Rádio Nacional Rio de Janeiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Rádio Nacional Rio de Janeiro
{{{alt}}}
EBC - Empresa Brasil de Comunicação S/A
País  Brasil
Frequência(s) AM 1130 kHz
OC 9705 kHz (31m)
OC 11875 kHz (16m)
Antigas frequências:
980 kHz (1936-1976)
Sede Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, RJ
Avenida Gomes Freire, 474 - Lapa
MAPA
Fundação 12 de setembro de 1936 (80 anos)
Pertence a Rádios EBC (EBC)
Proprietário Governo Federal
Formato Emissora pública
Género Entretenimento, Jornalismo e Esportes
Faixa etária Todas as idades
Afiliações Rádio Nacional
Idioma (português brasileiro)
Prefixo ZYJ 460 (AM)
ZYE 768 (OC - 31m)
Prefixo(s) anterior(es) PRE 8 (AM)
Emissoras irmãs Rádio MEC
TV Brasil Rio de Janeiro
Cobertura Estado do Rio de Janeiro (AM)
Nacional (via satélite/OC)
Coord. do transmissor 22° 48' 0.5" S 43° 4' 11.7" O
Potência 100 kW (AM)
Webcast Ouça ao vivo
Sítio oficial radios.ebc.com.br/nacionalrioam
Último
Rádio Philips
Próximo

Rádio Nacional Rio de Janeiro é uma emissora de rádio brasileira sediada na cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. Opera no dial AM, na frequência 1130 kHz. A emissora pertence a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão do Governo Federal responsável pela administração das emissoras de rádio e TV educativas do país. Além disso é uma das geradoras da Rede Nacional de Rádio, juntamente com a Rádio Nacional de Brasília. Seus estúdios estão na sede da TV Brasil Rio de Janeiro na Lapa, e sua antena de transmissão está no Loteamento Jardim da Luz, na Ilha de Itaoca, em São Gonçalo.

A emissora foi a primeira a ter alcance em praticamente todo o território do Brasil. Tinha, então, o prefixo PRE-8, com o qual também era identificada pelos ouvintes. Tornou-se um marco na história do rádio brasileiro. Até a 1975 operava em 980 kHz e, desde então, opera na faixa de 1130 kHz, com o prefixo ZYJ-460.

História[editar | editar código-fonte]

Dorival Caymmi em 1938, com o microfone da Rádio Nacional, PRE-8

Quando foi criada, em 12 de setembro de 1936, a transmissão teve início às 21 horas, com a voz de Celso Guimarães, que anunciou: "Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!". Depois, vieram os acordes de "Luar do Sertão" e uma bênção do Cardeal da cidade.[1] Inicialmente uma empresa privada, foi estatizada pelo Estado Novo de Getúlio Vargas em 8 de março de 1940 que a transformou na rádio oficial do Governo brasileiro.

Mais interessado no poder e na penetração do rádio como instrumento de propaganda o Estado Novo permitiu que os lucros auferidos com publicidade fossem aplicados na melhoria da estrutura da rádio o que permitiu que a Rádio Nacional mantivesse o melhor elenco de músicos, cantores e radioatores da época, além da constante atualização e melhoria de suas instalações e equipamentos.

Em 1941, a Rádio Nacional apresentou a primeira radionovela do país, "Em busca da Felicidade" e, em 1942, inaugurou a primeira emissora de ondas curtas, fato que deu aos seus programas uma dimensão nacional.[2]

A rádio também contava com programas de humor como: "Edifício Balança mais não cai" que contava com Paulo Gracindo, Brandão Filho, Walter D’Ávila, entre outros, e "PRK-30" que simulava uma emissora clandestina que "invadia" a freqüência da Rádio Nacional, o programa era escrito, dirigido e apresentado por Lauro Borges e Castro Barbosa, ele parodiava outros programas, inclusive da própria Rádio Nacional, propagandas e até cantores e músicas.[2]

Foi pioneira também no radiojornalismo quando, em 1941, durante a II Guerra Mundial, criou o Repórter Esso. Criado basicamente para noticiar a guerra sob o ponto de vista dos aliados, o Repórter Esso acabou criando um padrão inédito de qualidade no radiojornalismo brasileiro que, até então, limitava-se a ler no ar as notícias dos jornais impressos. Com o seu modo austero e preciso de noticiar, o Repórter Esso fez escola e serviu de modelo para diversos outros programas de notícias que se seguiram, até mesmo na televisão. O Repórter Esso ficou no ar até 1968 e seu slogan era: "a testemunha ocular da história".[2]. Teve como seus maiores locutores Heron Domingues, Celso Guimarães, César Ladeira, entre outros.

Dos anos 1930 até o final dos anos 1950, o rádio possuía um enorme "glamour" no Brasil. Ser artista ou cantor de rádio era um desejo acalentado por milhares de pessoas, especialmente os jovens. Pertencer aos "cast" de uma grande emissora como a Rádio Nacional era suficiente para que o artista conseguisse fazer sucesso em todo o país e obtivesse grande destaque e prestígio.[2]

Atualmente, parte significativa do acervo da Rádio encontra-se no Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro. Trata-se da "Coleção Rádio Nacional", constituída por 31 mil discos de 78 rpm, mais os discos de acetato referentes a 5.171 programas, 1.873 de gravações musicais inéditas, 88 de prefixos, 82 de "jingles" e 7 de efeitos, todos já copiados em CDs. Há, ainda, cerca de 20 mil arranjos e 1.836 "scripts".[2]

Em 2012, a Rádio Nacional deixou o Edifício ''A Noite'', que foi sua sede por 76 anos, por ocasião da sua reforma, e se instalou na sede da TV Brasil Rio de Janeiro na Lapa. A previsão era de que após a conclusão da reforma do edifício em 2016, a emissora retornasse ao local, no entanto, a Secretaria de Patrimônio da União anunciou o leilão do prédio, com um contrato de permuta onde a vencedora do leilão terá que construir uma sede nova para a emissora e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial.[3][4]

Referências

  1. O NASCIMENTO DA RÁDIO NACIONAL A Era do Rádio.
  2. a b c d e :Nas ondas da Rádio Nacional para todo o Brasil RÁDIO MEC. (Julho, 2009).
  3. Candida, Simone (09-09-2016). «Edifício A Noite, na Praça Mauá, será posto à venda». O Globo. Consultado em 14-09-2016. 
  4. Platonow, Vladimir (13-09-2016). «Nos 80 anos da Nacional, artistas pedem permanência da rádio no Edifício A Noite». Agência Brasil. Consultado em 14-09-2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]