Quentecaus II

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Quentecaus II
Quentecaus no trono. Museu Nacional de Praga
Rainha-consorte do Egito
Antecessor(a) Meretenebeti
Sucessor(a) Quentecaus III?
 
Cônjuge Neferircaré
Enterro Pirâmide de Quentecaus II
Filho(s)
Religião Politeísmo egípcio
Titularia
Nome
xnt
t
kA kA
kA
s
(Ḫntkaws)
Título
M23
X1
L2
X1
M23
X1
L2
X1
G14
(Mw.t-nsw-bi.tj-nsw-bi.tj)

Quentecaus II (em egípcio: Ḫntkaws) foi uma rainha do Antigo Egito, esposa do faraó Neferircaré da V dinastia e mãe dos faraós Neferefré e Raturés.[1] Teve um complexo funerário em Abusir perto do complexo de seu marido, cuja ereção foi iniciada por seu cônjuge, mas terminada sob Raturés.[2]

Vida[editar | editar código-fonte]

Quentecaus era a esposa de Neferircaré. O complexo de sua pirâmide foi iniciado durante o reinado de seu marido, quando seu título era ainda o da esposa do rei (hmt nswt). A construção de sua tumba foi interrompida, possivelmente quando o marido morreu, e depois foi retomada durante o reinado de seu filho. Depois que o prédio foi retomado, seu título era a mãe do rei (mwt nswt).[3][4] Quentecaus é mostrada num bloco com seu marido Neferircaré e um filho chamado Ranefer (B).[1] Um fragmento calcário foi achado no complexo da pirâmide, mencionando a princesa Reputenebeti e o príncipe Quenticauor. Do contexto, pensam que talvez a princesa fossem netos de Quentecaus e filhos de Raturés;[5] em publicação anterior, Vivienne Gae Callender e Miroslav Verner propuseram que Reputenebeti era filha de Neferircaré.[6]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Quentecaus deteve vários títulos, inclusive Mwt-neswt-bity-neswt-bity, que tinha em comum com Quentecaus I, mas cujo significado é dúbio e poderia significar mãe dos reis duplos, ou rei duplo e mãe do rei duplo. Outros títulos detidos por ela incluem "Grande do cetro hetés" (wrt-hetes), "Ela que vê Hórus e Sete" (m33t-hrw-stsh), "Grande de louvores" (wrt-hzwt), "Esposa do rei" (hmt-nisw), "Esposa do rei, sua amada" (hmt-nisw meryt.f), "Sacerdotisa de Bapefé" (hmt-ntr-b3-pf), "Sacerdotisa de Tjazepefé" (hmt-ntr-t3-zp.f), "Diretora dos açougueiros na casa acácia (khrpt-sshmtiw-shndt), "Assistente de Hórus" (kht-hrw), "filha de Deus" (s3t-ntr), "Companheira de Hórus" (smrt-hrw e tist-hrw).[7] Ela também é citada como mãe do rei nos papiros de Abusir.[8]

Referências

  1. a b Dodson 2004, p. 65.
  2. Tyldeslay 2006, p. 54-55.
  3. Verner 1997, p. 109ff.
  4. Verner 1999, p. 332ff.
  5. Callender 2011, p. 133.
  6. Verner 2002, p. 152.
  7. Grajetzki 2005.
  8. UCL 2002.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Callender, Vivienne Gae (2011). «Curious Names of Some Old Kingdom Royal Women». The Journal of Egyptian Archaeology. 97: 127-142 
  • Dodson, Aidan; Hilton, Dyan (2004). The Complete Royal Families of Ancient Egypt. Londres: Thames & Hudson. ISBN 0-500-05128-3 
  • Grajetzki, Wolfram (2005). «Khentkaus II». Ancient Egyptian Queens: A Hieroglyphic Dictionary. Londres: Golden House Publications. ISBN 978-0-9547218-9-3 
  • Tyldeslay, Joyce (2006). Chronicle of the Queens of Egypt. From Early Dynastic Times fo the Death of Cleopatra. Londres: Thames & Hudson 
  • Verner, Miroslav (1997). «Further Thoughts on the Khentkaus Problem». Discussions in Egyptology. 38. ISSN 0268-3083 
  • Verner, Miroslav (1999). «Die Pyramide der Chentkaus II». Die Pyramiden (= Rororo 60890 rororo-Sachbuch). Reinbek: Rowohlt-Taschenbuch-Verlag 
  • Verner, Miroslav; Callender, Vivienne Gae (2002). Djedkare's family cemetery Vol. VI. Praga: Instituto Checo e Egiptologia