Indústria 4.0

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Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é uma expressão que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas[1] e Computação em Nuvem.[2][3][4]

A Indústria 4.0 facilita a visão e execução de "Fábricas Inteligentes" com as suas estruturas modulares, os sistemas ciber-físicos monitoram os processos físicos, criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Com a internet das coisas, os sistemas ciber-físicos comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem, ambos os serviços internos e intra-organizacionais são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor.[2]

Estas novas tecnologias trazem inúmeras oportunidades para a agregação de valor aos clientes e aumento de produtividade de processos, mas sem o enfoque adequado podem desperdiçar grandes investimentos, com poucos resultados.[5]

História das Revoluções industriais antes da 4.0[6][editar | editar código-fonte]

  • Primeira Revolução Industrial: A revolução industrial na antiga Grã-Bretanha entrou para introduzir máquinas em produção no final do século XVIII. Isso incluía sair da produção manual e começar o uso de motores a vapor e água como fonte de energia. Isso ajudou muito a agricultura e o termo "fábrica" ​​se tornou um pouco popular. Uma das indústrias que se beneficiaram com essas mudanças é a indústria têxtil e foi a primeira a adotar esses métodos. Representou também uma grande parte da economia britânica na época.
  • Segunda Revolução Industrial: A segunda revolução industrial, datada entre 1870 e 1914, introduzindo sistemas preexistentes, como telégrafos e ferrovias, nas indústrias. Talvez a característica definidora desse período tenha sido a inclusão da produção em massa como principal meio de produção em geral, popularizada por Henry Ford. A eletrificação das fábricas ajudou desproporcionalmente para as taxas de produção. A produção em massa de aço ajudou a inserir ferrovias no sistema, o que consequentemente contribuiu para a produção em massa. Inovações em química, como a invenção do corante sintético, também marcam um período em que a química estava em um estado bastante primitivo na época. No entanto, essas abordagens revolucionárias da indústria foram encerradas com o início da Primeira Guerra Mundial. A produção em massa, é claro, não foi encerrada, mas apenas desenvolvimentos no mesmo contexto foram feitos.
  • Terceira Revolução Industrial: A terceira revolução industrial, datada entre 1950 e 1970. É frequentemente chamada de Revolução Digital e surgiu da mudança de sistemas analógicos e mecânicos para sistemas digitais. Outros chamam de Era da Informação também. A terceira revolução foi, e ainda é, um resultado direto do enorme desenvolvimento em computadores e tecnologia da informação e comunicação.[6]

Nome[editar | editar código-fonte]

O termo "Indústria 4.0" teve origem de um projeto estratégico de alta tecnologia do Governo Alemão, que promove a informatização da manufatura. A primeira revolução industrial mobilizou a mecanização da produção usando água e energia a vapor. A segunda revolução industrial, então, introduziu a produção em massa com a ajuda da energia elétrica. Em seguida veio a revolução digital e o uso de aparelhos e dispositivos eletrônicos, bem como Tecnologia da Informação para automatizar ainda mais a produção.[7][8]

O termo foi usado pela primeira vez na Hannover Messe. Em Outubro de 2012, o Grupo de Trabalho na Indústria 4.0, presidido por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH) e Henning Kagermann (German Academy of Science and Engineering) apresentaram um conjunto de recomendações para implementação da Indústria 4.0 ao Governo Federal Alemão. Em Abril de 2013, novamente na Feira de Hannover, o relatório final do Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 foi apresentado.

Impactos da indústria 4.0[editar | editar código-fonte]

  • Postos de Trabalho: O impacto no número de empregos é o que mais gera polêmica na Indústria 4.0. Os debates têm sido polarizados por aqueles que acreditam em oportunidades ilimitadas de novos empregos e aqueles que preveem a substituição direta da mão de obra e o desaparecimento de postos de trabalho (Fórum Econômico Mundial, 2016). A necessidade do aperfeiçoamento de competências e habilidades é uma consequência lógica da geração de empregos que exigem uma maior qualificação.[9]
  • Interação homem-máquina: A interação entre o homem e a máquina é um dos impactos a serem provocados pela Indústria 4.0 no trabalho, trazendo, segundo o "BGC" (2015b), significativas mudanças para a natureza do trabalho industrial e para a estrutura organizacional das firmas.

Benefícios da empresa ao adotar a indústria 4.0:[10][editar | editar código-fonte]

  • Menos custos: Como a tecnologia é baseada em nuvem, não será necessário muitas pessoas para gerenciar e manter sistemas, o número de funcionários irá diminuir, uma vez que as maquinas irão fazer muitas funções que hoje adotamos pessoas para realizá-las, tendo assim um trabalho mais rápido, e com menor custo.
  • Operações em tempo real: Utilizando a tecnologia, será possível a construção de um banco de dados,vindo diretamente dos processos de produção da fábrica, em tempo real. desse modo, operar em tempo real irá auxiliar em grande escala na tomada de novas decisões da empresa.
  • Manufatura modular: As máquinas poderão ser alteradas/reprogramadas com facilidade, dessa forma, a flexibilidade nos processos de produção irá ser maior, permitindo a facilidade na criação de novos produtos, alterando algum produto já existente, já que a forma de alterar as máquinas será mais rápida.
  • Operações integradas: Com a adoção do Sistemas ciber-físicos, as fábricas ficarão mais inteligentes, dessa forma, a infraestrutura será capaz de estabelecer contato com a cadeia de fornecedores e clientes, tendo assim, uma demanda mais sincronizada, proporcionando mais benefício à empresa.
  • Otimização: A otimização é importantíssima para uma empresa, com a otimização da indústria 4.0, a empresa que utiliza os dispositivos inteligentes, terá tempo de inatividade quase zero, já que as máquinas não precisam de descanso como as pessoas, oferecendo maior numero de produção, com menor custo e mais facilidade, não precisando da mão de obra humana.

Princípios de Projeto[editar | editar código-fonte]

  • Interoperabilidade: a habilidade dos Sistema ciber-físicos (suporte de peças, estações de montagem e produtos), dos humanos e das Fábricas Inteligentes de se conectarem e se comunicarem entre si através da Internet e da Computação em nuvem.[11]
  • Virtualização: uma cópia virtual das Fábricas Inteligentes é criada por sensores de dados interconectados (que monitoram processos físicos) com modelos de plantas virtuais e modelos de simulação.
  • Descentralização: a habilidade dos sistemas Sistema ciber-físicos das Fábricas Inteligentes de tomarem decisões sem intervenção humana.
  • Capacidade em Tempo-Real: a capacidade de coletar e analisar dados e entregar conhecimento derivado dessas análises imediatamente.
  • Orientação a Serviço: oferecimento dos serviços (dos sistemas ciber-físicos, humanos ou das Indústrias Inteligentes) através da Computação em nuvem.
  • Modularidade: adaptação flexível das Fábricas Inteligentes para requisitos mutáveis através da reposição ou expansão de módulos individuais.
  • maior segurança: a documentação digital constante permite codificar e rastrear todos os processos, aumentando a segurança e a transparência da produção.
  • menos custos: devido à autorregulação das máquinas, à automatização dos processos e à diminuição do componente humano, o custo da empresa será reduzido.

Os Princípios e as Tecnologias Essenciais para a Indústria 4.0[editar | editar código-fonte]

A tecnologia tem um papel essencial na vida das pessoas, e sua evolução em velocidade acelerada proporciona mudanças e disrupções nas trajetórias conhecidas e no modo como as pessoas vivem. Desde o início da era digital assistimos a uma evolução rápida e consistente de fatores de desempenho, como poder de processamento, acompanhado da redução de custos e miniaturização de componentes, seguindo o ritmo previsto na Lei de Moore, uma proposição do universo informático segundo a qual a capacidade de processamento computacional derivada dos avanços da Microeletrônica ocorrem numa velocidade que permite duplicar o seu poder em ciclos de 18 meses. Essa evolução promove e possibilita o surgimento de diversas outras tecnologias e aplicações, algumas delas diretamente relacionadas à Indústria 4.0.[12]

Hermann et al. (2015) identifica na literatura os princípios básicos para a aplicação bem sucedida de iniciativas de Indústria 4.0: interoperabilidade, virtualização, descentralização, capacidade de resposta em tempo real, orientação ao serviço e modularidade. Uma breve definição de cada um desses seis princípios é apresentada no item 2.a.i, descrevendo os impactos da aplicação de cada uma das tecnologias base da Indústria 4.0.

Tecnologias da Indústria 4.0[editar | editar código-fonte]

Sistemas Ciber-Físicos: Os CPS (Sistemas ciber-físicos) é a associação entre a computação, rede e processos físicos.É a combinação de vários sistemas de natureza diferente, cujo objetivo principal é administrar um processo físico e, através do seu feedback, adequar-se a novas condições, em tempo real.

Big Data Asnalytic: O vocábulo "big data" se refere aos gigantescos armazenamentos digitais de informações , velocidade e variedade. A análise de big data é o recurso da utilização de software para descobrir tendências, padrões, correlações ou outras informações úteis nesses enormes armazenamentos de dados.

Computação na nuvem: Computação em nuvem é um vocábulo geral para qualquer coisa que compreenda a transmissão de serviços hospedados pela Internet. Esses serviços fazem com que empresa não necessite mais de uma infraestrutura de TI em sua unidade. A computação na nuvem divididos em três categorias: Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Software como Serviço (SaaS).[12]

Internet das Coisas(IoT): A IoT é o conceito de conectar algum dispositivo à Internet e a outros dispositivos conectados. É uma rede imensa de coisas e pessoas conectadas ,que coletam e compartilham dados sobre a maneira como são utilizadas e sobre o ambiente ao seu redor. Cada vez mais, organizações de diversos setores estão usando a IoT para operar com mais competência, compreender melhor os clientes para oferecer um serviço aperfeiçoado ao cliente, melhorar a tomada de decisões e aumentar o valor dos negócios.

Internet dos Serviços(IoS): A IoS é, fundamentalmente, o acompanhamentos dos serviços da Internet das Coisas ou a produção de serviços profundamente ligados à IoT. Partindo basicamente que a IoT abrange a comunicação constante entre máquinas/máquinas e entre máquinas/homem.[12]

Uma brincadeira com um crânio fazendo alusão a IA

Manufatura aditiva: É um tipo de ideia pelo qual divergentes processos são empregados ​​para replicar fisicamente objetos 3D criados por CAD (desenho auxiliado por computador). A fabricação aditiva pode ser realizada com variados tipos de materiais e não necessita necessariamente de ferramentas ou um bloco de matéria-prima transformando a fabricação muito mais rápida e barata. Esse processo fabrica um artefato adicionando material camada por camada, motivação pela qual também é chamado de fabricação aditiva, adverso a usinagem convencional, fundição e forjamento procedimentos, em que o material é retirado de um item de estoque ou derramado em um molde e modelado por meio de matrizes, [12]

Inteligência Artificia(IA): É a habilidade da máquina para executar tarefas normalmente associadas a seres inteligentes. A IA é frequentemente empregado ao projeto de elaboração de sistemas dotados dos processos intelectuais peculiares aos seres humanos, como a predisposição de raciocinar, descobrir significado, generalizar ou aprender com a experiência passada. Desde a criação do computador digital na década de 1940, foi comprovado que os computadores podem ser programados para efetuar tarefas muito complexas.[12]

CPS e a Indústria 4.0[editar | editar código-fonte]

A cada dia é maior o número de dispositivos ou sistemas com algum nível de processamento. Isso contribuiu para que áreas com pouca ou nenhuma afinidade passassem a integrar uma classe emergente de sistemas. Os Sistemas Ciber-físicos (CPS) são caracterizados pela estreita integração e coordenação entre a computação embarcada e as variáveis físicas, que interagem com o sistema por meio de sensores e atuadores.Tais sistemas possuem por uma forte interação entre os dispositivos eletromecânicos,presentes em uma determinada aplicação, e o sistema computacional embarcado. Cyber Physical Systems (CPS) são sistemas automatizados que permitem a conexão das operações da realidade física com infraestruturas de computação e comunicação. Ao contrário dos sistemas embarcados tradicionais,que são projetados como dispositivos autônomos, o foco no CPS está na rede de vários dispositivos. O CPS acompanha a tendência de ter informações e serviços em todos os lugares. São sistemas conectados em rede que se comunicam entre si e usam sensores para capturar informação sobre o que está acontecendo no mundo físico, interpretam esses dados e os disponibilizam em serviços de rede, ao mesmo tempo que usam atuadores que influenciam diretamente os processos no ambiente físico e controlam o comportamento de dispositivos, objetos e serviços. Os sistemas ciber-físicos estão dando origem à soluções não apenas inovadoras, como também genuinamente revolucionárias. Eles migram a inteligência dos operadores humanos para locais remotos e permitem que eles concentrem os esforços em raciocínio de alto nível e tomadas de decisão. Cabe ressaltar que, e os seres humanos não devem ser desligados dos processos de produção, mas sim devem ter um papel cada vez mais importante, desta maneira, se define uma nova forma de cooperação entre as máquinas e seres humanos. Eles permitem muitas funcionalidades inovadoras através da sua rede e acesso ao mundo cibernético, alterando significativamente o nosso dia a dia. Nesse contexto, novos modelos de negócios, processos de trabalho e métodos de desenvolvimento que atualmente são inimagináveis surgirão. Essas mudanças também influenciarão  fortemente a sociedade e as pessoas. A vida familiar, globalização, mercados, etc. terão que ser redefinidos. No entanto, a Indústria 4.0 mostra simultaneamente características que representam os desafios em relação ao desenvolvimento de sistemas ciber-físicos, tais como: confiabilidade, segurança e proteção de dados. Como um exemplo ilustrativo de um sistema ciber-físico, considere uma equipe de robôs móveis e autônomos, encarregados da identificação e recuperação de um alvo dentro de uma casa com uma planta baixa desconhecida. Para realizar essa tarefa, cada robô deve estar equipado com vários sensores que coletam as informações relevantes sobre o mundo físico. Exemplos de sensores onde incluem um receptor GPS (para rastrear a localização de um robô), uma câmera (para tirar fotos dos arredores) e um sensor térmico infravermelho (para detectar a presença de seres humanos). Um problema computacional chave, então, é construir um mapa global da casa baseado em todos os dados coletados, e isso requer que os robôs troquem informações usando links sem fio de maneira coordenada. O conhecimento atual das posições dos robôs, obstáculos e alvo podem ser usados para determinar um plano de movimento para cada um dos robôs. Esse plano de movimento inclui comandos de alto nível para cada um dos robôs na forma: “se mover na direção noroeste a uma velocidade constante de 5 km/h”. Essa diretiva precisa ser traduzida para entradas de controle de baixo nível para os motores, controlando o movimento do robô. Os objetivos do projeto incluem: operação segura (por exemplo, um robô não deve se deparar com obstáculos ou outros robôs), conclusão da missão (por exemplo, o alvo deve ser encontrado) e estabilidade física (por exemplo, cada robô deve ser estável como um sistema dinâmico). A construção do sistema multi-robôs para atender à esses objetivos, requer o desenho de estratégias para controle, computação e comunicação de maneira sinérgica. Apesar de algumas formas de sistemas ciber-físicos serem usados na indústria desde os anos 80, só recentemente a tecnologia para processadores, comunicação sem fio e sensores amadureceu para permitir a produção de componentes com recursos impressionantes a um baixo custo. Compreender todo o potencial dessas plataformas de computação requer avanços em ferramentas e metodologia para a construção de sistemas ciber-físicos confiáveis. Esse desafio de desenvolver uma abordagem sistêmica para integrar o projeto de controle, computação e comunicação provou ser o catalisador para o surgimento de uma disciplina acadêmica distinta.[13]

Indústria 4.0 no Brasil[editar | editar código-fonte]

A Indústria 4.0 desponta como caminho natural para aumentar a competitividade do setor por meio das tecnologias digitais. No Brasil ainda é pouco utilizada pelas empresas nacionais. O atraso brasileiro diante da integração das tecnologias físicas e digitais em todas as etapas de desenvolvimento de um produto fica evidente porque 43% das empresas não identificam quais tecnologias têm potencial para alavancar a competitividade do setor industrial. Nas pequenas empresas, esse porcentual sobe para 57%. Entre as grandes, a fatia recua para 32%.[14] De acordo com pesquisa nacional sobre adoção de tecnologias digitais relacionadas à era da manufatura avançada, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a indústria brasileira ainda está se familiarizando com a digitalização e com os impactos que pode ter sobre a competitividade. O desconhecimento é significativamente maior entre as pequenas empresas (57%).[15] Ademais, infere-se que o Brasil esteja pouco preparado para a adoção em larga escala da Indústria 4.0 tendo em vista aspectos estruturais, educacionais e culturais.[16]

Reconhecendo a importância do tema, recentemente o Governo Federal, por meio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou a Agenda Brasil para a Indústria 4.0 [17], conjunto de iniciativas que visam promover o desenvolvimento da Indústria 4.0 no país.

Empresas de destaque na industria 4.0[editar | editar código-fonte]

1. Hosting: Microsoft.[editar | editar código-fonte]

Com base em sua longa história de suporte a empresas de automação industrial, a Microsoft emergiu como o parceiro de hospedagem preferido para muitas empresas do setor 4.0. Usuários finais (instalações de fabricação) e fornecedores (OEMs, empresas de automação industrial etc.) firmaram parceria com a Microsoft para desenvolver e executar aplicativos SCADA e MES locais de missão crítica por décadas. O profundo conhecimento do domínio da Microsoft e os recursos técnicos (especialmente em relação às soluções de nuvem híbrida) ajudaram a tornar-se uma provedora líder de serviços de hospedagem para os principais usuários finais de fabricantes e fornecedores, como Siemens, PTC, GE e Emerson.

2. Analytcs: Uptake.[editar | editar código-fonte]

A muito popular start-up de análise industrial sediada nos EUA, Uptake, começou em 2018 com um impulso de um investimento de US $ 117 milhões em novembro de 2017 que avaliava a empresa em US $ 2,3 bilhões. Em abril de 2018, a Uptake adquiriu a Asset Performance Technologies (APT), uma empresa SaaS que fornece informações sobre análise de modo e efeito de falha para mais de 800 tipos de ativos industriais. A adoção planejava usar o banco de dados APT para aprimorar suas soluções de manutenção preditiva e acelerar seu crescimento, mas até o final de 2018, o crescimento ainda não havia se concretizado. De fato (de acordo com o Linkedin), a contagem total de funcionários da Uptake (em dezembro de 2018) caiu para aproximadamente 550 funcionários em relação à janeiro de 2018 que era de aproximadamente 800 funcionarios (-25%). Piorando a situação, a General Electric entrou com uma ação contra a Uptake em dezembro de 2018, alegando que a Uptake estava envolvida em um "esquema cruel para roubar" executivos da GE que "inevitavelmente divulgarão as informações secretas da GE". Apesar de suas recentes lutas, a Uptake garantiu um número de clientes de marca (incluindo Rolls-Royce e Caterpillar).

3. Drones / VANT`S: PINC:[editar | editar código-fonte]

A PINC é fornecedora líder de soluções de gerenciamento de pátio e estoque que usam drones para ajudar a automatizar o processo de verificação de inventário que exige muito trabalho. A solução aérea da PINC "PINC AIR" (Aerial Inventory Robots) combina as tecnologias de digitalização por drones, RFID(Identificação por Rádio Frequência) e código de barras para ajudar as empresas a melhorar a eficácia operacional e a eficiência das contagens do ciclo de estoque do armazém.

4. Veículos autônomos (para transporte de material): Clearpath Robotics[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2009, a Clearpath Robotics é uma empresa canadense que fornece tecnologia e serviços de veículos autônomos. A OTTO Motors, uma divisão da Clearpath Robotics, fornece vários veículos autônomos projetados especificamente para o transporte de estoque nas instalações de fabricação. Os fabricantes se afastam gradualmente dos sistemas tradicionais de transporte de estoque por caminho fixo em favor de sistemas de direção autônoma mais flexíveis, e a Clearpath Robotics (através de sua divisão OTTO Motors) está bem posicionada para tirar vantagem dessa tendência.

5. Cibersegurança: Claroty[editar | editar código-fonte]

Várias empresas iniciantes de cibersegurança industrial surgiram nos últimos cinco anos, no entanto poucas receberam tanta atenção de tantos investidores altamente estratégicos quanto a Claroty. Com investimentos da Schneider Electric, Siemens e Rockwell Automation, a Claroty criou um elenco diversificado de investidores altamente estratégicos que devem ajudar a Claroty a expandir seus negócios. O conjunto de soluções industriais de acesso remoto e detecção de ameaças da Claroty ajuda a mitigar o custo e o risco cada vez maiores de ataques cibernéticos industriais, à medida que ativos industriais cada vez mais valiosos são conectados a redes baseadas em IP.

6. Sensores: Festo[editar | editar código-fonte]

A Festo é um fornecedor alemão de produtos e serviços para controle e automação industrial pneumáticos e eletro-eletrônicos atendendo a clientes de indústrias de todo o mundo. A Festo é uma das empresas líderes do setor 4.0, devido em parte à sua participação ativa em vários grupos de trabalho do setor 4.0 e foco no desenvolvimento de padrões de comunicação (OPC-UA, RAMI, AutomationML etc.) que garantem a interoperabilidade do fornecedor. Vários produtos da Festo (como o sistema de manuseio YXMx e o Festo Motion Terminal, entre outros) incluem o sistema de controle de tempo de execução CODESYS, que permite conectividade direta a várias plataformas IoT industriais, de acordo com o padrão VDMA 24582.

7. Impressão 3D: General Electric[editar | editar código-fonte]

A divisão "GE Additive" da General Electric fez uma série de aquisições e investimentos notáveis ​​em empresas de manufatura de aditivos industriais. As aquisições de nota incluem a Arcam (fornecedora líder de tecnologia de fusão por feixe de elétrons) e Concept Laser (fornecedora líder de tecnologias de fusão a laser de metal). A GE também investiu no Xometry, um mercado que conecta fabricantes contratados (muitos dos quais possuem impressoras 3D) a clientes que necessitam de baixos volumes de peças fabricadas.

8. Robôs colaborativos: ABB[editar | editar código-fonte]

A gigante da automação industrial e robótica A ABB é uma das maiores empresas a oferecer uma linha de robôs colaborativos. A linha de produtos Yumi, que inclui robôs colaborativos de braço único e duplo, oferece aos clientes um custo mais baixo e uma alternativa mais flexível à linha tradicional de robôs industriais da ABB. Com base nos fortes negócios existentes em robótica e na recente aquisição da discreta fornecedora de automação industrial B&R, a ABB está bem posicionada para tirar proveito da crescente demanda por robôs colaboradores, à medida que os fabricantes buscam maneiras mais flexíveis e acessíveis de automatizar os processos de produção.

big data e sistema Cyber-físicos

  1. The 2016 World Economic Forum Misfires With Its Fourth Industrial Revolution Theme
  2. a b Hermann, Pentek, Otto, 2015: Design Principles for Industrie 4.0 Scenarios, accessed on 3 February 2015
  3. Jürgen Jasperneite:Was hinter Begriffen wie Industrie 4.0 steckt in Computer & Automation, 19 Dezember 2012 accessed on 23 December 2012
  4. Kagermann, H., W. Wahlster and J. Helbig, eds., 2013: Recommendations for implementing the strategic initiative Industrie 4.0: Final report of the Industrie 4.0 Working Group
  5. Brasil, Lean Institute. «Coluna - Manufatura avançada e lean: tecnologia com propósito claro e tamanho certo». www.lean.org.br. Consultado em 6 de agosto de 2018 
  6. a b «Revoluções industriais: Primeira, segunda e terceira revoluções». educacao.uol.com.br. Consultado em 5 de dezembro de 2019 
  7. Die Evolution zur Industrie 4.0 in der Produktion Arquivado em 29 de abril de 2013 no Archive.is Last download on 14.
  8. «A Indústria 4.0 e a revolução digital». universidade.humantech.com.br. Consultado em 20 de julho de 2018 
  9. Junior, Geraldo (2018). Impactos da industria 4.0 na organização do trabalho: uma revisão sistema da literatura. Florianópolis: Revista Produção online. 27 páginas 
  10. «6 Vantagens da Indústria 4.0». Consultado em 5 de dezembro de 2019 
  11. Indústria 4.0, a moda a caminho do futuro. Rio de Janeiro: SEBRAE. 2018. 16 páginas 
  12. a b c d e Instituto de estudos para o desenvolvimento industrial (2017). Industria 4.0: A quarta revolução industrial e os desafios a indústria para o desenvolvimento brasileiro. [S.l.]: IEDI. 54 páginas 
  13. «Digitalização e Sociedade: como a tecnologia afeta o desenvolvimento da Indústria». A Voz da Indústria. 24 de abril de 2019. Consultado em 5 de dezembro de 2019 
  14. «Pesquisa Nacional Sobre Adoção de Tecnologias Digitais Relacionadas à Era da Manufatura Avançada – Revista PEGN». Consultado em 8 de setembro de 2016 
  15. «Pesquisa Nacional Sobre Adoção de Tecnologias Digitais Relacionadas à Era da Manufatura Avançada - EBC». Consultado em 8 de setembro de 2016 
  16. Venturi, Jacir (4 de fevereiro de 2018). «Estamos no limiar da Quarta Revolução Industrial». Jornal Gazeta do Povo. Consultado em 16 de fevereiro de 2018 
  17. «Industria 4.0». www.industria40.gov.br. Consultado em 26 de março de 2018 

[1]