Raimundo Nonato Tavares da Silva

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Bobô
Informações pessoais
Nome completo Raimundo Nonato Tavares da Silva
Data de nasc. 26 de novembro de 1962 (55 anos)
Local de nasc. Senhor do Bonfim (BA),  Brasil
Altura 1,75 m
Destro
Apelido Bobô, B8, Raimundão"
Informações profissionais
Equipa atual Aposentado
Número 8
Posição ex-Treinador
(ex-Meia)
Clubes de juventude
1979–1980
1981–1982
Brasil Bahia
Brasil Catuense
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1981–1985
1985–1989
1989-1990
1990
1991–1993
1993
1994
1995
1995–1997
Brasil Catuense
Brasil Bahia
Brasil São Paulo
Brasil Flamengo (emp.)
Brasil Fluminense
Brasil Corinthians
Brasil Internacional
Brasil Catuense
Brasil Bahia
0 (0)
68 (18)
18 (3)
10 (1)
32 (9)
21 (5)
6 (0)
0 (0)
31 (6)
Seleção nacional
1989 Brasil Brasil 3 (0)
Times/Equipas que treinou
2002–2003 Brasil Bahia

Raimundo Nonato Tavares da Silva, mais conhecido como Bobô (Senhor do Bonfim, 26 de novembro de 1962), é um ex-futebolista brasileiro, que atuava como atacante e meia, que despontou no Bahia, com destaque também em clubes como São Paulo e Fluminense.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Um dos maiores ídolos do Bahia, Bobô foi o líder da equipe comandada por Evaristo de Macedo, que surpreendeu a todos e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988.

Bobô começou sua carreira na Catuense e, em seguida, foi contratado pelo Bahia, clube que defendeu entre 1984 a 1989.

Em 1989, portanto, após a conquista do Brasileirão pelo Bahia, Bobô teve seu passe negociado com o São Paulo pela soma de U$ 1 milhão, valor exorbitante para os padrões da época[1]. No começo, Bobô rendeu bem no time, fazendo o seu primeiro gol em um clássico contra o Palmeiras, até então invicto no Campeonato, e depois, conquistando um título que parecia impossível. No Brasileirão, após má campanha no primeiro turno, Bobô, juntamente com Raí, Mário Tilico e outros, levou o time a final do Brasileirão, sendo derrotado pelo Vasco da Gama. O rendimento de Bobô no clube paulistano em 1990 ficou muito aquém do esperado, de acordo com a mídia local. Ele assim como outros jogadores, na época, chegava a jogar sem contrato. A má campanha da equipe no Paulistão daquele ano, ao terminar o torneio na 15ª posição[2], fez com que o jogador acabasse sendo emprestado ao Flamengo.

A má fase de Bobô continuou no Flamengo e o São Paulo acabou negociando o jogador com o Fluminense. No tricolor carioca, voltou a viver um bom momento em sua carreira, quando compôs um eficiente ataque ao lado de Ézio.

Depois disso, o jogador ainda teve rápidas passagens por Corinthians e Internacional. Todavia, em 1996, com apenas 34 anos de idade, Bobô vestiu a camisa do Bahia mais uma vez, a fim de encerrar sua carreira no clube em que virara ídolo.

Bobô também jogou pela Seleção Brasileira, disputando três partidas no ano de 1989.

Em virtude do título do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Bahia foi homenageado por Caetano Veloso na música Reconvexo: "quem não amou a elegância sutil de Bobô".

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Entre 2002 e 2003, Bobô teve a oportunidade de voltar a defender o Bahia, desta vez a frente da equipe como treinador.

Como político[editar | editar código-fonte]

O ex-jogador virou Diretor Geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB) em 2007, e saiu do cargo em 2014. Bobô foi acusado, em 2007, como um dos responsáveis pela morte de sete torcedores, quando parte da arquibancada do Estádio da Fonte Nova cedeu em 25 de Novembro daquele ano, mas ele acabou sendo absolvido em 2010.[3][4]

Em 2014, se candidatou a deputado estadual pelo PCdoB, sendo eleito com mais de 27 mil votos.[5]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Bahia
São Paulo
Flamengo
Fluminense
Internacional

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Bahia

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Bola de Prata: 1988 e 1989

Referências

  1. «Raimundo Nonato Tavares da Silva - Bobô». Acervo da Bola (em inglês). 26 de novembro de 2015 
  2. Sobre o 15º lugar do São Paulo, há controvérsias se houve rebaixamento ou não. A Federação Paulista de Futebol diz, oficialmente, que o São Paulo não foi rebaixado neste ano.
  3. «Tribunal de Justiça da Bahia mantém absolvição do ex-jogador Bobô no caso da tragédia da Fonte Nova». Jusbrasil 
  4. «Bobô deixa a Sudesb e vira candidato». Consultado em 29 de maio de 2017 
  5. «Assembleia Legislativa da Bahia agora terá». Consultado em 29 de maio de 2017 
  6. «Campeonato do Nordeste 2002». Consultado em 09 de maio de 2012  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]