Principado de Mântua (Senonches e Brezolles)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde agosto de 2015). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Luís Gonzaga, Duque de Nevers, 1.º Príncipe de Mântua. Anónimo. Kunsthistorisches Museum, Viena.

Em 1566, o rei Carlos IX de França reúne os senhorios de Senonches e de Brezolles num novo feudo que eleva à dignidade de principado, entregando-o a Luís Gonzaga, nobre nascido em Itália, pertencente à família dos Duques de Mântua, que viera para França onde integrara a corte.


História[editar | editar código-fonte]

Em 1291, Carlos de Valois, conde e depois duque de Alençon, recebe de seu irmão, o rei Filipe IV de França o senhorio de Chateauneuf e uma parte do senhorio de Brezolles[1].

Em 1525, com a extinção dos Valois-Alençon, pela morte de Carlos IV de Alençon[2], os seus bens são reintegrados na coroa por falta de descendência masculina[3].

Constituição do Principado[editar | editar código-fonte]

Luis Gonzaga, terceiro varão do duque Frederico II de Mântua, tinha poucas probabilidades de herdar os estados de seu pai, pelo que é enviado para França onde tomaria posse do património que a família herdara da sua avó, Ana de Alençon, marquesa consorte de Monferrato, nomeadamente o senhorio de La Guerche. Luís, na altura com 10 anos, fica afecto ao serviço do delfim, de quem se tornou um fiel companheiro.

Em 1560, obtêm a naturalidade francesa, e ao casar-se com Henriqueta de Nevers[4], em 1565, o rei Carlos IX outorga-lhe o Principado de Mântua, em francês Principauté de Mantoue, que surge da união dos senhorios de Senonches e de Brezolles. A denominação do novo feudo permite que Luís, junte o nome da sua Casa (os duques de Mântua), ao seu próprio patronímico o que, na sua qualidade de filho mais novo, isso não lhe era permitido.[4].

O principado passa para os seus descendentes mas, em 1654, irá ser vendido por Carlos II de Mântua, bisneto de Luís Gonzaga, à Casa de Broglie que, desde então, passou a usar o título de Marquês de Senonches.

As terras de Senonches e Brezolles são confiscados à viúva de François de Broglie em 1667 e após leilão, entregues ao duque de Enghien, Henri-Jules de Bourbon, filho do Grand Condé. Os seus descendentes detêm estas possessões até 1789.

Lista dos Príncipes de Mântua[editar | editar código-fonte]

Governo (de - a ) Nome (nascimento-morte)
1565-1595 Luís Gonzaga, Duque de Nevers (1539-1595)
1595-1637 Carlos I Gonzaga (1580-1637)
1637-1654 Carlos II Gonzaga (1629-1665)

1654: Património vendido / denominação extinta

Brasões de Armas[editar | editar código-fonte]

As cidades de Senonches e Brezolles conservam, ainda hoje, brasões semelhantes aos da Casa Gonzaga.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]