Rachel Ruysch

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Rachel Ruysch
Nascimento 3 de junho de 1664
Haia
Morte 12 de agosto de 1750
Amesterdão
Cidadania Países Baixos
Progenitores Pai:Frederik Ruysch
Cônjuge Juriaen, II Pool
Ocupação botanical illustrator, pintor, desenhista
Magnum opus Vase of Flowers, Still Life with Flowers in a Glass Vase, Still life with flowers on a marble slab, Still-Life with Flowers

Rachel Ruysch (Haia, 3 de junho de 1664 - Amsterdã, 12 de agosto de 1750) foi uma pintora holandesa, especializada em natureza morta floral. Ela criou seu próprio estilo e alcançou fama internacional, comparada a Jan van Huysum em popularidade. Com uma carreira de mais de 60 décadas, ela se tornou uma das mais bem documentadas pintoras do Século de Ouro dos Países Baixos,[1] considerada uma das mais talentosas pintoras de sua época.[2]

Vida pessoal e carreira[editar | editar código-fonte]

Rachel nasceu em 1664, em Haia, filha do cientista Frederik Ruysch e de Maria Post, filha do arquiteto Pieter Post. Seu pai foi professor de anatomia e botânica, tento uma grande coleção de esqueletos de animais, amostras de minerais e botânicas, das quais Rachel se utilizou para praticar desenho.[1][3] Ainda muito nova, ela começou a pintar flores e insetos da coleção do pai, seguindo o estilo do pintor Otto Marseus van Schrieck.[4] As amostras do pai contribuíram para a técnica de Rachel, que pintava a natureza com grande destreza e precisão.[5]

Em 1679, com 15 anos, ela foi tomada como aprendiz por Willem van Aelst, um proeminente pintor especialista em flores, de Amsterdã. Rachel estudou com ele até a morte do tutor, em 1683.[6] Além de técnicas de pintura, ele a ensinou a arrumar os buquês nos vasos para parecer um arranjo espontâneo, menos formal, o que conferia um efeito mais realista. Com 18 anos, ela estava produzindo e pintando, assinando e vendendo seus trabalhos sozinha.[7] Ela mantinha contatos com outros pintores da época como Maria Moninckx, Jan Moninckx, Alida Withoos e Johanna Helena Herolt-Graff.[3]

Em 1693, ela se casou com o pintor Juriaen Pool, com quem teve dez filhos, mas ela se manteve pintando e produzindo obras de renome internacional, com o apoio de patronos.[7]

Em 1701 foi recebida na guilda dos pintores e mais tarde foi convidada para ser pintora da corte do eleitor palatino Johann Wilhelm, para quem trabalhou até 1716, ano da morte do príncipe. Pintou até seus oitenta anos, deixando uma centena de obras conhecidas.

Rachel morreu aos 86 anos, em 12 de agosto de 1750, em Amsterdã. Cerca de onze poetas escreveram poemas em sua homenagem.[1]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Rachel tinha um grande entendimento de desenho e de técnicas de tradições antigas. Esse conhecimento aperfeiçoou as suas habilidades de pintura.[8] Ela dedicava extrema atenção a cada detalhe de seu trabalho. Cada pétala foi criada minuciosamente, com um trabalho delicado do pincel.[9] Os fundos de suas pinturas são geralmente escuros, seguindo a moda das pinturas de flores da segunda metade do século XVII. As suas composições assimétricas com flores tombadas e caules silvestres criaram pinturas com uma grade energia.

Ruysch retratou diversas vezes solos da floresta protagonizados por pequenos animais, répteis, borboletas e fungos no início de sua carreira. Depois, adotou a pintura de flores como a sua maior preocupação e continuou a pintar até a sua morte, continuando o estilo do século XVII até a metade do século seguinte.[10]

A habilidade da artista está em observar cada flor de maneira totalmente realista, que é composta posteriormente em um arranjo elaborado que seria muito difícil atingir na natureza, já que as flores não suportam umas as outras tão bem nesse tipo de arranjo. Assim como a maioria das obras de flores do final do século XVII, as cores das flores são muito mais equilibradas que as presentes nas pinturas anteriores.[11]

À parte de Jan van Huysum, nenhum pintor de flores do século XVIII era comparável a Rachel Ruysch.[12]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c keyes, George S. (2004). Masters of Dutch Painting 1st ed. Detroit: Detroit Institute of Arts. pp. 212–214 
  2. Mitchell, Peter. «Ruysch, Rachel». oxfordartonline.com. Grove Art Online. Consultado em 29 de outubro de 2014 
  3. a b Chadwick, Whitney (1990). Women, Art, and Society 1st ed. Nova York: Thames and Hudson. p. 138 
  4. Universidade Wageningen (ed.). «Alida Withoos». Universidade Wageningen. Consultado em 7 de agosto de 2017 
  5. Fisher., Sterling, Susan; G., Heller, Nancy (2000). Women artists : works from the National Museum of Women in the arts. [S.l.]: National Museum of Women in the Arts. 35 páginas. ISBN 0847822907. OCLC 954866669 
  6. Mitchell, Peter. «Ruysch, Rachel». oxfordartonline.com. Grove Art Online. Consultado em 29 de outubro de 2014 
  7. a b «Rachel Ruysch». Encyclopedia.com. Encyclopedia of World Biography. Consultado em 29 de outubro de 2014 
  8. Jordi., Vigué, (2002). Great women masters of art. New York: Watson-Guptill. ISBN 0823021149. OCLC 51031133 
  9. RENRAW, R (1933). Art of Rachel Ruysch. [S.l.]: Art Index Retrospective. pp. 397–99 
  10. 1933-, Vinson, James, (1990). International dictionary of art and artists. Chicago: St. James Press. ISBN 155862001X. OCLC 24567913 
  11. 1933-, Vinson, James, (1990). International dictionary of art and artists. Chicago: St. James Press. ISBN 155862001X. OCLC 24567913 
  12. 1933-, Vinson, James, (1990). International dictionary of art and artists. Chicago: St. James Press. ISBN 155862001X. OCLC 24567913