Química organometálica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Compostos Organometálicos são aqueles em que íons metálicos estão diretamente ligados à átomos de carbono.

Eventualmente, pode-se fazer confusão entre compostos organometálicos e complexos metálicos ou compostos de coordenação, uma vez que nestes últimos, íons metálicos apresentam-se coordenados com moléculas que contém átomos de carbono.

Apesar da maioria dos compostos organometálicos possuírem metais de transição como centros metálicos, existem exemplos destes compostos com metais representativos. São exemplo disso os compostos de Grignard, que possuem íons Mg(II) (magnésio) como centro metálico de um compostos organometálico.

Uma das razões do grande interesse dos químicos pelos compostos organometálicos é a importância desses compostos como catalisadores. Por exemplo, um complexo de ródio(I) pode levar a adição de hidrogênio à moléculas orgânicas insaturadas por meio de um mecanismo em que se forma uma ligação organometálica. Esse catalisador é o [RhCl(PPh3)3], onde PPh3 refere-se ao ligante

  1. REDIRECIONAMENTO [[trifenilfosfina]] (Ph = phenyl, em inglês) com um átomo de fósforo ligado a três grupos fenilas, C6</Flávio Massao Matsumoto[1].

Breve História[editar | editar código-fonte]

A partir da década de 1950 esta área cresceu muito com novos tipos de reações, estruturas incomuns e aplicações em síntese orgânica e catálise industrial[2].

Os primeiros compostos organometálicos foram sintetizados em 1827 por W.C. Zeise (complexo de eteno com platina II), em 1868 por P. Schützenberger (primeiras carbonilas metálicas) e 1890 por L. Mond, C. Langer e F. Quinke (carbonilas metálicas). Após uma grande variedade de compostos, muitos deles aniônicos, sintetizados por W. Hieber, o campo das carbonilas metálicas se tornou mais interessante. Porém foi necessário a espera de avanços na tecnologia (difração de raio x e espectroscopia no infravermelho e de RMN) para maiores informações das estruturas em amostras sólidas e em soluções[2].

Algumas características como a estabilidade, estrutura e a ligação do composto ferroceno, Fe(C5H5)2 (sintetizado em 1951) não se encaixava na descrição de Lewis e a partir daí levou a um rápido desenvolvimento da química organometálica do bloco d após um movimento de síntese, caracterização e abordagens teóricas pelos. pesquisadores, se destacaram nessa área Ernst-Otto Fischer (Alemanha) e Geoffrey Wilkinson (Londres) ganhadores do prêmio Nobel em 1973 pelas suas contribuições. E assim como os do bloco d, a química dos organometálicos do bloco f se desenvolveu de forma similar após a década de 1970[2].

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

A recomendação da IUPAC para a escrita da fórmula de um organometálico é a mesma que para um complexo: o símbolo do metal primeiramente, seguidos dos ligantes aniônicos, em ordem alfabética. Por fim os ligantes neutros são então indicados em ordem alfabética dos seus símbolos químicos. Porém em muitas revistas e artigos científicos é comum encontrar o nome do metal no meio da escrita sem a indicação do seu número de oxidação, por exemplo o Benzeno(tricarbonil)molibdênio(0) as vezes é chamado de Benzenomolibdêniotricarbonil[2].

É comum que um ligante com carbonos doadores possa apresentar mais de um modo de ligação ao metal, necessitando assim de uma indicação adicional. A chamada notação da hapticidade, η (eta), é o número de átomos do ligante que efetivamente estão ligados ao átomo metálico. Por exemplo, um grupo CH3 ligado como M--C é mono-hapto, η1, e se são dois átomos de carbonos ligados ao metal, o ligante é di-hapto, η2[2].


Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde dezembro de 2009).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde dezembro de 2009). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2009). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Wiki letter w.svg Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Editor: considere marcar com um esboço mais específico.
  1. MAHAN, Bruce M.; MAYERS, Rollie J.. Química: Um Curso Universitário. São Paulo: Edgard Blücher, 1978. Tradutores Koiti Araki, Denise de Oliveira Silva, Flávio Massao Matsumoto.
  2. a b c d e INORGÂNICA, Química. Shriver & Atkins, 4a Edição. 2008.