Rádio no Brasil
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A Radiodifusão no Brasil começou oficialmente em 7 de setembro de 1922, no dia da Independência do Brasil, sendo a primeira transmissão um discurso do então Presidente Epitácio Pessoa,[1] porém a instalação do rádio de fato ocorreu apenas em 20 de abril de 1923 com a criação da "Rádio Sociedade do Rio de Janeiro", idealizada por Roquette-Pinto. Ele tentou convencer o governo de comprar os equipamentos necessários da empresa Westinghouse, porém não obteve sucesso e a aquisição foi feita pela Academia Brasileira de Ciências.[2]
Porém, a primeira transmissão data de 1893, feita pelo padre Landell de Moura. Em 1899, Landell fez a primeira transmissão com voz humana.[3] Em 7 de abril de 1919, estudantes da Escola Superior de Eletricidade fundaram o Radio Clube de Pernambuco.[4]

Na década de 1930 começou a era comercial do rádio, com a permissão de comerciais na programação, trazendo a contratação de artistas e desenvolvimento técnico para o setor.[carece de fontes] A primeira rádio foi a Rádio MEC, doada por Roquette-Pinto para o Ministério da Educação. Outros marcos foram a criação da Programa Nacional, da EBC, em 1935, e a Rádio Nacional, em 1940.[2]
Rádio, fonografia e carreira de intérpretes
[editar | editar código]Pesquisas sobre indústria fonográfica indicam que, já desde a Casa Edison e as primeiras gravadoras do início do século XX, o diálogo entre disco e rádio foi decisivo para a criação de um “mercado de música” moderno no Brasil. Na primeira metade do século XX, o rádio torna-se a principal vitrine para cantores e compositores, permitindo que intérpretes como Francisco Alves, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Carmen Miranda e, mais tarde, Angela Maria e Cauby Peixoto se convertessem em ídolos nacionais graças à combinação de discos e exposição constante em programas radiofônicos[5].
Com o surgimento das Radionovelas e da popularização da programação, na década de 1940, começou a chamada era de ouro do rádio brasileiro, que trouxe um impacto na sociedade brasileira semelhante ao que a televisão produz hoje.
Orquestras de rádio como laboratório musical
Na década de 1940, treze emissoras cariocas mantinham orquestras regulares, cinco só na Rádio Nacional[6], o que transformou o estúdio de rádio em um verdadeiro “laboratório” para arranjadores e instrumentistas[7], com produção diária de novas versões orquestrais de músicas populares. Maestros como Radamés Gnattali, Lyrio Panicali e Leo Peracchi desenvolveram, nesse contexto, uma escrita que combinava técnicas da música de concerto com ritmos populares, influenciando diretamente trilhas de cinema, bailes de cassino e gravações fonográficas nas décadas seguintes[8].
Com a criação da televisão, o rádio passa por transformações, os programas de humor, os artistas, as novelas e os programas de auditório são substituídos por reprodução de fonogramas e serviços de utilidade pública. Na década de 1960 surgiram as rádios FMS que trouxeram mais músicas para o ouvinte.[9]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «História do Rádio no Brasil». Consultado em 2 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2014
- ↑ a b Poliana Alvarenga e Viviann Barcelos (7 de setembro de 2022). «Primeira transmissão de rádio no Brasil completa 100 anos no Dia da Independência». G1 ES. Consultado em 10 de setembro de 2023. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2023
- ↑ «Rádio no Brasil: há mais de 100 anos criando e contando histórias». Ministério das Comunicações. 25 de setembro de 2021. Consultado em 10 de setembro de 2023. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2023
- ↑ «Pesquisadores estabelecem nova data de nascimento do rádio no Brasil». Agência Brasil. 15 de agosto de 2020. Consultado em 10 de setembro de 2023. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2023
- ↑ VICENTE; MARCHI, EDUARDO; LEONARDO. (2014). «Por uma história da indústria fonográfica no Brasil 1900-2010:uma contribuição desde a Comunicação Social». Unicamp. Música Popular em Revista. 1. Consultado em 14 de dezembro de 2025
- ↑ CASTRO, Ruy (2015). A noite do meu bem – A História e as histórias do samba-canção. São Paulo: Companhia da Letras
- ↑ FARIAS; VALENTE, Raphael Fernandes Lopes; Heloísa de Araújo Duarte (2020). «Criação musical na Era do Rádio: maestros e arranjadores, entre a tradição e a modernidade». Estudos em Jornalismo e Mídia, - ISSNe 1984-6924. V. 17 (Nº 2. Julho a Dezembro de 2020). Consultado em 14 de dezembro de 2025
- ↑ PEREIRA, Leandro Ribeiro (2012). «Os arranjadores da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, décadas de 1930 a 1960». PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA _ ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ. REVISTA BRASILEIRA DE MÚSIC. 25 (1). Consultado em 14 de dezembro de 2025
- ↑ «História do Rádio no Brasil», Grupo escolar