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Tobias de Aguiar

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(Redirecionado de Rafael Tobias de Aguiar)
Rafael Tobias de Aguiar
Rafael Tobias de Aguiar
Presidente da Província de São Paulo
Período6 de agosto de 1840
até 15 de julho de 1841
Antecessor(a)Manuel Machado Nunes
Sucessor(a)Miguel de Sousa Melo e Alvim
Presidente da Província de São Paulo
Período17 de novembro de 1831
até 28 de maio de 1834
Antecessor(a)Manuel Teodoro de Araújo Azambuja
Sucessor(a)Vicente Pires da Mota
Período14 de setembro de 1834 a 11 de maio de 1835
Antecessor(a)Vicente Pires da Mota
Sucessor(a)Francisco Antônio de Sousa Queirós
Dados pessoais
Nascimento4 de outubro de 1794
Sorocaba, Capitania de São Paulo
Morte7 de outubro de 1857 (63 anos)
Litoral do Rio de Janeiro
NacionalidadeBrasileira (Portuguesa até 1822)
ProgenitoresMãe: Gertrudes Eufrosina Aires
Pai: Antônio Francisco de Aguiar
EsposaDomitila de Castro Canto e Melo
Filhos(as)Rafael Tobias
João Tobias
Gertrudes
Antônio Francisco
Brasílico
Heitor
PartidoPartido Liberal
Religiãocatólico
Profissãopolítico, militar
Serviço militar
ConflitosRevoltas liberais de 1842

Rafael Tobias de Aguiar (Sorocaba, Estado do Brasil, 4 de outubro de 1794Litoral do Rio de Janeiro, Império do Brasil, 7 de outubro de 1857) foi um líder político e militar brasileiro. Conhecido como "Brigadeiro Tobias de Aguiar", foi um dos líderes do Partido Liberal Paulista na primeira metade do Século XIX e um dos líderes da Revolução Liberal de 1842, na Província de São Paulo.

Biografia

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Filho do Coronel Antônio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Aires, nasceu numa família de fazendeiros. No ano de 1798 seu pai o inscreveu no Quadro de Regimento de Cavalaria da Vila. Com 13 anos veio para São Paulo para continuar seus estudos de primeiras letras que foram iniciados pelos monges beneditinos, com os monges Tobias cursou Retórica, Latim e Filosofia.[1]

Em 1818 com a morte de seu pai, Tobias retorna a Sorocaba e o sucede na administração dos bens da família, além disso Tobias também acumula funções públicas na Real Fábrica de Ferro de Ipanema, onde torna-se destacado arrematador de impostos, e no Registro de Animais.[1] Entrou na vida pública em 1821, representante da comarca de Itu para a escolha dos deputados brasileiros às Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Em 1822 no decorrer do processo de Independência do Brasil, Tobias organiza um grupo de combatentes para integrarem o Batalhão dos Paulistas, em defesa do imperador Dom Pedro I.[1]

Um dos líderes liberais da primeira metade do século XIX, elegeu-se conselheiro do governo provincial em 1824, além disso também foi designado pelo imperador Pedro I para integrar o Conselho de Estado, composto por membros vitalícios.[1] Foi deputado provincial e geral em numerosas legislaturas. Somente pela Província de São Paulo, foi eleito em dez legislaturas, entre 1838 e 1861, sendo em quatro delas como suplente. Foi escolhido presidente da Província de São Paulo por duas vezes, de 17 de novembro de 1831 a 11 de maio de 1835 e de 6 de agosto de 1840 a 15 de julho de 1841, acumulando neste segundo mandato, os cargos de presidente e deputado provincial.[2]

Em pintura de Maximiliano Scholze.

Entre seus amigos figurava outro liberal famoso, o Padre Diogo Antônio Feijó, de quem foi colega de escola. Em virtude de sua administração, quando aplicou até mesmo seu salário em escolas, obras públicas e de caridade, recebeu o posto de Brigadeiro Honorário do Império.

Carta de Tobias de Aguiar de 1832 comentando sobre a abdicação de Dom Pedro I e as listas dos oficiais da Guarda Nacional. APESP

Em 1842, comandou a Revolução Liberal juntamente com o padre Diogo Antônio Feijó para combater a ascensão dos conservadores pró-Portugal durante o início do reinado de Dom Pedro II.

Em 17 de maio de 1842, é proclamado pelos paulistas presidente interino da Província de São Paulo em Sorocaba, que foi declarada capital provisória da Província pelos paulistas. Foi ele quem se encarregou de reunir a chamada Coluna Libertadora, com mais de 1500 homens, com a qual tentou invadir a capital de São Paulo para depor o presidente da Província, o Barão de Monte Alegre e de quem se dizia à época, "traidor, lambe-botas de Pedro II".

Antes da batalha, casou-se com Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos,[3] ex-amante de Dom Pedro I e com quem já tinha seis filhos. Do relacionamento anterior da Marquesa de Santos com D. Pedro I nasceram cinco filhos, dos quais duas filhas ainda eram vivas.

Foi derrotado pelas forças imperiais e tentou furar o cerco para reoganizar-se no Rio Grande do Sul (terra dos netos dos Bandeirantes) aliando-se aos independentistas da Guerra dos Farrapos. Levou para o Rio Grande do Sul o primeiro cavalo malhado de que se tem notícia e, por essa razão, até hoje esse pelo de equino é ali chamado de Tobiano.[4] Foi preso em Palmeira das Missões e levado para a Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro. Foi anistiado e deixou a prisão em 1844, retornou a São Paulo, onde foi recebido na capital por toda a população.

É o patrono da Polícia Militar do Estado de São Paulo e seu nome homenageia o primeiro batalhão de Choque, chamado Batalhão Tobias de Aguiar, responsável pela ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.

Faleceu em viagem da cidade de Santos para o Rio de Janeiro, a bordo do vapor Piratininga, no dia 7 de outubro de 1857, aos 63 anos.

Referências

  1. a b c d «Rafael Tobias de Aguiar – MCSP | Museu da Cidade de São Paulo». Consultado em 31 de julho de 2025 
  2. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. «Os Deputados do Império» (PDF). 26 páginas. Consultado em 21 de dezembro de 2013 
  3. CHRISTILLINO, Christiano Luís. Estratégias de família na ocupação do planalto sul-rio-grandense no XIX, IX Encontro Estadual de História, ANPUH-RS, 2008.
  4. FAGUNDES, Morivalde Calvet.História da Revolução Farroupilha. 3ª. Ed. Caxias do Sul: EDUCS, 1984.
  • AMARAL, Tancredo do, 1895, A História de São Paulo ensinada pela biographia dos seus vultos mais notáveis, Alves & Cia. Editores, 353 pp.


Precedido por
Manuel Teodoro de Araújo Azambuja
Presidente da Província de São Paulo
1831 — 1835
Sucedido por
Francisco Antônio de Sousa Queirós
Precedido por
Manuel Machado Nunes
Presidente da Província de São Paulo
1840 — 1841
Sucedido por
Miguel de Sousa Melo e Alvim


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