Rani ki kav

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Pix.gif Rani ki kav em Patan, Gujarat *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Rani ki vav 02.jpg
Rani ki kav
País  Índia
Tipo Cultural
Critérios i, iv
Referência 922
Região** Ásia
Coordenadas 23° 51' 32" N 72° 6' 36" E
Histórico de inscrição
Inscrição 2014  (38ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
Rani Ki Vav, visto de cima

Rani ki vav é um poço de construção extremamente complexa, localizado na cidade de Patan em Gujarat, Índia.

História[editar | editar código-fonte]

Rani ki vav, ou Ran-ki vav (Poço da Rainha) foi construído durante a Dinastia Solanki.

Acredita-se que foi construído em memória de Bhimdev I (1022-1063), filho de Mularaja, o fundador da Dinastia Solanki de Anahilwada Patan, em cerca de 1050 pela sua rainha viúva Udayamati e provavelmente completado por Udayamati e Karandev I após sua morte. A uma referência à construção do monumento por Udayamati está na Prabandha Chintamani, composta pelo monge jainista Merunga Suri em 1304.

O poço foi depois inundado pelo Rio Saraswati e assoreado até a década de 1980. Quando foi escavado por arqueólogos indianos, os relevos estavam em ótimas condições, como novos.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Escultura de Vishnu no Rani ki Vav
Pilares esculpidos

Este magnífico poço mede aproximadamente 64m de comprimento, 20m de largura e 27m de profundidade. É uma das maiores e mais suntuosas estruturas do tipo. Há um pequeno portão abaixo do último degrau, com um túnel de 30 quilômetros (bloqueado por pedras e lama), que leva à cidade de Sidhpur, perto de Patan. Foi usado como rota de fuga para o rei, que construiu o poço em uma época de guerra.

A maioria das esculturas são em devoção à Vishnu na forma dos avatares Kalki, Rama, Mahisasurmardini, Narsinh, Vaman, Varahi e outros representando o seu retorno ao mundo.

Por volta de 50, 60 anos atrás, havia plantas ayurvédicas nesta área e a água acumulada no Rani ki kav era considerada curativa para doenças virais, febre, etc.

Não era apenas um local para coleta da água e socializar, mas também um local de grande significado espiritual. Originalmente, os poços da região eram construções muito simples mas foram tornando-se cada vez mais intrincadas com os anos, talvez a fim de explicar o conceito antigo de santidade da água com a adição das deidades esculpidas em pedra.

UNESCO[editar | editar código-fonte]

Rani ki kav foi incluído na lista de patrimônio Mundial da UNESCO por "ser um trabalho multicultural de arte e arquitetura"[1]

Referências

  1. «Rani ki kav na UNESCO». Consultado em 30 de janeiro de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jutta Jain Neubauer: The Stepwells of Gujarat. An Art-historical Perspective. Abhinav Publications, 1981, ISBN 0-39102-284-9.
  • Morna Livingston, Milo Beach: Steps to Water. The Ancient Stepwells of India. Princeton Architectural Press, 2002, ISBN 1-56898-324-7.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]