Queiroz Galvão

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Queiroz Galvão
Grupo Queiroz Galvão S.A.
Tipo Empresa de capital fechado
Indústria Conglomerado
Gênero Privada
Fundação 1953 (63 anos)
Recife,  Pernambuco
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
 Brasil[1]
Presidente Lincoln Rumenos Guardado
Pessoas-chave Antonio de Queiroz Galvão, presidente do conselho de administração
Carlos de Queiroz Galvão, sócio controlador
Empregados 40.000
Produtos Construção e Infraestrutura
Desenvolvimento Imobiliário
Engenharia Ambiental
Petróleo e Gás
Gestão de Negócios
Naval e Offshore
Perfuração e Produção de Petróleo e Gás
Subsidiárias Construtora Queiroz Galvão
Queiroz Galvão Naval
Vital Engenharia Ambiental
Queiroz Galvão Desenvolvimento de Negócios
Queiroz Galvão Óleo e Gás
Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário
QGEP Participações
Queiroz Galvão Participações em Egenharia e Construções
Faturamento Aumento R$ 9,27 bilhões (2012)[2]
Página oficial www.qgep.com.br/

O Grupo Queiroz Galvão S.A. é um conglomerado industrial brasileiro.[3] Foi fundado no Recife, em Pernambuco, e tem sede na capital fluminense, Rio de Janeiro.[1]

Presente em todos os estados brasileiros e em outros países da América Latina e da África, também exporta seus produtos para os Estados Unidos, Canadá e Europa, empregando cerca de 40 mil trabalhadores. Originado no segmento de Construção, hoje atua em diversos setores, destacando-se os de Óleo e Gás, Exploração e Produção, Siderurgia, Cimento, Engenharia Ambiental, Participações e Concessões, Desenvolvimento Imobiliário.

O grupo é controlado pela família Queiroz Galvão, representada por Antonio de Queiroz Galvão, presidente do Conselho de Administração.[4]

História[editar | editar código-fonte]

O Grupo Queiroz Galvão nasceu em abril no ano de 1953, no Recife, em Pernambuco. Os irmãos Antonio, Mário, João e Dario de Queiroz Galvão criaram uma pequena empresa de engenharia que se transformou num dos maiores grupos empresariais do Brasil.[5]

Em 1963, a empresa transfere sua sede para o Rio de Janeiro, então especializada em construir estradas, seguiu crescendo, atravessando as fronteiras estaduais, buscando participar dos mais diversos segmentos da economia. Operando nas áreas de exploração de Petróleo e Gás; Siderurgia, Agropecuária e Alimentos; Transportes Urbanos; Concessões de Serviços Públicos e na área financeira através do banco BGN S.A., o grupo Queiroz Galvão inicia a sua diversificação. Nos anos seguintes, presente em todo o território nacional, passou a atuar em países sul-americanos - Uruguai, Peru e Bolívia e sul da Africa, levando ao exterior a marca da Queiroz Galvão.

O primeiro desafio da Construtora na América Latina foi a barragem de Paso Severino, obra hídrica que abastece a cidade de Montevidéu, capital do Uruguai. Na Bolívia, a Construtora executa o trecho Tarija–Potosí da Ruta F-1 Panamericana e o trecho Potosí-Cotagaita da Ruta F-14, totalizando 440 km de rodovia em pavimento rígido.

Também foi responsável pela construção do trecho La Paz-Desaguadero, na fronteira com o Peru (95 km de extensão) e Padcaya-La Mamora-Emboruzú-Bermejo, fronteira com a Argentina (126 km de extensão). Ambos foram realizados sobre a Ruta F-1 do Sistema Vial Boliviano. A Queiroz Galvão executou também o trecho Ascención-San Pablo, com extensão de 114 km, da Rodovia Santa Cruz de la Sierra-Trinidad.

Entre outros importantes projetos rodoviários executados no Peru, a construtora participa do trecho Puente Inanbari-Azangaro do Corredor Bioceânico Sur (Brasil-Peru). No Chile, a empresa realiza as obras de construção da Hidrelétrica La Higuera, na localidade de San Fernando, com capacidade instalada de 155 MW.

Principais obras no Brasil[editar | editar código-fonte]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

A Justiça Federal determinou o bloqueio de um crédito de R$163 milhões que a Queiroz Galvão teria de receber do governo do estado de Alagoas.[6] A medida é relativa a um crédito de precatório da empreiteira junto ao Estado de Alagoas – não tem relação com o cartel de empreiteiras que assumiram o controle de contratos bilionários na Petrobrás. “Entre as empreiteiras envolvidas no esquema criminoso, encontrar-se-ia a Construtora Queiroz Galvão S/A e os respectivos dirigentes Ildefonso Colares Filho e Othon Zanóide de Moraes Filho”, anotou o Juiz Sérgio Moro na decisão em que manda sequestrar R$ 163 milhões da empreiteira.[7][8]

Referências

  1. a b «Presença da Queiroz Galvão é forte em Pernambuco». jconline.ne10.uol.com.br. Consultado em 2016-06-12. 
  2. JC Online (27 de outubro de 2013). «Queiroz Galvão faz 60 anos e quer mais expansão». UOL. Consultado em 7 de abril de 2016. 
  3. a b c d e f g h «Queiroz Galvão - Construção Brasil». Grupo Queiroz Galvão. Consultado em 7 de abril de 2016. 
  4. «Queiroz Galvão - Administração». Queiroz Galvão. Consultado em 7 de abril de 2016. 
  5. «História». Grupo Queiroz Galvão. Consultado em 7 de abril de 2016. 
  6. «Justiça bloqueia R$ 163 milhões de empreiteira investigada na Lava Jato». Folha de S.Paulo. 8 de abril de 2015. Consultado em 7 de setembro de 2015. 
  7. Fausto Macedo (8 de abril de 2015). «Lava Jato bloqueia mais de R$ 160 mi da Queiroz Galvão». Estadão. Consultado em 7 de abril de 2016. 
  8. Flávio Ferreira (8 de abril de 2015). «Justiça bloqueia R$ 163 milhões de empreiteira investigada na Lava Jato». Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de abril de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]