Quebradeiras de coco babaçu

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As quebradeiras de coco babaçu são grupos formados por mulheres[1] de comunidades extrativistas do estado do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí[2] Dispersas pelas áreas de ocorrência da palmeira babaçu, as quebradeiras desenvolveram modos peculiares de manejo da terra, além de um código próprio de organização de sua atividade. Possuem como fonte de renda familiar principal ou secundária a coleta e quebra do fruto do babaçueiro, a fim de separar a amêndoa da casca. A semente do coco babaçu é oleaginosa, sendo utilizada como matéria prima para diversos produtos manufaturados, além de servirem de alimento para as quebradeiras e suas famílias.[3]

Os babaçuais, como são conhecidas as áreas maranhenses de ocorrência do babaçu, têm sido tradicionalmente encarados como áreas de usufruto coletivo, ainda que a propriedade da terra pertença a particulares. No entanto, o aprofundamento da concentração fundiária em tempos atuais vem representando uma ameaça ao modo de vida tradicional das quebradeiras.[4]

Em resposta, grupos organizados de quebradeiras vêm se articulando na defesa de seu modo de vida, engendrando cooperativas e outras medidas protetivas.[1] Por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), lideranças rurais ligadas ao extrativismo do babaçu vêm lutando pelo reconhecimento de seus direitos ao usufruto dos babaçuais.[5] Uma dessas iniciativas refere-se aos projetos de lei Babaçu Livre, em discussão em várias municípios de ocorrência das matas de babaçu.[4]

Referências

  1. a b MATOS, M. Quebradeiras de coco do Maranhão: lutas e conquistas. Disponível em <adital.com.br>. Acesso em 1 fev. 2015.
  2. Instituto Socio-Ambiental.(2007, p. 224)
  3. Nogueira (2005, p. 97)
  4. a b Heredia (2006, p. 137)
  5. CerRatinga. Quebradeiras de coco babaçu. Disponível em <cerratinga.org.br>. Acesso em 1 fev. 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • HEREDIA, B. (org.). Margarida Alves: coletânea sobre estudos rurais e de gênero. Brasília: MDA, 2006
  • Instituto Socio-Ambiental. Almanaque Brasil Sócio-Ambiental. 2007. Disponível em <www.socioambiental.org>.
  • NOGUEIRA, M. Quando o pequeno é grande: uma análise de projetos comunitarios no cerrado. São Paulo: Annablume, 2005.