Ramalá

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Ramalá
Ramallah4.JPG
Ramalá vista de cima
We-map.png
Ramallah, Cisjordânia no CIA World Factbook.
Hebraico רמאללה
Árabe رام الله
Significado Monte de Deus
Fundada em século VI
Governo (desde1995)
Coordenadas 31° 54′ N 35° 12′ E
População 32.278 [1] (2013)
Jurisdição 16344 dunams (16.3 km²)
Prefeito Janet Mikhail
Website www.ramallah.ps

Ramalá[2][3] ou Ramala[4][5] (em árabe: رام الله; clique Loudspeaker.svg? aqui para ouvir), cujo nome literalmente significa "Monte de Deus" ou "Morada do Senhor", é uma cidade palestina com cerca de 32 278 habitantes,[1] situada no centro da Palestina (Cisjordânia), a aproximadamente 15 km ao norte de Jerusalém.

Embora oficialmente a capital da Palestina seja Jerusalém (por eles por vezes chamada al-Quds, "A Santa"), Ramalá funciona, atualmente, como sede da Autoridade Nacional Palestina e, por extensão, como "capital virtual", ou tacitamente "provisória", do Estado palestino. Em Ramalá encontram-se as sedes dos ministérios palestinos e as representações diplomáticas estrangeiras (como Consulados e Embaixadas), assim como a chamada Muqāta'a (المقاطعة, al-Muqāta'a, "a Separada") - o complexo de edifícios que alberga a sede da Autoridade Nacional Palestina e onde se encontra também o escritório principal do presidente Abu Mazen e o mausoléu do ex-líder palestino Yasser Arafat.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ramalá localiza-se cerca de 15 km ao norte de Jerusalém, construída em uma montanha com vista para a costa oeste e cercada por montanhas a sul e leste. A altitude da cidade varia entre 830 e 880 metros acima do nível do mar e, devido à proximidade com o mar, os ventos que sopram de oeste carregam consigo um pouco de umidade.[6]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Ramalá é mediterrânico (Csa na classificação climática de Köppen-Geiger), de modo que a cidade está exposta aos rigorosos ventos de sudoeste e, às vezes, ventos frios de nordeste, úmidos ou secos. As temperaturas médias no inverno raramente ultrapassam a marca de 0 °C, enquanto que a média no verão dificilmente ultrapassa 35 °C. A precipitação média anual é de 500 mm.[6]

No início de abril, sopram ventos do sul que trazem uma grande quantidade de poeira, além dos ventos quentes entre o fim do verão e o início do outono.[6]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O primeiro censo realizado em Ramalá foi através de um mandato britânico em 1922, que registrou uma população de 3.067 habitantes.[7] Na pesquisa de Sami Hadawi, em 1945, a população era de 5.080 habitantes, com os cristãos sendo a maioria da população.[8] No entanto, a composição demográfica da cidade mudou drasticamente entre 1948 e 1967, quando passou a ter 12.134 habitantes, com apenas pouco mais da metade dos habitantes da cidade sendo cristã, a outra metade muçulmana.[9]

A população de Ramalá diminuiu drasticamente no final do século XX, tendo registrado 24.722 habitantes em 1987 e apenas 17.851 habitantes dez anos depois, em 1997. No censo de 1997, realizado pelo Palestinian Central Bureau of Statistics (PCBS), os refugiados palestinos responderam por 60,3% da população da cidade.[10] Havia 8.622 homens e 9.229 mulheres. Houve um aumento na população com menos de 20 anos de idade, que passaram a responder por 45,9% da população, enquanto que aqueles com idade entre 20 e 64 anos eram 45,4% dos habitantes e pessoas com mais de 64 anos representavam 4,7% do total populacional.[10] De acordo com estimativas do Palestinian Central Bureau of Statistics, a população de Ramallah em 2013 era de 32.278 habitantes.[1]

Religião[editar | editar código-fonte]

A Mesquita Abdel Nasser Jamal é uma das maiores da cidade. A Igreja Ortodoxa de Ramalá, a Igreja Greco-Católica Melquita, a Igreja Evangélica Luterana e a Igreja Batista de Ramalá são algumas das instituições religiosas que operam escolas na cidade. Um pequeno grupo de Testemunhas de Jeová e Mórmons estão presentes na área, entre outros.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ramalá possui é um dos sinais mais evidentes de crescimento econômico na Cisjordânia, tendo o crescimento de sua economia estimada em 8% anualmente. Este crescimento tem sido atribuído a uma relativa estabilidade e apoio ocidental doado para a Autoridade Palestina. A economia dinâmica de Ramalá continua a atrair os palestinos de outras cidades da Cisjordânia, onde oportunidades econômicas são menores. A economia aumentou cinco vezes desde 2002.[11]

A cidade tem sido descrita como a sede do poder da Autoridade Nacional Palestina e serve como sede para as ONGs e embaixadas internacionais. Vários investimentos financeiros têm impulsionado a economia de Ramalá, principalmente após o fim da Segunda Intifada, em 2005.[12]

Em 2010, Ramalá se tornou o principal centro de atividade econômica e política nos territórios sob o controle da Autoridade Palestina.[13] A cidade experimentou um considerável avanço econômico, nos primeiros anos do século XXI, com diversos estabelecimentos comerciais, principalmente apartamentos e hotéis, sendo erguidos e construídos, particularmente no bairro de Al-Masyoun.[13] Em 2010, centenas de empresas palestinas foram incentivadas a mudarem-se de Jerusalém Oriental para Ramalá devido aos baixos impostos da cidade.[13] Tal incentivo foi destacado no jornal norte-americano The New York Times que, em 2010, chamou Ramalá de a capital de facto da Cisjordânia.[13][14]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Ramalá é geminada com:

Referências

  1. a b c Estimativa populacional em Ramalá e região, 2007 - 2016. Palestinian Central Bureau of Statistics.
  2. Metzger 2002, p. 243.
  3. Almanaque Abril. 14. São Paulo: Editora Abril. 1988. p. 518 
  4. «Albergues em Ramala permitem a mochileiros conhecer a Palestina - 26/07/2015 - Turismo - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 6 de maio de 2016 
  5. «Soldados israelenses fecham 2 canais de televisão palestinos em Ramala VEJA.com». VEJA.com. Consultado em 6 de maio de 2016 
  6. a b c Ramallah Municipality. «Localização e clima» (em árabe). Ramallah.ps. Consultado em 22 de junho de 2013 
  7. Harris, Chauncy Dennison. Trabalho de pesquisa: Questões 217-218 de padrões mundiais de mudança urbana moderna: Ensaios em homenagem a Chauncy D. Harris (em inglês) p. 154
  8. Hadawi, 1970. p. 65
  9. Ramallah Enciclopédia Britânica Online. 27 de dezembro de 2008.
  10. a b População palestina por localidade, sexo e grupos de idade Palestinian Central Bureau of Statistics.
  11. A construção de Ramallah significa o crescimento econômico da Cisjordânia (em inglês)
  12. Economia de Cisjordânia e Gaza: Antes e depois da crise (em inglês)
  13. a b c d Nova Palestina (em inglês)
  14. Ramallah atrai uma multidão cosmopolita - Michael T. Luongo, 3 de junho de 2010, The New York Times. (em inglês)
  15. «Bordeaux - Rayonnement européen et mondial». Mairie de Bordeaux (em French). Consultado em 29 de julho de 2013. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2013 
  16. «Bordeaux-Atlas français de la coopération décentralisée et des autres actions extérieures». Délégation pour l’Action Extérieure des Collectivités Territoriales (Ministère des Affaires étrangères) (em French). Consultado em 29 de julho de 2013. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2013 
  17. «Trondheims offisielle nettsted – Vennskapsbyer» (em Predefinição:No icon). Trondheim.com. Consultado em 13 de novembro de 2011 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Metzger, Bruce Manning (2002). Dicionário da Bíblia 1: as pessoas e os lugares. Rio de Janeiro: Zahar 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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