R-7 Semyorka

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Visão esquemática do míssil R-7 Semyorka.
Exemplo de um foguete R-7 na versão Vostok entrando em órbita; Primeiro estágio separado.

O R-7 Semyorka foi o primeiro míssil balístico intercontinental do mundo, tendo sido desenvolvido pela antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas durante a Guerra Fria.[1] O R-7 realizou 28 lançamentos entre 1957 1961, mas nunca foi utilizado operacionalmente. Um derivado, o R-7A, foi utilizado entre 1959 a 1968. Para o ocidente era conhecido pela NATO como  SS-6 Sapwood e dentro da União Soviética por GRAU indíce 8K71.

Uma versão modificada do R-7 Semyorka, conhecida como Sputnik Rocket, de dois estágios, com 19 metros de altura e 137 toneladas (10,835 toneladas sem combustível) foi utilizada para fins pacíficos ao lançar o primeiro satélite artificial Sputnik na órbita da Terra em 4 de outubro de 1957. Era a menor versão de todas do míssil.[1]

O nome amplamente utilizado "semyorka", significa "um grupo de 7" em Russo.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O R-7 media 34 metros de comprimento, 3,02 de diâmetro e pesava 280 toneladas. Era composto por dois estágios, propulsionados por motores de foguetão utilizando oxigénio líquido e querosene, e tinha a capacidade de levar a sua carga a uma até aos 8 800 km, com uma precisão de cerca de 5 km. Uma única cabeça de guerra termonuclear era carregada, que cedia uma potência equivalente a 3 megatoneladas de TNT. O lançamento inicial era ajudado por 4 boosters de combustível líquido, dispostos em paralelo, compondo o primeiro estágio. Um motor central propulsionava o veículo durante o primeiro e o segundo estágios. Cada booster incluía dois motores de Vernier e o estágio central possuía quatro.[2] O sistema de controlo era inercial, e incluia um sistema de controlo dos motores de Vernier por radio.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O desenho deste míssil começou em 1953, em Kaliningrad, Moscou pela RKK Energia. Foi utilizado pela primeira vez em 04 de Outubro de 1957, quando colocou em órbita o primeiro satélite artificial da terra, o Sputnik I. Do R-7, foram criados os foguetes das missões Vostok e Soyuz, esse último sendo utilizado até hoje.

Variantes[editar | editar código-fonte]

SS-6 Sapwood[editar | editar código-fonte]

Nome utilizado pela NATO para se referir a todas as versões do R-7, distinguidas por um sufixo no nome (e.g. Sapwood-A).

Notas e referências

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