Rafael Romo Muñoz
Rafael Romo Muñoz
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| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo emérito de Tijuana | |
| Hierarquia | |
| Papa | Leão XIV |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de Tijuana |
| Nomeação | 13 de janeiro de 1996 |
| Predecessor | Emilio Carlos Berlie Belaunzarán |
| Sucessor | Francisco Moreno Barrón |
| Mandato | 1996-2016 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 28 de novembro de 1965 por Fernando Romo Gutiérrez |
| Nomeação episcopal | 13 de janeiro de 1996 |
| Ordenação episcopal | 24 de fevereiro de 1996 Auditório Municipal de Tijuana por Girolamo Prigione |
| Nomeado arcebispo | 25 de novembro de 2006 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Torreón 22 de novembro de 1940 (85 anos) |
| Nacionalidade | mexicano |
| Funções exercidas | -Bispo de Tijuana (1996-2006) |
| dados em catholic-hierarchy.org Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Rafael Romo Muñoz (Torreón, 22 de novembro de 1940) é um clérigo mexicano e arcebispo católico romano emérito de Tijuana.[1]
Vida
[editar | editar código]Romo Muñoz nasceu em Torreón, no estado de Coahuila. Após completar os estudos básicos, ingressou em 1953 no seminário de Saltillo. Em 1958, transferiu-se para o Seminário Mexicano de Montezuma, no Novo México, onde cursou Filosofia.[2]
Entre 1961 e 1962, retornou à sua cidade natal e participou da criação do seminário local. Posteriormente, mudou-se para Roma, onde estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana durante o período do Concílio Vaticano II, obtendo licenciatura em Teologia Dogmática.[2]
Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 28 de novembro de 1965, em Roma. Nos anos seguintes, trabalhou como vigário paroquial e, depois, assumiu a função de diretor espiritual do seminário de Torreón. Mais tarde, voltou à Roma para aprofundar seus estudos na Academia Alfonsiana, onde concluiu sua formação em Teologia Moral e iniciou seu doutorado. Ao regressar ao México, tornou-se reitor do seminário diocesano, cargo que exerceu durante 17 anos.[2]
Em 1993, passou a presidir a Organização dos Seminários do México e integrou o organismo latino-americano correspondente. Dois anos depois, foi nomeado diretor espiritual do Pontifício Colégio Mexicano, em Roma.[2]
Em 13 de janeiro de 1996, foi designado bispo de Tijuana pelo Papa João Paulo II. Recebeu a consagração episcopal em 24 de fevereiro do mesmo ano, conferida pelo núncio apostólico Girolamo Prigione e contando com a participação dos bispos Emilio Carlos Berlie Belaunzarán e Luís Morales Reyes.[1]
Em 25 de novembro de 2006, o Papa Bento XVI elevou a diocese à categoria de arquidiocese metropolitana e o confirmou como seu primeiro arcebispo. Recebeu o pálio em 29 de junho de 2007, na Basílica de São Pedro.[3][4]
Também exerceu funções na Conferência do Episcopado Mexicano, especialmente na área de assistência a migrantes, além de integrar seu conselho entre 2015 e 2016.[2]
Em 2014, um periódico local publicou acusações de que ele teria conhecimento de denúncias de abuso sexual envolvendo sacerdotes de sua arquidiocese e não teria tomado medidas suficientes para afastá-los.[5]
Ao completar 75 anos, apresentou sua renúncia, conforme previsto pelo direito canônico. O pedido foi aceito pelo Papa Francisco em 16 de novembro de 2016. Após a aceitação, o prelado permaneceu temporariamente como administrador episcopal até a posse de seu sucessor.[2][6]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b «Archbishop Rafael Romo Muñoz [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ a b c d e f «Arzobispo Emérito – Arquidiócesis de Tijuana» (em espanhol). Consultado em 18 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
- ↑ «RINUNCE E NOMINE». press.vatican.va. Consultado em 18 de fevereiro de 2026
- ↑ «Aos Arcebispos Metropolitanos que receberam o Pálio na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo (30 de junho de 2007)». www.vatican.va. Consultado em 18 de fevereiro de 2026
- ↑ «Los pecados de Romo Muñoz». Semanario ZETA (em espanhol). 23 de junho de 2014. Consultado em 18 de fevereiro de 2026
- ↑ «Rinunce e nomine». press.vatican.va. Consultado em 18 de fevereiro de 2026


