Rasoherina

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Radoherina
Andriana
Rainha de Madagascar
Reinado 12 de maio de 1863 - 1 de abril de 1868
Consorte Rainivoninahitriniony
Rainilaiarivony
Coroação 23 de setembro de 1862 (Consorte)
30 de agosto de 1863 (Monarca)
Antecessor(a) Radama II
Sucessor(a) Ranavalona II
Rainha consorte de Madagascar
Reinado 16 de agosto de 1861 - 12 de maio de 1863
Sucessor Rainivoninahitriniony
 
Dinastia Merina
Nome de nascimento Rasoherina-Manjaka (De casamento e soberana) Rabodozanakandriana (De nascimento)
Nascimento c.1814
Morte 1 de abril de 1868 (53/54 anos)
  Amboditsiry, Madagascar
Enterro Tumulo das Rainhas, Rova de Antananarivo
Pai Andriantsalamanandriana
Mãe Rafaramanjaka

Rasoherina (1814 - 01 de abril de 1868) foi a rainha de Madagascar desde sua ascensão forçada em 1863 até sua morte em 1868. [1]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Rasoherina e Rakoto.

Nascida como Rabodozanakandriana em 1814, foi filha de aristocratas malgaxes durante o reinado de Radama I, o príncipe Andriantsalamanandriana e a princesa Rabodozanakandriana. Durante a primeira parte de sua vida foi casada com Raharola, um aristocrata malgaxe que cumulou muitas honras e funções durante o reinado de Ranavalona I. Tal como Ministro do Interior, Conselheiro do Governo e governador da província de Toamasina. Em 1847 se divorciou do mesmo e tempo depois, ainda no mesmo ano se casou com o então príncipe herdeiro Rakoto, que em 1861 viria a se tornar o rei Radama II e ela a rainha consorte de Madagascar.

Em 1863 devido a impopularidade do rei no parlamento, o soberano foi assassinado na manhã de 12 de maio de 1863. Crime este que foi assistido por Rasoherina, que tentou impedir que os traidores matassem seu marido, mas sem sucesso. Radama II foi estrangulado para evitar que se derrama-se sangue no ato, coisa que era proibida pelas tradições malgaxes na execução de um soberano. Rasoherina foi forçada a assumir o cargo, já que era de origem aristocrática e era a esposa principal do rei. A mesma não mudou seu nome após ascender ao trono, além de ter sido forçada a assinar um tratado que cedesse mais poderes plenos ao parlamento, tornando assim o país uma monarquia parlamentarista.

Reinado[editar | editar código-fonte]

Os primeiros embaixadores malgaxes apareceram no reinado de Rasoherina.

Foi coroada em 30 de agosto de 1863, 4 meses após a morte de seu marido, com o nome de Rasoherina. Durante seu curto reinado de pouco menos de 5 anos, algumas medidas tomadas pelo monarca anterior foram mantidas, bem como certas relações exteriores e a liberdade religiosa, porém a maior parte do poder estava nas mãos do primeiro ministro Raharo, mesmo por quem ela se casaria semanas depois da coroação. Porém ainda sim a rainha é considerada uma grande rainha na história do país.

Durante os primeiros anos a rainha procurou manter o equilibrio entre as facções conservadoras (A favor da conservação das tradições e isolamento) e as facções progressistas (A favor da abertura politica e progresso do país), conseguindo certas realizações. Rahoherina por meio de influências e aliados ao parlamento conseguiu depor o primeiro ministro Raharo em 1864, substituindo o mesmo por seu irmão Rainilaiarivoni, com quem também se casaria com a intenção de deter mais poder e influências no parlamento.

Durante seu casamento e suas influências no parlamento, enviou os primeiros embaixadores do reino para o exterior, que foram enviados para Londres e Paris e os mercados de domingo foram proibidos. A controversa Carta Lambert, que concedia terras para a exploração de franceses e promulgada por Radama II foi declarada nula, para grande desgosto da França; uma quantia de 240.000 ariary (~ 1.200.000 francos franceses) foi paga à França em reparações pela violação deste lucrativo acordo comercial. Entretanto apesar do rompimento com a França, em 27 de junho de 1865, ela assinou um tratado com o Reino Unido, dando aos cidadãos britânicos o direito de alugar terras e propriedades na ilha e de ter um embaixador residente. Em 14 de fevereiro de 1867, ela assinou um tratado com os Estados Unidos que limitava a importação de armas e a exportação de gado. Um tratado com a França estava sendo considerado durante seu reinado, mas não foi assinado até depois de sua morte e da sucessão de Ranavalona II ao trono. [2]

Morte[editar | editar código-fonte]

O Velório de Rasoherina, Abril de 1868.

Durante seus últimos anos a rainha foi ficando mais doente, mas também sendo vitima de contantes conspirações para destronar-la. A mais famosa seria a de matar o príncipe-consorte e primeiro-ministro Rainilvaiariovoni. Porém a rainha acabou por morrer de causas naturais em 1868 após uma peregrinação pela Colina Real de Abohimanga. Quatro dias antes de sua morte a monarca abraçou a fé cristã e permitiu que missionários católicos entrassem no palácio de Rova para baptizar-la e tornando-la melhor vista pois na época o cristianismo estava se tornando muito popular pela população do país. A vertente adotada pela rainha foi o Catoliscismo Romano, que era bastante praticado pelos franceses e ele acreditara que com isso o país abandonasse os planos de colonização após sua morte.

Ela faleceria em 1 de abril de 1868, aos 53 ou 54 anos e vitima de desenteria. Sue velório foi um evento público e muitos cidadãos puderam ir prestar homenagens á defunta rainha, coisa que antes era permitida apenas entre os nobres e altos militares. Foi sucedida por sua prima e irmã de consideração Ramoma, que também havia sido esposa de Radama II e que assumiu o trono com o nome de Ranavalona II. [3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referência[editar | editar código-fonte]


  1. Bevans, Charles Irving (1968). Treaties and Other International Agreements of the United States of America, 1776-1949: Iraq-Muscat (em inglês). [S.l.]: Department of State 
  2. «madagascar2». www.royalark.net. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  3. «orders». www.royalark.net. Consultado em 14 de junho de 2020