Quase Ministro

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Quase ministro é uma peça de teatro escrita por Machado de Assis, segundo o autor, "expressamente escrita para ser representada em um sarau literário e artístico dado a 22 de novembro do ano passado (1862), em casa de alguns amigos na rua da Quitanda"[1]. Mário de Alencar situa a produção teatral de Machado num esforço coletivo de criar um teatro genuinamente nacional que inspirou uma grande produção nas décadas de sessenta e setenta no século XIX[2]. Trata-se de uma sátira política.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Luciano Martins, deputado, forte candidato a ser indicado a alguma pasta do ministério que se formava;
  • Dr. Silveira, primo de Martins, obcecado por cavalos e extrovertido;
  • José Pacheco, escritor de política;
  • Carlos Bastos, poeta;
  • Mateus, inventor;
  • Luiz Pereira, rico apadrinhador de políticos;
  • Müller, empresário estrangeiro de ópera;
  • Agapito, amigo familiar.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Correm boatos de que Luciano Martins é forte candidato a se tornar ministro. De manhã, recebe a visita de seu primo Silveira. Os dois começam a assistir a um cortejo de aproveitadores que vêm à casa de Martins e desejam tirar vantagem de sua suposta nomeação. Primeiro chega José Pacheco, que escreve política, e quer impor suas opiniões ao futuro ministro. Em seguida, Carlos Bastos, poeta presunçoso, que se oferece para cantar a glória de Martins. Depois dele, Mateus, um inventor desconhecido, que deseja vender ao futuro ministro uma invenção de artilharia. Então, chega Luiz Pereira, rico que deseja oferecer um jantar suntuoso a Martins, como afirma fazer com todos os ministros recém-nomeados, com o claro objetivo de conquistar alianças políticas. Por fim, chega Agapito com Müller, o empresário de ópera que deseja trazer companhias estrangeiras para o Brasil. Agapito insiste, pois está apaixonado por uma das cantoras. Martins fica desesperado com todos os personagens inconvenientes e vai para a cidade, deixando-os com seu primo, que os entretém. O deputado volta, finalmente, para desfazer os boatos e dizer que não será nomeado. Todos os aproveitadores fogem, em busca do verdadeiro ministro, para o grande alívio de Martins.

Referências

  1. ASSIS, Machado de. Teatro Completo. São Paulo: Editora Mérito SA, 1961. Pg 151.
  2. Apud. ASSIS, Machado de. Op. Cit., pg 8

Ver também[editar | editar código-fonte]

Peças de teatro de Machado de Assis

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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