Programação radiofônica

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Programação radiofônica muda substancialmente com a evolução das tecnologias de informação no mundo contemporâneo. Informações sobre o trânsito, temperatura, saúde, cotações econômicas, hora certa, descobertas científicas, violência, lazer e comporta

O processo de modernização iniciado na década de 1950 exigia que o público estivesse bem informado. É neste contexto que o texto do rádio modifica-se e o radiojornalismo se fortalece com a agilidade própria do meio.

Na década de 1960 o radiojornalismo e a programação musical são a base da programação no rádio das emissoras AM. As reportagens de rua são intensificadas, com o repórter ao vivo no local do acontecimento.

Nos anos 1970 a tendência a especialização que se iniciara no fim dos anos 1960, se acentua com as emissoras identificando-se com certas camadas sócio-econômico-culturais, buscando a linguagem apropriada ao padrão das classes que desejavam atingir. A segmentação também funciona como uma estratégia de mercado. O radiojornalismo esportivo ganha força como um espaço radiofônico vibrante, polêmico, e opinativo. Informações esportivas e os acontecimentos do cotidiano são narrados para o ouvinte no formato de jornais falados e informativos, que podem ter uma editoria especial ou não, e ainda serem interpretativos, opinativos ou simplesmente informativos. Outra repetição do padrão tradicional de cinco décadas é a leitura ao vivo das publicidades pelo locutor.

Atualmente, com a internet, a programação das emissoras tem se pautado ainda mais pela segmentação. Este processo tem como objetivo exatamente o de não copiar outra mídia, especialmente aquelas desprovidas de credibilidade, alteradas apenas por modismos ou a bel prazer.

Por estes motivos, senhora orientadora e senhor co-orientador, é importante a busca de fontes confiáveis, encontradas também na internet, mas com critério.


Segmentação[editar | editar código-fonte]

No rádio, a intenção do editor e dos diversos níveis do discurso na programação num único contexto comunicativo é a adoção de um formato. O acirramento da concorrência entre as emissoras reorganizou o sistema produtivo de forma que as programações voltadas para públicos heterogêneos entraram em decadência, perdendo público para emissoras que centraram sua atenção na segmentação da programação para atender a gostos específicos de determinados públicos.

A segmentação se difunde na segunda metade da década de 1980. Esta prática refere-se a um critério de abordagem dos ouvintes, levando-se em conta sua heterogeneidade e adequando a publicidade conforme o público específico que se visualiza para a emissora. A segmentação pode dirigir-se a um programa ou ao todo da programação da emissora. Consideram-se características como classe social, faixa etária, sexo, escolaridade, preferências de grupos, etc.

Formato[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1990 o sucesso de uma programação depende da clareza com que é desenvolvido o formato da programação. O objetivo das rádios comerciais é atingir uma correspondência entre formato, imagem da rádio e faixa de público a que se destina sua programação. Ao adotar o formato informativo a emissora pode emitir outros tipos de programas não informativos, mas independente destas variações na programação, o jornalismo é assumido como valor predominante na programação. Assim, a qualquer momento um programa não informativo poderá ser interrompido com notícias.

A adoção do formato representa, portanto, um nível mais abrangente de enunciado: a megaestrutura do discurso. O formato é o primeiro nível do enunciado, o segundo nível (a grade de programas ou a programação) se estrutura a partir dele.

Os formatos de programa dividem-se em puros e híbridos, e refletem a filosofia de trabalho da empresa.

Puros[editar | editar código-fonte]

  • Informativo – voltado para difusão de notícias, podendo incluir opinião, entrevista, conversa com o ouvinte, etc..
  • Musical – ex. FMs, pode ser segmentado
  • Comunitário –ptaria braba voltada para a comunidade, cobre problemas de bairro, os apresentadores tem grande empatia com o público, oferta mensagens de otimismo, explora fatos policiais. Ex. Programa do Paulo Rogério na Rádio Independente
  • Educativo-cultural – adotado por emissoras não comerciais
  • Místico-religioso – explorado por igrejas eletrônicas
  • Participação do ouvinte – mistura ingredientes informativos e comunitários

Híbridos[editar | editar código-fonte]

  • Música - Esporte - Notícia

Programas[editar | editar código-fonte]

A grade de programação serve para delimitar os programas de forma linear. Separa programas distintos com gêneros e conteúdos claramente diferenciados. O fechamento dos programas, que tem começo, meio e fim, destina-se a agendar determinada audiência para um compromisso com dia e hora marcado. A grade é marcada em função de um tempo social, e seu impacto sobre a organização da vida dos diversos grupos humanos. Os ouvintes se habituam à programação, naturalizando a escuta na hora e dia programado ao longo de anos, muitas vezes. Estabelecendo-se aí uma construção mútua de identidade entre os programas e as audiências.

Se a programação radiofônica é o conjunto de programas, o programa constitui-se como a unidade básica. Os programas podem ser informativos ou de entretenimento.

Programas de entretenimento
  • Humorísticos
  • Dramatizações
  • Auditório
  • Musicais
Programas informativos
  • Documentário – aborda um tema em profundidade, envolve montagens e roteiro prévio
  • Entrevistas – conduzido por um apresentador que chama os repórteres, interpela entrevistados, analistas, etc..
  • Reportagem – notícia ou série de notícias sobre o mesmo tema, com entrevistas feitas por um repórter
  • Boletim – notícia geralmente falada ao vivo pelo repórter no local onde está acontecendo o fato, mas pode ser gravada e mesclar falas do repórter com entrevistas ou sons ilustrativos
  • de opinião – predominam as opiniões do apresentador, que apresenta uma visão quase pessoal da realidade
  • Mesa-redonda – baseado na opinião dos convidados ou participantes. Procura aprofundar temas da atualidade. Pode ser em forma de painel (quando as opiniões se complementam com o objetivo de dar um quadro completo do assunto), ou em forma de debate (quando o objetivo é apresentar opiniões que se conflituam)
  • Utilidade pública – refere-se a informações sobre o corte da rede de água em determinada comunidade, horários de banco durante feriaso, etc…
  • Noticiário – este tipo de programa desdobra-se em:
    • Informativo especializado – tem área de cobertura delimitada. Ex. esporte
    • Síntese noticiosa – dura de cinco a dez minutos, com cerca de dez notícias, aborda os principais fatos em textos curtos e diretos. Geralmente são inserções de hora em hora, a exemplo do Repórter Esso. As notícias são editadas por proximidade.
    • Radiojornal – versão radiofônica dos periódicos impressos reunidos em editorias, regiões geográficas, similaridade ou, ainda, podem estar organizados em forma de fluxo (quando a emissão é constante)
    • Edição extra – miniinformativo noticiando um acontecimento de última hora, geralmente de grande impacto
    • Toque informativo – uma ou duas notícias entre blocos musicais, dadas de forma improvisada. Muito usados em FMs musicais

Radiorevista – ou programa de variedades, reúne aspectos informativos e de entretenimento, prestação de serviços, músicas, horóscopo, entrevistas, cultura, medicina, direito, lazer, etc…

Programação em fluxo[editar | editar código-fonte]

Uma tendência contemporânea é colocar em lugar de uma grade organizada linearmente e super definida nas suas características, a programação em fluxo.

Neste formato, os programas não se opõem nem se sucedem, mas co-participam de uma programação contínua. O fluxo é composto por módulos bem definidos em níveis da produção. O fluxo representa o aparecimento de um princípio de organização de natureza diversa.

A lógica do agendamento de compromisso com hora marcada é substituída pela lógica de disponibilização permanente do enunciado sem começo nem fim – pegue quando quiser. Abandona-se o pressuposto de que se encontra um público determinado em uma hora determinada. Em lugar disso se utiliza a estratégia de reconhecimento de que as disponibilidades temporais do público são heterogêneas. A nova estratégia obedece a lei do mercado, caracterizando a oferta radiofônica pela sua utilidade instantânea. Do ponto de vista estético, esta mudança resulta numa nova forma de fruição da cultura.

Esta homogeneização do macrotexto/formato tem consequências importantes para a edição do discurso jornalístico no rádio, tanto em relação à seleção quanto ao ordenamento do conteúdo. A primeira preocupação é misturar equilibradamente os diversos sub-gêneros que compõem a programação, dando um tom global que constitui o fluxo como um gênero específico, que se distingue das emissoras que mantém a grade de programação linear. Os conteúdos tendem a terem enfatizada sua redundância e continuidade, sendo atualizados de tempo em tempo ao longo do dia.

Esta lógica de sequência implica um novo modo de organização dos conteúdos, diferente do começo-meio-fim. Não há mais início e fim, mas um fluxo contínuo estruturado de forma circular, em torno de uma unidade de tempo que se repete infinitamente, conforme a lógica do relógio. A sucessão contínua substitui a idéia de linearidade pela rotação de forma espiralada. A rotação e a repetição desestruturam convenções de hierarquização dos conteúdos importados do jornalismo impresso. Acaba a polêmica sobre a colocação da notícia mais importante no final ou no começo. Ela não tem mais porque existir. O critério é o da fluidez, da frequência.

Os recursos para enfatizar a importância da notícia são a sua repetição e a duração da enunciação. Aliás, esta repetição coloca em questão a relação do jornalismo com a novidade.

Portanto, para o perfeito funcionamento do fluxo é importante ter abundância de informação. A repetição tem que ser acrescida da atualização para destacar a progressão do acontecimento. Portanto, trata-se de um fluxo crescente devido ao acréscimo de conteúdos.

Este fenômeno da programação em fluxo não é nova no rádio. Começou com as rádios musicais da década de 1950, e no radiojornalismo esta estrutura já foi usada em 1961 em uma emissora de Tijuana, no México. A programação em fluxo começa a ser adotada no Brasil, já muito utilizada nos Estados Unidos.

Diferente desta programação eclética, o formato de programação em fluxo organiza-se assim, p. ex, considerando a distribuição do tempo:

6h
  • Manchetes
  • Manchetes dos jornais
  • Condições do tempo
  • Situação dos aeroportos
  • Boletins de reportagem
  • Notícias
  • Comerciais
  • Trânsito
  • Entrevista
  • Comerciais
6h30min
  • Manchetes
  • Manchetes dos jornais
  • Condições do tempo
  • Situação dos aeroportos
  • Boletins de reportagem
  • Notícias
  • Comerciais
  • Trânsito
  • Entrevista
  • Comerciais

Referencia: Talk Radio - www.talkradio.com.br


Para Ferrareto a programação linear é homogênea. P. ex, 24 de jornalismo no ar. CBN. E há a programação mosaico, que é eclética, com programas variados.