Protoestrator

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Protoestrator (em grego: πρωτοστράτωρ; transl.: protostrátor) foi um oficial cortesão bizantino, originalmente tido como o mestre dos estábulos imperiais, que nos últimos séculos do império evoluiu para um dos altos ofícios militares. Sua forma feminina, dada às esposas dos titulares, foi protoestratorissa (em grego: πρωτοστρατόρισσα; transl.: protostratórissa).

História[editar | editar código-fonte]

Soldo de Leão III, o Isáurio (r. 717–741) e Constantino V Coprônimo (r. 741–775)
Soldo de Miguel II, o Amoriano (r. 820–829) e seu filho Teófilo

O título significa "primeiro estrator", refletindo a natureza inicial do ofício como chefe da ordem imperial (taxis) dos estratores (cavalariços), que formavam a "escola dos estratores" (schola stratorum) atestada, por exemplo, prefeitura pretoriana da África no século VI. Um doméstico dos estratores aparece sob Justiniano II (r. 685–695, 705–711) e um protoestrator do Tema Opsiciano chamado Rufo em 712. O primeiro titular do posto a ser mencionado como um personagem relativamente importante, contudo, é o espatário Constantino, filho do patrício Bardanes, mencionado próximo do fim duma lista de vítimas da perseguição iconoclasta sob Constantino V Coprônimo (r. 741–775) em 765.[1] O espatário Constantino é também o primeiro titular conhecido do posto "protoespatário imperial" (βασιλικός πρωτοστράτωρ, basilikos prōtostratōr).[2] [3]

Durante o período bizantino intermediário (até finais do século XI), o seu lugar na hierarquia não era elevado, mas sua proximidade com o imperador facilitou sua rápida ascensão, como exemplificado pela carreira de Manuel, o Armênio e dos futuros imperadores Miguel II, o Amoriano (r. 820–829) e Basílio I, o Macedônio (r. 867–886).[3] [4] No Cletorológio de 899, é registrado como uma das "dignidades especiais" (axiai eidikai) e classificado na 48ª posição entre os 60 oficiais palacianos mais seniores.[1] Titulares do posto poderiam aspirar algumas das mais altas posições, como de antípato patrício ou protoespatário.[5]

O protoestrator teve lugar de destaque em cerimônias imperiais, andando ao lado do imperador em procissões (junto de seu superior, o conde do estábulo) e caçadas. Em campanhas, ele e o conde do estábulo ficaram próximos à tenda imperial, junto de três estratores com cavalos atrelados. Em procissões triunfais do Grande Palácio ao Fórum de Constantino, carregou a bandeira do imperador (flâmulo), antecedendo o imperador da sala do consistório até o fórum, e colocou a lança imperial no pescoço dos líderes cativos árabes. Em certas ocasiões, inclusive foi encarregado de introduzir emissários estrangeiros nas audiências imperiais.[6] [7]

Soldo de Basílio I, o Macedônio (r. 867–886)
Moeda com efígie de Davi IV (r. 1089–1125)

Nos séculos IX e XI, os seus subordinados incluíam os estratores [imperiais], armofílacas (armophylakes - "guardas dos armamentos" ou possivelmente "das carroças", de armatofílacas, segundo Nikolaos Oikonomides) e três establocometas (stablokomētes, "condes do estábulo"), um "da cidade" (σταβλοκόμης τῆς πόλεως, stablokomēs tēs poleōs, ou seja, de Constantinopla) e dois outros, provavelmente dos grandes estábulos imperiais em Malagina.[3] [8] [9] Desde meados do século XI, contudo, o posto parece ter ascendido em importância, e foi conferido como uma dignidade cortesã honorífica para membros distintos da corte. Assim, em ca. 1042 Romano Esclero, o irmão da amante favorita do imperador Constantino IX Monômaco (r. 1042–1054), foi elevado ao classe de magistro, bem como aos postos de protoestrator e duque de Antioquia.[10]

Durante o período Comneno (r. 1081–1185), o posto ascendeu ainda mais na hierarquia cortesã, de modo que o historiador Nicéforo Briênio, o Jovem foi capaz de observar que "este ofício tem sido sempre importante para os imperadores e foi conferido aos personagens mais elevados",[11] enquanto o historiador do século XII João Zonaras, influenciado pelo uso corrente, escreve, referindo-se à concessão do posto a Basílio, o Macedônio, que "esta dignidade foi aquela de pessoas distintas e parantes dos imperadores".[5] Titulares durante o período Comneno incluíram os distintos comandantes militares Miguel Ducas, o cunhado de Aleixo I (r. 1081–1118), e Aleixo Axuco, que casou-se com a sobrinha de Manuel I (r. 1043–1080).[11]

Pela mesma época, foi também atestado no Reino da Geórgia onde foi ostentado pelo duque (eristavi) da Svanécia, João Vardanisdze, sob o rei Davi IV (r. 1089–1125).[12] Escrevendo cerca de 1200, Nicetas Coniates iguala o ofício ao marechal ocidental, e parece que ele foi utilizado intercambiavelmente com o último no Império Latino e nos demais Estados latinos formados após a Quarta Cruzada.[13] O ofício continuou a existir durante o período Paleólogo até a queda de Constantinopla, em 1453. Permaneceu uma das maiores dignidades do Estado, sendo classificado na 8ª posição da hierarquia, embora a partir do final do século XIII em diante, várias pessoas poderiam obtê-lo.[3] [14]

Lista de titulares conhecidos[editar | editar código-fonte]

Nota: a lista só inclui titulares conhecidos por outros meios de identificação além dos seus selos.
Nome Mandato Nomeado por Notas Refs
Rufo ca. 712 Filípico Bardanes Registrado as ""protoestrator do Opsício" por Teófanes, o Confessor, liderou suas tropas para depor e cegar Filípico Bardanes, elevando Anastácio II ao trono [15] [16]
Constantino ca. 766 Filho do patrício armênio Bardanes, registrado como "espatário e protoestrator imperial" por Teófanes, o Confessor e como um dos conspiradores executados por conspirar contra o imperador Constantino V Coprônimo em 25 de agosto de 766. [15] [17]
Bardanes, o Turco Antes de 803 Desconhecido Atestado como estratego do Tema Anatólico e protoestrator nos Atos dos Santos Davi, Simeão e Jorge. Ele liderou uma rebelião mal sucedida contra Nicéforo I, o Logóteta em 803, e foi morto logo depois. [18]
Leão, o Armênio ca. 803 Bardanes, o Turco O futuro imperador Leão V, o Armênio (r. 813–820), serviu como protoestrator para o general Bardanes, o Turco até a revolta fracassada do último. [19] [20]
Manuel, o Armênio ca. 811–813 Miguel I Rangabe Nomeado por Miguel I como protoestrator imperial, mais tarde avançou para estratego do Tema Armeníaco e posteriormente doméstico das escolas sob o imperador Teófilo. [15]
Miguel, o Amoriano ca. 811–813 Leão, o Armênio Durante o governo de Miguel I, Leão, o Armênio nomeou seu antigo companheiro-em-armas Miguel, o Amoriano como seu próprio protoestrator. Quando Leão tornou-se imperador em 813, Miguel avançou ainda mais em sua posição e tornar-se-ia imperador quando seus apoiantes assassinaram Leão em 820. [19] [21]
Anônimo ca. 858 Miguel III, o Ébrio Um protoestrator imperial não nomeado, por instigação da imperatriz-viúva Teodora, que havia sido deposta e confinada num convento, conspirou para assassinar o regente Bardas. Descoberto, ele e seus co-conspiradores foram executados no Hipódromo de Constantinopla. Ele foi sucedido por Basílio, o Macedônio. [22]
Basílio, o Macedônio ca. dos anos 850 Teofilitzes, Miguel III, o Ébrio O futuro imperador de origem camponesa Basílio I (r. 867–886) primeiro tornar-se-ia protoestrator dum rico magnata, Teofilitzes, antes de entrar em serviço imperial como estrator. Adquirindo o favor de Miguel III, rapidamente tornou-se protoestrator após seu predecessor ser executado por participar numa conspiração, e então progressivamente avançou para ofícios mais e mais altos, sendo posteriormente nomeado coimperador em 866. Assassinou Miguel em 867, tornando-o imperador único e fundador da dinastia macedônica. [19] [23]
Eustácio Argiro ca. 866 Bardas Eustácio Argiro foi protoestrator e apoiante do césar Bardas à época do assassinato do último em 866. É provavelmente identificado com o general posterior homônimo, que distinguiu-se no começo do século X por sua carreira sob Leão VI, o Sábio [24]
Nicéforo Focas, o Velho ca. anos 870/880 Basílio I, o Macedônio Levado ao séquito imperial ainda jovem, foi logo elevado como protoestrator. Tornou-se um general bem-sucedido, com sua carreira culminando no ofício de doméstico das escolas nos anos 890. O fundador efetivo da fortuna da família Focas. [25]
Beano ca. 880 Leão Apostipes Protoestrator de Apostipes, após a desgraça de seu mestre, revelou seus crimes numa carta para o imperador Basílio I, mas foi assassinado pelos filhos de Apostipes em retaliação. [26]
Leão Saracenópulo ca. 980 Basílio II Bulgaróctone Um general ativo na fronteira do Danúbio após 971, cuja carreira é principalmente conhecida através de seus selos. No último deles, aparece como patrício, conde do estábulo e protoestrator [27]
Romano Esclero ca. 1042–54 Constantino IX Monômaco Um distinto general e irmão da poderosa amante do imperador, foi nomeado magistro e protoestrator ca. 1042, bem como governador (duque) de Antioquia. Permaneceu protoestrator até 1054, quando foi promovido a proedro. [28]
Constantino Ducas ca. 1071 Miguel VII Ducas Um filho do influente césar João Ducas e primo do imperador Miguel VII. [29]
Miguel Ducas 1081 – desconhecido Aleixo I Comneno Neto do césar João Ducas, irmão da esposa de Aleixo, a imperatriz Irene Ducaina. Distinguiu-se como comandante, frequentemente acompanhando o imperador em campanha. [29]
Aleixo Axuco Antes de 1157 – ca. 1170 Manuel I Comneno Um filho do grande doméstico João Axuco, casou-se com Maria Comnena, filha do falecido irmão mais velho de Manuel I, Aleixo. Um general capaz, lutou nas guerras de Manuel no sul da Itália, Cilícia e Hungria antes de cair em desgraça e ser confinado num mosteiro ca. 1170. [29]
Aleixo Comneno ca. 1170 Manuel I Comneno Atestado como protoestrator num sínodo em 1170, mais tarde tornar-se-ia protovestiário e foi o amante e co-regente de facto da imperatriz-viúva Maria de Antioquia em 1180–82. [29]
Manuel Camitzes ca. 1185 – 1201 Isaac II Ângelo, Aleixo III Ângelo Primeiro primo de Isaac II e Aleixo III, serviu como comandante contra o general rebelde Aleixo Branas, durante a passagem do exército de Frederico Barba-Ruiva para a Terceira Cruzada e contra a Rebelião Valaco-Búlgara. Capturado mais adiante pelo rebelde Ivanko, rebelou-se contra Aleixo III quando o último recusou-se a resgatá-lo e prendeu sua família. Ele foi posteriormente derrotado quando seu genro, Dobromir Crisos, desertou para o imperador. [30]
Teodoro Ducas ca. dos anos 1180/1200 Isaac II Ângelo ou Aleixo III Ângelo Protoestrator e sebasto, conhecido apenas através de seu selo. Ghilland situa-o cronologicamente, embora apenas tentativamente, durante a dinastia ângela [30]
João Ises ca. 1221–1236 Teodoro I Láscaris, João III Ducas Vatatzes Atestado como protoestrator em documentos de 1221 e tão tarde quanto 1236, brevemente ocupou Adrianópolis em 1224 tomando-a do Império Latino, mas foi forçado a abandoná-la para Teodoro Comneno Ducas logo depois. [31] [32]
João Ângelo 1255–1258 Teodoro II Láscaris Um dos favoritos de Teodoro II, foi promovido a protoestrator em 1255, do posto de grande primicério. Morreu logo após a morte do imperador, possivelmente por suicídio quando os nobres sob Miguel Paleólogo assumiram o poder. [33] [34]
Aleixo Ducas Filantropeno 1259–1273/4 Miguel VIII Paleólogo Elevado a protoestrator logo após a coroação de Miguel VIII como imperador, liderou a marinha bizantina em campanhas nas décadas de 1260 e 1270 no lugar do mais antigo grande duque Miguel Láscaris. Ele sucedeu o último após sua morte e a Batalha de Demétrias, mas morreu logo depois. [35] [36]
Andrônico Ducas Apreno ca. 1266 Miguel VIII Paleólogo Conhecido apenas como o sogro do grande doméstico Nicéforo Tarcaniota. [37]
Teodoro Tzimisces ca. 1268/1290 Nicéforo I Comneno Ducas Protoestrator do Despotado do Epiro, ctetor of the Igreja da Panágia Bellas, onde é descrito com sua esposa e seu irmão João. [38]
Andrônico Paleólogo Por volta de 1277–1279/80 Miguel VIII Paleólogo Um primo ou sobrinho e aliado de Miguel VIII durante sua ascensão ao trono, foi elevado a protoestrator, possivelmente como sucessor de Aleixo Filantropeno. Recusou-se a reconhecer a União das Igrejas prometida por Miguel e foi preso, morrendo na prisão ca. 1279/80. [35] [39]
Tzasimpaxis ca. 1279/80 Miguel VIII Paleólogo Seu nome deriva do título turco chavuxe-baxi. Originalmente lutou para o candidato bizantino para o trono búlgaro, João Asen III e foi nomeado protoestrator por Miguel VIII. Mais tarde juntou-se a Ivailo. [35] [40]
Miguel Estrategópulo ca. 1280, 1283–93 Miguel VIII Paleólogo, Andrônico II Paleólogo Deposto pela primeira vez em 1280 por consultar livros proféticos sobre o destino de Miguel VIII, reinstalado por Andrônico II e deposto novamente e preso em 1293 por acusações de conspiração. [41] [42]
Miguel Ducas Glabas Tarcaniota entre 1297 e 1302/3 – após 1304 Andrônico II Paleólogo Um distingo general, lutou com sucesso contra os sérvios, búlgaros e angevinos. Nomeado protoestrator em algum momento entre 1297 e 1304 (provavelmente por 1302/3), retirou-se do serviço para um mosteiro e morreu logo depois (entre 1305 e 1308). [43] [44]
Miguel Zoriano ca. 1300 Tomás I Comneno Ducas Protoestrator e mestre da mesa do Despotado do Epiro. [38] [45]
João Files ca. 1315 Andrônico II Paleólogo Sobrinho e amigo de Andrônico II, apesar de não possuir experiência militar, destruiu um raide turco na Trácia e foi nomeado protoestrator como recompensa. [43] [46]
Teodoro Sinadeno 1321/29–1343 Andrônico III Paleólogo Amigo e acérrimo defensor de Andrônico III na luta contra Andrônico II, foi promovido a protoestrator cerca de 1329, talvez tão cedo quanto 1321. Reteve uma sucessão de governos sob Andrônico III, e inicialmente apoiou João VI Cantacuzeno na guerra civil de 1341–47, antes de ser forçado a se submeter à regência de João V Paleólogo. Nomeado protovestiário, foi preso logo depois, morrendo em 1345/6. [47] [48]
Andrônico Paleólogo 1342–1344 João VI Cantacuzeno Nomeado protoestrator e governador de Ródope por João VI, mas imediadamente desertou à regência. Se afogou em julho de 1344 no rio Ebro. [49] [50]
André Faciólato 1347–1354 João VI Cantacuzeno De origem genovesa, lutou em nome da regência durante a guerra civil, mas em fevereiro de 1347 permitiu a entrada de Cantacuzeno em Constantinopla. Nomeado protoestrator por Cantacuzeno, liderou o esforço de reconstruir a marinha bizantina na guerra mal-sucedida contra a República de Gênova. [51] [52]
Jorge Facrases ca. 1346 – após 1351 João VI Cantacuzeno Apoiante de Cantacuzeno, elevado a protoestrator cerca de 1346, quando derrotou Dobrotitsa. Também tomou parte no assalto mal-sucedido contra Gálata em 1351. [53] [54]
Constantino Tarcaniota ca. 1351 João VI Cantacuzeno Como protoestrator liderou a frota bizantina no assalto mal-sucedido em Gálata em 1351. Em 1352, provavelmente desertou para João V Paleólogo. [53] [55]
Manasses Tarcaniota ca. 1364 João V Paleólogo Mencionado apenas numa bula dourada em agosto de 1364 como proprietário do Mosteiro de Cristo, o Salvador em Salonica. Após sua morte, foi transferido para o Mosteiro Vatopedi no Monte Atos. [56] [57]
Miguel Astras Sinadeno ca. 1378 João V Paleólogo Mencionado apenas numa prostagma imperial sobre uma disputa entre os Mosteiros Hilandar e Zograf. [56]
João Paleólogo ca. 1375/6–77 João V Paleólogo Filho do grande doméstico Demétrio Paleólogo, mencionado numa das cartas de Demétrio Cidônio devido a uma disputa financeira. [58]
Criso ca. 1376–79 Andrônico IV Paleólogo Mencionado numa bula dourada como tendo ilegalmente tomado a propriedade do Mosteiro Vatopedi em Salonica. [56] [59]
Manuel Frangópulo ca. 1394 – após 1407 Manuel II Paleólogo (?) Ativo no Despotado da Moreia, assinou um tratado com Veneza em 1394. Segundo Karl Hopf, que não fornece uma fonte, ele agiu como regente para o infante Teodoro II Paleólogo em 1407. Com base num documento veneziano de 1429, teria sido promovido a mega-duque. [56] [60]
Saracenópulo ca. 1395 Manuel II Paleólogo (?) Mencionado apenas como liderando uma revolta na fortaleza de Greveno em 1395 contra Teodoro I Paleólogo. [56] [61]
Cantacuzeno ca. 1395 (?) Conhecido apenas como pai de Teodora Cantacuzena, esposa de Aleixo IV de Trebizonda. [62]
José Vizas ca. 1402 Estrátoro do Reino do Chipre pelo tempo de sua morte em Nicósia em 1402. [63]
Estêvão Buísavo 1411–1430 Carlos I Tocco Albanês, líder dos malacásios, submetido por Carlos Tocco em 1411 e foi nomeado protoestrator de Janina. [64]
Andronicópulo Desconhecido, morto antes de 1432 Mencionado apenas num documento, foi protoestrator do Império de Trebizonda. [65]
Manuel Cantacuzeno 1420–1429 Manuel II Paleólogo Manuel II enviou-o como emissário para Maomé I, o Amável em 1420, sendo ainda atestado no posto em 1429. [56] [66]
Nicéforo Melisseno Falsamente registrado como "grande protoestrator" (um título não existente) por Macário Melisseno, que lutou para promover o prestígio da família. Nicéforo foi na verdade um magnata na Messênia, tornou-se metropolita de Adrianópolis e morreu logo depois (1429). [67]
Marco Paleólogo Iágaris ca. 1430 João VIII Paleólogo Oficial de alta patente e frequente emissário diplomático, foi brevemente protoestrator em algum momento em torno de 1430, antes de ser promovido para grande estratopedarca. [68] [69]
Nicolau Frangópulo ca. 1430 João VIII Paleólogo Registrado como um emissário de João VIII para o sultão Murad II durante o Cerco de Salonica. Mais tarde aliou-se com Tomás Paleólogo contra Demétrio Paleólogo em suas disputas pelo controle da Moreia. [69]
João Frangópulo ca. 1428 João VIII Paleólogo Protoestrator, mesazon universal e general de Constantino XI Paleólogo durante o mandato do último como déspota da Moreia. Fundador do Mosteiro de Pantanassa em Mistras. [69] [70] [71]
Cantacuzeno ca. anos 1430/1440–1453 Filho de nome desconhecido do mesazon Demétrio Paleólogo Cantacuzeno, executado por Maomé II, o Conquistador após a Queda de Constantinopla. [69] [72]
Leão Frangópulo ca. 1443 João VIII Paleólogo Atestado como viajando para Constantinopla em 1443, um sobrinho de Nicéforo Melisseno mencionado acima. [69]
Paleólogo 1453 Constantino XI Paleólogo Morto com seus dois filhos durante o Cerco de Constantinopla pelo Império Otomano. Foi sugerido que pode ser identificado com Teófilo Paleólogo. [69] [73]
Giovanni Giustiniani Longo 1453 Constantino XI Paleólogo Comandante das tropas genovesas durante a Queda de Constantinopla. Pesadamente ferido, escapou da cidade, mas morreu em seu caminho para Quios. [38] [74]

Referências

  1. a b Bury 1911, p. 117
  2. Guilland 1967, p. 478
  3. a b c d Kazhdan 1991, "Protostrator", pp. 1748–1749
  4. Guilland 1967, p. 478–479
  5. a b Guilland 1967, p. 479
  6. Bury 1911, p. 117–118
  7. Guilland 1967, p. 479–480
  8. Bury 1911, p. 118
  9. Guilland 1967, p. 480
  10. Guilland 1967, p. 480
  11. a b Guilland 1967, p. 481
  12. Suny 1994, p. 35
  13. Van Tricht 2011, p. 180
  14. Guilland 1967, p. 483
  15. a b c Guilland 1967, p. 478.
  16. Lilie 2013, Ruphos (#6435).
  17. Lilie 2013, Konstantinos (#3825/corr.).
  18. Lilie 2013, Bardanes Turkos (#766).
  19. a b c Guilland 1967, p. 479.
  20. Kazhdan 1991, "Leo V the Armenian" (P. A. Hollingsworth, A. Cutler), pp. 1209–1210.
  21. Kazhdan 1991, "Michael II" (P. A. Hollingsworth), p. 1363.
  22. Lilie 2013, Anonymus (#12085).
  23. Kazhdan 1991, "Basil I" (A. Kazhdan, A. Cutler), p. 260.
  24. Lilie 2013, Eustathios Argyros (#21828).
  25. Lilie 2013, Nikephoros Phokas (“der Ältere”) (#25545).
  26. Lilie 2013, Baïanos (#20745).
  27. Lilie 2013, Leon Sarakenopulos (#24520).
  28. Guilland 1967, p. 480.
  29. a b c d Guilland 1967, p. 481.
  30. a b Guilland 1967, p. 482.
  31. Guilland 1967, pp. 482–483.
  32. Macrides 2007, pp. 171–174.
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  34. Macrides 2007, pp. 290 (note 4), 298, 347, 349 (note 8).
  35. a b c Guilland 1967, p. 484.
  36. Trapp 2001, 29751. Φιλανθρωπηνός, Ἀλέξιος Δούκας.
  37. Trapp 2001, 1207. Ἀπρηνός, Ἀνδρόνικος Δούκας.
  38. a b c Guilland 1967, p. 490.
  39. Trapp 2001, 21432. Παλαιολόγος, Ἀνδρόνικος.
  40. Trapp 2001, 27813. Τζασίμπαξις.
  41. Guilland 1967, pp. 484–485.
  42. Trapp 2001, 26898. Στρατηγόπουλος, Μιχαήλ.
  43. a b Guilland 1967, p. 485.
  44. Trapp 2001, 27504. Ταρχανειώτης, Μιχαὴλ Δοῦκας Γλαβᾶς.
  45. Trapp 2001, 6666. Ζωριᾶνος, Μιχαήλ.
  46. Trapp 2001, 29815. Φιλῆς, Ἰωάννης Παλαιολόγος.
  47. Guilland 1967, pp. 485–486.
  48. Trapp 2001, 27120. Συναδηνός, Θεόδωρος Κομνηνός Δούκας Παλαιολόγος.
  49. Guilland 1967, p. 486.
  50. Trapp 2001, 21433. Παλαιολόγος, Ἀνδρόνικος.
  51. Guilland 1967, pp. 486–487.
  52. Trapp 2001, 29599. Φακιολᾶτος, Ἀνδρέας.
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  54. Trapp 2001, 29575. Φακρασῆς, Γεώργιος.
  55. Trapp 2001, 27494. Ταρχανειώτης, Κωνσταντῖνος.
  56. a b c d e f Guilland 1967, p. 488.
  57. Trapp 2001, 27498. Ταρχανειώτης, Μανασσῆς.
  58. Trapp 2001, 21484. Παλαιολόγος, Ἰωάννης.
  59. Trapp 2001, 31190. Χρυσός.
  60. Trapp 2001, 30139. Φραγκόπουλος <Μανουήλ>.
  61. Trapp 2001, 24855. Σαρακηνόπουλος.
  62. Trapp 2001, 10948. Καντακουζηνός.
  63. Trapp 2001, 3269. <Βύζας> Ἰωσήφ.
  64. Trapp 2001, 19769. Μπουΐσαβος, Στέφανος.
  65. Trapp 2001, 949. Ἀνδρονικόπουλος.
  66. Trapp 2001, 10979. Καντακουζηνός, Μανουήλ.
  67. Guilland 1967, pp. 488–489.
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  70. Kazhdan 1991, "Phrangopoulos" (A. Kazhdan, A. Cutler), p. 1671.
  71. Trapp 2001, 30100. Φραγγόπουλος ̓Ἰωάννης.
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  73. Trapp 2001, 21416. Παλαιολόγος.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bury, John B. (1911). The Imperial Administrative System of the Ninth Century: With a Revised Text of the Kletorologion of Philotheos (Londres: Oxford University Press). 
  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium (Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press). ISBN 0-19-504652-8. 
  • Lilie, Ralph-Johannes; Ludwig, Claudia; Zielke, Beate et al. (2013). Prosopographie der mittelbyzantinischen Zeit Online (Berlim-Brandenburgische Akademie der Wissenschaften: Nach Vorarbeiten F. Winkelmanns erstellt). 
  • Macrides, Ruth (2007). George Akropolites: The History – Introduction, Translation and Commentary (Oxford: Oxford University Press). ISBN 978-0-19-921067-1. 
  • Suny, Ronald Grigor (1994). The Making of the Georgian Nation (Londres: Indiana University Press). ISBN 0253209153. 
  • Trapp, Erich; Hans-Veit Beyer; Sokrates Kaplaneres; Ioannis Leontiadis (2001). Prosopographisches Lexikon der Palaiologenzeit (Viena: Verlag der Österreichischen Akademie der Wissenschaften). 
  • Van Tricht, Filip (2011). The Latin Renovatio of Byzantium: The Empire of Constantinople (1204-1228) (Leida: Brill). ISBN 978-90-04-20323-5.