Rainha da Sucata
Rainha da Sucata
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|---|---|---|---|---|
| Título original: | La Reina de La Chatarra (ES) | |||
| Informações gerais | ||||
| Formato | Telenovela | |||
| Gêneros | ||||
| Criação | Silvio de Abreu | |||
| Roteiristas | Alcides Nogueira José Antônio de Souza | |||
| Direção | Jorge Fernando | |||
| Elenco | ||||
| Tema de abertura | "Me Chama Que Eu Vou", Sidney Magal | |||
| Compositores |
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| País de origem | Brasil | |||
| Idioma original | português | |||
| Episódios | 179 | |||
| Produção | ||||
| Produtor executivo | Roberto Talma | |||
| Localização | São Paulo | |||
| Editores | ||||
| Duração | 50 minutos | |||
| Distribuição | TV Globo | |||
| Formato | ||||
| Formato de imagem | 480i (SDTV) | |||
| Exibição original | ||||
| Emissora | TV Globo | |||
| Transmissão | 2 de abril – 26 de outubro de 1990 | |||
| Cronologia | ||||
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Rainha da Sucata é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 2 de abril até 26 de outubro de 1990, em 179 capítulos.[1] Substituiu Tieta e foi substituída por Meu Bem, Meu Mal, sendo a 42ª "novela das oito" a ser transmitida pela emissora.
Criada e escrita por Silvio de Abreu, com colaboração de Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Conta com a direção de Fábio Sabag, Mário Márcio Bandarra e Jodele Larcher, sob a direção geral e de núcleo de Jorge Fernando.[2]
Contou com as atuações de Regina Duarte, Glória Menezes, Tony Ramos, Antônio Fagundes, Renata Sorrah, Daniel Filho, Aracy Balabanian e Claudia Raia.[1]
Enredo
[editar | editar código]Ambientada em São Paulo, a trama retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulistana, contrapondo duas personagens femininas distintas: a emergente Maria do Carmo Pereira e a socialite falida Laurinha Figueroa. A empresária Maria do Carmo enriquecera com os negócios de ferro-velho do pai, o português Onofre, comprando um prédio na Avenida Paulista, no qual fundou uma concessionária, a Do Carmo Veículos, além de uma casa de shows, a lambateria Sucata. Mesmo bem sucedida, Maria do Carmo não perdeu os hábitos simples, permanecendo no bairro de Santana, na zona norte, com o pai e a mãe, Dona Neiva. Mulher de personalidade forte, mas meio grosseira no modo de agir, Maria do Carmo almeja conquistar a high society da elite paulistana, percorrendo um árduo caminho para isso.
O caminho de Maria do Carmo volta a cruzar com o de Edu, playboy que a humilhara na época do colegial e que hoje vive uma situação de falência ao lado de sua tradicional família, os Albuquerque Figueroa. Vendo nisso uma oportunidade para se vingar de Edu e adentrar na alta sociedade, Maria do Carmo propõe um acordo: um casamento de conveniência, afinal eles possuem o sobrenome e ela o dinheiro. Após o casamento, Maria do Carmo vai morar na mansão dos Figueroa, no bairro dos Jardins, mas precisará enfrentar a oposição de Laurinha. Sofisticada e ardilosa, a megera se nega a aceitar a falência da família e despreza Maria do Carmo, suportando-a apenas por conta de seu dinheiro e chamado-a pejorativamente de "sucateira". Casada com o milionário Betinho, muito mais velho que ela, Laurinha nutre uma paixão secreta e proibida por seu enteado Edu, fazendo de tudo para prejudicar a união do casal e arruinar a nova vida de Maria do Carmo.
Além das maldades de Laurinha, Maria do Carmo ainda precisará enfrentar as armações de Renato Maia, seu principal sócio e administrador de seus empreendimentos. Falso e mau caráter, Renato é psicopata e nutre uma obsessão por ela, desejando se apoderar de todos os seus negócios. Após a morte de Onofre, um caso entre ele e a vizinha Salomé vem à tona, revelando a paternidade de Caio e Mariana Szimanski, amigos de infância de Maria do Carmo. De olho em sua parte na herança, Renato seduz Mariana, uma tímida e romântica bibliotecária, com quem acaba se casando.
Já Caio é um tímido e ingênuo professor de paleontologia que sofre de gagueira e vive um romance tumultuado com a vizinha Nicinha, moça metida e fogosa. Ele acaba se apaixonando pela dançarina Adriana, filha de Laurinha e Betinho; ansiosa e desengonçada, a "bailarina das coxa grossa" vive sendo humilhada pela mãe, enquanto almeja uma carreira de sucesso dos palcos, passando a disputar o amor dele com Nicinha.
Maria do Carmo ainda precisará enfrentar a oposição de sua vizinha Dona Armênia, viúva fofoqueira, rabugenta e de origem homônima, que trata "suas três filhinhas" Gerson, Gera e Gino, como crianças. Legítima dona do terreno onde está situada a Sucata, Dona Armênia passa a querer implodir o prédio e colocá-lo "na chon" das mais variadas maneiras, após Maria do Carmo terminar seu noivado de anos com Gerson. Mesmo ainda apaixonado por ela, ele começa a disputar o coração da francesa Ingrid, sobrinha de Betinho, ao lado de seus irmãos, formando um quadrado amoroso.
Na mansão dos Figueroa ainda vive o misterioso Jonas, mordomo que passa a trabalhar de graça para a família e anota cada passo dos patrões, investigando-os secretamente, além de esconder a sete chaves um caso do passado com Isabelle, mãe de Ingrid e irmã de Betinho. A jovem jornalista Paula é outra interessada na história dos Figueroa, acabando por se apaixonar por Edu, sem nem desconfiar que é filha biológica de Jonas. Já a estudante Alaíde trabalha como arrumadeira na mansão para ajudar a mãe, a empregada Lena, a quem deseja dar um futuro melhor. Apesar de odiar Laurinha, ela acaba se apaixonando pelo filho dela, o mulherengo e inconsequente Rafael; paixão essa prejudicada após Lena revelar que ela é filha de Betinho, sem nem desconfiar que Rafael é fruto de uma traição do passado de Laurinha.
Elenco
[editar | editar código]| Intérprete | Personagem[1] |
|---|---|
| Regina Duarte | Maria do Carmo Pereira |
| Glória Menezes | Laura Albuquerque Figueroa (Laurinha) / Laura Magalhães de Almeida |
| Tony Ramos | Eduardo Albuquerque Figueroa (Edu) |
| Daniel Filho | Renato Maia |
| Renata Sorrah | Mariana Szimanski |
| Raul Cortez | Jonas Queiroz Scott |
| Paulo Gracindo | Alberto Albuquerque Figueroa (Betinho) |
| Aracy Balabanian | Dona Armênia Giovanni |
| Antônio Fagundes | Caio Szimanski |
| Cláudia Raia | Adriana Albuquerque Figueroa (Adriana Ross) |
| Cláudia Ohana | Paula Ramos |
| Patricia Pillar | Alaíde Ribeiro / Beatriz Vasconcelos (Bia) |
| Maurício Mattar | Rafael Albuquerque Figueroa |
| Marisa Orth | Eunice Moreiras (Nicinha) |
| Cleyde Yáconis | Isabelle de Bresson / Isabel Albuquerque Figueroa |
| Nicette Bruno | Neiva Matias Pereira |
| Gianfrancesco Guarnieri | Irineu Saldanha (Saldanha) / Credolfo Saldanha |
| Lolita Rodrigues | Maria Helena Ribeiro (Lena) |
| Andréa Beltrão | Ingrid Albuquerque Figueroa de Bresson |
| Gerson Brenner | Gerson Giovanni |
| Marcello Novaes | Geraldo Giovanni (Gera) |
| Jandir Ferrari | Gino Giovanni |
| Flávio Migliaccio | Oswaldo Moreiras (Seu Moreiras) |
| Mônica Torres | Margarida Viana (Guida) |
| José Augusto Branco | Dr. Ademar Rodrigues |
| Aldine Müller | Ângela |
| Ivan Cândido | Franklin |
| Paulo Guarnieri | Sérgio Saldanha |
| Paulo Reis | Gustavo Mota Mello (Guga) |
| André Di Mauro | Manuel Muniz de Souza (Maneco) |
| Maria Helena Dias | Samira Zaída |
| Dill Costa | Vilmar Castro |
| Hilda Rebello | Jorgina |
Participações especiais
[editar | editar código]| Intérprete | Personagem[1] |
|---|---|
| Lima Duarte | Onofre Pereira |
| Fernanda Montenegro | Salomé Szimanski |
| Laura Cardoso | Iolanda Maia |
| Milton Moraes | Vicente Pinheiro |
| Reginaldo Faria | Edson Paes de Mello |
| Jorge Dória | Alberico Cassinelli |
| Ilka Soares | Júlia Cassinelli |
| Cláudio Cavalcanti | Delegado Rodrigo Lambertini |
| Serafim Gonzalez | Gianlucca Muniz de Souza |
| Henri Pagnoncelli | Dr. Carlos Calu Aranha (Aranha) |
| Cláudio Correia e Castro | Dr. Rogério Marques |
| Jorge Cherques | Cyro Laurenza |
| Marcus Alvisi | Giulliano Laurenza |
| Carlos Kroeber | Giácomo Di Lampedusa |
| Moacyr Deriquém | Dr. Marcelo Ramos |
| Mário Gomes | Clóvis Castro |
| Ruth de Souza | Juíza Elizabeth Andrade |
| Neuza Amaral | Dalva |
| Mário Lago | Dr. Almeida |
| Carlos Zara | Olegário |
| Rosita Thomaz Lopes | Estela |
| Felipe Wagner | Detetive Lourival Fretas / Fontes |
| Ênio Santos | Delegado Jota |
| Gracindo Júnior | Delegado Sampaio |
| Sylvia Bandeira | Heloísa |
| Edgard Amorim | Fernando |
| Humberto Martins | Osvaldinho |
| Inês Galvão | Marisa (Manon) |
| Ivan Mesquita | Carlos Gouveia |
| Claude Haguenauer | Julien Sorel |
| Suely Franco | Clotilde Matias |
| Beatriz Lyra | Olga Matias |
| Neusa Borges | Inês |
| Oswaldo Louzada | Sebastião (Tião) |
| Dary Reis | Gervásio |
| Carlos Gregório | Osmar Maia |
| Nildo Parente | Jaime |
| Nestor de Montemar | Giorgio Le Blanche |
| Thelma Reston | Odete |
| Jorge Fernando | Diretor Rebello |
| Anna de Aguiar | Lígia Lemos de Alcântara (Liginha) |
| Fernando Amaral | Marcos Juarez |
| Gilberto Martinho | Geraldo Gomes |
| Paulo Pinheiro | Abílio |
| André Barros | Dênis |
| Zeny Pereira | Mãe Mercedes |
| Cláudia Netto | Vesga |
| Chaguinha | Genésio |
| Marcio Augusto | Flávio |
| Stênio Garcia | mendigo bêbado |
| Emiliano Queiroz | diretor do colégio |
| Zilka Salaberry | madre superiora |
| Tuca Andrada | iluminador da Sucata |
| Anderson Müller | asessor de Rebello |
| Marilu Bueno | amiga dos Figueroa |
| Guti Fraga | médico de Edu |
| Nelson Freitas | comprador do avião |
| Jaime Leibovitch | juiz |
| Ibanez Filho | tabelião |
| Alexandre Lippiani | policial |
| Cazarré | militar |
| Castro Gonzaga | jornalista |
| Gisele Fróes | enfermeira |
| Totia Meireles | prostituta |
| Marcelo Mansfield | garçom |
| Adilson Barros | assaltante |
| Norival Rizzo | funcionário do cemitério |
| Romeu Evaristo | cliente de La Bodeguita |
| José Steinberg | juiz de paz |
| Anja Bittencourt | vendedora da loja de chocolates |
| Soraya Ravenle | atendente de clínica |
| Yaçanã Martins | freira do orfanato |
| Duda Mamberti | agente de viagens de Betinho |
| André Gonçalves | filho do dono da vaca |
| Oscar Magrini | figurante no enterro de Onofre |
| Márcio Erlisch | Alexandre Vidigal (acionista da Do Carmo Veículos) |
| Marília Pêra | ela mesma |
| Agnaldo Rayol | ele mesmo |
| Sidney Magal | ele mesmo |
| Beto Barbosa | ele mesmo |
| Diogo Vilela | ele mesmo |
Produção
[editar | editar código]Desenvolvimento
[editar | editar código]Rainha da Sucata foi a primeira novela "das 8" escrita por Sílvio de Abreu, que até então havia assinado várias tramas apresentadas às 19 horas. Ele foi designado para escrever uma telenovela humorística para às 20 horas. A ideia era também reunir o maior número de veteranos no elenco, uma homenagem aos 25 anos da Rede Globo. Com Rainha da Sucata, o autor fazia uma sátira aos novos-ricos e a decadência das elites brasileiras.[1] Nesta época, havia uma determinação do Departamento de Teledramaturgia da Globo em evitar a apresentação de enredos excessivamente dramáticos neste horário, que começou com a exibição de O Salvador da Pátria (1989). Entretanto, esta proposta só prevaleceu no início da trama; Devido à rejeição do público à comédia excessiva (fator esse que era notado na audiência), a partir de junho de 1990, Abreu decidiu deixar a comédia em segundo plano e apostar mais no drama.[3]
Ainda no meio da trama, Silvio de Abreu precisou se afastar dos trabalhos devido o falecimento de seu irmão, Ubaldo. Ele então pediu o auxílio de seu amigo Gilberto Braga, que escreveu nove capítulos e o ajudou a reformular a história, separando a comédia do drama.[4][5]
Em junho de 1990, a trama passou a mostrar capítulos mais longos. O objetivo era amenizar o impacto que a novela Pantanal causava nos programas posteriores. Essa ação também fazia com que Pantanal perdesse publicidade, pelo fato de começar cada vez mais tarde. Além disso, a seção "cenas do próximo capítulo" também foi extinta.[6]
| “ | “As duas nunca concorreram, mas a imprensa só publicava comparações. Tinha noites que eu chegava aos 70 pontos de pico e mais tarde o Benedito atingia 40. Aí só falavam dele!” | ” |
— Silvio de Abreu em relato para o livro "Biografia da Televisão Brasileira".[1] | ||
Para enfrentar Pantanal, a Globo tomou uma série de medidas, algumas até inéditas na emissora. A principal delas foi implementar um novo horário para novela às 22 horas, com a exibição de Araponga.
O Plano Collor, que foi um plano econômico implementado pelo então presidente brasileiro, Fernando Collor de Mello, foi incorporado à história de novela. A Globo foi acusada de saber das intenções de Collor e não ter alertado a população sobre o tal plano. Mas o que aconteceu na verdade foi que, por causa desse plano do governo, muitas cenas que já estavam prontas tiveram que ser reescritas, para se adaptarem à realidade e não ocorrer a mesma situação que houve em Cambalacho (1986), do mesmo autor, que estreou com os personagens fazendo referências a quantias em cruzeiros e a tela apresentando a legenda que convertia os valores para cruzados, unidade monetária que entrou em vigor no período entre o início das gravações da novela.[7]
No primeiro capítulo, Maria do Carmo relembra a formatura de seu colégio, onde levava um banho de lixo após ser coroada rainha da festa. A sequência foi inspirada no filme Carrie (1976).[1]
Locações e cenografia
[editar | editar código]Rainha da Sucata foi a primeira novela das 20h da Globo ambientada em São Paulo. As tramas anteriores se passavam no Rio de Janeiro ou em alguma cidade de Minas gerais.
Os principais cenários da história eram os bairros de Santana, na Zona Norte, onde moravam Maria do Carmo e seus vizinhos pobres, e do Jardim Europa, na Zona Sul, onde morava a rica (mas falida) família Albuquerque Figueroa. Construída em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a cidade cenográfica reproduziu um quarteirão de Santana e a mansão dos Figueroa, do Jardim Europa.[1]
O prédio que serviu de fachada para o edifício da Avenida Paulista onde, na trama, funcionava a Sucata — aquele que Dona Armênia queria “ver na chon” e de onde Laurinha Figueroa se jogou — é o Cetenco Plaza, localizado na Avenida Paulista, nº 1842, na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Segundo o pesquisador Nilson Xavier, em seu site Teledramaturgia[8], o imponente edifício espelhado possui uma torre idêntica, que abriga o Tribunal Regional Federal. As cenas da novela foram gravadas no Cetenco Torre Norte, o prédio mais próximo ao restaurante Spot. Ainda é possível observar, entre o 18º e o 19º andar, na face voltada para o Spot, as marcas dos parafusos que sustentavam o icônico totem da Sucata — instalado de verdade no prédio especialmente para as gravações.
Escolha de elenco
[editar | editar código]Originalmente, a personagem Dona Armênia seria uma mamma italiana interpretada por Nair Bello. Na época contratada do SBT, Nair não pode aceitar o convite e o papel ficou com Aracy Balabanian. Silvio de Abreu decidiu então aproveitar as origens armênias da atriz, mudando a nacionalidade da personagem. Dona Armênia e "suas três filhinhas" fizeram tanto sucesso que voltaram na novela seguinte de Abreu, Deus Nos Acuda (1992).[1]
Cláudia Ohana foi convidada para viver a jornalista Paula após seu ótimo desempenho na primeira fase da novela antecessora, Tieta. Foi a primeira novela da atriz Marisa Orth, egressa dos programas infantis e educativos da TV Cultura. Sua personagem, a puritana Nicinha, passava por uma transformação e tornava-se a "biscate" do bairro após ser trocada pelo noivo, o gago Caio, por Adriana, a "bailarina das coxa grossa". Por seu papel, Orth venceu o Prêmio APCA de melhor revelação feminina.[9]
Rainha da Sucata foi repleta de participações especiais: Lima Duarte e Fernanda Montenegro apareceram no primeiro capítulo como Onofre e Salomé Szimanski, pai e vizinha de Maria de Carmo, que descobria-se serem amantes após a morte de ambos. Lima voltou a aparecer como o personagem em cenas de flashback. Ainda no primeiro capítulo, Emiliano Queiroz aparecia como o diretor do colégio onde Edu e Maria do Carmo estudaram; Marília Pêra aparecia como ela mesma, apresentando-se com seu musical Elas por Ela na Sucata. Jorge Fernando, que além da novela, também dirigia a peça, aparecia junto com a atriz nas cenas.[1]; Já Stênio Garcia aparecia como um mendigo que desafiava Edu, bêbado, a pular do alto da Sucata.[1] No segundo capítulo, Milton Moraes vivia Vicente, homem que possuía uma dívida de jogo com o vilão Renato e acabava assassinado por ele. No capítulo 88, exibido em 17 de julho de 1990, o cantor Beto Barbosa aparecia como ele mesmo, cantando na festa de lançamento do carro de Edu. Nas últimas semanas da trama, Laura Cardoso fez uma participação como a mãe de Renato (capítulos 167 e 168[10]), enquanto Cláudio Cavalcanti viveu o delegado que investigava a morte de Laurinha e prendia Maria do Carmo. No capítulo 176, exibido em 23 de outubro de 1990, o cantor Agnaldo Rayol aparecia como ele mesmo, cantando no casamento de Nicinha e Maneco.[11] Já no último capítulo, Reginaldo Faria aparecia como Edson Paes de Mello, novo namorado de Paula.[1]
Nas cenas onde o vilão Renato aparecia tocando trompete, o ator e diretor Daniel Filho era dublado pelo músico Guilherme Dias Gomes, filho dos escritores Janete Clair e Dias Gomes.[1]
Abertura
[editar | editar código]A abertura de Rainha da Sucata foi desenvolvida pelos designers Hans Donner e Nilton Nunes. As sequências exibiam uma boneca de sucata (com cabeça de ventilador, cabelos de mola, pés de ferro de passar, tórax de balde e quadril de bacia de alumínio) dançando com bailarinos reais ao som de “Me Chama que Eu Vou”, música cantada por Sidney Magal e lançada em seu disco Magal, lançado no mesmo ano.
A novela popularizou ainda mais o gênero musical lambada no país, além das chamadas "lambaterias", casas de show e boates em que o ritmo era a atração principal.[1]
Suicídio de Laurinha Figueroa
[editar | editar código]A vilã Laurinha teve seu fim 8 capítulos antes do final da novela. No capítulo 171, exibido em 17 de outubro de 1990, ela comete suicídio, jogando-se do alto do prédio da Sucata para incriminar sua rival Maria do Carmo – não sem antes arrancar um brinco dela e deixar suas impressões digitais sobre seu corpo. Um boneco com o peso aproximado da atriz Glória Menezes foi utilizado para a queda e a gravação aconteceu sob forte esquema de segurança e sigilo, para que nenhum detalhe vazasse para a imprensa. No dia seguinte à cena, o corpo da personagem estampou a capa do jornal O Globo, afinal, era a primeira cena explícita de suicídio exibida na televisão brasileira. Três finais diferentes foram escritos para o desfecho, mantendo assim segredo sobre o destino de Maria do Carmo.[1][12]
Exibição
[editar | editar código]Reprises
[editar | editar código]Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 28 de fevereiro a 16 de setembro de 1994, em 145 capítulos, substituindo Direito de Amar e sendo substituída por sua antecessora original, Tieta.[13]
Foi reexibida na íntegra pelo Viva de 21 de janeiro a 27 de setembro de 2013, substituindo Que Rei Sou Eu? e sendo substituída por Água Viva, à 00h.[14][15]
Está sendo novamente reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo desde 3 de novembro de 2025, substituindo A Viagem. A reprise faz parte das comemorações dos 60 anos da TV Globo, coincidindo com o aniversário de 35 anos da trama.[16][17]
Outras mídias
[editar | editar código]Em setembro de 2015, a telenovela foi lançada em formato DVD pela Loja Globo, em um box contendo 12 discos.[18]
Em 7 de outubro de 2024, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay, como parte do Projeto Resgate.[19]
Exibição internacional
[editar | editar código]A trama também fez grande sucesso no exterior, sendo vendida para Angola, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Espanha, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai entre outros países. A novela foi exibida em Portugal pela 1ª vez em 1991, na RTP1, às 20h30 de segunda a sexta feira, em horário nobre, no seu formato original, e depois na TV Globo Portugal, de 23 de novembro de 2009 a 18 de junho de 2010 às 19h30, em 148 capítulos. Na América Latina foi transmitida pela TNT de segunda a sexta as 18h (México DF), 21h (Buenos Aires), 19h (Bogotá) e 20h (Caracas).[carece de fontes]
Repercussão
[editar | editar código]Audiência
[editar | editar código]Exibição original
[editar | editar código]Na época de sua exibição, alcançou média geral de 61 pontos no IBOPE, ocupando a 6ª colocação entre as novelas de maior audiência da história da TV Globo.[20] O seu maior índice foi registrado no dia 23 de julho de 1990 com 73 pontos, média essa que nunca mais foi alcançada em produções futuras da Globo, apesar de América (2005) ter se aproximado em seu último capítulo com 68 pontos.[21]
Primeira reprise
[editar | editar código]Estreou com 30 pontos. Seu maior índice foi registrado no último capítulo com 40 pontos e o menor foi registrado em 25 de março de 1994 com 19 pontos. Teve média geral de 26.54 pontos.[nota 1]
Segunda reprise
[editar | editar código]Estreou com 13,85 pontos e 29,84% de share em São Paulo, ficando atrás das estreias de antecesoras e superando apenas Alma Gêmea e Paraíso Tropical. No Rio, registrou 19,31 pontos e 38,05% de share.[22] O quarto capítulo registrou 14,5 pontos e 31,4% de share.[23] Em 10 de novembro de 2025 registrou 14,8 pontos.[24]
Música
[editar | editar código]Rainha da Sucata
[editar | editar código]Rainha da Sucata
| |
|---|---|
| Cláudia Raia como Adriana Ross[1] | |
| Trilha sonora de Vários artistas | |
| Lançamento | 1990 |
| Gênero(s) | |
| Duração | 55:37 |
| Idioma(s) | |
| Formato(s) | |
| Gravadora(s) | Som Livre |
Rainha da Sucata (comumente chamado de Rainha da Sucata - Nacional) foi o primeiro álbum da trilha sonora da novela. O álbum foi lançado em CD, fita cassete, e LP pela Som Livre, em 1990 no Brasil,[25] e em 1991 em Portugal, pela Columbia Records.[26] O álbum conta com uma seleção variada de canções, de vários gêneros, como MPB, música latina, pop rock, lambada, e bossanova, interpretadas por diferentes artistas brasileiros.
Lista de faixas
[editar | editar código]| Rainha da Sucata – Edição brasileira | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Artista(s) | Duração | ||||||
| 1. | "Me Chama que Eu Vou" |
| Sidney Magal | 3:15 | ||||||
| 2. | "Foi Assim (Juventude e Ternura)" | Wanderléa | 4:17 | |||||||
| 3. | "Coração Pirata" | Roupa Nova | 4:42 | |||||||
| 4. | "Cigano" | Djavan | Djavan | 4:48 | ||||||
| 5. | "Próxima Parada" (Texto incidental) | Marina Lima | 3:48 | |||||||
| 6. | "A Mais Bonita" | Chico Buarque | Maria Bethânia | 3:56 | ||||||
| 7. | "Na Captura" (instrumental) | Ary Sperling | Ary Sperling | 3:26 | ||||||
| 8. | "Coisas da Vida" | Milton Nascimento | 4:59 | |||||||
| 9. | "Nua Ideia (Leila XII)" | Gal Costa | 3:00 | |||||||
| 10. | "Meninos e Meninas" | Legião Urbana | 3:20 | |||||||
| 11. | "Mais Você" |
| Ritchie | 4:39 | ||||||
| 12. | "Lanterna dos Afogados" | Herbert Vianna | Paralamas do Sucesso | 3:06 | ||||||
| 13. | "Naquela Estação (Leila L)" |
| Adriana Calcanhotto | 4:43 | ||||||
| 14. | "Em Busca do Amor" (instrumental) | Sperling | Ary Sperling | 3:38 | ||||||
Duração total: |
55:37 | |||||||||
| Rainha da Sucata – Edição portuguesa | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Artista(s) | Duração | ||||||
| 1. | "Foi Assim (Juventude e Ternura)" | Wanderléa | 4:17 | |||||||
| 2. | "Me Chama que Eu Vou" |
| Sidney Magal | 3:15 | ||||||
| 3. | "Sabor de Pecado" | Cid Guerreiro | Angel | 3:08 | ||||||
| 4. | "Gira Gira Pião" | Dido Oliveira | Dido Oliveira | 3:54 | ||||||
| 5. | "Naquela Estação (Leila L)" | Adriana Calcanhotto | 4:43 | |||||||
| 6. | "Em Busca do Amor" (instrumental) | Sperling | Ary Sperling | 3:38 | ||||||
| 7. | "Coisas da Vida" | Milton Nascimento | 4:59 | |||||||
| 8. | "Lambança" (instrumental) | Richard Lupin | Grupo Sucata | 3:11 | ||||||
| 9. | "Cigano" | Djavan | Djavan | 4:48 | ||||||
| 10. | "Melô da Sucata" (instrumental) | Richard Lupin | Grupo Sucata | 3:12 | ||||||
| 11. | "Beijo na Boca" |
| Sidney Magal | 3:19 | ||||||
| 12. | "Na Captura" (instrumental) | Ary Sperling | Ary Sperling | 3:26 | ||||||
Duração total: |
45:50 | |||||||||
Rainha da Sucata - Internacional
[editar | editar código]Rainha da Sucata - Internacional
| |
|---|---|
| Cláudia Ohana como Paula Ramos[1] | |
| Trilha sonora de Vários artistas | |
| Lançamento | 1990 |
| Gênero(s) | |
| Duração | 52:16 |
| Idioma(s) | |
| Formato(s) | |
| Gravadora(s) | Som Livre |
Lista de faixas
[editar | editar código]| N.º | Título | Compositor(es) | Artista(s) | Duração | |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. | "Into My Life" | Colin Hay | Colin Hay Band | 4:16 | |
| 2. | "All Around the World" |
| Lisa Stansfield | 4:26 | |
| 3. | "Rebel in Me" | Jimmy Cliff | Jimmy Cliff | 3:46 | |
| 4. | "Listen to Your Heart" | Stock Aitken Waterman | Sonia | 3:15 | |
| 5. | "Come Back to Me" | Janet Jackson | 4:55 | ||
| 6. | "Forever" | Kiss | 4:06 | ||
| 7. | "Inside of You" |
| Howard Thomas & Sarah Bishop | 2:44 | |
| 8. | "My Romance" |
| Carly Simon | 2:32 | |
| 9. | "Send Me an Angel" |
| Real Life | 3:50 | |
| 10. | "Vision of Love" |
| Mariah Carey | 3:27 | |
| 11. | "It Had to Be You" | Harry Connick Jr. | 2:36 | ||
| 12. | "Blue" |
| Geoffrey Williams | 4:07 | |
| 13. | "Reve d'Amour" |
| Nuages | 3:00 | |
| 14. | "Too Many Lonely Hearts" |
| Petula Clark | 5:16 | |
Duração total: |
52:16 | ||||
Trilha complementar: Lambateria Sucata
[editar | editar código]Rainha da Sucata Complementar: Lambateria Sucata[1]
| |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários artistas | |
| Lançamento | 1990 |
| Gênero(s) | |
| Duração | 46:14 |
| Idioma(s) | |
| Formato(s) | |
| Gravadora(s) | Som Livre |
Capa: Coxas de uma dançarina (ilustração)[1]
| N.º | Título | Música | Personagem | Duração | |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. | "Preta" | Beto Barbosa | Tema Geral | 03:21 | |
| 2. | "Conversa Bonita" | Fafá de Belém | Tema Geral | 03:41 | |
| 3. | "É Bom Suar" | Moraes Moreira e Pepeu Gomes | Tema Geral | 02:59 | |
| 4. | "Maracangalha" | Gerônimo | Tema Geral | 03:02 | |
| 5. | "Beijo na Boca" | Sidney Magal | Tema Geral | 03:20 | |
| 6. | "Gira, Gira Pião" | Dido Oliveira | Tema Geral | 03:55 | |
| 7. | "Melô da Sucata (instrumental)" | Grupo Sucata | Tema Geral | 03:13 | |
| 8. | "Ouro Puro (Ao Vivo)" | Elba Ramalho | Tema Geral | 05:34 | |
| 9. | "Paixão e Loucura" | Jorge Altinho | Tema Geral | 02:38 | |
| 10. | "Sabor de Pecado" | Angel | Tema Geral | 03:07 | |
| 11. | "Vem Lambadear Comigo" | Banana Split | Tema Geral | 03:21 | |
| 12. | "Loirinha" | José Orlando | Tema Geral | 02:52 | |
| 13. | "Marmelada (Bas Moin Laia)" | Margareth Menezes | Tema Geral | 03:57 | |
| 14. | "Lambança (Instrumental)" | Grupo Sucata | Tema Geral | 03:08 | |
Duração total: |
48:16 | ||||
- Outras canções não incluídas nos álbuns
- "Pagode do Gago", Aluísio Machado, David Correa e Gracia do Salgueiro (tema do churrasco de Maria do Carmo)
- "Você Não Gosta de Mulher (Vegetariano)", Aluísio Machado, David Correa e Gracia do Salgueiro (tema do churrasco de Maria do Carmo)
- "Adagio for Strings", Samuel Barber (tema da morte de Laurinha)
- "Cabaret", Cláudia Raia
Prêmios
[editar | editar código]- APCA (1990) - Marisa Orth (Revelação Feminina)
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t «Rainha da Sucata». Teledramaturgia. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2016
- ↑ «Rainha da Sucata». Memória Globo. Consultado em 2 de junho de 2015
- ↑ «Em 1990, Globo tentou inovar com Rainha da Sucata e quebrou a cara». Notícias da TV. 7 de junho de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ «Mortes, brigas e tragédias mudam rumo de novelas; veja exemplos». Terra. 24 de junho de 2012. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ LOPES, FERNANDA (26 de outubro de 2025). «Como um socorro do autor de Vale Tudo transformou Rainha da Sucata num sucesso». Notícias da TV. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ James Cimino (8 de julho de 2013). «Silvio de Abreu conta que Globo esticava "Rainha da Sucata" para "Pantanal" perder anunciantes». UOL. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Nilson Xavier (25 de outubro de 2015). «Há 25 anos, Rainha da Sucata enfrentou Plano Collor e sucesso de Pantanal». UOL. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Xavier, Nilson. «Rainha da Sucata». Teledramaturgia. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ «Marisa Orth revela climão com Antonio Fagundes em bastidores: "Deu trabalho"». Ana Maria. 21 de maio de 2020. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata - cap. 168». Globoplay. 13 de outubro de 1990. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata - cap. 176». Globoplay. 23 de outubro de 1990. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ Redação (26 de abril de 2020). «Há 30 anos, novela da Globo exibiu cena terrível de suicídio na avenida Paulista». Notícias da TV. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Novela que defendeu Plano Collor volta». Folha de S.Paulo. 27 de fevereiro de 1994. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Nilson Xavier (1 de outubro de 2012). «Canal Viva vai reprisar a novela "Rainha da Sucata"». UOL. Consultado em 6 de julho de 2021
- ↑ «Sucesso dos anos 1990, "Rainha da Sucata" volta no canal Viva». Folha Ilustrada. 20 de janeiro de 2013. Consultado em 10 de setembro de 2015
- ↑ Secco, Duh (22 de outubro de 2025). «Rainha da Sucata substitui A Viagem em Vale a Pena Ver de Novo». Duh Secco. Consultado em 22 de outubro de 2025
- ↑ «Clássico dos anos 90, 'Rainha da Sucata' é o próximo título do 'Vale a Pena Ver de Novo'». TV Globo. 22 de outubro de 2025. Consultado em 2 de novembro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata chega em DVD». Gazeta do povo. 3 de setembro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ «Novela 'Rainha da sucata', clássico de Silvio de Abreu, vai chegar ao catálogo do Globoplay. Saiba quando». O Globo. 28 de setembro de 2024. Consultado em 29 de setembro de 2024
- ↑ «De volta à Globo, Rainha da Sucata alcançou audiência que nenhuma outra novela conseguiu». NaTelinha. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ «Rainha da Sucata bateu 73 pontos de audiência em 1990». Mix de Séries. 22 de outubro de 2025. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ Redação (3 de novembro de 2025). «Rainha da Sucata: Saiba qual foi a audiência de estreia da novela em SP e no RJ». Portal Alta Definição. Consultado em 4 de novembro de 2025
- ↑ Redação (7 de novembro de 2025). «Audiência da TV: Consolidados de São Paulo, quinta-feira, 06/11/2025». Portal Alta Definição. Consultado em 7 de novembro de 2025
- ↑ Oliveira, Gabriel de (11 de novembro de 2025). «Nova estrela do SBT, Galvão Bueno marca menos audiência que madrugada da Band». TV Pop. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ (1990) Créditos do álbum Rainha da Sucata por Vários artistas [LP]. Brasil: Som Livre (4050007).
- ↑ (1991) Créditos do álbum Rainha da Sucata por Vários artistas [LP]. Portugal: Som Livre (4715261).
Ligações externas
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- Telenovelas de Sílvio de Abreu
- Vale a Pena Ver de Novo
- Programas de televisão do Brasil que estrearam em 1990
- Programas de televisão do Brasil encerrados em 1990
- Telenovelas ambientadas na cidade de São Paulo
- Telenovelas exibidas no Globoplay Novelas
- Telenovelas em língua portuguesa
- Telenovelas da TV Globo da década de 1990




