Protheus

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Disambig grey.svg Nota: Para outros usos, veja Proteus.
Linha Microsiga Protheus
Desenvolvedor TOTVS
Versão estável 2014 - 12.0
Sistema operativo Windows, Mac OS X, Linux
Gênero(s) ERP
Licença Proprietária
Página oficial Site Oficial

O Microsiga Protheus é uma linha de softwares ERP/CRM, baseada na tecnologia TOTVSTec, atualmente criada e desenvolvida pela TOTVS. O software foi criado originalmente pela Microsiga que mais tarde, comprou a Datasul, RM e Logocenter, mudando assim o nome para TOTVS, unificando as marcas.[1][2][3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome do software é inspirado na entidade Proteu da mitologia grega.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

1991-1995[editar | editar código-fonte]

O software nasceu em 1991, sob o nome de Siga Advanced. A primeira geração era uma evolução dos processos administrativos dos produtos que a Microsiga produzia, com uma interface de texto avançada com uso de dbf para armazenamento dos dados, aliada a tecnologia de desenvolvimento baseada em metadado,[1][2] que permitia uma solução flexível, os clientes alterarem diversas características dos formulários da solução, personalizando-os à sua necessidade.

Mesmo com a adoção de toda a regra de negócio e processamento no sistema do cliente (fact client), o Siga Advanced tinha uma arquitetura Client/Server simples.[1] Além disso, o método de acessos às tabelas era ISAM, permitindo que os processos de negócio fossem agrupados em módulos, com uso integrado e comum das tabelas do sistema.[1]

1995[editar | editar código-fonte]

Em 1995, surgiu a 2ª geração do Siga Advanced, a qual incorporava novos módulos e processos à solução.[2]

A tecnologia de metadado foi ampliada, permitindo ao cliente adicionar rotinas próprias à solução, denominadas Rdmakes,[1] criação de formulários adicionais ao produto, desenvolvimento de novas consultas, relatórios complexos e rotinas de processamento.

Nas releases seguintes, o conceito de pontos de entrada foi agregado ao produto, possibilitando a alteração de determinadas características dos processos padrões da solução.

Foi introduzido o ADS (Advanced Database Server), no intuito de aumentar a integridade transacional ao software.[1]

1996[editar | editar código-fonte]

Em 1996, surgiu a 3ª geração do Siga Advanced, com melhorias nos processos de negócio e uma nova interface gráfica, baseada no padrão Microsoft Windows.[1][2]

No entanto, por conta da adaptação dos clientes ao novo padrão gráfico e a necessidade de revisão de parte das personalizações, a interface padrão Texto foi mantida até a versão 5 do software.[2]

1997[editar | editar código-fonte]

Em 1997, surgiu a 4ª geração do Siga Advanced e o software passou a chamar-se Siga Advanced Classic, com novos processos de negócio, novo padrão de usabilidade na interface gráfica, características encontradas nos softwares de CRM e uso de bancos de dados relacionais.[1][2]

O marco tecnológico desta versão foi a adoção dos bancos de dados relacionais, tais como o Microsoft SQL Server e Oracle, artifício que só foi possível com o desenvolvimento do gateway Top Connect, o qual forneceu uma maneira de conviver com os códigos baseados tanto no método de acesso ISAM, como no método Relacional, mantendo compatibilidade com os sistemas legados.

A solução passou a ser distribuída em 2 idiomas, português e espanhol, iniciando o processo de internacionalização nos países do Mercosul.[1][2]

1999 - 2007[editar | editar código-fonte]

Em 1999, surgiu a 5ª geração do software, batizada de Advanced Protheus.[2]

O marco tecnológico desta versão foi a reformulação da arquitetura do produto, baseando-se, no modelo de três camadas.[1]

Complementando esta nova arquitetura, a desenvolvedora passou a ter total domínio sobre o desenvolvimento do software, com a adoção de um compilador e linguagem próprios.

O Advanced Protheus tornou-se flexível a ponto dos clientes compartilharem o mesmo ambiente de desenvolvimento que os engenheiros e arquitetos do software padrão utilizavam.[2]

Com a consolidação dos processos de negócio ERP/CRM, o produto passou a incorporar processos setoriais, como transporte, construção civil, drogarias/farmácias.[1]

2007[editar | editar código-fonte]

Em 2007, a 10ª geração do software foi desenvolvida e chamada Protheus 10. Foram adicionados indicadores de gestão gerenciais e executivos em diversos processos de negócio, abrangendo vários segmentos do mercado. Soluções como Balanced ScoreCards, Datawarehouses, KPI e Workflow foram amplamente utilizadas na solução.[2]

2009[editar | editar código-fonte]

A TOTVS optou por unificar a nomenclatura de todos os seus softwares de gestão, dividindo-os em séries, linhas de produto e segmentos.

Assim, o Microsiga Protheus passou a ter duas linhas: série T e série 3. A série T abrange todos os módulos disponíveis na linha Microsiga Protheus e a série 3 possui um conjunto menor de módulos e restrição a personalizações.[1]

2010[editar | editar código-fonte]

Surgiu a 11ª geração do software, o TOTVS 2011.[2]

As principais novidades desta versão foram a introdução do conceito de Gestão de Empresas e a integração da Linha Microsiga Protheus com outros softwares da TOTVS, tais como Gestão de documentos ECM, Planejamento de Produção APS, Gestão de obras SOLUM, Gestão de Crédito, Gestão Educacional, Gestão de Frete e Gestão Agrícola.[1]

A Gestão de Empresas alterou a forma como o metadado e as unidades empresarias são separados na solução. O metadado passou a ser compartilhado entre os grupos de empresa, que, agora, contam com um agregador/classificador de filiais.[1]


Ultima versão[editar | editar código-fonte]

2015 - TOTVS 12 Linha Microsiga Protheus (06/02/2015 - hoje)[editar | editar código-fonte]

A Linha Microsiga Protheus incorporou uma série de novas funcionalidades a linha Microsiga Protheus tais como:

  1. Novo Guidelines desenvolvido utilizando Design Thinking - conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções, como uma grande preoupação em usabilidade.

Aguarde mais novidades....

Lançamento Setembro/2014

Ambientes[editar | editar código-fonte]

Sistema Operacional - Application Server[editar | editar código-fonte]

Banco de Dados[editar | editar código-fonte]

Sistema Operacional - Client[editar | editar código-fonte]

  • Microsoft Windows (32/64)
  • SUSE Linux Enterprise Desktop (32)
  • Ubuntu (32)
  • Red Hat Enterprise Linux Desktop

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A linha Microsiga Protheus utiliza a tecnologia By You [3], a qual opera sobre a estrutura Client/Server nível 5, em que se destacam 3 camadas de aplicação:

  • Client: responsável pela apresentação da aplicação (Front-End).
  • Application Server: encarregada de todo processamento das regras de negócio.
  • Banco de Dados: cuida do gerenciamento dos dados no Sistema.

O Application Server é um middleware preparado para a arquitetura SOA, e conceito de distribuição de software online SaaS, atuante como um intérprete e facilitador, "traduzindo" e conectando os comandos da linguagem com o Framework da linha Microsiga Protheus. Além disto, esta camada funciona sobre um ambiente de balanceamento de carga.

O Framework da Linha Microsiga fornece diversos facilitadores e aceleradores de desenvolvimento baseados na arquitetura MVC.

Estrutura de empresas[editar | editar código-fonte]

A linha Microsiga Protheus possui quatro entidades de segregação de empresas:

  • Grupo de empresas: Agrupador de empresas participantes do mesmo grupo, permitindo que compartilhem tabelas físicas do banco de dados e das configurações do metadado do software.:
  • Empresa: Agrupador de Unidades de Négocio ou Filiais e é obrigatória, pois permite que os registros das tabelas de uma empresa sejam compartilhados entre as demais.
  • Unidade de negócio: Agrupador opcional de Filiais; sua função é facilitar a extração e classificação dos dados do software. Assim, os registros das tabelas de uma unidade de negócio podem ser compartilhados com as demais.
  • Filial: Interface de identificação Fiscal/Tributária do software; é obrigatória e deve ser configurada conforme a legislação do país. Desta forma, os registros das tabelas de uma filial podem ser compartilhados entre as demais.

Há situações em que as empresas necessitam dividir as Filiais em unidades autônomas para fins gerenciais. Para isto, o software conta com um conceito chamado Entidades Contábeis, que permite a configurações de divisões e subdivisões de filiais na Contabilidade.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n «O que é o Protheus? - JJ Consulting». JJ Consulting. 16 de junho de 2016 
  2. a b c d e f g h i j k «Totvs Protheus: como funciona?». blog.vindi.com.br. Consultado em 9 de janeiro de 2018 
  3. a b «Protheus da TOTVS® - Saiba mais sobre o sistema - CRM Sevices». CRM | Consultoria TOTVS®. 7 de junho de 2019. Consultado em 4 de julho de 2019