Quixeramobim

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Município de Quixeramobim
"A terra de Antônio Conselheiro"
Em sentido horário, começando no canto superior esquerdo: Memorial de Antônio Conselheiro, Igreja Matriz, Ponte Metálica e Prefeitura Municipal.

Em sentido horário, começando no canto superior esquerdo: Memorial de Antônio Conselheiro, Igreja Matriz, Ponte Metálica e Prefeitura Municipal.
Bandeira de Quixeramobim
Brasão de Quixeramobim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de agosto
Fundação 14 de agosto de 1856 (160 anos)
Gentílico quixeramobinense
Lema Paz e Cidadania
Padroeiro(a) Santo António de Lisboa
Prefeito(a) Cirilo Pimenta (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Quixeramobim
Localização de Quixeramobim no Ceará
Quixeramobim está localizado em: Brasil
Quixeramobim
Localização de Quixeramobim no Brasil
05° 11' 56" S 39° 17' 34" O05° 11' 56" S 39° 17' 34" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Sertões Cearenses IBGE/2008 [1]
Microrregião Sertão de Quixeramobim IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Madalena, Leste: Quixadá, Banabuiú e Choró, Sul: Senador Pompeu, Solonópole e Pedra Branca, Oeste: Boa Viagem
Distância até a capital 203 km
Características geográficas
Área 3 275,838 km² [2]
População 75 565 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 23,07 hab./km²
Altitude 191 m
Clima Semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,642 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 405 315,389 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 5 636,26 IBGE/2010[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.quixeramobim.ce.gov.br/

Quixeramobim é um município brasileiro do estado do Ceará, localizado na Mesorregião dos Sertões Cearenses. É a segunda maior cidade do sertão central, com uma população de 75 565 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O volume 16º da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros conta que, segundo a tradição, os primitivos habitantes da região eram os índios quixarás. Os primeiros civilizados que penetraram aquelas terras vieram do Jaguaribe, seguindo o Rio Banabuiú. Eram membros das famílias Correia Vieira e Rodrigues Machado, que ali se estabeleceram com fazendas de criar. A povoação parece ter nascido precisamente dessas fazendas [6].

Em 7 de novembro de 1702, o Capitão-mor Francisco Gil Ribeiro, governador da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, concedeu as primeiras sesmarias às margens do Rio Ibu, nome pelo qual os indígenas daquela época chamavam o atual Rio Quixeramobim.

Dentre as sesmarias concedidas, uma coube ao alferes Francisco Ribeiro de Sousa, cujas terras passaram, posteriormente, a Gil de Miranda e sua mulher Ângela de Barros, bem como ao padre Antônio Rodrigues Frazão. Aos segundos possuidores, comprou-as o Capitão Antônio Dias Ferreira, português, natural da cidade do Porto e nelas fundou a fazenda "Boqueirão de Santo Antônio", iniciando, em 1730, nesse local, a construção de uma capelinha da qual veio a se tornar orago o taumaturgo Santo Antônio de Pádua, mais tarde Santo Antônio de Quixeramobim [6].

Antônio Dias Ferreira tornou-se elemento de fortuna avultada, possuindo vinte léguas de terras, a começar do lugar Espírito Santo, além de Boa Viagem, até a barra do Sitiá, onde tinha grandes fazendas de cavalos e mulas, com feitorias de escravos de Angola. O rico devoto, construindo aquele templo, o fez com empenho e magnificência, até mandando vir artistas de Portugal.

À referida capela, o capitão Antônio Dias Ferreira doou meia légua de terras "com trinta vacas cituadas", tendo custeado, ainda, as grandes reformas por que passou aquele templo.

Em 15 de novembro de 1755, esse templo é elevado à categoria de matriz, com a criação da paróquia, por provisão do religioso carmelita Frei Manuel de Jesus Maria, autorizado pelo bispo de Pernambuco, D. Francisco Xavier Aranha.

Em 22 de fevereiro de 1789, o governador de Pernambuco, D. Tomás José de Melo, em face da Carta Régia de 22 de julho de 1766, autoriza ao Dr. Manuel de Magalhães Pinto e Avelar de Barbedo, ouvidor-geral da comarca do Ceará, a elevar à categoria de vila a então povoação de Santo Antônio do Boqueirão de Quixerarnobim, instalando-se o município no dia 13 de junho de 1789, com a denominação de Nova Vila do Campo Maior [6].

A casa da câmara, de estilo colonial, teve sua construção iniciada em 1818, concluindo-se os trabalhos em 1857.

Compunham a primeira câmara municipal: juízes ordinários - sargento-mor José Pimenta de Aguiar e capitão-mor Antônio Pinto Borges; vereadores - José dos Santos Lessa, Antônio José Fernandes do Amaral e Antônio das Virgens Lisboa; procurador - Domingos de Carvalho Andrade; e juiz de órfãos - tenente-general Vicente Alves da Fonseca.

A Confederação do Equador, no Ceará, teve início em Quixeramobim, quando a Câmara Municipal, no dia 9 de janeiro de 1824, declara decaída a Dinastia Bragantina e proclama uma República, como represália à atitude de Dom Pedro I em dissolver a Assembléia Constituinte e querer outorgar ao País uma constituição sem anuência do povo brasileiro.

A primeira escola pública de meninos, criada pela Lei Nº 1827, tinha como primeiro professor a Pedro Jaime de Alencar Araripe; a escola, para meninas, era dirigida pela professora Joana Antônio do Sacramento.

Na terceira década do Século XIX o município foi palco de terríveis lutas, entre Araújos e Maciéis, descritas em Os Sertões, de Euclides da Cunha, ao registrar antecedentes da família de Antônio Conselheiro.

No último quartel do Século XVIII, o tenente-general Vicente Alves da Fonseca construiu, nas terras de sesmarias do riacho Pirabibu, que lhe foram concedidas pelo capitão-mor João Teyve Barreto de Menezes, em 23 de novembro de 1744, o primeiro açude público do Ceará [6].

A Nova Vila do Campo Maior, pela Lei Nº 770, de 14 de agosto de 1856, adquiriu foros de cidade, com a simples denominação de Quixeramobim.

A partir de 1857 o templo de Santo Antônio, não obstante a reforma que lhe fez, em 1789, o capitão Narciso Gomes da Silva, natural do Cabo (Pernambuco), já não comportava o número de fiéis que o frequentavam. Terrível febre epidêmica ocorrida na cidade não permitiu que continuasse, na penultima década do Século XIX, a necessária reforma, vindo esta a ser reiniciada em 1902, por monsenhor Salviano Pinto Brandão, entregues os trabalhos à orientação do coronel Rafael Pordeus da Costa Lima. Concluída, em 1916, a matriz, com suas duas torres e frontespício neoclássico, é um monumento de rara beleza [6].

A comarca de Quixeramobim, instituída em 6 de março de 1833, teve como primeiro juiz de direito o Dr. Antônio Pereira Ibiapina, cognominado mais tarde "Apóstolo do Nordeste", pelas inúmeras obras de assistência moral e social prestadas às populações sertanejas das províncias do Ceará, Paraíba e Pernambuco.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Em 1755 foi criado o distrito de Quixeramobim (sem município). Em 13 de junho 1789, foi elevado à categoria de vila, e 1856 (90 anos depois) é elevado à categoria de cidade. Em 1910, Quixeramobim tem criado seu primeiro distrito: São João. Em 1912 Uruquê também se torna distrito. Em 1933 mais 4 distritos: Boa Viagem, Canafístula, Madalena e Olinda. No mesmo ano Uruquê tem seu nome mudado para Francisco Sá. No mesmo ano de 1933, mais distritos: Algodão e Belém. Em 1933 os distritos Boa Viagem e Olinda se desmembram para formar o novo município de Boa Viagem. Em 1936, mais dois distritos: Belém Quirim e São José de Castro. Em 1938, os distritos tiveram uma mudança de nome: São José de Castro mudou o nome para Castro, Canafístula muda o nome para Pirabibu, Francisco Sá volta a se chamar Uruquê, e São João muda o nome para Lacerda, e Belém Quirim volta a ser um simples povoado.

Em 1943 o distrito de Belém mudou o nome para Itatira, Algodão mudou o nome para Manituba, e Castro mudou o nome para Macaoca. Em 1951, Itatira é elevada à categoria de município, e no mesmo ano, o povoado Passagem torna-se distrito de Quixeramobim. Em 1953 mais dois distritos: Encantado e São Miguel. Em 1986, os distritos de Macaoca e Madalena se desmembram de Quixeramobim para formar o novo município de Madalena. Em 1990, o distrito Pirabibu muda o nome para Algodões, e é elevado à categoria de vila. Em 1990 mais dois distritos: Nenelândia e Belém. Em 1994 o distrito Algodões muda o nome para Damião Carneiro.

Atualmente Quixeramobim tem 12 distritos:

  1. Belém
  2. Berilândia
  3. Damião Carneiro
  4. Encantado
  5. Lacerda
  6. Manituba
  7. Nenelândia
  8. Passagem
  9. Paus Brancos
  10. Quixeramobim (distrito-sede)
  11. São Miguel
  12. Uruquê

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município é banhado pelo rio Quixeramobim, o maior afluente esquerdo do rio Banabuiú. Sua divisão política é distribuída por nove distritos, além de sua sede. Marco obelisco com cerca de 10 metros de altura, em granito e aço que foi anteriormente instalado pelo IBGE que referencia o presumido ponto de equidistância geodésica do Estado; fica na Praça Dias Ferreira. Quixeramobim portanto, é conhecida como a cidade "Coração do Ceará".

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical quente semi-árido com chuvas concentradas de fevereiro a abril.[7] A pluviometria média é de 708 mm.

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

Barragem de Quixeramobim.

Praticamente todo o território do município está na bacia hidrográfica do rio Banabuiú, que corta a parte sul do seu território. Contudo, o principal curso d'água é o rio Quixeramobim que é um afluente do Banabuiú. É no rio Quixeramobim que estão as principais barragens do município, o açude Quixeramobim e o açude Fogareiro.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação presente em praticamente todo município é a caatinga arbustiva densa ou aberta, caracterizada pela presença de cactos e vegetação rasteira com árvores baixas e cheias de espinho. Apenas em uma pequena área no extremo sudoeste, próximo à fronteira com Pedra Branca ocorre a floresta caducifólia espinhosa, ou caatiga arbórea.[7]

Sua cobertura vegetal tem sofrido grande intervenção desde a fundação do município, através de desmatamentos e queimadas com o objetivo de preparar o solo para a agricultura e, em grande parte, para a pecuária extensiva.


Administração pública[editar | editar código-fonte]

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

Quixeramobim está dividido em doze unidades, a Sede e mais onze distritos: Belém, Berilândia, Nenelândia, Uruquê, Lacerda, Paus Brancos, Damião Carneiro, Passagens, São Miguel, Encantado e Manituba.

Economia[editar | editar código-fonte]

Industrialização e recente crescimento[editar | editar código-fonte]

O Município caracteriza-se por ter a segunda maior produção leiteira do estado do Ceará segundo dados do IBGE para 2012[8]. Nos últimos 10 anos, vem experimentando um grande progresso econômico com a chegada de indústrias que oferecem milhares de empregos. Isso transformou Quixeramobim no maior centro urbano do sertão central. Em 2007, a cidade ultrapassou a marca dos 68 mil habitantes e agora em 2010 já chega a mais de 73 mil habitantes.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

  • Quixeramobim Esporte Clube: time pioneiro no futsal da região centro único da região a chegar até uma final de campeonato estadual feito acontecido no ano de 2010.[carece de fontes?]
  • Portuguesa Futebol Clube do Jaime Lopes: com fundação nos anos de 2009 e 2010 tendo na presidência e no comando técnico "Moura" que em sua a primeira participação no certame local consegui um feito inédito de chegar até a final e ganhar o campeonato.[carece de fontes?]
  • Cruzeiro da 14 de agosto: o maior time do município e maior vencedor do campeonato municipal.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking IDH-M Ceará» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de setembro de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 09 set. 2013. 
  6. a b c d e IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume I. Rio de Janeiro, edição do IBGE, 1957
  7. a b dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  8. «IBGE - Produção de Leite de Vaca». IBGE. 2013. Consultado em 15/01/2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]