Ramos de Azevedo

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Ramos de Azevedo
Ramos de Azevedo em 1879.
Nome completo Francisco de Paula Ramos de Azevedo
Nascimento 8 de dezembro de 1851
São Paulo, São Paulo, Império do Brasil
Morte 1 de junho de 1928 (76 anos)
Guarujá, São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Movimento Modernismo
Art nouveau
(1870-1910)
Art decô
(1910 - 1928)
Obras notáveis Teatro Mun. S. Paulo (1903-1911)
Mercado Mun. São Paulo (1928-1933)
Pinacoteca do Estado (1897-1905)
Palácio das Indústrias (1911-1924)
Palácio dos Correios (1920-1922)
Hospital Psiquiátrico do Juqueri (1895-1898)
Catedral de Campinas (1807-1883)
Mais...

Francisco de Paula Ramos de Azevedo (São Paulo, 8 de dezembro de 1851Guarujá, 1 de junho de 1928) foi um notório arquiteto brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Retrato do arquiteto Ramos de Azevedo, por Oscar Pereira da Silva.

Jovem ainda, dirigiu-se a Gante, na Bélgica, para estudar Engenharia Civil. Segundo seus biógrafos, no entanto, conta-se que o diretor do curso de Arquitetura da escola surpreendeu-se com a qualidade de seus trabalhos e ordenou-lhe que trocasse de carreira. Naquela escola estudou a arquitetura clássica, mas foi influenciado a seguir as proposições do ecletismo arquitetônico.

Recém-formado, estabeleceu-se em Campinas onde executou seus primeiros projetos. Foi responsável pela conclusão da construção da catedral da cidade, o primeiro de seus grandes trabalhos.

No fim do século XIX foi convidado a projetar as residências de alguns membros da elite paulista. Decidiu estabelecer na cidade de São Paulo um escritório técnico, que levou seu nome, o qual em pouco tempo se transformou no principal influenciador da arquitetura local.

Durante algumas décadas foi deste escritório que saíram praticamente todos os projetos residenciais da elite e os principais projetos públicos da cidade.

Ramos de Azevedo participou da fundação da Escola Politécnica junto de um grupo de aristocratas paulistas ligados às correntes políticas consideradas progressistas, estabelecendo na escola um modelo similar ao que experimentou na Europa. Sua ligação com o ensino também aconteceu quando se tornou diretor do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde promoveu uma reforma de ensino que tornaria a escola autossuficiente e reconhecida em todo o país.

Devido à importância de sua obra para a cidade de São Paulo, foi erigido em frente ao prédio do Liceu, na Avenida Tiradentes, o Monumento a Ramos de Azevedo. Devido às obras do metrô na década de 1970, este monumento foi transportado para o campus da Universidade de São Paulo, na capital, e está hoje na Praça Ramos de Azevedo, em frente à Escola Politécnica que ajudou a criar.

Em sua homenagem a nova rodoviária de Campinas inaugurada em 2008 recebeu o nome Terminal Multimodal Ramos de Azevedo.

Ramos de Azevedo e seu escritório[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Escritório Ramos de Azevedo

O Escritório Ramos de Azevedo foi o maior e mais longevo escritório de arquitetura do Brasil,[1] criado e dirigido pelo próprio arquiteto que lhe presta o nome, Ramos de Azevedo, Dentre a última década do século XIX e as três primeiras do século XX,[2] período no qual o escritório chegou a empregar cerca de 500 funcionários.[1] Além das construções na cidade de São Paulo e no interior do estado, o escritório também participava de todas as grandes licitações pelo Brasil.[1] No ano de 2015, o Centro Cultural Correios São Paulo realizou uma exposição intitulada “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”.[3]

Projetos Notáveis[editar | editar código-fonte]

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  1. LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira; Ramos de Azevedo e seu escritório técnico; São Paulo: Editora PINI, 1998.
  2. CARVALHO, Maria Cristina Wolf de; Ramos de Azevedo; São Paulo: EDUSP, 1999. ISBN 8531405319

Referências

  1. a b c «Ramos de Azevedo | AH». aventurasnahistoria. 23 de junho de 2018 
  2. Cultural, Instituto Itaú. «Ramos de Azevedo | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  3. «Exposição "Escritório Ramos de Azevedo" no Centro Cultural Correios São Paulo». ArchDaily Brasil. 10 de fevereiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]