austríaco ocupou Luca. Pelo acto final do Congresso de Viena (1815), o principado foi dissolvido e partilhado entre diferentes soberanos:

Exercício do poder[editar | editar código-fonte]

Elisa Bonaparte
Por Marie-Guillemine Benoist

Os novos príncipes governaram respeitando a constituição do principado, onde estava estabelecido a separação entre o Estado e administração da capital, o que originou o nascimento da comuna de Luca[3] .

Elisa põe em prática uma corte e uma etiqueta inspirada na das Tulherias. Em Luca, rodeou-se de ministros muitos dos quais ocupam o lugar até ao fim do seu reinado, como:

  • Luigi Matteucci, ministro da Justiça, do Interior e dos Negócios Estrangeiros,
  • Francesco Belluomini (substituído pelo filho Giuseppe), como ministro das Finanças,
  • Jean-Baptiste Froussard, chefe de gabinete, ou
  • Pierre d'Hautmesnil, responsável do orçamento do Estado.

Elisa exerceu a maior parte do poder, mantendo-se o marido muito apagado, contentando-se em tomar decisões no domínio militar, ficando com um papel que oscila entre o de ajudante de campo e de príncipe consorte. Compreensivo, Baciocchi suportou serenamente as infidelidades da sua mulher, satisfazendo-se por vê-la governar os estados que o imperador lhe entregara.[carece de fontes?]

Brasão de Armas[editar | editar código-fonte]

Figura Brasonamento
Coat of Arms of Élisa Bonaparte as princesse de Lucques et Piombino.svg Elisa Bonaparte (1777-1820)
Princesa de Piombino (18 de março de 1805) e de Luca (junho de 1805),

Partido: no I, coupé d'argent et de gueules (Lucca) à la lionne rampant, la tête contournée, brochant sur le tout; no II, de gueules à deux barres d'or accompagnées de deux étoiles du même, une en chef et une en pointe (Bonarparte); sobre o todo d'azur, à l'aigle d'or, la tête contournée, au vol abaissé, empiétant un foudre du même (Império). Manto Imperial, coroa ducal.

Coat of Arms of Félix Baciocchi (alternative).svg Félix Baciocchi (1762 - 1841)
Príncipe de Piombino (18 de março de 1805) e de Luca (junho de 1805).

Partido: no I, coupé d'argent et de gueules au léopard rampant, au naturel, brochant; no II, de Bonaparte; sobre o todo, de Império. Manto imperial, coroa ducal, colar da Ordem do Tosão de Ouro, e grande colar da Legião de Honra.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Claude Drigon, marquis de Magny, "Nouveau traité historique et archéologique de la vraie et parfaite science des armoiries", Auguste Aubry, 1856
  • "L'Univers : histoire et description de tous les peuples", F. Didot frères, 1843
  • Marie Nicolas Bouillet, "Dictionnaire universel d'histoire et de géographie", vol. 2, L. Hachette et Cie, 1869, 2048 p.
  • Gérard Hubert, La sculpture dans l'Italie napoléonienne, E. de Boccard, 1964, 532 p.