Ptolemeu IV Filópator

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Ptolemeu IV Filópator
Faraó do Egito
Reinado 222 a.C. a 204 a.C.
Predecessores Ptolemeu III Evérgeta
Berenice II
Sucessor Ptolemeu V Epifânio
Co-monarca Arsínoe III
 
Esposa Arsínoe III
Descendência Ptolemeu V Epifânio
Dinastia Ptolemeu
Nascimento c. 244 a.C.
Alexandria, Reino Ptolemaico
Morte 204 a.C. (40 anos)
Alexandria, Reino Ptolemaico
Pai Ptolemeu III Evérgeta
Mãe Berenice II

Ptolemeu IV Filópator (ca. 244 a.C. — ca. 205 a.C.) foi o quarto soberano da dinastia ptolemaica que governou de 221 a.C. até à sua morte. Durante o seu reinado iniciou-se a decadência do Egipto ptolemaico.

Filho e sucessor de Ptolemeu III Evérgeta I,[1] sua mãe era Berenice II.[2] Casou-se com Arsínoe III, filha de Berenice II.[2] Segundo Juniano Justino, Ptolemeu IV matou seu pai e sua mãe, e ganhou o epíteto de Filópator (aquele que ama seu pai) por ironia.[1]

Ptolemeu IV é retratado pelos autores clássicos como um rei fraco e debochado, que entregou os assuntos de Estado aos seus ministros e conselheiros, como Sosíbios e Agatócles. A pedido destes Ptolemeu IV ordenou a morte de vários membros da sua família, como o seu irmão Magas, a sua mãe e o seu tio Lisímaco.

Em 219 a.C. o rei Antíoco III, o Grande conquista algumas cidades costeiras da Celessíria, ameaçando a presença ptolemaica nesta região. Ptolemeu e Sosíbio procuraram então reorganizar o exército, integrando neste pela primeira vez desde o domínio ptolemaico a população nativa do Egipto.

Em 217 a.C. Ptolemeu IV e Antíoco III defrontam-se no sul da Palestina, na Batalha de Ráfia, que se saldaria numa vitória do Egipto. Antes da batalha a sua irmã, Arsínoe III, encarajou os soldados egípcios; de regresso ao Egipto Ptolemeu casa-se com Arsínoe, com a qual teve um filho em 210 a.C. (o seu sucessor, Ptolemeu V Epifânio).

A nível interno a vitória egípcia provocou o renascer de um espírito nacionalista, iniciando-se um processo de rejeição da soberania ptolemaica. No final do seu reinado o sul do Egipto era governado por um soberano de origem núbia.

Após a sua morte, Sosíbio e Agátocles ordenaram a morte de Arsínoe III, que se preparava para governar como regente na menoridade do seu filho. Quando a população de Alexandria descobriu as circunstâncias em que ocorreu a morte de Arsínoe, estes acabariam por ser linchados pelo povo.

Titulatura[editar | editar código-fonte]

Nome de Nesut-bity
Hieroglifo
nswt&bity
<
F28R8F28R8F44
N35
Q3
X1
V28U21F12
D28
C1C12S42S34
>
Transliteração Jwˁ-n-nṯr.wy-mnḫ.wy Stp-n-Ptḥ Wsr-kȝ-Rˁ Sḫm-ˁnḫ-n-Jmn
Transliteração (ASCII) Jwa-n-ntchr.wy-mnkh.wy stpn-ptah wsr-ka-ra ankh-n-jmn
Transcrição Iwan-entcher wymenkhwy setepen-ptah waser-ka-ra ankhenamon
Tradução "O herdeiro do deus Evérgeta. O eleito de Ptah. A imagem viva de Amon."
Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
G39N5
 
<
Q3
X1
V4E23
Aa15
M17M17S29S34I10
X1
N17
Q1X1
H8
U6
>
Transliteração Ptwlmys ˁnḫ-ḏ.t Mr(y)-ȝs.t
Transliteração (ASCII) Ptwlmys ankh-djt Mry-ast
Transcrição Ptwlemys Ankh-djet Mery-aset
Tradução "Ptolomeu, que tenha vida eterna. O amado de Isis."

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Justino, Epítome das Histórias de Pompeu Trogo, 29.1 [em linha]
  2. a b Políbio, Histórias, Livro XV, 25.2
Precedido por
Ptolemeu III Evérgeta I
Lista de faraós
Dinastia ptolemaica
Sucedido por
Ptolemeu V Epifânio