Rachel Sheherazade

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Rachel Sheherazade
Nome completo Rachel Sheherazade Barbosa
Nascimento 5 de setembro de 1973 (43 anos)
João Pessoa
 Paraíba
Ocupação Jornalista
Apresentadora de televisão
Cônjuge(s) Rodrigo Porto (de 2005 a 2016)
Nacionalidade  Brasileira
Trabalhos notáveis

Rachel Sheherazade (João Pessoa, 5 de setembro de 1973)[1] é uma jornalista brasileira que atualmente é âncora do telejornal SBT Brasil.[2] Entre 2014 e 2015, foi âncora do tradicional Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan.[3][4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Formação e atuação[editar | editar código-fonte]

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é servidora do Tribunal de Justiça da Paraíba como jornalista desde 1994 e posteriormente como repórter correspondente da TV Justiça no estado (atualmente licenciada).[5]

Começou na mídia trabalhando na TV Correio, afiliada paraibana da Rede Record. Alguns meses depois, foi convidada para a TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo no Estado. Já em 2003, tornou-se apresentadora do Tambaú Notícias, telejornal da TV Tambaú, afiliada do SBT.[6][7]

Rachel é conhecida por diversas críticas a vários temas, inclusive os vídeos dos seus comentários têm ganhado o mundo, sendo dublados e legendados em diversos idiomas.[8] Em fevereiro de 2011, quando ainda trabalhava na TV Tambaú, criticou duramente o Carnaval na Paraíba. O vídeo foi postado no YouTube, fazendo com que a apresentadora ganhasse projeção nacional. Com isso, a apresentadora foi convidada por Silvio Santos a ir para a matriz do SBT, em São Paulo.

Desde 30 de maio de 2011 divide a bancada do SBT Brasil, principal telejornal da emissora, com Joseval Peixoto e Carlos Nascimento, de segunda a sábado.[9]

Opiniões[editar | editar código-fonte]

Em 30 de novembro de 2012, sobre a mensagem "Deus seja louvado" nas notas de real, a apresentadora afirmou que os defensores do laicismo são "ingratos" para com o cristianismo, que, segundo ela, é o responsável por princípios como liberdade, honestidade, respeito e justiça. "É no mínimo uma ingratidão à doutrina que inspirou nossa cultura, nossos valores e até mesmo a nossa própria constituição promulgada sob a proteção de Deus." Afirmou ainda que "o próximo alvo dos laicistas" será a constituição, para dali tentar tirar a referência a Deus. "Mas aí não bastará uma simples ação civil, [porque] eles terão de emendar a constituição."[10]

No dia 20 de março de 2013, Sheherazade defendeu a postura do pastor e deputado federal Marco Feliciano, conhecido por suas críticas polêmicas ao aborto, ao afirmar que ele tem o direito de manifestar opiniões e que foi eleito democraticamente.[11]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Ataque virtual[editar | editar código-fonte]

Em 26 de dezembro de 2013, no Facebook do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., professor de filosofia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, publicou a seguinte mensagem: "Meus votos para 2014: que Rachel Sherazedo (sic) seja estuprada." Logo em seguida, foi postada outra mensagem com o mesmo teor: "Votos para 2014: que a Rachel Sheherazade abrace bem forte, após ser estuprada, um tamanduá." Alertada por um amigo, Shehera­zade denunciou os ataques em seu Twitter: "Caso grave de incitação ao crime, promovido pelo Sr. Paulo Ghiraldelli ou quem se faz passar por ele. Compartilhem!" Em seguida, questionou diretamente o próprio filósofo: "Sr. Ghiraldelli, liberdade de expressão termina onde começam calúnia, difamação, ameaça, incitação ao crime! Vai aprender isso num tribunal!" No dia 30, a jornalista postou no Twitter: "Mis­são cumprida: esta manhã fui à delegacia competente representar penalmente contra meu agressor ou quem se faz passar por ele. Agora, é só aguardar as providências legais e a providência divina. Tenho a certeza de que cumpri meu papel de cidadã."[12] Ghiraldelli Jr. negou ser o autor dos votos de que Rachel Sheherazade seja estuprada em 2014, alegando que o seu Facebook teria sido invadido por hackers e apagou as mensagens de incitação à violência contra a jornalista. Ghiraldelli Jr. também negou ser o autor de outras postagens antigas ironizando Shehera­zade, encontradas em suas contas no Twitter e Facebook.[13]

Acusação de incitação à violência[editar | editar código-fonte]

Em 4 de fevereiro de 2014, Sheherazade comentou a ação de um grupo de pessoas que espancou um assaltante adolescente e o prendeu pelo pescoço a um poste com uma tranca de bicicleta, dizendo que o acontecimento era "até compreensível" e que aconteceu uma "legítima defesa coletiva" contra a violência urbana.[14][15][16][17] No comentário, a jornalista classificou o caso como resultado da "desmoralização da polícia" e da "omissão do Estado", além de dizer era "compreensível" que o "cidadão de bem" reagisse dessa maneira. Ela chamou o adolescente agredido de "marginal" e pediu, em tom irônico, aos grupos em defesa de direitos humanos que estavam com "pena" do jovem que "adotassem o bandido".[18] Meses depois alguns dos elementos, classificados pela apresentadora como "cidadãos de bem", se revelaram membros de uma gangue criminosa. [19]

Reações

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e sua Comissão de Ética emitiram uma nota de repúdio à jornalista, dizendo que ela desrespeitou o código de ética da profissão ao incitar a violência e o crime e ao desrespeitar os direitos humanos.[20] Por conta do comentário que a jornalista fez, a deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB, entrou com uma representação contra Rachel e o SBT, visto que, segunda ela, ambos "incorreram no crime de apologia e incitamento ao crime, à tortura e ao linchamento, tipificado no art. 287 do Código Penal"[21] A denúncia feita pela deputada contra a jornalista foi levada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou ver a situação com "muita preocupação" e o caso está sendo analisado pelo Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo.[18] No início de 2014, o PSOL também fez uma denúncia contra a jornalista e o SBT ao Ministério Público por apologia ao crime.[22]

Em 25 de setembro de 2014, o Ministério Público Federal iniciou uma ação civil contra o SBT pelo comentário feito por Sheherazade sobre os "justiceiros". Sheherazade terá que se retratar caso contrário o SBT terá que pagar multa de 500 mil reais por dia de atraso. Além da retratação, o Ministério Público Federal quer que o SBT pague uma indenização de 532 mil reais por dano moral coletivo.[23] Sheherazade chamou a ação do Ministério Público Federal de "descabida".[24] Em abril de 2014, Rachel voltou ao telejornal depois de 15 dias de recesso, porém o SBT decidiu barrar os comentários de seus âncoras durante o SBT Brasil, o principal telejornal da rede de televisão. Segundo a emissora "essa medida tem como objetivo preservar os apresentadores".[25][26] Em maio de 2014, no entanto, o SBT afirmou que a jornalista poderá voltar a fazer comentários ao vivo na bancada do jornal a partir do segundo semestre, mas afirmou que o conteúdo destas opiniões deverá ser menos agressivo e discutido previamente com a direção do canal.[27]

Em 30 de outubro, algumas das pessoas defendidas por Sheherazade no episódio em que amarraram um infrator a um poste foram presos durante a Operação Chafariz, iniciada dez meses antes, quando uma gangue de jovens de classe média alta começou a sair às ruas e espancar supostos infratores da lei. Eles acusados de praticarem linchamentos, roubo e furto de automóveis, receptação, estupro, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico.[19][28][29]

Em sua defesa, Sheherazade disse: "Eu defendo a justiça, não o justiçamento. Jamais defenderia a justiça com as próprias mãos. Sou cristã." E afirmou ainda que "algumas pessoas distorceram" seus comentários por conta de "interesses escusos".[30]

Defesa de Bolsonaro[editar | editar código-fonte]

Na rádio Jovem Pan, no programa do dia 10 de dezembro de 2014, ao defender o deputado Jair Bolsonaro por este ter atacado a também deputada Maria do Rosário, que segundo ele "não merecia ser estuprada"[31], a radialista veiculou notícia falsa, criada por um site humorístico.[32] Segundo citou Sheherazade, Maria do Rosário teria dito que homofóbicos mereceriam a morte e fugido da prensa de jornalistas fingindo falar ao celular - no entanto teria se enganado e usado na simulação um controle-remoto,[33],entre outras coisas, algumas delas gravadas em vídeos que comprovam a inveracidade[34].

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Trabalhos na Televisão
Ano Função Emissora
1993 Repórter TV Correio
1993 - 2003 Repórter TV Cabo Branco
2003-Licenciada Repórter TV Justiça
2003-2011 Apresentadora do Tambaú Notícias TV Tambaú
2011-Presente Apresentadora do SBT Brasil SBT

Assessoria de imprensa[editar | editar código-fonte]

Trabalhos
Ano Função Local
1994-Licenciada Jornalista TJ-PB - Vara da Infância e Juventude

Rádio[editar | editar código-fonte]

Trabalhos
Ano Função Emissora
2014-2015 Apresentadora do Jornal da Manhã[3][4] Rádio Jovem Pan

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Rachel Sheherazade foi casada por 12 anos com o corretor de imóveis Rodrigo Porto[35]. Possuem dois filhos, Clara e Gabriel.[36][37]

Referências

  1. ClickPB - Força e delicadeza: os opostos se conjugam em Rachel Sheherazade
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  5. Apresentadora do SBT Brasil, Rachel Sheherezade, ganha férias na Justiça da Paraíba durante o mês de novembro
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  11. Erro Lua em Módulo:Citação/CS1/COinS na linha 131: attempt to index field 'stripmarkers' (a nil value). Veja São Paulo
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  14. Discurso de Rachel Sheherazade prospera: crescem os linchamentos - Pragmatismo Político
  15. A subsombra desumana de Raquel Sheherazade - CartaCapital
  16. Psol representará contra o SBT por apoio a tortura e linchamento - Congresso em Foco
  17. SBT: Comentário polêmico de Rachel Sheherazade é de responsabilidade dela - O Globo
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  23. MP inicia ação civil pública contra Rachel Sheherazade
  24. Rachel Sheherazade critica ação do Ministério Público contra o SBT: 'Descabida'
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  27. Erro Lua em Módulo:Citação/CS1/COinS na linha 131: attempt to index field 'stripmarkers' (a nil value).
  28. E agora, Sheherazade?. Revista Fórum. Acessado em 13 de novembro de 2014.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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