Radiodifusão pública

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O termo radiodifusão pública abrange rádio, televisão e outros meios de comunicação eletrônicos cuja função primordial seja o serviço público e/ou educativo. As empresas de radiodifusão pública costumam ser financiadas por diferentes fontes de renda, como taxas de licenciamento, contribuições individuais, financiamento público e comercial.[1]

A radiodifusão pública pode ser operada nacional ou localmente, dependendo do país e da emissora. Em alguns países, a radiodifusão pública é gerida por uma única organização; outros possuem diversas organizações que operam regionalmente, ou em diferentes idiomas.

Historicamente, em diversos países - com a exceção notável dos Estados Unidos - a radiodifusão pública era a única forma, ou a forma dominante, de radiodifusão existente. A radiodifusão comercial agora existe na maior parte destes países; o número de países que apresenta apenas empresas de radiodifusão pública declinou de maneira significativa na segunda metade do século XX.

Entre as emissoras públicas de destaque no mundo estão a BBC, a PBS, a CCTV e a NHK. Nos países lusófonos, se destacam a RTP, a TV Cultura e a TV Brasil.

Características Gerais[editar | editar código-fonte]

O Conselho Europeu de Televisões Independentes definiu algumas características gerais segundo as quais os canais de radiodifusão pública se destacam. Entre elas estão algumas voltadas para o funcionamento dos canais, como: [2]

  • Qualidade e padrões de produção altos (A comunicação pública deve prezar pela excelência da produção e de seus produtos).
  • Valorização da independência e da imparcialidade (Os canais públicos devem valorizar o fato de não estarem vinculados a interesses de mercado ou do Estado e realizar seu trabalho de forma imparcial, analisando os acontecimentos de forma neutra).
  • Cobertura universal (A mídia pública deve cobrir todos os acontecimentos relevantes, sem priorizar certos assuntos em detrimento de outros).
  • Uso limitado dos anúncios (Para não se vincular e depender diretamente de outras empresas).
  • Fato dos canais públicos terem livre distribuição e acesso à informação (Ferramenta para fazer entretenimento, informação e serviços chegarem à maioria da população).

O Conselho também definiu características em relação à programação veiculada pelos canais de radiodifusão públicos. São elas: [2]

  • Uma programação vasta (Os canais radiodifusores públicos devem ofertar uma programação completa e diversificada).
  • Atendimento às minorias (A mídia pública deve ter programas e contemplar assuntos de interesse de grupos minoritários da sociedade).
  • Existência de produções originais significativas (Os canais públicos devem produzir seus próprios programas, que sejam relevantes para os telespectadores)
  • Reflexão sobre a identidade nacional (A mídia pública deve refletir os interesses e cultura do lugar em que está).

Referências

  1. «Public Broadcasting - Why, How?» (PDF). UNESCO & World Radio and Television Council. Consultado em 17-8-2011. 
  2. a b MATOS, Carolina (2013). Mídia e Política na América Latina: Globalização, democracia e identidade Civilização Brasileira [S.l.] pp. 103 e 104. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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