Quénia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde outubro de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Republic of Kenya (inglês)
Jamhuri ya Kenya (suaíli)

República do Quênia / Quénia
Bandeira do Quénia
Brasão de armas do Quénia
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Harambee" ("Vamos trabalhar juntos")
Hino nacional: Ee Mungu Nguvu Yetu
Oh, Deus de Toda a Criação
Gentílico: queniano(a)[1]

Localização  República do Quênia

Capital Nairóbi
1° 17' S 36° 49' O
Cidade mais populosa Nairóbi
Língua oficial Inglês e suaíli
Governo República presidencialista
 - Presidente Uhuru Kenyatta
 - Vice-presidente William Ruto
Independência do Reino Unido 
 - Data 12 de dezembro de 1963 
Área  
 - Total 580.367 km² (46.º)
 - Água (%) 2,3
 Fronteira Sudão do Sul, Etiópia (N), Somália (L), Tanzânia (S), e Uganda (O)
População  
 - Estimativa de 2013 44 037 656 hab. (31.º)
 - Densidade 58 hab./km² (116.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 134,711 bilhões*[2]  
 - Per capita US$ 3 138[2]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 62,722 bilhões*[2]  
 - Per capita US$ 1 461[2]  
IDH (2014) 0,548 (145.º) – baixo[3]
Gini (1997) 44,5[4]
Moeda Xelim queniano (KES)
Fuso horário (UTC+3)
 - Verão (DST) não observado (UTC+3)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, UA, G15, COMESA, Comunidade das Nações
Cód. ISO KEN
Cód. Internet .ke
Cód. telef. +254
Website governamental www.communication.go.ke

Mapa  República do Quênia

Quénia (português europeu) ou Quênia (português brasileiro) (em suaíli e inglês Kenya), oficialmente República do Quénia, é um país da África Oriental, limitado a norte pelo Sudão do Sul e pela Etiópia, a leste pela Somália e pelo oceano Índico, a sul pela Tanzânia e a oeste pelo Uganda. A capital e cidade mais populosa é Nairobi. O país situa-se na linha do equador. A área do Quênia abrange 581 309 km² e o país tem uma população de cerca de 45 milhões de habitantes, de acordo com estimativas para 2014.[5] Seu nome origina-se do Monte Quênia, seu ponto geográfico mais elevado e a segunda montanha mais alta da África.

O país tem um clima quente e úmido ao longo de sua costa no Oceano Índico, com fauna rica em savana e gramados do interior para a capital. Nairóbi tem um clima frio que vai decrescendo ao ir se aproximando do Monte Quênia, que tem três picos permanentemente cobertos de neve. Mais para o interior, há um clima quente e úmido em torno do Lago Vitória, e áreas florestais e montanhosas de clima temperado na região oeste. As regiões do nordeste ao longo da fronteira com a Somália e Etiópia são regiões áridas e semi-áridas com paisagens quase desérticas. O Lago Vitória, o segundo maior lago de água doce do mundo e maior lago tropical do mundo, situa-se a sudoeste do país e é compartilhado com a Uganda e Tanzânia. O Quênia é famoso por suas safaris e diversas reservas de vida selvagem e parques nacionais, como o Parque Nacional de Tsavo-Oeste, o Masai Mara, o Lago Nakuru e o Parque Nacional Aberdares. Existem vários sítios de património mundial como Lamu, e praias de renome mundial, tais como Kilifi, onde são realizadas competições de iatismo internacional a cada ano.

A região dos Grandes Lagos Africanos, do qual o Quênia faz parte, tem sido habitada por humanos desde o período Paleolítico Inferior. A expansão Bantu chegou à área da África Ocidental-Central no primeiro milênio d.C, e as fronteiras do Estado moderno do Quênia compreendem áreas do continente etno-linguísticas, de línguas nigero-congolesas, Nilo-saarianas e Afro-asiáticas, tornando o Quênia um país multi-cultural. A presença européia em Mombaça remonta ao início do período moderno, mas a exploração européia no interior do país iniciou-se apenas no século XIX. O Império Britânico estabeleceu o protetorado da África Oriental Britânica em 1895, conhecida desde 1920 como a Colônia Quênia. A República do Quénia tornou-se independente em dezembro de 1963. POr um referendo em agosto de 2010, e a adoção de uma nova Constituição, o Quénia está agora dividido em 47 condados semi-autônomos, governados por governadores eleitos.

A capital, Nairobi, é um centro comercial regional. A economia do Quênia é a maior da África Oriental e Central. A agricultura é um grande empregador e o país tradicionalmente exporta chá e café, e, mais recentemente, flores frescas para a Europa. O setor de serviços é um dos principais motores da economia. O Quênia é membro da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Africana (UA) e da Comunidade da África Oriental (CAO).

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do Quénia

Na Conferência de Berlim de 1885, onde se delimitaram as áreas de influência das potências européias, o Quênia foi entregue ao Reino Unido, que o confiou em regime de monopólio à Companhia Imperial da África Oriental Britânica. Em 1887 a companhia comercial assegurou o arrendamento da faixa costeira, cedida pelo sultão de Zanzibar.

Nas duas décadas que precederam a Segunda Guerra Mundial, os europeus monopolizaram as melhores terras cultiváveis, e teve início um confronto político entre britânicos e indianos, que se consideravam insuficientemente representados nos órgãos de governo da colônia. A Associação Central dos Kikuyu, fundada em 1921, também passou a exigir sua participação no poder. Em 1944, foi formada uma organização nacionalista, a União Africana do Quênia (KAU), que pregava a redistribuição da terra e tinha como líder Jomo Kenyatta. Em 1952, uma sociedade secreta kikuiu, ou Mau Mau, levantou-se contra o domínio colonial na denominada revolta dos Mau-Mau, que deu origem a uma longa guerra, que se prolongou até 1960. A KAU foi proscrita e Kenyatta, líder da rebelião, preso. A eleição de 1961 levou os dois partidos africanos, a União Nacional Africana do Quênia (KANU) e a União Democrática Africana do Quênia, a aliarem-se no governo.

Em dezembro de 1963, o Quênia tornou-se estado independente, membro da Commonwealth, e constituiu-se em república no ano seguinte, sob a presidência do carismático Kenyatta (KANU), o qual foi reeleito em 1969 e 1974.

Em 21 de setembro de 2013, o Quênia sofreu um ataque terrorista.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia do Quénia

O Quénia está situado na África oriental, tendo fronteiras a leste com a Somália, a norte com a Etiópia e com o Sudão do Sul, a oeste com Uganda, a sudoeste com a Tanzânia e a sudeste é banhado pelo Oceano Índico.

A parte ocidental faz parte do sistema de depressões do Vale do Rift, que deu origem aos grandes lagos africanos, e essa zona do país é banhada por dois dos maiores: o lago Vitória e o lago Turkana. As falhas do rift são rodeadas por montanhas, algumas das quais de origem vulcânica, que atingem o ponto mais alto no centro do país, no Monte Quénia, com 5199 m. A leste e a sul, o relevo suaviza-se, em especial junto à fronteira da Somália, onde se estende uma extensão significativa de planície.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia do Quénia
Mulheres da tribo Pokot.

Valores estimados para julho de 2013 pelo The World Factbook da CIA:

População: 44 037 656 habitantes
Estrutura etária:
0-14 anos: 42,5%
15-24 anos: 19,1%
25-54 anos: 32,1%
55-64 anos: 3,6%
65 anos ou mais: 2,7%
Idade mediana: 18,8 anos
Taxa de crescimento populacional: 2,44%
Taxa de natalidade: 31,93 nasc. por mil hab.
Taxa de fecundidade Total (TFT): 3,76 filhos por mulher
Taxa de mortalidade: 7,26 óbitos por mil hab.
Taxa de mortalidade infantil: 43,61 óbitos por mil hab.
Religião no Quénia[5]
Religião % aprox.
Protestantes
  
47%
Católicos
  
23%
Islã
  
11%
Crenças Indígenas/tribais
  
10%
Outras
  
2%

Religião[editar | editar código-fonte]

A população do Quénia é maioritariamente seguidora do Cristianismo sendo esta crença partilhada por 82% dos quenianos, (47% de protestantes, 23% de católicos romanos e 12% praticantes de outras religiões cristãs), 11% da população declara-se como muçulmana, outros 10% seguem crenças indígenas/tribais e 2% têm outras religiões.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política do Quénia
Nairóbi, capital do país.

A política do Quénia foi caracterizada, desde a independência, em 1963 por um regime presidencialista altamente centralizado, apesar da Constituição democrática multipartidária ser nominalmente respeitada. Na realidade, a KANU (sigla do nome em língua inglesa da União Nacional Africana do Quénia) foi o partido maioritário e, em 1982, a Assembleia Nacional emendou a Constituição, tornando o país monopartidário. Este estado de coisas durou até 1991, quando a Assembleia revogou aquela disposição, mas nas eleições de 1992 e 1997, o presidente Daniel Arap Moi e a KANU mantiveram, respectivamente as posições presidencial e de maioria no Parlamento.

Em 2002, Mwai Kibaki tornou-se no primeiro candidato presidencial da oposição a vencer uma eleição no país desde a independência. A sua coligação manteve-se coesa graças às promessas de reformas constitucionais e às garantias de Kibaki de que iria nomear representantes de todos os grupos étnicos principais do Quénia para lugares importantes. A sua negligência em cumprir estas promessas depois das eleições causaram vários focos de tensão.

O Movimento Laranja, ou Orange Democratic Movement Party of Kenya, liderado por Raila Odinga, concorreu às eleições de Dezembro de 2007, tendo ganho a maior bancada do Parlamento, mas não vendo o seu lugar na presidência confirmado pelas autoridades do escrutínio. Apesar das eleições terem sido consideradas fraudulentas por muitos observadores e os resultados mostrarem uma divisão étnica do voto, Kibaki negou as alegações de fraude e, a 8 de Janeiro de 2008, nomeou o seu novo gabinete. Odinga, convocou manifestações que lavaram a um banho de sangue, com mais de 1000 mortos e 250 mil deslocados.

Depois duma longa campanha de mediação presidida pelo antigo Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan (na qual também participou Graça Machel) e duma visita-relâmpago do actual, Ban Ki-Moon, Kibaki e Odinga concordaram em assinar, a 28 de Fevereiro de 2008, um acordo denominado “National Accord and Reconciliation Act” ("Acordo sobre a Nação e a Reconciliação"), que inclui a formação dum governo de coligação e a nomeação de Odinga como Primeiro-Ministro, com poderes executivos. Com as respectivas emendas na Constituição, o Quénia poderá assim tornar-se em mais uma democracia parlamentar.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Províncias do Quênia.
Ver artigo principal: Subdivisões do Quénia

O Quénia divide-se em 7 províncias (mkoa) e uma área*:

  1. Central
  2. Costa
  3. Oriental
  4. Área de Nairobi*
  5. Nordeste
  6. Nyanza
  7. Vale do Rift
  8. Ocidental

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia do Quénia

Os principais produtos agrícolas quenianos são chá, café, milho, trigo, laranja, banana, abacaxi, abacate, girassol, soja, sisal, algodão, coco, cana de açúcar, batata, tomate, cebola, arroz, feijão, mandioca e caju. A pecuária tem como predominante à cultura de bovinos, suínos e caprinos, além de piscicultura e avicultura (incluindo galinhas, perus, patos, gansos e pavões).

Os minerais extraídos são a pedra calcária, trona (carbonato de sódio), ouro, sal e flúor. A indústria queniana produz plásticos, refino de petróleo, artefatos de madeira, tecidos, cigarros, couro, cimento, metalurgia e comida enlatada.

O turismo também rende bons lucros, principalmente em na costa(litoral) e na savana queniana. A exportação é forte em chá e café, enquanto que as importações incluem maquinaria, alimentos, equipamentos de transporte e petróleo (e seus derivados).

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura do Quénia

No Quênia, quando algum feriado calha no domingo, ele é também comemorado feriado na segunda-feira seguinte.

No dia 4 de novembro de 2008, o então presidente queniano, Mwai Kibaki, declarou feriado nacional no país, em comemoração à vitória de Barack Obama, filho de um queniano, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.[6]

Data Feriado Observação
1 de Janeiro Confraternização Universal
móvel Sexta-Feira Santa
móvel Páscoa
móvel Segunda-feira de Páscoa
1 de Maio Dia do Trabalho
1 de Junho Madaraka Day Comemoração da proclamação da independência do país
10 de Outubro Was Moi
20 de Outubro Dia de Jomo Kenyatta Comemoração ao considerado pai fundador do Estado Queniano
12 de Dezembro Dia da República Queniana
25 de Dezembro Natal
26 de Dezembro Boxing Day

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos do Quénia
  2. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI), : (Outubro de 2014). "World Economic Outlook Database". Consult. 29 de outubro de 2014. 
  3. "Human Development Report 2015" (PDF) (em inglês). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 14 de dezembro de 2015. Consult. 24 de dezembro de 2015. 
  4. CIA World Factbook, Lista de Países por Coeficiente de Gini (em inglês)
  5. a b Central Intelligence Agency. "Kenya". The World Factbook.  Erro de citação: Invalid <ref> tag; name "cia" defined multiple times with different content
  6. "Quênia decreta feriado pela vitória de Obama nos EUA". 5 de novembro de 2008. Consult. 11 de Janeiro de 2016. 


Flag-map of Kenya.svg Quénia
História • Política • Subdivisões • Geografia • Economia • Demografia • Cultura • Turismo • Portal • Imagens