Programa de Contrainteligência

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COINTELPRO (Programa de Contra Inteligência, acrónimo da denominação em inglês Counter Intelligence Program[1]) foi um programa secreto criado por J. Edgar Hoover, constituído por uma série de operações ilegais e clandestinas conduzidas pelo FBI - a Polícia Federal Americana - (Federal Bureau of Investigations, em Inglês), que foi implantado e executado entre os anos de 1956 até após 1971. Entre seus objetivos estavam os de desestabilizar grupos de protestos, de esquerda, ativistas e dissidentes políticos dentro dos Estados Unidos.

Dentre as atividades ilegais realizadas pelo FBI estavam interceptação de correspondência e comunicações, incêndios provocados, escutas telefônicas ilegais e assassinatos. COINTELPRO constituiu-se como um terrorismo de Estado conduzido em nome da "Segurança Nacional".

As diretrizes dadas pelo Diretor do FBI J. Edgar Hoover, eram de que os agentes do FBI tinham a missão "expor", "enganar", "provocar desentendimentos", "destruir a credibilidade", como também "neutralizar" as atividades e os líderes de quaisquer movimentos que ele listasse como ameaças a segurança nacional Americana.

Carta enviada por agente do COINTELPRO recomendando a Martin Luther King, Jr. o suicídio

História do programa COINTELPRO[editar | editar código-fonte]

Em 1956 Edgar Hoover, chefe do FBI, ficou extremamente frustrado com empecilhos criados pela Justiça americana em condenar pessoas por razões políticas, ativismo ou atividades que ele via como ameaça.[2] Foi então que Hoover criou formalmente um programa clandestino de "jogos sujos", chamados "dirty tricks", o Programa COINTELPRO.[3][4][5]

O programa clandestino era realizado pelo próprio FBI e seus agentes e era um programa de sabotagem, intimidação e perseguição de indivíduos e grupos escolhidos por Hoover como alvo das atividades destrutivas do programa. Este programa permaneceu secreto até 1971, tendo sido exposto apenas depois do roubo de documentos secretos sobre o programa.[6]

Documentos do Programa COINTELPRO do FBI relativos à Investigação de John Lennon

COINTELPRO foi usado para inciar investigações intimidadoras e perseguir pessoas notórias como John Lennon, por seu protesto contra a Guerra do Vietnã, Martin Luther King, Ernest Hemingway, Charlie Chaplin e inúmeros outros.[7]

Os métodos incluíam, infiltração de movimentos pacifistas, roubos, escutas telefônicas, invasão domiciliar, e uma serie de operações clandestinas ofensivas e ilegais e historiadores e pesquisadores afirmam que o programa incluía a incitacao de violência e assassinatos.[8]

Em 1975 as atividades do COINTELPRO foram investigadas pelo Church Committee e suas atividades foram consideradas ilegais.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FBI-Surveillance.pdf
  2. http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,879566,00.html
  3. El FBI, la NSA y la revelación de un viejo secreto |Democracy Now!
  4. : FBI-Surveillance.pdf
  5. Cox, John Stuart and Theoharis, Athan G. (1988). The Boss: J. Edgar Hoover and the Great American Inquisition. [S.l.]: Temple University Press. p. 312. ISBN 0-87722-532-X 
  6. Democracy Now!: Se conoció la identidad de las personas que en 1971 revelaron la existencia del programa COINTELPRO del FBI | Democracy Now!
  7. Sbardellati, John; Tony Shaw. Booting a Tramp: Charlie Chaplin, the FBI, and the Construction of the Subversive Image in Red Scare America. [S.l.: s.n.] 
  8. Ver por exemploJames, Joy (2000). States of Confinement: Policing, Detention, and Prisons. [S.l.]: Palgrave Macmillan. p. 335. ISBN 0-312-21777-3 Williams, Kristian (2004). Our Enemies In Blue: Police And Power In America. [S.l.]: Soft Skull Press. p. 183. ISBN 1-887128-85-9 
  9. «Intelligence Activities And The Rights Of Americans». 1976. Consultado em 25 de outubro de 2006 [ligação inativa]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]