Quantitative easing

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Quantitative easing (QE), conhecido também como flexibilização quantitativa ou politica de harmonização financeira quantitativa (do japonês 量的金融緩和政策, ryouteki kin'yuu kanwa seisaku) é a criação de quantidades significantes de dinheiro novo electronicamente, por um banco, mas autorizado pelo Banco Central, mediante o cumprimento das normas de percentuais pré estabelecidos. É um jargão para uma ação de política monetária do Banco Central.

A estratégia macroeconômica usualmente empregada pelo banco central de um país sob risco de deflação, no curto prazo, é alterar a taxa básica interbancária de juros, mas quando essa taxa está próxima de zero, a estratégia é ineficaz. É sob tais condições que o quantitative easing pode ser útil.

A quantidade de moeda produzida em quantitative easing é denominada valor expandido e é criado maciçamente, por isso é chamado um relaxamento (flexibilização). Os Bancos Centrais, que nem sempre são públicos, normalmente somente imprimem dinheiro físico para inserção no mercado e também para comprar títulos. Sob efeito de quantitative easing, os bancos centrais usam o dinheiro electronicamente criado para comprar grandes quantidades de títulos bancários no mercado financeiro e de capitais. Isto aparece como depósitos e entrega dinheiro novo para os bancos emprestarem. Estes títulos podem ser títulos do governo, empréstimos comerciais ou até ações. Quantitative easing geralmente é usado para estimular a economia e novos empréstimos. O inventor desta estratégia em 2013 renegou e criticou esta estratégia.[1]

Os bancos centrais utilizam-se desta estratégia há muito tempo e mantém a sua prática como forma de reanimar a economia sem precisar confeccionar o dinheiro físico, mas só a partir das recessões de início dos anos 2000, no Japão, e da Crise do subprime, nos EUA, que esta medida tornou-se expressiva.

Perspectivas[editar | editar código-fonte]

O dinheiro que é criado eletronicamente sob regime de quantitative easing é trocado, pelo banco central, por ativos não normalmente comprados, no mercado financeiro e de capitais. A compra desses ativos faz com que seu preço suba, o que aquece ainda mais a compra desse ativo, no mercado, e assim gera-se transferência de valor entre agentes econômicos. Também ocorre que o retorno sobre o investimento (yield) nesse ativo diminua, o que, a longo prazo, provoca busca de outras opções de investimento mais rentáveis, como empréstimos no varejo, o que atingiria a população diretamente.

Quando o ativo são títulos do tesouro de longo prazo, normalmente são instituições financeiras que investem neles e, sob quantitative easing, essas instituições podem ser financiadas com dinheiro vivo e ter aumentada a liquidez, mas esse dinheiro somente alcançará o mercado aberto caso as instituições emprestem o dinheiro conseguido.

Riscos[editar | editar código-fonte]

Se a quantia de dinheiro criada for maior do que a necessária, pode-se gerar hiperinflação.

Se as instituições financeiras não emprestarem o dinheiro criado, pode-se gerar inflação com deslocamento temporal ou imprevisibilidade de efeitos do quantitative easing no mercado.

Não bastante, os maiores críticos deste sistema alertam que, a compra de títulos dos Bancos Centrais enfraquecem também as necessárias reformas político-econômicas pois se o governo pode esperar que o Banco Central, que no Brasil é entidade vinculado ao governo, embora se intitule "juridicamente autônomo", produz recursos para cobrir as suas perdas, a exemplo das taxas de juros, através da manutenção do sistema o país incorre em cada vez mais dívidas.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Uma das consequências do chamado quantitative easing é a depreciação da moeda do país em que o estímulo é implantado. Por exemplo, para os casos do QE1 e QE2 dos Estados Unidos, observou-se uma depreciação do dólar frente a uma cesta de outras moedas importantes (US dollar Index)[2]. Tanto que levou o então ministro da fazenda brasileiro Guido Mantega a afirmar que o Brasil iria tomar medidas para limitar a apreciação do real frente ao dólar[2]. Ao final de 2014, quando o Banco Central Europeu começou a utilizar o quantitative easing no valor de €1,1 trilhão, o euro caiu vertiginosamente em relação ao dólar[3]. Entretanto, o dinheiro criado também pode ser considerado como que estivesse sendo exportado para países em vias de desenvolvimento ou outros países, evitando assim inflação no país que sofre quantitative easing e, dessa forma, pode promover a criação de meios de produção no país estrangeiro, que pode ser uma opção de investimento mais vantajosa do que as opções existentes no país de origem[4].

Apesar de várias fontes citarem o quantitative easing como estímulo econômico ineficiente, o Japão estuda a possibilidade de instituir quantitative easing infinito[5], com a emissão de títulos do tesouro sem obrigação de pagamento de juros, o que sinaliza potencialmente a intenção de se usar o banco central para financiamento da dívida pública, indiretamente, que não é o foco do quantitative easing. Nesse caso, é importante que políticas fiscais sejam revistas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. UK QE has failed, says quantitative easing inventor UK QE has failed, says quantitative easing inventor, BBC News 21 de Outobro 2013 (em inglês)
  2. a b «Currency wars redux | FT Alphaville». Currency wars redux. 17 de setembro de 2012. Consultado em 24 de julho de 2016 
  3. «Europe's QE Quandary». Bloomberg View. 9 de março de 2015. Consultado em 24 de julho de 2016 
  4. «Fed Exports Inflation, Stokes Revolutions». Forbes. 8 de março de 2011. Consultado em 20 de junho de 2017 
  5. «Japan has just gone to unlimited QE». Forbes. 10 de novembro de 2016. Consultado em 21 de junho de 2017