TMC São Paulo
TMC São Paulo
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|---|---|
| Logotipo da TMC | |
| Rádio Transamérica de São Paulo Ltda.[1] | |
| País | Brasil |
| Frequência(s) | 100,1 MHz |
| Sede | São Paulo, SP |
| Slogan | Quem escuta, sabe |
| Fundação | agosto de 1976 |
| Fundador | Aloysio Faria |
| Pertence a | Grupo Camargo de Comunicação |
| Proprietário(s) | João Camargo Neneto Camargo |
| Antigo(s) proprietário(s) | Conglomerado Alfa (1976–2025) |
| Formato | comercial |
| Gênero | jornalismo esportes |
| Afiliações | TMC |
| Afiliações anteriores | Transamérica FM (1976–2000) Transamérica Pop (2000–2019) Rede Transamérica (2019–2025) |
| Idioma | português |
| Prefixo | ZYD803[1] |
| Nome(s) anterior(es) | Transamérica FM São Paulo (1976–2000) Transamérica Pop São Paulo (2000–2019) Transamérica São Paulo (2019–2025) |
| Emissoras irmãs | |
| Coord. do transmissor | [1] |
| Dados técnicos | Potência ERP: 202,8 kW[2] Classe: E2[1][2] RDS: sim[2] |
| Agência reguladora | Anatel |
| Informação de licença | CDB |
| Webcast | tmc |
| Página oficial | tmc |
A TMC São Paulo é uma estação de rádio comercial brasileira de São Paulo, capital do estado homônimo, transmitida na frequência de 100,1 MHz em FM. É a cabeça de rede da TMC, que conta com outras cinco filiais pelo Brasil. Seus estúdios e equipamentos estão localizados no Alto de Pinheiros e a transmissão é realizada pela Torre Transamérica, uma das maiores da capital. Com uma potência efetiva de 400 kW, é portanto a rádio FM mais potente das Américas[3], superando a WBCT de Grand Rapids, Michigan, EUA com 320 kW.[4]
História
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Cabeça de rede da programação da Rede Transamérica, a Transamérica FM de São Paulo foi a terceira a estrear e integrar a rede após as inaugurações em Recife e Brasília, ambas em agosto de 1976.[5] A programação gravada na capital paulista era enviada para as filiais por meio de fitas de rolo e era essencialmente musical, segmentada ao formato adulto-contemporâneo (MPB, jazz, blues e música instrumental) voltado as classes A e B[6], trazendo também pequenos boletins informativos sobre cultura e economia.
Com o declínio de audiência da rede a partir da década de 1980, a Transamérica FM investe na dance music em sua programação. A década também ficou marcada por um investimento no público jovem. Em novembro de 1983, a Transamérica inaugurou um moderno estúdio de gravação, considerado pela emissora um dos cinco melhores do mundo. O espaço era alugado para artistas que gostariam de gravar seus LPs — a meta era atrair artistas de fora.[7] No fim da década, a Transamérica FM viu sua audiência crescer em praticamente 1 ano. Em setembro de 1985, quando implantou a programação ao vivo, aparecia em 15.º lugar na pesquisa do Ibope, conseguindo no ano seguinte a segunda colocação, disputando audiência com a Rádio Cidade e a Jovem Pan 2 (líder na ocasião).[8]
A partir de 1990, a Transamérica FM passa a liderar a audiência em São Paulo e faz sucesso com seus programas de humor, principalmente por suas paródias musicais.[9][10] Nesta década, a rede passa a ser transmitida via satélite. A emissora também conquistou a liderança entre as rádios que faziam transmissão da Copa do Mundo de 1990. A fase de liderança da Transamérica acabou em 1993, com a ascensão da Transcontinental FM investindo em pagode e das estações voltadas às classes C, D e E. A partir de então, declinou em colocações de audiência até o final da década.[11] Em 1995, a programação musical deixa de dar destaque para a dance music e passa a dar destaque ao rock nacional.[12] Em 1997, a grade musical passa a adotar o formato atual com uma combinação de vários estilos musicais, como o rock, o reggae, o dance e a música pop.[13]
No ano 2000, a Rede Transamérica se divide em três vertentes, sendo que a emissora de São Paulo passa a adotar a vertente Pop e começa a investir mais em programação esportiva com a estreia do Transamérica Esporte Clube. Também neste ano, a emissora corta relações com o Ibope por não concordar com os métodos de medição. Em 2001, estreia a Transamérica Esportes, equipe esportiva responsável por transmissões e programas do gênero. Mesmo com os investimentos e o bom retorno da grade esportiva, a Transamérica Pop amargou a 17.ª colocação em audiência em 2003.[11] Em resposta, a emissora iniciou uma campanha contra o instituto em spots lançados durante a programação.[14]
Em 2018, a Transamérica Pop de São Paulo foi incluída na plataforma de streaming PlayPlus.[15] Em julho de 2019, após 22 anos de emissora e 14 de 2 em 1, Gislaine Martins e Ricardo Sam deixam a Transamérica por conta de um novo alinhamento no formato da rede que foi implantado na emissora no período.[16]
Em 2019, com a mudança de formato da Rede Transamérica e a unificação de suas portadoras (Pop, Light e Hits) a Transamérica passou a adotar o formato jovem/adulto, com foco no Pop e no Rock nacional e internacional com o objetivo de atrair um público entre 25 e 49 anos.[17] Com isso, a até então Transamérica Pop São Paulo passa a se chamar Transamérica São Paulo.
Referências
- ↑ a b c d Relatório do Canal (Relatório). Anatel
- ↑ a b c «Lista de Rádios online - Dial / Cidade: São Paulo». Tudoradio.com
- ↑ «Dials - São Paulo». tudoradio.com. Consultado em 17 de setembro de 2018
- ↑ «Map of radio stations in North America». World Radio Map. Consultado em 17 de setembro de 2018
- ↑ «Jornal de Hoje». Diário de Pernambuco. 30 de julho de 1976. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «Transamérica». Diário de Pernambuco. 23 de julho de 1981. p. B5. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «Transamérica quer atrair artistas estrangeiros». Folha de S.Paulo. 30 de novembro de 1983. p. 5. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Leão Serva (30 de setembro de 1986). «Transamérica é 2.º lugar em FM». Folha de S.Paulo. p. 34. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Jean-Yves de Neufville (18 de março de 1990). «Transamérica faz pesquisa para manter liderança». Folha de S.Paulo. p. E-7. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ «Transamérica parodia Titãs e goza a seleção». Folha de S.Paulo. 30 de junho de 1990. p. E-3. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ a b Laura Mattos (9 de abril de 2003). «O ibope de 1993 a 2003 e a queda da Transamérica». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Marcel Plasse (5 de junho de 1995). «Transamérica FM troca dance pelo rock de Green Day e Elastica». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Alex Periscinoto (28 de julho de 1997). «Na Transamérica, o ouvinte é "o crítico"». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Laura Mattos (4 de junho de 2003). «Pan e Transamérica entram em guerra contra Ibope e Cia.». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Carlos Massaro (30 de outubro de 2018). «Transamérica se junta a outras rádios na plataforma PlayPlus». Tudo Rádio. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Carlos Massaro (12 de julho de 2019). «Ricardo Sam e Gislaine Martins deixam a equipe da Transamérica em São Paulo». Tudo Rádio. Consultado em 20 de julho de 2019
- ↑ Daniel Starck (23 de julho de 2019). «Em comunicado, Transamérica confirma unificação gradativa das portadoras Pop e Hits». Tudo Rádio. Consultado em 24 de dezembro de 2019
