Raquel

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Gustave Doré - Raquel com cântaro

Raquel em hebreu: Rachael רחל, é uma das personagens da Bíblia; filha de Labão, sobrinha de Rebeca, irmã mais nova de Lea, esposa favorita de Jacó e mãe de José e Benjamim. O seu nome tem origem hebraica cujo significado é rosa amorosa. Em (Tibéria/hebraico:Rāēl). Padrão do hebreu: Rael.

Sua origem[editar | editar código-fonte]

Raquel pertencia a uma família rica, de agropecuários, pessoas totalmente dedicados ao trabalho. A riqueza de sua família vinha através do único propósito de "trabalhar e prosperar". Essa é uma das admirações que Deus tinha sobre essa família (Génesis 2:15), apesar de não o conhecerem ainda, eles eram politeístas: Raquel e Lea adoravam vários deuses, Raquel também herdou a beleza da linhagem de Sara e Rebeca, sua tia. Alguns copiadores "escribas" descreveram Raquel como "linda", sinônimo de máxima beleza já vista; no texto do original hebraico (בראשית-Bereshit) ela é descrita amorosamente como "bonita de forma e bonita de aparência" (em hebraico: וְרָחֵל הָֽיְתָה יְפַת־תֹּאַר וִיפַת מַרְאֶה). Nos dias de hoje, Raquel na verdade quer dizer "Rosa Amorosa", originalmente dos significados hebreus. (Génesis 29:17).

Como costume de seu povo, Raquel trabalhava na função de pastora de carneiros (Génesis 29:9), que não era um serviço tão leve assim, além de dividir a tarefa doméstica com sua irmã, Lea.

Raquel e Lea[editar | editar código-fonte]

Enquanto Lea deu à luz quatro filhos em sucessão rápida, Raquel era estéril e não pôde conceber por muitos anos. Raquel então ofereceu sua criada (Bila) para o marido dela em matrimônio, como era o costume. Bila então deu à luz dois filhos. Lea, que também desejou mais crianças, ofereceu a criada dela Zilpa para Jacó, a qual deu à luz mais dois filhos. Finalmente, depois que Lea deu à luz outros dois filhos e uma filha, a própria Raquel gerou dois filhos.
Raquel sempre foi a esposa preferida de Jacó, e ele a amava muito e lhe dedicava a maior parte de seu tempo livre, dividindo seu leito com ela. Raramente Jacó visitava a tenda de Lea, que negociou com Raquel para que deixasse Jacó passar somente uma noite em sua companhia. (Génesis 30:14-16).

O acontecimento por Raquel[editar | editar código-fonte]

Raquel morreu em parto no caminho da casa de Jacó. A parteira lhe fala no meio do nascimento que a criança é um menino, saindo-lhe o espírito; Raquel olhou e o chamou de Benoni (Filho de Minha Dor), porque morreu, mas seu pai chamou-lhe de Benjamin (Filho da Felicidade). E foi enterrada por Jacó na estrada para Efrata, próxima a Belém (Cisjordânia). Hoje a Tumba de Raquel, situada entre Belém e o bairro de Jerusalém de Gilo (Génesis 35:20), é visitada por milhares de pessoas cada ano.

Arvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Terá
Sara[1]
Abraão
Agar
Harã
Naor
Ismael
Milca
Iscá
Ismaelitas
7 filhos[2]
Betuel
1ª filha
2º filha
Isaque
Rebeca
Labão
Moabitas
Amonitas
Esaú
Jacó
Raquel
Bila
Edomitas
Zilpa
Lia
1. Rúben
2. Simeão
3. Levi
4. Judá
9. Issacar
10. Zebulom
11. Diná
7. Gade
8. Aser
5.
6. Naftali
12. José do Egito
13. Benjamin



Referências

  1. Genesis 20:12: Sara era meia-irmã de Abraão.
  2. Genesis 22:21-22: Uz, Buz, Kemuel, Chesed, Hazo, Pildash, e Jidlaph

Fontes[editar | editar código-fonte]