Psilocibina

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Estrutura química de Psilocibina
Psilocibina
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
3-[2-(Dimethylamino)ethyl]-1H-indol-4-ol dihydrogen phosphate ester
Identificadores
CAS 520-52-5
ATC  ?
PubChem  ?
Informação química
Fórmula molecular C12H17N2O4P 
Massa molar 284.25 g/mol
Dados físicos
Ponto de fusão 220-228 °C (Crystals from boiling water) °C
Farmacocinética
Biodisponibilidade  ?
Metabolismo hepatico
Meia-vida  ?
Excreção  ?
Considerações terapêuticas
Administração Oral, Intravenosa
DL50  ?

Psilocibina é um enteógeno que ganhou popularidade na década de 1960, estando seu consumo culturalmente associado ao movimento hippie, junto com o LSD. Não foi tão popular quanto o mesmo apesar de produzir efeitos similares, porém, distintos.

Está presente em cogumelos alucinógenos usados na medicina tradicional asteca-nahuatl da Meso-América. Os astecas o chamavam genericamente de teonanácatl ou carne dos deuses, os mazatecos o denominam ntsi-si-tho onde ntsi é um diminutivo carinhoso e o restante da palavra poderia ser traduzido como "aquele que brota".

A elevada frequência de provas arqueológicas, na forma de estatuetas de cogumelos, encontrados na Guatemala evidenciam seu uso da cultura Maia.

Apresentação[editar | editar código-fonte]

A psilocibina (O-fosforil-4-hidróxi-N,N-dimetiltriptamina) é um alcaloide do grupo indólico e o principal componente psicoativo encontra-se nos cogumelos do gênero Psilocybe, de onde vem o seu nome. Sua estrutura molecular é análoga à serotonina especialmente se hidrolisada (desfosforilação) em psilocina (4-hidróxi-N,N-dimetiltriptamina) [1] , [2]

Origem[editar | editar código-fonte]

Os fungos superiores dos gêneros "Psilocybe", "Panaeolus" e "Conocybe" perfazem uma série de mais de 180 espécies, são utilizados pelo menos 3000 anos na cultura dos povos do México Asteca-Náhuatl possuindo características comuns à utilização xamânica, ainda mais antiga, do cogumelo Amanita muscaria nas populações siberianas. Esse último além da muscarina, cujos efeitos parassimpaticomiméticos ou colinérgicos (atua feito a acetilcolina) são bem conhecidos, possuem substancias peptídicas (neuropeptídeos) ainda não bem conhecidas próximas do ácido ibotênico (muscimol) associadas ao seu efeito psicodisléptico.

Entre os Basídiomicetos (classe de fungos com estrutura características para dispersão de esporos) encontram-se várias espécies com Psilocibina os mais conhecidos e utilizados pelas populações americanas fazem parte dos gêneros: Psilocybe, Panaeolus e Conocybe, atualmente reunidos na ordem Stropharia e família Agaricaceae, sua maioria, principalmente o conhecido golden top (Stropharia cubensis) quando classificado como um gênero em vez da ordem Strophariaceae tem como habitat: solo argiloso, pastos abertos com crescimento associado à incorporação ao solo de esterco bovino.

Entre os cogumelos de pasto um dos mais comuns na América do Sul e Central é o golden top mais recentemente classificado como Psilocybe cubensis por integrar ao gênero Psilocybe. Distinções se fazem por altitude, regiões geográficas e afinidade por água. O Psilocybe zapotecorum, cresce nos charcos e lugares alagados por isso são chamados de apipiltzin (filhos das águas) por sua relação com o Deus das Chuvas (Tlaloc).

Considerando-se a presença de Psilocibina e Psilocina além dos citados anteriormente, existem centenas de espécies do gêneros entre estes: Inocybe, Copelandia, Gymnopoulos, Pluteus e outros.

O gênero Psilocybe está presente em todos os continentes, mas nem todos possuem substancias psicotrópicas. Entre as espécies mais utilizadas das quase 130 espécies do gênero Psilocybe incluem-se: P. mexicana, P. caerulescans, P. semperviva, P. mazatecorum, P. zapotecorum, P. Aztecorum.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

Os efeitos da psilocibina têm caráter alucinógeno na maioria dos casos. Após a ingestão da substância (através do chá de cogumelo ou do cogumelo desidratado e moído, por exemplo) o indivíduo leva tipicamente cerca de 15 a 45 minutos para começar a sentir os efeitos. Os efeitos variam de pessoa para pessoa e também dependem do tipo de cogumelo ingerido. A princípio pode-se ter uma impressão de leve tontura e até mesmo um certo desconforto gástrico (que pode ocasionar vômito). Muitas vezes tem-se sensações agradáveis que incluem simpatia com as outras pessoas e com o universo. Em um segundo momento é possível perceber alterações nas percepções visuais e noção de espaço. Por volta da 2º hora costuma-se alcançar o topo da "viagem". Neste ponto, dependendo da quantidade ingerida, pode-se estar em um estado totalmente desconexo da realidade. Alucinações intermitentes em todos os sentidos provocando sinestesia e desprendimento do ego são comuns.

O ponto alto do efeito pode ser extremamente agradável e, segundo alguns usuários, descrito como "viagem" talvez pela profusão de imagens percebidas, é de um aprendizado (insight) considerável. No entanto, algumas pessoas ou em algumas situações pode-se realmente sentir-se desconfortável com as alucinações ou visões. Há pessoas que relatam experiências místicas com a psilocibina que lhes pareceram extremamente positivas, mas há também quem tenha viagens péssimas e cheias de medo ou paranoia.

Tratando-se de psicodélicos ou alucinógenos não se pode ignorar o contexto ou set em que se consome a substância, contudo há diferenças farmacológicas no efeito agonístico do LSD e psilocibina de acordo com os sítios receptores de atuação. Segundo, Miranda;Taketa; Vilaroto-Vera, [3] o LSD atua sobre vários receptores da serotonina (5-HT) enquanto que a psilocibina é mais seletiva (especificamente em relação ao 5-HT2).

Recentes pesquisas têm encontrados efeitos potenciais promissores para utilização da psilocibina e LSD sobre cefaleia em salvas. A enxaqueca vem sendo tradicionalmente tratada com triptaminas não psicodélicas e ergotaminas, ou seja, moléculas estruturalmente afins.

Efeito de cura ritual ou psicoterapia ainda necessita maior aprofundamento face aos séculos de perseguição católica ou impedimentos legais decorrentes do uso recreativo descontrolado que inadequadamente foi combatido por proibição policial e hoje se sabe que não se pode destruir valores culturais sem efeitos deletérios sobre a organização social incluindo-se nesse contexto o consumo desorientado, ou seja, o ritual é uma forma de controlar o consumo.

Entre as indicações de uso por médicos feiticeiros (ticitl) da cultura asteca-nahuatl encontram-se : febre, dores de dente, gota, constipação gripe além dos males identificados no conhecimento médico religioso tradicional como o “espanto”, “ares” de doença (elhigattl cocolitzle) “castigos” de divindades específicas do vento água, da chuva, dos montes (frio) ou mesmo o tlazolmiquiztli (a morte causada pelo amor) e as manifestações psicossomáticas de enfeitiçamento maléfico entre outros agravos para as quais o diagnóstico através do uso ritual do teonanácatl é fundamental.

Estudos médicos[editar | editar código-fonte]

A Psilocibina tem sido objeto de pesquisas médicas desde a década de 1960, quando os médicos e cientistas estadounidenses Leary e Alpert coordenavam o Projeto Psilocibina da Universidade de Harvard (Harvard Psilocybin Project), onde conduziram vários experimentos para avaliar o valor terapêutico da psilocibina no tratamento de condições psiquiátricas, como os transtornos de personalidade, ou para averiguar se psilocibina melhorava os resultados positivos da psicoterapia. [veja referencias na página inglesa deste mesmo tópico, com os números aqui citados][146]

 Na primeira década deste milênio (anos 2000s), renovou-se o interesse na pesquisa médica destes cogumelos e do uso de certos remédios psicodélicos com fins de aplicações clínicas, farmacêuticas e hospitalares, como o alívio da ansiedade crônica, depressão clínica, e vários tipos de dependências sofridas por adictos.[147][148][4]  Em 2008, a equipe de pesquisa médica da respeitada Universidade de Medicina de Johns Hopkins, EUA, publicou uma lista de recomendações para a condução responsável de pesquisa médica em testes com psilocibina e outros alucinógenos em humanos. Um estudo de 2010 sobre os efeitos de curto e longo prazo da psilocibina em ambientes clínicos concluiu que, apesar de um pequeno risco de reações emocionais agudas temporárias, como a ansiedade ou o pânico, "a administração de doses moderadas de psilocibina em pacientes saudáveis e capazes de cuidar-se de si mesmos, dentro de um contexto de um ambiente monitorado, demonstra um nível aceitável de risco."[28]

No primeiro estudo clínico da psilocibina aprovado pela Administração de Remédios e Comidas dos Estados Unidos [U.S.A. Food and Drug Administration (FDA)] desde 1970[149]—conduzido por Francisco Moreno na Universidade de Arizona e apoiado pela Associação de Estudos Psicodélicos Multidisciplinários—estudaram-se os efeitos da psilocibina em pacientes com distúrbio ou transtorno obsessivo–compulsivo, comumente conhecidos como T.O.C. ou "toques[5] ". O estudo piloto constatou que, quando administrada por profissionais médicos em um ambiente clínico, o uso da psilocibina demonstra uma redução substancial de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo na maioria dos pacientes.[150][151] Tal efeito é causado porque a psilocibina é capaz de reduzir os níveis de receptores 5-HT2A, resultando em menor reatividade a serotonina.[84] Psilocibina também mostra-se bastante promissora em aliviar as dores insuportáveis causadas pelas debilitantes enxaquecas crônicas (cefaleia histamínica ou cefaleia em salvas) ,[152] consideradas "uma das piores síndromes de dor que afetam a humanidade."[153] Em um estudo de 2006, mais da metade dos pacientes com cefaleia histamínica confirmaram que a psilocibina abortou so ataque de dores; a grande maioria dos pacientes afirmaram que depois de tomá-la, entraram em perídos longos de remissão em que não sofreram dores nem ataques.[151] Uma análises de tratamentos alternativos para dores de cabeça, feito em 2011, concluiu que a psilocibina merece mais pesquisa como um remédio para o alívio da enxaqueca crônica (cefaleia histamínica)—também ressaltou-se que a dosagem eficaz é subhalucinógena, ou seja, em tão pouca quantidade que o paciente se mantêm lúcido. Nenhum outro medicamento existe no mercado para tratar ou eliminar os ciclos de enxaquecas crônicas.[152]

Muitos estudos atuais pequisaram o alívio do sofrimento psicológico que a psilocibina oferece a pacientes em estágios terminais de câncer. Resultados indicam que uma dose baixa de psilocibina mehora o ânimo e reduz a ansiedade dos pacientes com câncer avançado; tais efeitos duram entre duas semanas e seis meses.[151]

Há uma perceptível vivência de efeitos humanitaristas e conexão com o "Todo Universal", o que leva os usuários a sentir uma espécie de integração com a Natureza e com o Cosmos. Bem direcionado, este aumento da percepção extrassensorial leva a uma experiência positiva de crescimento pessoal num nível mais sutil e evoluído.

Tolerância e dependência[editar | editar código-fonte]

Não existem documentações ou relatos de casos em que a psilocibina ou a psilocina causaram dependência.

No entanto, a psilocibina e a psilocina geram tolerância, sendo certo que seu consumo serial tende a aumentar em quantidade, já que os receptores neurais ficam saturados por alguns dias, ou até mesmo por um período de tempo maior.

Também é sabido que há tolerância cruzada entre LSD, a psilocibina e a mescalina.[6]

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

A toxicidade da psilocibina é baixa. Em ratos, a dose média letal (LD50) quando administrada oralmente é de 280miligramas por kilograma (mg/kg), aproximadamente uma vez e meia a da cafeína. Quando a administração endovenosa em coelhos, a LD50 da psilocibina é de aproximadamente 12.5 mg/kg.[7] A psilocibina representa aproximadamente 1% do peso dos cogumelos Psilocybe cubensis, assim 1.7 kg de cogumelos secos ou 17 kg de cogumelos frescos seriam necessários para uma pessoa de 60Kg alcançar as 280mg/kg necessárias para uma overdose.[8] Baseado nos resultados com estudos em animais, a dose letal da psilocibina é considerada 6g, 1000 vezes maior do que sua dose efetiva de 6 milligramas.[9]

Uso étnico[editar | editar código-fonte]

Semelhantes a cultos de possessão, no ritual, os deuses meninos falam através de seus ticitl (médicos feiticeiros) em nome de Jesus Cristo e Deuses da cultura nahuattl como Piltzintecuhtli ou Quetzalcóatl.

Nessa cultura, entre os nahua e toltecas/ mazatecas, tais cogumelos fazem parte de ritos de cura (consultas individuais, veladas) onde os cogumelos são representados como meninos santos, que ensinam a causa das doenças, mostram a presença de tonal (tonalli), e sofrimentos infligidos ao duplo animal ou nagual (naualli) são fórum de discussões éticas de feitiçaria e oráculos de relações interpessoais.

Entre as fontes de pesquisa do conhecimento desse sistema etnomédico estão os depoimentos do os médicos – feiticeiros mais conhecidos encontram-se Maria Sabina; Don Miguel Ruyz e o mítico Don Juan “criado” pelo Carlos Castaneda. Os codex astecas descritos por Frei Bernadino de Shagún; o Codex Vibonense e relatos de proibições do Tribunal do Santo Ofício também trazem algumas informações analisadas em conjunto com estudos históricos da cultura asteca-nahualt.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências


Ver também

  • Escobar, José Arturo Costa. Observação e exploração da percepção visual e do tempo em indivíduos sob o estado ampliado de consciência após o consumo de cogumelos “mágicos” (Psilocybe cubensis). Dissertação Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva da Universidade Federal de Pernambuco Orientador: Prof. Dr. Antonio Roazzi, Recife, 2008 PDF - NEIP Dissert. Acesso, out. 2013
  • Furst, Peter, E. Cogumelos psicodélicos, - tudo sobre drogas, SP, Nova Cultural, 1989
  • Heim, Roger. História da descoberta dos cogumelos alucinógenos no México. In Bailly, J.C.; Guimard (org) A experiência alucinógena (Mandala). RJ, Civilização Brasileira, 1969
  • MAPS, Research into psilocybin and LSD as potential treatments for people with cluster headaches http://www.maps.org/research/cluster/psilo-lsd/ e http://www.maps.org/research/psilo-lsd/
  • Jerome, Lisa. Psilocybin Investigator’s Brochure. MAPS LSD and Psilocybin Related Documents and Resources MAPS - March-April 2007

Sobre o sistema etnomédico asteca-nahualt

Castañeda, Carlos. A Erva do diabo, RJ, Record, 1973;

______ Uma estranha realidade, RJ, Record, 1974

______ Viagem ao Ixtlán, RJ, Record, 1974

Estrada, Álvaro, A vida de Maria Sabina, a sábia dos cogumelos, SP, Martins Fontes, 1984

Ruiz, Don Miguel, Os quatro compromissos, o livro da filosofia tolteca. SP, Best Seller, 1998

Soustelle, A vida cotidiana dos astecas nas vésperas da conquista espanhola. MG, Itatiaia, 1962

Coe, M.; Snow, D. Benson, E. Antigas Américas, mosaico de culturas 2 V, (v.2). Madrid, Del Prado, 1996

Wasson Gordon R. Seeking the Magic Mushroom. Life magazine (May 13, 1957). Google Books Acesso Out. 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: LSD

  1. Litter, Manuel Compedio de farmacologia. Buenos Aires, El Ateneo, 1974
  2. Goth, Andrés. Farmacologia Médica. RJ, Guanabara Koogan, 1975 p. 230
  3. Miranda, R.P.;Taketa, A.T.C.; Vilaroto-Vera, R.A. Alucinógenos naturais, etnobotânica e psicofarmacologia in Simões, Cláudia Maria Oliveira; Guerra, Miguel Pedro…et al. Farmacognosia, da planta ao medicamento. Porto Alegre/Florianópolis, Editora da UFRGS e UFSC, 2004
  4. Smith M. (Jul 12, 2006). "Medical News: Psilocybin Viewed as Therapy or Research Tool". Medpagetoday.com. Retrieved 2011-02-12. Jump up ^ Griffiths RR, Johnson MW, Richards WA, Richards BD, McCann U, Jesse R. (2011). "Psilocybin occasioned mystical-type experiences: immediate and persisting dose-related effects". Psychopharmacology 218 (4): 649–65. doi:10.1007/s00213-011-2358-5. PMC 3308357. PMID 21674151. Lay summary – Newswise.com (2011-06-13). Jump up ^ Wark C, Galliher JF. (2009). "Timothy Leary, Richard Alpert (Ram Dass) and the changing definition of psilocybin". The International Journal on Drug Policy 21 (3): 234–9. doi:10.1016/j.drugpo.2009.08.004. PMID 19744846. Jump up ^ Brown D. (11 July 2006). "Drug's mystical properties confirmed". Washington Post. Retrieved 2011-09-12. Jump up ^ Marley (2010), pp. 179–81. Jump up ^ Associated Press (20 December 2006). "Psychedelic mushrooms ease OCD symptoms". msnbc.com. Retrieved 2011-11-23. Jump up ^ Kellner M. (2010). "Drug treatment of obsessive-compulsive disorder". Dialogues in Clinical Neuroscience 12 (2): 187–97. PMC 3181958. PMID 20623923. ^ Jump up to: a b c d Vollenweider FX, Kometer M. (2010). "The neurobiology of psychedelic drugs: implications for the treatment of mood disorders". Nature Reviews Neuroscience 11 (9): 642–51. doi:10.1038/nrn2884. PMID 20717121. ^ Jump up to: a b Sun-Edelstein C, Mauskop A. (2011). "Alternative headache treatments: nutraceuticals, behavioral and physical treatments". Headache: the Journal of Head and Face Pain 51 (3): 469–83. doi:10.1111/j.1526-4610.2011.01846.x. PMID 21352222. Jump up ^ Husid MS. (2007). "Cluster headache: a case-based review of diagnostic and treatment approaches". Current Pain and Headache Reports 10 (2): 117–25. doi:10.1007/s11916-006-0022-2. PMID 16539864.. . [S.l.: s.n.].
  5. (2015-06-14T12:11:05Z) "Transtorno obsessivo-compulsivo" (em pt).
  6. http://apps.einstein.br/alcooledrogas/novosite/atualizacoes/as_117.htm
  7. Merck 13th - Wikipedia En.
  8. Amsterdam, 2011 - Wikipedia En.
  9. Gable, 2004 - Wikipedia En.