RPC Curitiba

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RPC Curitiba
Sociedade Rádio Emissora Paranaense S.A.
Curitiba, Paraná
Brasil
Tipo Comercial
Canais Digital: 41 UHF
Virtual: 12 PSIP
Outros canais 12 (Sky)
24 (Claro TV)
12 (Oi TV)
ver mais
Analógico:
12 VHF (1960-2018)
Sede Bandeira de Curitiba.svg Curitiba, PR
Slogan Vamos juntos
Rede Rede Globo
Rede(s) anterior(es) TV Excelsior (1965-1970)
REI (1972-1976)
Fundador Nagib Chede
Pertence a GRPCOM
Proprietário Guilherme Cunha Pereira
Antigo proprietário Nagib Chede (1960-1969)
Francisco Cunha Pereira Filho (1969-2012)
Edmundo Lemanski (1969-2010)
Presidente Guilherme Cunha Pereira
Fundação 29 de outubro de 1960 (58 anos)
CNPJ 76.494.806/0001-45
Prefixo ZYB 391
Nome(s) anteriore(s) TV Paranaense (1960-2000)
RPC TV Paranaense (2000-2009)
RPC TV Curitiba (2010-2014)
Emissoras irmãs
Cobertura Cobertura - RPC Curitiba.svg
Potência 8 kW
Página oficial redeglobo.globo.com/rpc

RPC Curitiba é uma emissora de televisão brasileira sediada em Curitiba, capital do estado do Paraná. Opera no canal 12 (41 UHF digital) e é afiliada à Rede Globo. Pertence ao Grupo Paranaense de Comunicação, e retransmite a sua programação para a Região Metropolitana de Curitiba e áreas próximas. É a cabeça-de-rede da RPC, que tem cobertura estadual.

História[editar | editar código-fonte]

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

A TV Paranaense foi fundada em 29 de outubro de 1960 pelo empresário Nagib Chede, sendo a primeira emissora de televisão do estado do Paraná e ocupando o Canal 12 de Curitiba. O estúdio da primeira transmissão foi no Edifício ASA, quando Chede alugou dois apartamentos para sediar o canal.[1] A inauguração ocorreu às 19 horas daquele dia, com a presença do arcebispo Dom Manuel da Silveira d’Elboux e o então prefeito Iberê de Mattos. Após o discurso do fundador, Nagib Chede, foi exibido um episódio da série enlatada Susie, minha secretária favorita, sendo este o primeiro programa oficial da TV Paranaense.[2]

A primeira sede da emissora foi no 21º andar do Edifício Tijucas, no centro da capital. Os primeiros funcionários da emissora eram, em sua maioria, oriundos da Rádio Clube Paranaense. Em 1962 a emissora deixa o Edifício Tijucas para um grande barracão[3] na Rua Emiliano Perneta, também no Centro, o que possibilitou a montagem de grandes cenários, como a da primeira telenovela local, A Última Carícia, exibida dois anos depois, em trinta capítulos exibidos as segundas, quartas e sextas-feiras às 18h40. Apesar do sucesso, as produções seguintes não obtiveram grande popularidade.[2]

Em 1965 foi a primeira emissora do estado a utilizar o sistema de videotape. Nesse mesmo ano a TV Paranaense passou a exibir parte dos programas da Rede Excelsior, especialmente musicais e telenovelas.[4]

Nessa época o sinal da emissora chegava a outras localidades como Guarapuava, Palmas e União da Vitória, além de repetidoras em Santa Catarina, que ainda não possuía uma emissora de televisão.[2]

Quando a Excelsior enfrentava uma derradeira crise, que culminaria em sua falência em 1970, a TV Paranaense passou a exibir atrações da TV Rio e da TV Record, além de alguns programas da então novata TV Globo, da qual se tornaria afiliada.[5]

Ao mesmo tempo, a emissora esbarrava com a concorrência da TV Paraná, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, e mais tarde da TV Iguaçu, de Paulo Pimentel.

O Castelo do Batel, que abrigou a sede da RPC Curitiba entre 1969 e 2003

Em 1969,[6] com a concorrência acirrada de outras emissoras, ocorreu uma crise que culminaria na venda do controle acionário da empresa para o advogado Francisco Cunha Pereira Filho, diretor do jornal Gazeta do Povo, e para os banqueiros Edmundo Lemanski e Adolfo de Oliveira Franco Filho.[4] Com a aquisição, Francisco Cunha Pereira Filho transferiu a sede da emissora para o Castelo do Batel, antiga residência do ex-governador Moisés Lupion,[7] tornando-se um ponto de referência na capital, durante mais de trinta anos.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Antigo logotipo da TV Paranaense, utilizado entre a década de 1970 e o ano 2000

Em 1972, a direção nacional da Rede Globo decide transferir sua programação para a TV Iguaçu do ex-governador do estado, Paulo Pimentel que possuía uma qualidade técnica superior a da TV Paranaense, fazendo com que a emissora passe a ser independente com "sobras" de atrações da TV Cultura, da TV Bandeirantes e da Rede de Emissoras Independentes.[8]

Em 1976, devido a desavenças políticas de Paulo Pimentel, a Rede Globo é obrigada a transferir seu contrato de transmissão para a TV Paranaense. O governo do general Ernesto Geisel (que era contra a ascensão política de Pimentel) persegue as empresas do ex-governador. Após o imbróglio, em 1978, a TV Iguaçu fechou um contrato com a Rede Tupi, que começava a enfrentar problemas financeiros, resultando em sua falência em 18 de julho de 1980.

Após retomar sua parceria com a Rede Globo, a TV Paranaense é parcialmente adquirida pela rede de Roberto Marinho, que decide investir na produção de programas locais, como o Jornal Estadual.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Na década de 1980, a TV Paranaense passa a liderar a Rede Paranaense de Televisão, com a TV Coroados de Londrina e a TV Cultura de Maringá.[4] Mais tarde outras cinco emissoras integrariam a rede. Anos depois, a rede passa a se chamar apenas Rede Paranaense.

Em 1982, estreou em caráter experimental, a série especial Globo Shell Profissões. A proposta principal era orientar os jovens a respeito das condições e perspectivas de desenvolvimento profissional, através da oferta de informações sobre as profissões técnicas e os seus respectivos mercados de trabalho. O grande sucesso do projeto no Paraná, levou a Rede Globo a exibir o programa em rede nacional a partir do ano seguinte, nas manhãs de sábado.[9]

Em 3 de janeiro de 1983, estreou o Bom Dia Paraná, primeiro telejornal matutino da emissora, no ar até hoje. O telejornal baseou-se no modelo do Bom Dia São Paulo, que inspiraria o Bom Dia Brasil, que estreava nessa mesma época.

Em 1984, o Jornal Estadual que tinha duas edições à tarde e antes do Jornal Nacional, ganha uma 3ª edição após o Jornal da Globo, e antes do mesmo telejornal em 1987. Essa 3ª Edição foi extinta no início de 1989.

Em 1985, por intermédio de Francisco Cunha Pereira Filho, a TV Paranaense inicia a campanha televisiva Bicho do Paraná, em parceria com o Banco Bamerindus (atual HSBC), veiculada nos intervalos comerciais da emissora. A espinha dorsal da série era divulgar o talento de pessoas nascidas no Paraná. A série é considerada a mais longa da televisão brasileira,[6] ficando no ar durante dez anos ininterruptos.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em 27 de setembro de 1993, a TV Paranaense coproduziu juntamente com a Rede Globo a telenovela Sonho Meu, ambientada em Curitiba, e escrita pelo autor Marcílio Moraes.

Em 17 de julho de 1999, o principal telejornal da emissora, o Jornal Estadual, deixa de ser exibido para dar lugar ao Paraná TV, a partir de 19 de julho de 1999. O novo telejornal foi baseado no novo padrão jornalístico da Rede Globo, introduzido a partir de 2000.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000, quando comemorava 40 anos de existência, as emissoras pertencentes a Rede Paranaense passam a se chamar Rede Paranaense de Comunicação, com um logotipo único para todas as emissoras. Antes, cada emissora tinha um logotipo próprio.

Em 2003, a sede da empresa deixou o Castelo do Batel para um prédio no bairro das Mercês, próximo da torre de transmissão da emissora.

Em 26 de abril de 2005, quando a Rede Globo completou 40 anos de existência, todos os telejornais da emissora deixaram os estúdios e passaram a ser feitos na redação.

Em 22 de outubro de 2008, a RPC TV Paranaense passou a transmitir seu sinal em HDTV para Curitiba e Região Metropolitana, sendo a primeira emissora da Região Sul do Brasil a transmitir a programação nacional da Rede Globo em alta definição.

Em 29 de outubro de 2009, um ano antes de completar 50 anos, a torre da emissora passou a receber luzes, fazendo com que ela fosse vista à noite, de vários pontos da capital paranaense.[10]

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Logotipo utilizado pela emissora entre 2010 e 2014.

Em 29 de outubro de 2010, a RPC TV Paranaense completa 50 anos de existência, tendo alterações em seu logotipo e em sua nomenclatura, agora chamada de RPC TV Curitiba.

Em 28 de fevereiro de 2011, os telejornais da emissora deixaram a redação e passaram a ser feitos num estúdio, de acordo com o novo padrão jornalístico da Rede Globo, implantado em 23 de novembro de 2009 com o RJTV.

Em 15 de junho de 2013, estreou o programa Painel RPC TV, que tem como meta solucionar questões do dia-a-dia com facilidade através da participação de especialistas.[11] O programa substitui a versão local do Globo Comunidade.[12]

Em 16 de outubro de 2013, a RPC Curitiba passou a produzir e transmitir seus telejornais locais em HD,[13] sendo a primeira emissora paranaense e a primeira afiliada da Rede Globo na Região Sul a exibir sua programação nesse tipo de formato.[14]

Em maio de 2014, a equipe de jornalismo da RPC Curitiba começou a utilizar dentro do quadro Siga Curitiba o aplicativo Waze, que informa a situação das ruas da capital paranaense em tempo real.[15]

Em 28 de dezembro de 2014, foi ao ar, pela última vez, a Revista RPC, revista eletrônica exibida pela emissora nas noites de domingo, após o Fantástico.[16] Em 1º de janeiro de 2015, a emissora lançou sua nova marca, que segue o "flat design", utilizado em marcas do mundo todo até voltar o 3D, além de um novo slogan, Vamos juntos.[17]

Em 25 de abril, com a reformulação da grade da Rede Globo aos sábados, o Plug passa a ser exibido às tardes, juntamente com o novo programa de auditório da emissora, o Estúdio C, apresentado por Daiane Fardin.[18]

Em 20 de agosto de 2018, dois dos telejornais da emissora sofreram mudanças nas nomenclaturas, seguindo as mudanças na visualização gráfica e cenários: o "Paraná TV 1ª edição" passou a ser denominado de "Meio Dia Paraná" e o "Paraná TV 2° edição" para "Boa Noite Paraná". Desta maneira, depois de 19 anos a marca "Paraná TV" foi abandonada e aproximou a emissora de outras afiliadas da Rede Globo que não seguem o formato recomendado pela contratante para seus programas jornalísticos.[19] No dia 25 de agosto de 2018, estreou o jornalistico "Bom Dia Sábado", com 1 hora de duração, das 8:00 h as 9:00 h, substituindo o programa Painel RPC.[20]

Em 26 de novembro de 2018, os telejornais da emissora passaram a ser apresentados num novo o estúdio, sendo que os diurnos ("Bom Dia Paraná" e o "Meio-Dia Paraná") com uma vista panorâmica da cidade a partir de instalação de uma parede de vidro. O "Boa Noite Paraná" tem o padrão do Jornal Nacional, com a redação de jornalismo ao fundo.[21]

Programação[editar | editar código-fonte]

Sede atual da RPC Curitiba no bairro das Mercês, utilizada desde 2003

Além de retransmitir a programação nacional da Rede Globo, a RPC Curitiba produz os seguintes programas:

Transmissões esportivas[editar | editar código-fonte]

Equipe de transmissão
  • Felipe Lestar, narração;
  • Cristian Toledo, comentários;
  • Nadja Mauad, Thiago Ribeiro e Gabriela Ribeiro, repórteres

Retransmissoras[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nagib Chede conta como fundou o Canal 12 Portal de Notícias JWS
  2. a b c Maria Luiza Gonçalves Baracho (2007). «Modernidade em Preto e Branco» (PDF). Universidade Federal do Paraná. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  3. Pollianna Milan (25 de outubro de 2009). «O Paraná por trás das câmeras». Gazeta Maringá. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  4. a b c Guadalupe Fernández Presas (abril de 2003). «A Desregionalização da Televisão: Uma Análise do Fenômeno no Paraná» (PDF). Universidade Federal do Paraná. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  5. Renato Mazânek (28 de novembro de 2009). «O Nascimento da Televisão no Paraná - Parte 34». Caros Ouvintes. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  6. a b «Francisco Cunha Pereira, Em tom maior». Gazeta do Povo. 19 de março de 2009. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  7. Renato Mazânek (6 de dezembro de 2009). «O Nascimento da Televisão no Paraná - Parte 35». Caros Ouvintes. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  8. «Troca de Canal». Revista Veja. 29 de março de 1972. Consultado em 1 de junho de 2011 
  9. «Fundação Roberto Marinho - Linha do Tempo». Fundação Roberto Marinho. 2009. Consultado em 1 de maio de 2014 
  10. Pollianna Milan (29 de outubro de 2009). «RPCTV completa 49 anos de informação». Gazeta do Povo. Consultado em 1 de fevereiro de 2011 
  11. Redação RPC TV (14 de junho de 2013). «Não perca a estreia do Painel RPC TV, com Adriana Milczevsky». RPC TV. Consultado em 14 de junho de 2013 
  12. Giorgio Guedin (12 de junho de 2013). «RPC TV estreia novo programa». Blog SulBRTV.com. Consultado em 14 de junho de 2013 
  13. Redação RPC TV (16 de outubro de 2013). «RPC TV Curitiba estreia telejornais locais em alta definição». RPC TV. Consultado em 16 de outubro de 2013 
  14. Giorgio Guedin (15 de outubro de 2013). «RPC TV Curitiba estreia programação local em HD». Blog SulBRTV.com. Consultado em 16 de outubro de 2013 
  15. Redação RPC TV (19 de maio de 2014). «Novidade: RPC TV começa a usar aplicativo Waze no Siga Curitiba». RPC TV. Consultado em 23 de maio de 2014 
  16. Redação (29 de dezembro de 2014). «Revista RPC deste domingo (28) traz retrospectiva de 2014». Revista RPC. Consultado em 2 de janeiro de 2015 
  17. Redação (1 de janeiro de 2015). «RPC começa 2015 de cara nova e convida você: 'Vamos juntos?'». RPC TV. Consultado em 2 de janeiro de 2015 
  18. Carnieri, Helena (24 de abril de 2015). «RPC estreia o programa de auditório Estúdio C». Gazeta do Povo. Consultado em 12 de maio de 2015 
  19. RPC abandona marca "Paraná TV" e relança jornais com novo nome Na Telinha - UOL - acessado em 14 de agosto de 2018
  20. Bom Dia Sábado estreia neste sábado na tela da RPC portal G1 - UOL - acessado em 26 de agosto de 2018
  21. «RPC Inova E Se Encaixa Ainda Mais Na Rotina Dos Paranaenses». Portal da Propaganda. 26 de novembro de 2018. Consultado em 5 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]